Arquivo para Março, 2008

Nota Fiscal Eletrônica será obrigatória para 5 mil empresas em abril

Setores de cigarros e combustíveis começam a adotar novo sistema em um mês.
‘O governo passa a ter um controle muito maior das operações’, afirma especialista.

Do G1, em Brasília

Cerca de 5 mil empresas dos setores de cigarros (fabricantes e distribuidores atacadistas) e combustíveis (produtores, distribuidores, transportadores e revendedores varejistas) serão obrigados a emitir nota fiscal eletrônica (NFE) para vendas internas e operações interestaduais a partir de 1º de abril. Para as operações de importação e exportação, a obrigatoriedade vale a partir de 1º de junho.

O piloto do projeto começou em abril de 2006, quando as empresas, por vontade própria, emitiam notas eletrônicas, em paralelo com as mesmas notas em papel, informou a Receita Federal. Até a noite da última sexta-feira (28), cerca de R$ 40,8 bilhões já haviam sido movimentados a partir da emissão de 5,1 milhões de notas fiscais eletrônicas.

 Mudanças

A NFE passa a substituir a nota fiscal modelo 1/1A, utilizada para transações comerciais com mercadorias entre pessoas jurídicas. Para o consumidor comum, não haverá diferença significativa: quando abastecer o carro ou comprar um cigarro, por exemplo, ele continua recebendo o cupom fiscal de papel.

“A NFE é um projeto que envolve, na verdade, uma mudança na relação das empresas com o Fisco”, diz ao G1 Cláudio Coli, diretor de operações de uma empresa especializada em tecnologia tributária. “O impacto é na cadeia de valor antes de o produto chegar ao consumidor.”

 Vantagens

A implantação do novo sistema traz benefícios para a Receita Federal, as empresas e os consumidores, acredita Coli. “Haverá ganhos em eficiência, organização, fiscalização, transparência. O Fisco vai ter um controle muito maior do processo das operações realizadas, com o ambiente eletrônico.”

Uma distribuidora de combustível, por exemplo, precisa de quatro a cinco vias de nota fiscal para fazer operações, informa Coli. Notas fiscais que ficam com o posto de gasolina que compra o combustível, com a própria distribuidora (que deve armazená-la por um período de tempo), com o motorista e com o Fisco.

“Com a NFE, as empresas, antes mesmo de realizarem a operação, mandam um arquivo eletrônico via internet para a Secretaria de Fazenda do seu estado, informando aquela operação. E o Fisco recebe e autoriza a emissão da nota fiscal em questão de segundos. É como se o Fisco desse um carimbo eletrônico instantaneamente, soubesse da operação antes mesmo de ela ser executada. Os gastos com papel são derrubados”, explica o especialista. 

“Imagine uma nota fiscal comum, só que em formato eletrônico. O Fisco a valida, dá o carimbo eletrônico, e ela retorna para a empresa. Tudo é automatizado, o que envolve certificação digital, segurança de dados, sigilo. É como se substituíssemos os arquivos atuais em papel, que são difíceis de armazenar, por arquivos eletrônicos, que podem ser consultados pelo computador.”

 Coibir práticas ilegais

Para Cláudio Coli, o novo sistema pode evitar práticas ilegais de mercado, como o contrabando e até mesmo a formação de cartel. “O governo passa a ter um controle muito maior das operações, saberá quem vende para quem, o que resultará em competições mais éticas. Haverá uma transparência muito maior”, acredita.

 Modelo chileno

O sistema da NFE, observa o especialista, já existe em alguns países da América Latina, como o Chile, que seria o modelo-referência para o Brasil. “Mas o Brasil é muito mais complexo que o Chile e que o mundo todo. A NFE é como se fosse um projeto para 27 países, devido às especificidades tributárias de cada estado e as suas características técnicas específicas.”

A nova ferramenta representa um avanço do país em um mercado globalizado, acredita Coli. “O Brasil está saindo na frente, mais uma vez. É algo novo, inovador, que tende a ser um processo global, que atende a uma necessidade de maior transparência nas transações”, afirmou.

 Dúvidas

A Receita Federal montou uma central de atendimento para tirar dúvidas sobre as notas fiscais eletrônicas. Os interessados podem ligar para o 0800-978-2338.

Deixe um Comentário

Consultor responde dúvidas sobre impossibilidade de dedução e isenção

Blog do convidado
O consultor Antônio Teixeira Bacalhau, da empresa IOB, responderá três questões de leitores sobre a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2008, todos os dias, até 30 de abril.

