Eduardo Torres, piloto do exército colombiano, está a bordo de um caça F-18 – mas sem tirar os pés do chão. “Normalmente, esses simuladores servem para o treinamento de pilotos. Alguns utilizam como
hobby”, ele diz.O simulador de vôo usado no treinamento de pilotos já é quase um equipamento caseiro. “Esse é um brinquedo que dá pra ter em casa”, garante o coordenador da simulação na feira, Elcio Ribeiro.Enquanto o estudante Ulisses dos Santos não tem o dele, brinca aqui mesmo. “É um pouco difícil. Tem que aprender a mecher no manche, pegar aceleração”, explica, sem tirar os olhos da tela.
A feira em São Paulo é uma cidade tecnológica onde os jovens se reúnem pra trocar idéias sobre programas, jogos e robótica.
Uma das atrações da feira é o “Quase”, um robô desenvolvido por uma universidade norte americana. O que mais chama a atenção é que ele é inerativo – até dança, se a gente pedir, em inglês.
Mil e oitocentas pessoas de várias partes do país estão acampadas no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde está a feira. Elas vão ficar até domingo, quando termina o evento. “Eu faço faculdade nessa área, vim buscar um pouco de conhecimento e diversão”, justifica o estudante acampado Rodrigo Esteves.
Os próprios acampados trouxeram seus computadores, e mostram até que a inovação não existe só dentro das máquinas; o computador do artista plástico Maciel Barreto tem a forma de caveira. “As pessoas me procuram buscando uma identidade própria. Elas querem criar o seu estilo, a sua marca”, diz.
O diretor da feira diz que várias empresas de tecnologia estão de olho nessa criatividade dos jovens: podem sair desse evento futuros profissionais da indústria da tecnologia. “Nos últimos anos, a inovação tecnológica tem sido fruto dos próprios usuários da Internet”, afirma Marcelo Branco, diretor da feira.
A feira espera receber 30 mil pessoas e fica no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.