Arquivo para Julho, 2008

Serviços postais ficam mais caros a partir de hoje

31 de Julho de 2008 – 08h21 – Última modificação em 31 de Julho de 2008 – 11h12
Agência Brasil

 

 
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Brasília – As tarifas de serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais ficam mais caras hoje (31).  A carta comum passa a custar R$ 0,65, com uma variação de 8,3%. O valor da Carta Social (R$ 0,01) será mantido.  A tarifa da carta comercial passa de R$ 0,90 para R$ 1,00. Os serviços telegráficos nacionais serão corrigidos em 10,6%, na média.Os serviços dos Correios são reajustados anualmente, com base na recomposição de custos de combustíveis, de contratos de aluguel, dos transportes, de vigilância, de limpeza, de salários dos empregados.

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Alta de juros terá impacto na inflação a partir do fim do ano, avalia Copom

31 de Julho de 2008 – 09h33 – Última modificação em 31 de Julho de 2008 – 10h36

 

 

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 

 
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Brasília – As decisões de política monetária terão impacto concentrado somente no final deste ano e em 2009, na avaliação dos membros do Comitê de Política Monetária (Copom).”A estratégia adotada pelo Copom visa trazer a inflação de volta à meta central de 4,5%, estabelecida pelo CMN [Conselho Monetário Nacional], tempestivamente, isto é, já em 2009″, afirma o colegiado, na ata da reunião divulgada hoje (31) pelo Banco Central.

O centro da meta de inflação fixada pelo governo para este ano e o próximo é de 4,5%, com margem de dois pontos pontos percentuais para mais ou para menos. Em pesquisa divulgada no início da semana pelo BC, analistas de mercado estimam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – o índice oficial de inflação – feche o ano em 6,58%, projeção acima do limite superior da meta para o ano, de 6,5%. Para 2009, que tem a mesma meta, os analistas mantiveram a expectativa de que a inflação chegue a 5%.

Na reunião do Copom realizada na última semana, a taxa básica de juros, a Selic, foi ajustada de 12,25% para 13% ao ano.  Neste ano, a Selic já foi elevada em 1,75 ponto percentual.

 

Para justificar o aumento dos juros básicos, o Copom revela que aumentou a preocupação com o descompasso entre a demanda e a oferta de produtos e serviços. Segundo o documento, isso tem aumentado o risco de inflação e exige uma atuação vigorosa da política monetária. 

Para o Banco Central, ao longo dos próximos meses o crescimento do crédito, “ainda que com alguma moderação”, e o aumento real dos salários devem continuar impulsionando a atividade econômica. Além desses fatores, o documento cita os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que possibilitam o acesso de mais pessoas aos bens e serviços do país.

O comitê ressalta que, por outro lado, a contribuição dos investimentos das empresas para ampliar a capacidade produtiva ajuda a atender a demanda. A ata cita que a possível acomodação do preço das commodities pode contribuir para evitar que pressões inflacionárias se intensifiquem.

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Brasil estuda acionar EUA na OMC por tarifa ao etanol


 
 
 

Com o fracasso da Rodada Doha e a conseqüente paralisação das negociações sobre o etanol, que estavam sujeitas ao acordo global, o Brasil agora considera fazer uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas para a exportação do produto cobradas pelos Estados Unidos.

A consulta na OMC é o primeiro passo para uma queixa formal de solução de controvérsias.

“Se não há uma solução com a rodada, vamos continuar buscando resolver esses problemas por meio de soluções de controvérsias”, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a um grupo de jornalistas.

Segundo a agência AP, o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, disse que há uma “forte possibilidade” de o país fazer uma consulta formal sobre o caso na OMC em setembro.

Se em dois meses a consulta não resultar em um acordo, o país teria a possibilidade de pedir a criação de um painel para solução da controvérsia.

O etanol brasileiro paga atualmente uma taxa extra de 54 centavos de dólares por galão para entrar no mercado americano, além da tarifa regular de importação de 2,5% sobre valor do produto.

O setor privado no Brasil defende que a sobretaxa é uma forma mascarada de proteger contra a concorrência os produtores americanos, menos competitivos.

No início da semana, quando ficou evidente que Amorim não conseguiria solucionar a questão do etanol durante as discussões em Genebra, o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, que acompanhava as negociações, já começou a falar na possibilidade de acionar os Estados Unidos na OMC.

