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Obama volta a pedir pressa no combate à crise econômica

sábado, 7 de fevereiro de 2009, 13:45 | Online

Presidente dos EUA mostrou-se satisfeito com o acordo que prevê a votação do pacote de US$ 780 bilhões

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu neste sábado, 7, seu apoio ao princípio de acordo alcançado no Senado sobre o plano de estímulo econômico que prevê US$ 780 bilhões de ajuda contra a crise. “Os democratas e os republicanos aproximaram suas posições no Senado e responderam de forma apropriada à urgência pedida por este momento”, disse Obama, na mensagem presidencial dos sábados.

 

 

Veja também:

link Acordo no Senado dos EUA deve levar pacote à votação na terça

 

Em seu discurso, Obama disse que “o tamanho e o alcance do plano são corretos e a hora de agir é agora”. O presidente também fez um alerta: “se não agirmos rapidamente para colocar este plano em movimento, nossa crise econômica pode se transformar em uma catástrofe nacional”, alertou. O texto atual do projeto prevê usar cerca de US$ 827 bilhões em dois anos para reaquecer a economia americana, que está em recessão desde dezembro de 2007.

 

Na sexta, foram divulgados os dados apontando que, em janeiro, houve a perda de quase 600 mil empregos nos Estados Unidos. Apesar dos dados negativos, Obama disse que está satisfeito pelo fato de o dia ter acabado “de forma positiva”, com o anúncio do princípio de acordo no Congresso.

 

Após dias de negociações, um grupo de senadores dos dois partidos decidiu tirar cerca de US$ 110 bilhões de despesas e cortes tributários do projeto de lei inicial, e depois três legisladores republicanos prometeram dar apoio. Os democratas contam com 58 votos no Senado, frente aos 41 dos republicanos, mas precisam de pelo menos 60 cadeiras para superar um possível bloqueio do voto com táticas dilatórias por parte do partido da oposição.

 

Na Câmara de Representantes (Câmara Baixa), nenhum republicano votou a favor do projeto de lei e, no Senado, a maioria deles ainda é contra, porque acredita que o volume é excessivo e que deveria ser

focado em baixar os impostos, em vez de aumentar os gastos públicos.

 

“Não podemos confiar em uma fórmula perdedora que só oferece baixas tributárias como a resposta de todos nossos problemas, ao mesmo tempo em que faz pouco caso de nossos desafios econômicos

fundamentais”, afirmou Obama.

 

Entre esses desafios, o presidente dos Estados Unidos citou o alto custo dos serviços de saúde, o

estado precário das escolas, as infraestruturas deficientes e a “dependência” dos Estados Unidos ao petróleo estrangeiro.

 

Para convencer não só o Congresso, mas o país, da necessidade de seu plano de estímulo, Obama manterá sessões públicas de perguntas e respostas com moradores de Elkhart (Indiana), na segunda-feira, e de Fort Myers (Flórida), na terça-feira. Em Elkhart, a taxa de desemprego disparou acima de 15% e, em Fort Myers, chega a 10%, números muito superiores à média nacional de 7,6%.

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Saúde vai liberar órgãos não ideais para transplantes

Sexta-Feira, 06 de Fevereiro de 2009 

 

Medida, que deve ser publicada em março, agrada a médicos, mas preocupa pacientes

Fabiane Leite

 

O Ministério da Saúde decidiu as situações em que as equipes médicas poderão utilizar órgãos “limítrofes”, aqueles que não estão em condições ideais para transplantes. Órgãos de doadores com doenças infecciosas como a hepatite C, por exemplo, poderão ser utilizados desde que haja consentimento assinado do receptor e que ele também seja portador da doença.

Veja a evolução no número de transplantes no Brasil

Atualmente grande parte dos órgãos para doação tem algum tipo de problema e as equipes adotam estratégias próprias para aproveitá-los. Não havia, porém, uma regulamentação nacional sobre o assunto.

A nova regra deverá ser publicada em março, dentro de um pacote com outras mudanças para o setor. O objetivo do ministério é diminuir o prazo de espera nas filas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes – atualmente 58.634 pessoas estão na fila de transplantes no País. O sistema será semelhante ao existente em São Paulo, onde pacientes e médicos decidem sobre o uso de órgãos não ideais antes do cadastro na fila.