Leia tudo sobre o Imposto de Renda

Clique aqui para baixar os programas para declarar o IR

1) Gostaria de saber se posso declarar no Imposto de Renda curso de inglês dos meus filhos. Desde já agradeço. (Neverson)
Resposta: Não há previsão para dedução dos gastos com aulas de inglês na declaração de imposto de renda.

2) Declarei Imposto de Renda por dois anos porque no meu extrato da Receita Federal tive imposto retido na fonte. No meu extrato referente a 2007 não houve essa dedução. O total de rendimentos tributáveis de 2007 não atinge o valor que obriga a declarar. Sou funcionária publica somente com uma fonte de renda. Mesmo assim tenho que declarar para o exercício de 2007? (Eliana Maria Piva Amadio)
Resposta:
Se você não auferiu rendimentos em valor superior a R$ 15.764,28, e não se enquadra em nenhuma outra situação que a obrigue a apresentar a declaração de rendimentos, você ficaria dispensada esse ano, devendo apenas apresentar a declaração anual de isento, no segundo semestre.

3) Sou residente nos EUA e recebo salário tanto no Brasil quanto nos EUA. Atualmente declaro Imposto de Renda separadamente. Esse procedimento está correto ou devo declarar meu salário e rendimentos que tenho nos EUA no Brasil também? (Luiz)
Resposta:
Se você é residente no exterior, seus rendimentos deverão ser declarados e tributados apenas no país onde você se encontra.

Deixe um Comentário

Novas regras do Bilhete Único entram em vigor; veja os cuidados que você deve ter

29/03/2008 – 07h20 – Atualizado em 29/03/2008 – 09h12

Agora não é mais possível validar o cartão na catraca por mais de duas vezes.
As regras valem apenas para o Bilhete Único Comum.

Do G1, em São Paulo

O paulistano que costuma circular pela cidade com  pouco crédito no Bilhete Único deve tomar cuidado a partir deste sábado (29). De agora em diante, a SPTrans só vai permitir validar o cartão na catraca por duas vezes consecutivas.

Na terceira tentativa, o sistema não validará o bilhete. Resultado: o passageiro terá de pagar em dinheiro. Sem o Bilhete Único, que garante gratuidade por duas horas, terá de pagar todas os embarques seguintes. 

Para evitar transtornos, a SPTrans recomenda que a partir desse sábado o passageiro mantenha o Bilhete Único sempre carregado com mais de R$ 9,20. Também é importante cadastrar o Bilhete Único comum na internet. Para isso, basta acessar o site da SPTrans.  A partir de agora, sem esse cadastro, não será possível validar o Bilhete Único na catraca - nem em caso de emergência.  

Sempre que o crédito acabar e o passageiro validar o cartão na catraca por duas vezes, é recomendável colocar novo crédito logo em seguida. Se não fizer isso, o passageiro terá de pagar a passagem com dinheiro e não terá direito às viagens gratuitas previstas para o prazo de duas horas. 

Para facilitar para os usuários, o SPtrans duplicou o número de postos de recarga, passando de dois mil para quatro mil em toda a capital.

 Veja o que muda
  • Como era a recarga do cartão

O passageiro com cartão descarregado pagava R$ 2,30 ao cobrador e recebia carga no cartão dentro do ônibus, o que dava saldo suficiente para mais três viagens.

  • Como ficou agora   

Para validar a passagem dentro do ônibus a partir de agora é necessário que o cartão seja cadastrado através do site www.sptrans.com.br

Também é necessário que a última recarga tenha sido de R$ 9,20 (quatro tarifas) ou mais. 

A validação do bilhete com o pagamento da passagem em dinheiro ao cobrador será permitida só por duas vezes consecutivas.

Na terceira tentativa de validação na catraca, o sistema não validará o bilhete. Com isso, o passageiro perde o direito de utilizar o benefício das três integrações, no período de duas horas.

Atenção: as regras valem apenas para o Bilhete Único Comum

 Dicas
  • Manter o Bilhete Único sempre carregado
  • Cadastrar o Bilhete Único Comum no site da SPTrans -www.sptrans.com.br.
  • Recarregar o cartão com pelo menos R$ 9,20 (quatro tarifas) e voltar a inserir créditos sempre que ele for validado duas vezes na catraca. Se a carga for inferior a R$ 9,20, o cartão não será habilitado para funcionar sem crédito.