“Vamos ter que levar adiante uma disputa. Essa sobretaxa não é uma prática justa”, afirmou então.

Jank defende que a redução das tarifas européia e americana para o etanol permitiria a esses países aumentarem suas importações, o que beneficiaria os países mais pobres produtores de matérias-primas.

Rodada Doha

Dentro das negociações da Rodada Doha, o Brasil defendia que o etanol deveria fazer parte de uma lista de produtos ambientais que, por sua contribuição em conter a mudança climática e preservar o meio ambiente, teriam acesso livre a todos os mercados, em vez de serem submetidos aos cortes gerais de tarifas de importação.

Estados Unidos e União Européia, dois lugares onde grandes recursos públicos e altas tarifas de importação asseguram sua liderança nesse mercado, se opunham à idéia, alegando que faltam estudos mais profundos que comprovem sua eficácia e impacto ambiental.

Segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em 2007 os países desenvolvidos destinaram US$ 15 bilhões em ajuda a seus produtores de biocombustíveis.

Segundo os críticos, essas subvenções garantem a liderança das duas potências no mercado global.

Em 2007, 60% de todo o biodiesel comercializado no mundo foi produzido pelos europeus. No mesmo ano, os americanos foram responsáveis por 48% de toda a produção mundial de etanol.

O Brasil produziu 31% do total de etanol, cerca de 15 bilhões de litros – mas apenas algo entre 3 mil e 5 mil litros foram destinados à exportação.

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China restringirá internet à imprensa durante Olimpíadas

 
 

Jornalistas trabalhando na cobertura dos Jogos Olímpicos de Pequim terão acesso restrito à internet, disse o governo da China nesta quarta-feira, voltando atrás em um compromisso feito anteriormente de levantar as proibições à navegação durante o evento.

Quando o país se candidatou para sediar os Jogos, sete anos atrás, se comprometeu a prover acesso irrestrito à internet para profissionais de comunicação.

Entretanto, porta-vozes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do governo chinês afirmaram que determinados sites sobre assuntos considerados “sensíveis” permanecerão bloqueados mesmo quando o encontro esportivo começar, no próximo dia 8.

“Não estou retrocedendo em relação ao que havia dito. Haverá acesso completo, aberto e livre à internet durante os Jogos para que os jornalistas trabalhem”, disse o presidente do comitê de imprensa do COI, Kevan Gosper, ao jornal South China Morning Post.

“Mas fui avisado de que algumas autoridades do COI haviam negociado com os chineses que alguns sites sensíveis permanecerão bloqueados.”

Mais de 20 mil profissionais são esperados na capital chinesa para a cobertura dos Jogos Olímpicos. A uma semana da abertura do evento, muitos já começam a se instalar nos centros de imprensa montados especialmente para a ocasião.

Na terça-feira, profissionais manifestaram impossibilidade de acessar o site da organização de direitos humanos Anistia Internacional, que divulgara um relatório crítico sobre a situação dos direitos humanos na China às portas do início das Olimpíadas.

Outras páginas sobre temas como a situação no Tibete permaneciam com acesso bloqueado.

O porta-voz do Ministério do Exterior chinês Liu Jianchao confirmou que sites sobre o movimento espiritual Falun Gong também estarão indisponíveis.

“Acho que vocês sabem que a Falun Gong é um culto banido de acordo com a lei, e vamos manter nossa posição”, disse, em uma entrevista coletiva na terça-feira.

O governo chinês mantém um controle rígido sobre a mídia do país. Um relatório divulgado pelo órgão chinês de monitoramento da internet afirmou que o acesso à rede web já chega a 253 milhões de pessoas – em uma população total de cerca de 1,4 bilhão –, o maior contingente do mundo em termos absolutos.

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Governo adota novas regras para atendimento ao consumidor

29/07/2008 – 18:24h

Brasília, 29/07/2008 (MJ) – As empresas terão quatro meses para adotar as novas regras de atendimento ao consumidor por telefone, que fazem parte de decreto elaborado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.  As mudanças no chamado Call Center são dirigidas aos setores regulados por agências públicas, como Anatel, Anac e Aneel.

