Sábado, 28 de Fevereiro de 2009
Mônica Cardoso
Para tanto, restauradores pesquisam as cores exatas de vitrais, pinturas e paredes. “É um trabalho minucioso. Quando é feita uma decapagem em uma sala, descobrimos desenhos que nem sabíamos que existiam. O objetivo não é apenas embelezar, mas fazer um resgate histórico”, diz a diretora do Teatro, Beatriz Franco do Amaral. Segundo ela, a fachada já foi pintada de rosa. O tapete, que originalmente era verde, foi trocado por um vermelho na década de 50. As poltronas da plateia são as mesmas há quase cem anos.
Os vitrais são a parte mais delicada do restauro. Em uma reforma anterior, eles foram pintados em um tom mais pálido do que o original. Para o restauro, foi contratada a mesma empresa que executou as peças na época, a Conrado Sorgenicht. As madeiras estão sendo envernizadas para impedir infestação de cupins. O teatro também vai ganhar uma nova iluminação externa.
A maior parte dos recursos, cerca de 80%, veio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A reforma do palco – que inclui acústica, iluminação e instalação de equipamentos importados de som – vai consumir R$ 16 milhões. Para o restauro de pisos, paredes, vitrais e fachada serão necessários R$ 5 milhões. “Nós reduzimos os investimentos por conta do congelamento das verbas da Prefeitura. Mas foi de uma maneira insignificante, porque a maior parte dos recursos vem do BID”, disse ontem o prefeito Gilberto Kassab (DEM) durante vistoria das obras. O objetivo é reabrir o teatro em 2010.