Deixe um Comentário

Cristina Kirchner pede fim de protestos para dialogar com ruralistas


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner
‘É muito difícil dialogar com pistola na cabeça’, disse Cristina Kirchner

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pediu o fim dos protestos do setor rural, que completaram 15 dias nesta quinta-feira, para que o diálogo possa ser aberto entre o governo e representantes dos ruralistas.

“Peço, humildemente, como presidente de todos os argentinos e em nome dos argentinos, que suspendam o protesto para dialogar”, disse Crsitina Kirchner, em um comício realizado em Buenos Aires e transmitido ao vivo pelas principais emissoras de TV do país. “Não se pode negociar se não são suspensas as iniciativas que extorquem o país.”

Pouco antes, no mesmo discurso, Cristina Kirchner afirmou que é “muito difícil dialogar com pistola na cabeça, principalmente na democracia”.

Ela se referia ao protesto rural que já provoca desabastecimento nos supermercados de diversos pontos da Argentina e à ameaça dos ruralistas de manter a greve por tempo indeterminado.

Cristina Kirchner afirmou ainda que pela primeira vez, em cem anos, o país registrará cinco anos de “crescimento sustentável”.

Ela disse que o governo “não está contra os pequenos produtores”, sinalizando que poderia ser dado tratamento diferenciado à cobrança dos impostos às exportações do setor agrícola – medida que afeta principalmente a soja e provocou a onda de protestos.

“Não é uma política anti-soja, mas pró-povo, pró-Argentina, pró-campo. (…) E essa forma é a única que temos de erradicar a fome no país. (…) Estamos discutindo um modelo de país. (…) Meu objetivo é a igualdade social”, disse.

A presidente criticou ainda os panelaços realizados durante semana, afirmando que não são espontâneos.

Reação

No palanque com Cristina Kirchner estavam ministros, secretários, líderes parlamentares e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.

Enquanto a presidente falava, emissoras de TV mostravam também a reação dos ruralistas.

Os produtores rurais escutavam as palavras de Cristina Kirchner e acenavam que manteriam a paralisação, que inclui o bloqueio das estradas, principalmente para caminhões carregados com alimentos.

Quando a presidente terminou seu discurso, líderes do protesto nas localidades de Gualeguaychú, na província de Entre Ríos, e São Pedro, na província de Buenos Aires, decidiram manter a manifestação.

Gualeguaychú mantendo bloqueio total das estradas, e São Pedro parcialmente. Nos dois casos, eles querem a suspensão dos novos impostos às exportações do setor antes de encerrar a greve.

Panelaços

Outra reação, também quase imediata, foram os panelaços e buzinaços, pelo terceiro dia consecutivo, nos bairros de classe média e classe alta da capital federal, Buenos Aires.

Mas a expectativa, segundo o vice-presidente da Sociedade Rural Argentina, Hugo Biolcati, é de que o diálogo seja aberto depois do discurso de Cristina.

“Foi um discurso bem diferente do de terça-feira. Desta vez, foi um chamado ao entendimento. Merece ser tratado com toda a responsabilidade. Na minha opinião, o discurso abre o diálogo”, disse.

Na terça-feira, Cristina tinha criticado o setor rural.

Quando questionado sobre a decisão dos líderes do protesto em Gualeguaychú, Biolcati respondeu: “Eu sou membro de uma das entidades, mas são quatro”.

Estas entidades estimam que são realizados cerca de 400 protestos nas estradas argentinas.

Segundo Biolcati, deverá ser realizada uma reunião nas próximas horas para definir se o protesto será suspenso ou não.

Deixe um Comentário

Pesquisadores encontram a suposta ‘1ª gravação de voz da história’

 28/03/2008 – 08h47 – Atualizado em 28/03/2008 – 11h29

Francês teria antecipado invenção de Thomas Edison em 20 anos.
Gravação de 1860 foi registrada antes de a reprodução de áudio ter sido criada.

Do New York Times

Isabelle Trocheris/The New York Times

Isabelle Trocheris/The New York Times
O historiador David Giovannoni exibe o fonoautograma de Edouard-Leon Scott, feito no século XIX
(Foto: Isabelle Trocheris/The New York Times)

Por mais de um século, desde que ele gravou as palavras “Mary tinha um cordeirinho” numa folha de alumínio, Thomas Edison tem sido considerado o pai do som gravado. Mas pesquisadores afirmam que descobriram uma gravação da voz humana, feita por um francês pouco conhecido, que precede em quase duas décadas a invenção do fonógrafo por Edison.

