Novo observatório orbital deve ser lançado pela Nasa

[ 05 de junho de 2008 - 09h55 ]

 

São Paulo – A Nasa prevê lançar, neste mês, um novo observatório orbital criado para detectar desde os fenômenos cósmicos mais violentos, como a colisão de buracos negros, até os mais sutis, como os primeiros sinais do neutralino, uma partícula prevista em teoria, que poderá se revelar o principal componente da misteriosa matéria escura que responde por 85% de tudo que há no Universo. A matéria comum, que faz estrelas, planetas e pessoas, não passa de 15%. 

O observatório chama-se Glast, sigla em inglês para Telescópio Espacial de Grande Área para Raios Gama. Planos para sua construção começaram em 1992.

 

O físico brasileiro Eduardo do Couto e Silva, da Universidade Stanford, é vice-diretor de operações científicas do principal instrumento do satélite. Ele destaca a capacidade que o Glast terá de separar sinal de ruído, sintonizando raios gama “como um rádio sintoniza uma estação, reduzindo a estática”. O Glast também poderá confirmar outras previsões polêmicas ligadas à astrofísica e à física de partículas, como variações na velocidade aparente da luz no vácuo. (AE)

 

 

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