Representantes dos pacientes, no entanto, manifestaram preocupação, principalmente por causa de temores sobre os resultados deste tipo de transplante para os receptores dos órgãos e a capacidade dos doentes para decidir sobre a utilização de enxertos não ideais. “São 66 entidades solicitando extensão do prazo de discussão. Hoje os pacientes não são informados de forma que entendam o risco que estão correndo. Além disso, não se sabe os níveis de qualificação das equipes médicas e não há dados sobre os resultados dos transplantes para ajudar o paciente a decidir”, afirmou Rosangela Santos, presidente da Federação das Associações dos Renais Crônicos e Transplantados do Brasil.

A pasta já encerrou a consulta pública lançada em setembro do ano passado sobre as novas regras para o setor de transplantes e, segundo informou o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Alberto Beltrame, as orientações para o uso dos órgãos limítrofes são definitivas e serão encaminhadas para autorização do ministro José Gomes Temporão. Elas permitem que médicos e pacientes decidam juntos, por exemplo, se aceitarão órgãos com problemas como hepatite C, B e doença de Chagas, mas só nos casos em que o receptor do órgão também tiver esses problemas. Assim, se o primeiro da fila não tiver aceitado o órgão limítrofe, o enxerto poderá passar para o próximo da fila que tiver concordado com as condições.

Órgãos de doadores com histórico de sífilis, infecção pelo citomegalovírus e toxoplasmose também poderão ser aceitos, independentemente de o receptor ter ou não sofrido dos problemas, isto porque para essas doenças há tratamentos eficientes. “É importante passar uma mensagem de segurança. A regra é baseada em consentimento livre e informado, em um conjunto de informações fornecidas ao paciente, na franqueza da relação médico-paciente”, disse Beltrame, que destaca ainda que há embasamento científico na regulamentação. Segundo Paulo Massarollo, integrante da câmara técnica de fígado do ministério, os critérios para doação vêm sendo expandidos nos últimos anos por causa do aprimoramento do transplantes. “Antes o limite eram doadores mais jovens, mas isto tem sido expandido com a melhoria da técnica. E com resultados cada vez melhores”, enfatiza.

Atualmente a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) finaliza, juntamente com a Associação Médica Brasileira, diretrizes mais específicas sobre o uso de órgãos limítrofes, baseada em revisão de literatura científica. No entanto, o trabalho só deverá ficar pronto no fim do semestre. Segundo Maria Cristina Ribeiro, coordenadora do projeto, há poucos estudos relevantes sobre o uso de órgãos limítrofes, pois a maioria observou poucos pacientes. “Se por um lado é benéfico para muitos, para outros implica riscos e temos de lidar com isto. Existem estudos, por exemplo, que mostram que mesmo que o receptor já tenha hepatite C ele corre o risco de adquirir um outro tipo deus da doença.”

COLABOROU ALEXANDRE RODRIGUES

 

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Cenário atual e perfil de risco sugerem cautela na escolha da aplicação em renda fixa

Por: Giulia Santos Camillo
05/02/09 – 14h25
InfoMoney

SÃO PAULO – O cenário turbulento, o aumento da aversão ao risco e o ciclo de alta da taxa Selic. Tudo isso contribuiu para que 2008 fosse um ano mais atrativo para a renda fixa. Dentro desse segmento, entretanto, o destaque foi o mercado de CDB (Certificado de Depósitos Bancários), que foi favorecido também pela corrida por aumento de liquidez dos bancos brasileiros, que acabou por provocar a alta das taxas.

Porém, o surpreendente corte da taxa Selic em 100 pontos-base em janeiro e as expectativas de que a autoridade monetária continuará flexibilizando a política de juro, na esteira de indicadores ruins sobre a economia brasileira, podem gerar algumas dúvidas em relação à atratividade da renda fixa.

Melhor estratégia em renda fixa
Nesse contexto, o gestor de Carteiras de Crédito da Rio Bravo, José Romeu Del Moro Robazzi, lembra que o mercado de renda fixa é eficiente, incorporando rapidamente as expectativas dos agentes.

“No mercado de renda fixa hoje, os preços dos ativos prefixados estão embutindo até o final do ano mais 200 pontos-base de corte na taxa livre de risco, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é atrelado à taxa Selic definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária)”, conta.