A gravação de 10 segundos de uma cantora entoando “Au Clair de la Lune” foi descoberta no início deste mês num arquivo em Paris por um grupo de historiadores de áudio americanos.

Leia também: Apresentadora tem ataque de risos ao ler notícia

Ela foi feita, segundo os pesquisadores, em 9 de abril de 1860, num fonoautógrafo, uma máquina criada para registrar sons visualmente, não para tocá-los. Mas as gravações do fonoautógrafo, ou fonoautogramas, foram tornadas “tocáveis”, convertidas de rabiscos no papel para som – por cientistas do laboratório Nacional Lawrence Berkeley, em Berkeley, Califórnia.

“Esta é uma descoberta histórica, a mais antiga gravação de som conhecida”,afirmou Samuel Brylawski, o ex chefe da divisão de som gravado da biblioteca do Congresso norte-americano, que não está ligado ao grupo de pesquisa mas que está familiarizado com as descobertas. A escavação de áudio poderia dar uma nova primazia aos fonoautógramo, antes considerado mera curiosidade, e a seu inventor, Edouard-Leon Scott de Martinville, um impressor e mecânico amador que morreu convicto de que sua inovação havia sido impropriamente atribuída a Edison.

 Voz no papel

O aparelho de Scott tinha uma estrutura em forma de barril ligada a uma agulha, que extraía as ondas de som das folhas de papel escurecidas com fumaça de uma lâmpada a óleo. As gravações não tinham o propósito de serem ouvidas, já que o conceito de playback de áudio ainda não existia. Em vez disso, Scott buscava criar um registro em papel da fala humana que pudesse ser decifrado mais tarde.

Mas os cientistas de Lawrence Berkeley utilizaram imagens ópticas e uma “agulha virtual” em scans de alta resolução do fonoautógramo, empregando tecnologia moderna para extrair padrões inscritos no papel preto há quase um século e meio. Os cientistas pertencem a um grupo de colaboração informal chamado Primeiros Sons que também inclui historiadores de áudio e engenheiros de som.

David Giovannoni, um historiador de áudio norte-americano que liderou os esforços de pesquisa irá apresentar as descobertas e tocar as gravações em público na sexta-feira (28) na conferência anual das Coleções da Associação do Som Gravado na Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia. O fonoautógramo de Scott de 1860 foi feito 17 anos antes de Edison ter recebido uma patente pelo fonógrafo e 28 anos antes de Edison associar um trecho de um oratório de Handel a um cilindro de cera, uma gravação que até agora era considerada pela maioria dos especialistas como a mais antiga que ainda podia ser tocada.

A apresentação de Giovannoni na sexta exibirá descobertas adicionais de fonoautogramas de Scott encontradas em Paris, incluindo gravações feitas em 1853 e 1854. Aqueles primeiros experimentos incluem tentativas de capturar o som da voz humana e uma guitarra, mas a máquina de Scott estava calibrada de forma imperfeita na época.

“Nós conseguimos fazer com que os primeiros fonoautogramas grasnassem e só”, afirmou Giovannoni. Mas o fonoautógramo de abril de 1860 é mais do que isso. Numa cópia digital da gravação fornecida ao The New York Times, uma vocalista anônima, presumivelmente mulher, pode ser ouvida com ruídos e chiados ao fundo. A voz, abafada porém audível, canta “‘Au clair de la lune, Pierrot repondit’, uma sinuosa melodia de 11 notas – uma canção fantasmagórica que parece emergir do lodo sonoro.

 Em busca do Santo Graal

A caçada pelo Santo Graal do áudio foi iniciada no outono por Giovannoni e três associados: Patrick Feaster, um especialista em história do fonógrafo que dá aula na Universidade de Indiana e Richard Martin e Meagan Hennessy, proprietários da Archeophone Records, um selo especializado nas primeiras gravações da história. Eles já haviam colaborado antes no disco da Archeophone “Actionable Offenses”, uma coletânea de gravações obscenas do século XIX que recebeu duas indicações ao Grammy. Quando Giovannoni levantou a hipótese de compilar uma antologia dos sons mais antigos já gravados, Feater sugeriu a busca dos fonoautogramas de Scott. Historiadores há muito tempo sabem da existência do trabalho de Scott, mas pesquisadores americanos acreditam que eles são os primeiros a fazer uma busca concentrada pelos fonoautogramas de Scott e os primeiros a tentar ouvi-los.

