De acordo com o parecer das secretarias, disponível na página da Seae na internet, os técnicos da defesa da concorrência consideraram a operação relativamente simples e sem reflexo negativo à concorrência. Isso, porque, embora o grupo Cosan seja um produtor de álcool combustível (etanol) e a Esso atue no mercado de distribuição de combustíveis, inclusive etanol, a união das duas não representará risco à competição porque as participações das duas empresas, nos respectivos mercados, são baixas.
Ainda de acordo com o parecer das secretarias, o negócio entre Cosan e ExxonMobil International Holdings incluiu uma rede de mais de 1,5 mil postos de revenda de combustíveis, localizados em 20 Estados brasileiros, uma fábrica de lubrificantes no Rio de Janeiro, um depósito de lubrificantes em Duque de Caxias (RJ), instalações operacionais em sete aeroportos brasileiros e terminais de distribuição de combustíveis. À época da divulgação da operação, a Cosan anunciou que pagaria US$ 826 milhões pelos ativos da Esso no Brasil. (Isabel Sobral)