Mercados externos e agenda de indicadores dificultam prognóstico para abertura

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
13/06/08 – 09h10
InfoMoney

SÃO PAULO – Em sexta-feira (13) marcada pela divulgação de importantes indicadores econômicos, investidores mantêm cautela frente à tendência indefinida nos mercados externos.

Com o choque provocado pela forte elevação dos preços de petróleo, os mercados têm prestado maior atenção aos indicadores sobre o consumo, especialmente nos Estados Unidos, em que serão revelados dados sobre o aumento de preços e confiança do consumidor.

O noticiário corporativo também pode trazer volatilidade adicional aos negócios nesta sessão, com problemas em relação a possíveis fusões nos setores de internet e consumo. Internamente, o setor de petróleo pode agitar os negócios, com a estréia de OGX e a nova descoberta da Petrobras.

De acordo com a corretora Spinelli, os indicadores trarão “indicações sobre o efeito atual da alta dos preços das commodities sobre a inflação, bem como sobre o humor dos norte-americanos com relação ao desempenho econômico do país.”

Noticiário Corporativo
Após o encerramento do último pregão, a Petrobras anunciou a descoberta de mais um poço de petróleo leve na camada pré-sal da bacia de Campos, em área operada em conjunto com BP Group e Repsol YPF.

Nos EUA, repercute entre investidores o acordo do Yahoo! com o Google sobre anúncios na internet, que sinaliza o fim das negociações sobre sua venda para a Microsoft.

Ademais, agências internacionais informam que a Anheuser-Busch negocia a aquisição do restante do capital da cervejaria mexicana Modelo, o que pode prejudicar as negociações sobre sua venda para a Inbev, pressionando seus papéis nas negociações do after-market.

Perspectivas
Nos Estados Unidos, os mercados futuros operam sem tendência definida, em espera pela divulgação do CPI (índice de preços ao consumidor) e do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, enquanto as bolsas européias operam no campo negativo.

Na última quinta-feira, o Ibovespa registrou alta de 0,79%, para 67.320 pontos. Nesta sessão, “a presença e o interesse dos estrangeiros reduzidos e a agenda forte desta sexta nos EUA são variáveis que não permitem uma maior definição dos rumos do Ibovespa.”, afirmam analistas da corretora Ágora.

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