Em dezembro, Giovannoni e um pesquisador assistente viajaram até um escritório de patentes em Paris, o Institut National de la Propriete Industrielle. Lá eles encontraram gravações de 1857 a 1859 que foram incluídas por Scott na requisição de patente de seu fonoautógrafo. Giovannoni afirmou que trabalhou com a equipe do arquivo de lá para conseguir scans dessas gravações alta resolução digital e com qualidade de preservação.

Uma trilha de pistas, incluindo uma referência enigmática sobre gravações de Scott em depósitos de fonoautógramo na “Academia” levou os pesquisadores a outra instituição em Paris, a Academia Francesa de Ciências, onde muitas outras gravações de Scott foram guardadas. Giovanni afirmou que seu momento de “eureca” ocorreu quando ele viu um fonoautógramo de 1860, uma folha de pano meticulosamente preservada medindo 9 por 25 polegadas. “Ela estava intacta”, afirmou Giovannoni. “As ondas sonoras estavam impecavelmente limpas e nítidas”.

Seus scans foram enviados ao laboratório de Lawrence Berkeley, onde foram convertidos em sons pelos cientistas Carl Haber e Earl Cornell. Eles utilizaram uma tecnologia desenvolvida há muitos anos em colaboração com a biblioteca do Congresso, na qual “mapas” de alta resolução de gravações feitas com sulcos são tocadas num computador usando uma agulha digital. O fonoautógramo de 1860 de 1860 foi separado em 16 canais – um para cada onda de som – que Giovannoni, Feaster e Martin meticulosamente colaram de volta, fazendo ajustes para variações de velocidade das gravações produzidas à mão por Scott.

 Pré-história do som

Os ouvintes agora devem ponderar se a esquisitice de ouvir uma gravação feita antes do conceito de reprodução de áudio ter sido sequer imaginado. “Há uma enorme lacuna epistemológica entre nós e Leon Scott, porque ele achou que a maneira de se chegar à essência do som é olhando para ele”, afirmou Jonathan Sterne, professor da Universidade McGill, em Montreal, e autor de “O Passado Audível: origens Culturas da Reprodução de Som”.

Scott é, de muitas maneiras, um herói pouco provável do som gravado. Nascido em Paris em 1817, ele era um homem de letras, não um cientista, que trabalhava com impressão e como bibliotecário. Ele publicou um livro sobre a história da taquigrafia e evidentemente via a gravação de som como uma extensão da estenografia. Nas memórias que ele mesmo publicou em 1877, ele foi contra Edison por este ter “se apropriado” de seus métodos e desconstruir o propósito da tecnologia de gravação. O objetivo, argumentou Scott, não era reprodução de som, mas “escrever a fala, que é o que a palavra fonógrafo significa”.

Realmente, Edison chegou à sua conquista por conta própria. Não há provas de que ele tenha se beneficiado do conhecimento obtido pelo trabalho de Scott para criar o fonógrafo e ele permanece com a distinção de ter sido o primeiro a reproduzir som. “Edison não foi diminuído em nada pela descoberta”, afirmou Giovannoni.

Deixe um Comentário

Projeto de lei gera polêmica entre motoristas

27.03.2008
Reportagem de Patrícia Taufer

Os vereadores da capital aprovaram um projeto que proíbe a circulação dos caminhões em todas as ruas e avenidas da capital no horário de rodízio.

Os vereadores da capital aprovaram, em primeira votação, um projeto que proíbe a circulação dos caminhões em todas as ruas e avenidas da capital, todos os dias da semana, no horário em que hoje vigora o rodízio de carros.A proibição seria das sete às dez da manhã e das cinco da tarde às oito da noite. Motoristas de carros e de caminhões têm opiniões bem diferentes sobre o projeto.

Quem precisa do caminhão para trabalhar está irritado com a novidade. Ailton Silva transporta frango vivo para abastecer São Paulo. Circula o dia inteiro pela cidade e não concorda com o aumento das restrições para os motoristas de caminhões.

“Não tem como, vai ficar desabastecida a cidade”, garante ele.

Hoje a principal restrição que existe na capital para caminhões, é a que proíbe carga e descarga em ruas do centro da cidade, entre dez da manhã e oito da noite.