Pelo decreto, o serviço passará a ser oferecido durante 24 horas ininterruptas e sete dias por semana. O número de acesso terá que ser facilitado em todo material impresso entregue ao cidadão no momento da compra.  Além disso, as empresas terão no máximo cinco dias úteis para apresentar uma resposta.

O documento prevê, ainda, o cancelamento imediato do serviço, quando solicitado pelo consumidor. As áreas mais atingidas são: transportes terrestres, água, energia, planos de saúde, bancos, telecomunicações e aviação civil.
 
O decreto será assinado nesta quinta-feira (31) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade no Palácio do Planalto.
 
Para detalhes sobre as modificações, clique aqui

 

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Cliente em primeiro lugar: empresas devem se adaptar às novas regras do SAC

Por: Karin Sato
30/07/08 – 09h09
InfoMoney

SÃO PAULO – O Ministério da Justiça confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar nesta quinta-feira (31) o decreto que regulamenta os SACs (Serviços de Atendimento ao Consumidor), os chamados call centers, para garantir a eficiência do atendimento via telefone.

Serão atingidas as empresas dos seguintes setores: telefonia fixa e móvel, banco, internet, TV a cabo, cartão de crédito e aviação civil.

De acordo com a diretora de Programas Especiais do Procon-SP, Andréa Sanchez, a mudança será positiva. “Hoje, a gente sabe que o consumidor perde 20 minutos para registrar uma solicitação. Além disso, é muito difícil alguém conseguir cancelar um serviço”, enfatiza.

Principais mudanças
Andréa listou as principais mudanças previstas pelo decreto:

  • O número do atendimento deve ser gratuito;
  • O serviço de atendimento ao cliente deve estar disponível 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana;
  • O menu inicial já deve dar acesso a um atendente;
  • Este primeiro atendente já precisa estar preparado para registrar reclamações e cancelar contratos (por exemplo, se um cliente não quiser mais um cartão de crédito, terá direito de efetuar o cancelamento no primeiro atendimento);
  • Para requisitar uma informação, suspender ou cancelar um serviço (no caso de prestações de serviços, tais como a assinatura de uma banda larga ou de uma telefonia móvel), a ligação pode ser transferida uma única vez;
  • As empresas serão obrigadas a oferecer um protocolo daquela ligação, tornando possível ao cliente acessar o histórico de seu pedido (quando ele telefonou para a empresa, com quem falou, quando e o que pediu);
  • As empresas terão até cinco dias úteis para solucionar qualquer problema;
  • O prazo para adequação às novas regras é de 60 dias após a publicação do decreto no Diário Oficial da União.

De acordo com a diretora de Programas Especiais do Procon-SP, algumas empresas estão criticando a proposta, já que terão um aumento substancial no custo com treinamento e contratação de funcionários. “Mas elas acompanharam a evolução das regras desde o início, por isso, o Procon está confiante de que já estão trabalhando para cumprir o prazo de 60 dias”.

Punição às empresas
Quem desobedecer as regras estará sujeito a todas as sanções previstas no artigo 56 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que vão desde multas – entre R$ 212,80 e R$ 3,192 milhões – a suspensão temporária da atividade da empresa ou fechamento.

“A punição irá depender do problema e de sua gravidade, sendo que todos os órgãos de defesa do País estão autorizados a aplicar a pena”, finaliza Andréa.

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Computadores de US$ 100 não devem ser realidade nos próximos anos

Por: Equipe InfoMoney
30/07/08 – 10h47
InfoMoney

SÃO PAULO – De acordo com o Gartner Inc., o laptot de US$ 100 não deve ser realidade nos próximos três anos. Segundo a empresa, atualmente, todas as versões dos mini-notebooks custam mais do que este valor e, segundo o grupo, o foco das empresas em ultrapassar esta barreira pode trazer perdas significativas, já que estas deixariam de olhar para questões importantes do mercado.

Segundo os analistas da empresa, os preços dos componentes devem cair entre 10% e 15% até 2011, contudo, os custos com embalagem, montagem e softwares devem se manter os mesmos.

Para o Gartner, a tendência do mercado são os PCs de US$ 100, mas mesmo neste quesito, ainda há questões em aberto, como informa a diretora de pesquisa da empresa, Annette Jump, “isto inclui determinar a especificação mais relevante de hardware, a disponibilidade e custo de acesso à internet, bem como providenciar financiamento adequado e opções de pagamento”, explica.

