Por grana, pilotos da F-1 podem fazer greve

Publicada em 19/6/2008 às 9:07

FIA inflacionou custos da superlicença, o que está gerando protestos

 

LANCEPRESS!

Os pilotos da Fórmula 1 estariam esboçando uma inédita greve em um futuro próximo. O motivo não poderia ser outro: dinheiro. Segundo comenta a imprensa européia nesta quinta-feira, os pilotos podem boicotar o GP da Inglaterra, em julho próximo. A razão foi o grande aumento nos custos da superlicença, documento expedido pela FIA anualmente e que todos os pilotos precisam ter para poder correr.

Até o ano passado, a renovação anual custava 1.690 euros (R$ 4.225 reais), além de outros 447 (cerca de R$ 1.120) por ponto somado. A partir de 2008, houve um salto para 10 mil euros (cerca de R$ 25 mil) pela renovação, além de 2 mil euros (cerca de R$ 5 mil) por ponto marcado.

Isto significa que o campeão Kimi Raikkonen teria de pagar cerca de 230 mil euros pelo título do ano passado (cerca de R$ 575 mil reais).

Um piloto, que não se identificou, disse que todos estão descontentes com a elevação dos custos, e o líder do campeonato, o polonês Robert Kubica, seria um dos que mais está sofrendo com a nova taxação.

- Ele ainda não ganha muito dinheiro, e sua licença está custando até agora cerca de 10% de tudo que ganha – disse o piloto.

A GPDA (Grand Prix Drivers Association) solicitou uma reunião de emergência com o presidente da FIA, Max Mosley, para debater a questão, mas até agora Mosley, que tem evitado se envolver com a F-1 desde que foi mantido no cargo em votação no último dia 3, não deu qualquer resposta.

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