“Para arrumar lugar para descarregar aqui é em torno de duas horas e a tendência aqui é acabar piorando, porque o mercado não para”, afirma Benedito Camargo, motorista.

O projeto aprovado ontem deve ser votado de novo, pelos vereadores, na semana que vem e, para entrar em vigor, precisa ser sancionado pelo prefeito.

Mais três projetos, sobre rodízio, estão na câmara municipal. Um que determina a colocação de placas indicativas nas ruas e avenidas que recebem carros das estradas. Outro que proíbe carga e descarga dentro do centro expandido das sete às dez da manhã e das cinco da tarde às oito da noite. O terceiro aumenta para dois dias a restrição de circulação de carros e proíbe a circulação de caminhões, em toda a cidade, das sete da manhã às nove da noite.

Deixe um Comentário

Super Simples – Mais um mês para entregar declaração‏

Empresas tem mais um mês para declarar Super Simples!

Declaração de 2007 pode ser entregue até final de junho de 2008.

 

Empresas têm mais um mês para declarar ao Supersimples


As micro e pequenas empresas que optaram pelo
Simples Nacional, terão mais um mês para entregar a declaração anual simplificada. Resolução do Comitê Gestor prorrogou para 30 de junho a data limite para o envio das informações referentes ao segundo semestre do ano passado (2007), quando o regime especial de tributação entrou em vigor.

A entrega das declarações começaria em 1º de abril e iria até 31 de maio. O novo prazo vai de 1º de maio até o final de junho de 2008.

Segundo o comitê gestor do Simples Nacional, a mudança na data foi necessária porque o programa de computador que permitirá a prestação de contas só estará pronto no final de abril. A entrega das declarações será feita exclusivamente pela Internet.

Para os próximos anos, no entanto, valerá o prazo previsto na lei que criou o Supersimples. De 1º de fevereiro a 31 de março, as empresas terão de declarar os fatos geradores de impostos relativos ao exercício fiscal anterior.

Deixe um Comentário

Câmara dos Deputados e OAB/SP avançam nos estudos sobre os Crimes Digitais

O Conselho Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara têm por proposta, conduzir uma discussão no âmbito do legislativo sobre mudanças no arcabouço legal e institucional brasileiro, de forma a combater as novas modalidades de crimes, amparada pelo avanço da tecnologia.  Trata-se, o Conselho, de órgão técnico-consultivo, vinculado à Mesa Diretora, que tem por proposta promover estudos relacionados à  análise de impactos, riscos e benefícios em relação a tecnologias, políticas ou ações governamentais de alcance nacional, de forma a subsidiar a atividade parlamentar. Informa o Conselho que “a discussão sobre o tema é relevante se considerarmos o aumento em escala de práticas criminosas tanto de ordem qualitativa, quanto quantitativa, em todo o planeta”. O Brasil não está fora destes números. 

“Segundo a imprensa, o país está se tornando uma espécie de ‘centro de estudos’ para a prática de crimes tecnológicos”. A Comissão de Direito na Sociedade da Informação da OAB/SP, Presidida pelo advogado Coriolano Aurélio de Almeida Camargo Santos, realizará um debate sobre os desafios do Direito Penal na sociedade da informação e os crimes cibernéticos e tecnológicos no dia 3 de abril quinta-feira das 13h às 18h no Salão Nobre da OAB/SP – Praça da Sé, 385 – 2o andar. (vide programação) O Dr. Coriolano Aurélio de Almeida Camargo Santos foi convidado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para participar, na qualidade de debatedor no  Seminário Internacional ‘Crimes Cibernéticos e Segurança Digital, a ser realizado no dia 28 de maio de 2008, no auditório Nereu Ramos em Brasília.

Deixe um Comentário

Planos de saúde vão à Justiça contra cobertura maior

Agencia Estado – 25/3/2008 9:03

O Sindicato Nacional das Empresas de Medicina de Grupo (Sinamge) entrou ontem na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra a ampliação da cobertura obrigatória dos planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999. A ação deve ser analisada hoje e caso receba parecer favorável do juiz poderá atrasar a implantação do novo rol de procedimentos, previsto para entrar em vigor a partir de 2 de abril. A decisão de ir à Justiça contra a ampliação da lista de procedimentos vinha sendo estudada desde janeiro.