Mini-notebooks
Os chamados mini-notebooks tiveram como objetivo inicial o setor de educação e já forma implantados em regiões da África, América do Sul e Europa Oriental onde obtiveram bons resultados.

Além do setor de educação, ouso doss mini-notebooks têm crescido entre os consumidores comuns. Contudo para para serem bem aceitos por usuários de negócios, porém, eles devem se posicionar não como um computador, mas como uma janela para a internet e como um meio para as pessoas trabalharem, jogarem, e se comunicarem da maneira que escolherem.

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Celular pós-pago: preços e planos econômicos atraem consumidores

Por: Tabata Pitol Peres
30/07/08 – 10h04
InfoMoney

SÃO PAULO – Dos 133,1 milhões de aparelhos celulares habilitados no Brasil, 81,03% são do sistema pré-pago. Os números – divulgados este mês pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – revelam que os brasileiros preferem saber antes quanto vão gastar com a conta de telefone, em vez de esperar a fatura no final do mês.

No entanto, essa tendência pode estar mudando. Ainda segundo a Anatel, apesar de surgirem 9.186 novas linhas pré-pagas por dia em São Paulo, contra 3.736 pós-pagas, no último ano, o número de celulares pós cresceu 47,85%, enquanto o de pré apresentou aumento de 42,86%.

De acordo com o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), os fatores que estão levando um maior número de pessoas a optarem pelo celular com conta no final do mês são as tarifas mais baratas e os preços mais baixos dos aparelhos, além dos planos econômicos que incorporam uma vantagem que antes era exclusiva dos pré-pagos: o controle sobre o valor da conta.

Diferença
Antigamente, a maioria dos planos pós-pagos tinha um número limite de minutos em que a tarifa tinha valor baixo. Se o usuário ultrapassasse a quantia contratada, os preços subiam, chegando a ficar até mais caros que os pré-pagos.

Nos novos planos, quando o usuário esgota os minutos previstos pelo plano, o celular é bloqueado e só volta a fazer ligações se o cliente comprar um cartão com créditos, como acontece nos planos pré-pagos.

No entanto, antes de o cliente optar pelo celular com conta no final do mês, o Idec alerta para alguns pontos que devem ser observados: “O celular pós-pago só é benéfico para quem faz mais ligações do que recebe”, afirma a advogada do instituto, Estela Guerrini.

Dicas
Confira as dicas do instituto, antes de comprar um novo celular ou mudar de plano:

  • Para quem quer usar internet no celular, viaja muito e precisa fazer e receber ligações, o ideal é optar pelo pós-pago, que oferece tarifas menores;
  • Se você não sabe quanto vai gastar por mês, e não quer – ou não pode – gastar muito, opte pelo plano econômico, que bloqueia o aparelho quando se excedem os gastos pré determinados;
  • Veja se o contrato traz cláusula de fidelização e avalie se ela não será prejudicial a você;
  • No caso de promoções, verifique quais são os valores das tarifas para depois de o prazo promocional se esgotar.
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    Pequim prepara medidas emergencias mais duras contra poluição

    Quarta-feira, 30 de julho de 2008, 11:01 | Online

     

    EMMA GRAHAM-HARRISON - REUTERS

    PEQUIM - A China cogita adotar medidas de emergência para manter o ar limpo durante a Olimpíada de Pequim, o que deve significar a ampliação do rodízio de veículos na capital e arredores caso não haja vento e chuva para dispersar a poluição, disseram consultores ambientais do governo nesta quarta-feira.

    Os cientistas disseram que a névoa cinzenta que cobriu a cidade no fim de semana se deve a uma longa frente úmida e de ar quente, combinação que, segundo eles, não deve se repetir no período dos Jogos (8 a 24 de agosto).

    Por via das dúvidas, porém, eles preparam medidas de contingência, para caso a chuva não venha.

    “As medidas adotadas até agora já são muito abrangentes. Temos de primeiro avaliar se elas tiveram o efeito desejado, e então, no caso de condições climáticas extremas, outras coisas devem ser impostas”, disse Niu Fengrui, diretor de um grupo de pesquisas ambientais na Academia Chinesa de Ciências Sociais.

