26/06/08 – 13h01
InfoMoney
De acordo com o vice-presidente da Sita – empresa que desenvolve soluções para o setor aéreo -, para a América Latina e Caribe, Olivier Layly, não existe a crença de que as empresas irão cobrar uma tarifa pelo serviço. Mesmo porque a previsão é de que elas economizem US$ 600 milhões com a tecnologia.
“O benefício mais evidente para a companhia aérea é a redução dos custos com staff, serviços e processamento de passageiros”, afirmou.
Custos
Ele ainda afirmou que a decisão de repasse desses custos menores para o passageiro cabe a cada empresa. “Não acreditamos, contudo, que a companhia aérea irá cobrar uma tarifa por isso, uma vez que estará economizando”, explicou.
Em caso de informações sobre vôos, o vice-presidente para América Latina e Caribe explica que o custo ao passageiro é o mesmo para recebimento de uma mensagem. “Como o usuário normalmente paga um pacote para recebimento de um número determinado de mensagens, isto não representará um gasto considerável”, disse.
A tecnologia
O celular pode ser usado para armazenar tíquetes de embarque, informações para rastreamento de bagagem e dados de pagamento da viagem, sem a necessidade de uso de papel, independentemente da localização do passageiro.
O aparelho ainda pode ser usado para armazenar informações de visto, com a finalidade de facilitar a entrada em países estrangeiros, e biométricas, para identificação do passageiro. A tecnologia se faz interessante, uma vez que 90% dos clientes das companhias usam celular.
Pesquisa divulgada pela Sita mostra que esses serviços estarão disponíveis a todos os viajantes do mundo em cinco anos. “De fato, 67% das empresas aéreas planejam oferecer check in pelo celular até o fim de 2010. Até lá, 82% delas também planejam oferecer notificação de serviços pelo celular”, afirmou o diretor de tecnologia da Sita, Jim Peters.