O sindicato representa as cerca de 300 empresas de medicina de grupo filiadas à Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). De acordo com a instituição, a nova cobertura definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) traria um aumento entre 1% e 10% aos preços dos planos assinados a partir da mudança, em razão da elevação dos custos do setor, que poderia chegar a 10%. A ampliação da cobertura inclui procedimentos como cirurgia de vasectomia e consultas com especialistas em nutrição e terapia ocupacional.

O presidente da Abramge, Arlindo de Almeida, não quis comentar a ação judicial. Ele apenas afirmou que, caso o rol entre em vigor da maneira como foi definido, prejudicará boa parte das empresas de medicina de grupo, que teriam sua atividade impedida por conta do aumento de custos.

Para José Eduardo Tavolieri, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), apesar de o Sinamge estar fazendo a vontade de seus associados, ele não acredita que a organização vá obter êxito na tentativa de obstruir a aplicação do novo rol de procedimentos. Segundo ele, do ponto de vista constitucional a saúde é um serviço de relevância pública e mesmo as empresas particulares que atuam no setor devem estar cientes dos riscos de fazê-lo e do cumprimento das determinações.

Maria Inês Dolci, a diretora da Proteste – organização de defesa do consumidor – afirmou que a ampliação de procedimentos é parte de um avanço no atendimento de saúde suplementar. “Havia uma defasagem que precisava ser revista, o que foi feito com a atualização da lista”, afirmou. A ANS não comentou a atitude do Sinamge. As informações são do Jornal da Tarde

Deixe um Comentário

Novas regras obrigarão plano de saúde a cobrir cem novos procedimentos

  24/03/2008 – 14h13 – Atualizado em 24/03/2008 – 14h31

Novas normas valem a partir do dia 2 de abril, quarta-feira da semana que vem.
Segundo o Idec, consumidor deve ficar de olho no cumprimento das novas regras.

Do G1, com informações do Jornal Hoje

A partir de 2 de abril – já na semana que vem - 26 milhões de brasileiros que têm plano de saúde terão direito a cirurgias e tratamentos que hoje não são cobertos. As mudanças – cerca de cem novos procedimentos – valem para todos os planos contratados a partir de 1999.
Veja o site do Jornal Hoje

As empresas serão obrigadas a oferecer cirurgias com o uso de videolaparoscopia, além do chamado autotransplante de medula óssea e de procedimentos como vasectomia e laqueadura. Também passam a ser cobertos o fornecimento e colocação de DIU, exames de DNA para tratamento de doenças genéticas e a mamografia digital.

O segurado ainda terá direito a uma sessão por mês com psicólogo e seis por ano com
fonoaudiólogo, nutricionista e terapeuta ocupacional. Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), diz que a mudança vai ajudar o consumidor, mas que muitos procedimentos ainda estão de fora.

 Consumidor

Por oito anos seguidos, as empresas de plano de saúde foram o maior alvo de queixas no Idec. E os clientes vão ter que continuar de olho pra ver se os planos vão cumprir os novos procedimentos médicos que passam a ser obrigatórios no mês que vem.

São casos como o da família de Adelina Alves de Jesus, de 76 anos, que tem o plano de saúde pago pelas filhas, mas enfrentou problemas na hora em que precisaram de tratamento. 

Dona Adelina precisava operar o fígado. Só que o plano se recusou a cobrir o material cirúrgico. A família teve que se responsabilizar pela dívida de quase R$ 2 mil. “Não tinha escapatória, tinha que pagar. A gente não pensa duas vezes, (a gente) assina”, diz a manicure Ivanilde Alves Silveira, filha de Adelina.

A doença do administrador de empresas Manoel Carodoso - grave e progressiva, segundo os médicos – é uma espécie de reumatismo na coluna. Quando fez o plano de saúde, ele declarou que sofria do problema. Cumpriu dois anos de carência. Agora, não consegue o tratamento.

“E sou dependente desse medicamento, sem ele eu sinto dor na coluna, na lombar, mais especificamente”, diz Cardoso.

 Custos

A Associação Brasileira de Medicina em Grupo (Abramge) informou que pediu nesta segunda-feira (24), na Justiça Federal, a suspensão das novas regras dos planos de saúde. Segundo a Abramge, as mudanças vão aumentar em até 10% o valor da mensalidade.

Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que a ampliação da cobertura não pode representar repasse de custos para os beneficiários.

Deixe um Comentário

Posts Mais Antigos »