São Bernardo do Campo (SP), 27 de Junho de 2008 – A Volkswagen do Brasil já começou preparar terreno e espera chegar a liderança no mercado brasileiro com o Novo Gol que será lançado no próximo domingo.
São Bernardo do Campo (SP), 27 de Junho de 2008 – A Volkswagen do Brasil já começou preparar terreno e espera chegar a liderança no mercado brasileiro com o Novo Gol que será lançado no próximo domingo. “O Novo Gol é uma base para a Volkswagen ter um crescimento sustentando no Brasil. Este automóvel faz parte de uma nova família que vai nascer e é um bom pedaço para a Volkswagen recuperar a liderança no País”, disse Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil. “Mas o primeiro lugar em vendas não será agora, vai depender de outros modelos da família Gol”, acrescentou Schmall.
O primeiro carro da família, o Gol sedã, que será produzido na fábrica de Taubaté, interior de São Paulo, será lançado ainda este ano, confirmou Schmall. Sobre a participação do Novo Gol na vendas totais de automóveis, Schmall falou que vai depender do comportamento do mercado interno.
“Depende de como será a taxa de juros e o índice de inflação do País”, comentou o presidente da Volkswagen.
Revendas abastecidas
Flávio Padovan, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen do Brasil, falou que as revendas da marca já estão abastecidas e que mais de 5 mil unidades do Novo Gol foram faturados. “Os 600 concessionários já receberam 3 mil unidades do novo carro”.
O Novo Gol, que estará disponível para venda a partir de segunda-feira, é um carro totalmente novo. Tem design moderno e nível melhor de acabamento. Será produzido somente com 4 portas, em três versões: 1.0, 1.6 e 1.6 litro Power, que traz mais opcionais. Este automóvel estará posicionado entre o Gol 4ª Geração, que lentamente passará a ser produzido somente com duas portas, e o Fox. Seu preço será similar ao Gol atual, que vai de R$ 28.490 (4 portas) até R$ 35 mil. A versão duas portas custa hoje R$ 27.100.
Argentina e México
A Volkswagen espera exportar este automóvel inicialmente para a Argentina e depois para o México. “Estamos estudando vender este carro também na Rússia e na Índia”, disse Schmall, que não prevê um aumento nas exportações da empresa com o Novo Gol por causa do ritmo de queda do dólar em relação ao real. “Vamos exportar 200 mil carros neste ano porque temos que abastecer nossa rede no exterior”. A Volkswagen é a maior exportadora do setor automotivo. Só do Gol já exportou 800 mil unidades para mais de 50 países na América do Sul, Central e México.
Investimento
Para a produção do Novo Gol, que começou há três anos e meio, a Volkswagen investiu R$ 1,2 bilhão, quantia que faz parte de um total de R$ 3,2 bilhões que a empresa tem programado para aplicar no Brasil de 2007 a 2011. O valor envolveu a instalação de 500 novos robôs nas fábricas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e em Taubaté (SP).
As três fábricas que mantêm no País, incluindo a unidade de São José dos Pinhais (PR), estão trabalhando no limite de capacidade. Mas a única unidade que tem maior flexibilidade de produção, segundo Schmall, é a de São Bernardo do Campo. Mas a Volkswagen estuda produzir o Fox na fábrica de Pacheco, na Argentina, em razão da grande demanda do modelo no país e da dificuldade da fábrica do Paraná para atender os pedidos. “A Volks não precisa fazer investimentos em construção de nova fábrica é só ampliar as unidades que tem no Brasil se for necessário”, disse Schmall. O presidente da Volkswagen informou que a empresa tem 20% de possibilidade de ampliar a capacidade das suas fábricas no Brasil por meio de parceria com outras montadoras que têm ociosidade nas linhas de produção. A fábrica de São José dos Pinhais produz atualmente 870 carros por dia, dos modelos Fox e Golf.
Previsão: 800 mil carros
Para este ano a Volkswagen prevê produzir 800 mil carros no País e em 2009 a estimativa é de elevar o volume para 900 mil unidades diárias. E a expectativa de Schmall é que o mercado brasileiro chegue a 3 milhões de carros neste ano. O presidente da Volks comentou que a segunda colocação no mercado brasileiro é muito boa para a empresa.
“A Volkswagen já ganhou muito no programa de reestruturação realizado em 2006. No ano passado fechamos com lucro e este ano vamos encerrar com um lucro ainda maior”, destacou Schmall. A Volkswagen contratou mais de 2 mil pessoas para aumentar a produção no Brasil e mais empregados deverão ser contratos neste ano.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 3)(Sonia Moraes)