    O governo já adotou um rodízio que tira metade dos carros de circulação a cada dia. Além disso, fábricas poluentes tiveram suas atividades restringidas num raio de dezenas de quilômetros.

    Uma medida em estudo é proibir a circulação de carros com motores desregulados, disse Zhu Tong, professor da Universidade de Pequim e diretor do grupo de controle da qualidade do ar dos Jogos Olímpicos. O próprio pesquisador admitiu a jornalistas, porém, que seria difícil fiscalizar essa proibição.

    Outra medida aventada por ele é instituir um rodízio que atinja 90 por cento dos veículos a cada dia. Na prática, as pessoas só poderiam sair de carro quando o último dígito da data for igual à do último dígito da placa — por exemplo, só carros com placa com final 8 circulariam no dia 8, abertura dos Jogos.

    “Temos de proteger a saúde dos atletas sem impor transtornos demais às pessoas comuns”, disse Zhu, acrescentando que as medidas excepcionais durariam só de um a três dias.

    Em visita a Pequim, o especialista Staci Simonich, da Universidade do Orgeon (EUA), disse que essas medidas de última hora teriam um efeito marginal na dispersão dos poluentes, em torno de apenas 10 por cento.

    (Reportagem de Lindsay Beck e Chris Buckley)

     

     

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    IGP-M desacelera após 2 meses, mas sobe 15,12% em um ano

    quarta-feira, 30 de julho de 2008, 08:18 | Online

     

    Com menor pressão dos alimentos, índice que reajusta os contratos de aluguel avança 1,76% em julho

    Reuters e Agência Estado

    SÃO PAULO - A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou em julho, favorecida pela menor pressão exercida pelos alimentos. O índice registrou alta de 1,76% em julho, seguindo o avanço de 1,98% em junho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 30. No entanto, o indicador que é utilizado para reajustar os contratos de aluguel acumula elevações de 8,71% no ano e de 15,12% em 12 meses. 

    Veja também:

    linkEntenda os principais índices de inflação especial

    linkDe olho na inflação, preço por preço
    A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 1,65% e 1,93%, e foi inferior à mediana das projeções (1,79%). 

     

    No varejo, o destaque ficou por conta da movimentação de preços do grupo Alimentação – cuja taxa de inflação perdeu força, de junho para julho (de 2,20% para 1,41%). Nesse setor, houve quedas e desacelerações de preços em hortaliças e legumes (5,50% para -0,97%), em arroz e feijão (11,16% para 5,11%) e em panificados e biscoitos (2,85% para 0,58%).

     

    As altas de preço mais expressivas no varejo foram registradas em feijão carioquinha ( 11,69%); carne moída (7,73%); e tomate (7,56%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em alface (-6,90%); mamão da Amazônia – papaya (-5,97%); e banana prata (-6,39%).
    Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 2,20%, ante avanço de 2,27% em junho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,65%, depois de ter avançado 0,89% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação positiva de 1,42%, após alta de 2,67% em junho. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de julho foi do dia 21 de junho a 20 de julho.

     

    Atacado

     

    Os preços dos produtos agrícolas têm aumentos acumulados de 12,35% no ano e de 40,25% em 12 meses, no âmbito do IGP-M. Já os preços dos produtos industriais registram elevações de 9,64% no ano e de 12,66% em 12 meses, até julho.

     

    Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços das matérias-primas brutas acumularam elevações de 15,28% no ano e de 41,40% em 12 meses, até julho.

     

    As altas de preços mais expressivas no atacado em julho no âmbito do IGP-M, foram registradas em soja em grão ( 9,38%); bovinos ( 7,59%); e milho em grão ( 11,64%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em julho, foram apuradas em arroz em casca (-4,17%); telefones celulares (-4,66%); leite in natura (-1,83%).

     

    Construção

     

    Na construção civil, o INCC-M acumulou altas de 7,68% no ano e de 10,01% em 12 meses até julho. De acordo com a fundação, a desaceleração de preços no setor, medida pela taxa do INCC-M, de junho para julho (de 2,67% para 1,42%), foi influenciada por aumentos mais fracos de preços em materiais e serviços (de 1,73% para 1,56%); e em mão-de-obra (de 3,75% para 1,27%).

    linkEntenda a crise dos alimentos especial

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