Segundo Robazzi, há duas estratégias alternativas, de acordo com a percepção do investidor. Se ele acredita que o corte do juro básico será maior do que as projeções do mercado, de 200 pontos-base, no horizonte de um ano, ele deve procurar aplicações pré-fixadas – CDBs pré ou LTNs (Letras do Tesouro Nacional).

Porém, caso o investidor acredite que a flexibilização monetária não atingirá tal magnitude, o gestor explica que ele “deve então procurar aplicações atreladas ao CDI, tais como CDBs pós fixados e LFTs (Letras Financeiras do Tesouro)”.

CDBs ou títulos públicos?
Quando se trata de investimentos, mesmo em renda fixa, uma das considerações mais importantes tem a ver com o quanto de risco cada um quer correr. No caso dos CDBs, é necessário atentar para o risco de crédito do emissor. Normalmente, certificados de bancos com melhor qualidade de crédito tendem a possuir prêmios mais baixos – ou remuneração menor – do que as instituições com qualidade de crédito inferior.

Entre as principais recomendações aos investidores é conhecerem seu próprio perfil e o perfil do banco, antes de optar pelo investimento. De acordo com o gestor da Rio Bravo, os pequenos investidores podem achar o Tesouro Direto uma alternativa mais atraente, pois permite a aplicação em títulos de emissão do Tesouro Nacional de pequeno volume com custos lineares, sendo razoável para pequenas aplicações.

Já no caso dos CDBs, os bancos tendem a reduzir as taxas que pagam em aplicações de pequenos valores. Mas há uma vantagem, já que, além de ser mais simples para o correntista, a aplicação de baixo volume em CDB é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito até R$ 60 mil. Já para montantes maiores, os certificados de bancos rendem mais do que os títulos públicos. Isso tudo deve ser considerado lembrando que, nos CDBs, há a adição de risco de crédito do banco emissor.

Na escolha entre CDBs e títulos públicos, Robazzi argumenta que “cabe ao investidor avaliar se a taxa adicional que consegue no CDB do seu banco está refletindo o fato de que o emissor é uma entidade privada e, portanto, apresenta um risco de crédito de qualidade inferior ao risco de crédito do Tesouro Nacional”.

Risco
A dificuldade de comparar rendimentos e riscos de cada banco pode trazer uma desvantagem para a aplicação no CDB, que é um investimento concentrado, não havendo diversificação. Nesse sentido, investimentos em fundos de renda fixa aparecem como alternativa. Eles apresentam um perfil de risco melhor por pulverizarem a aplicação em diversos bancos, embora possam ter rentabilidade menor do que os CDBs individuais.

Contudo, o investidor deve manter em mente a necessidade de sempre analisar as aplicações. Robazzi afirma que a leitura do regulamento e prospecto do fundo é fundamental, e indica o site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aos investidores que estiverem interessados em mais detalhes. A autarquia supervisiona os fundos e disponibiliza informações.

Para o futuro
“O início do ano foi um período de reversão no movimento de taxas de CDBs, mais evidente nos grandes bancos e menos perceptível nos bancos de menor porte. No entanto, a liquidez ainda está restrita”, explica o gestor, que acredita que o movimento para os CDBs não deve perdurar no mesmo ritmo.

“Até por força do ofício, creio que ao longo do ano outras classes de ativos de renda fixa como os fundos de investimento vão recuperar atratividade, senão pela rentabilidade, pelo menos pela percepção de que apresentam um melhor perfil de risco em decorrência da diversificação de suas carteiras”.

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Em defesa do emprego, CUT e micro e pequenas indústrias chegam a acordo

Por: Karin Sato
04/02/09 – 14h17
InfoMoney

SÃO PAULO – A CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Assimp (Associação Nacional dos Sindicatos da Micro e Pequena Indústria) e o Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo) assinaram, nesta terça-feira (3), um protocolo cujo objetivo é garantir emprego e salário de cerca de 3 milhões de trabalhadores que atuam em MPEs do setor industrial.

O protocolo será encaminhado ao governo federal e traz reivindicações, como o combate às práticas predatórias do comércio internacional, a implantação de um regime especial de desoneração tributária para o setor, com duração de quatro meses, a estruturação de um plano de renegociação de dívidas para micro e pequenas empresas e trabalhadores e redução do intervalo de tempo entre as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Agenda anticrise
O protocolo tem o objetivo de:

  • Preservar os empregos e a renda dos trabalhadores;
  • Reduzir o custo e o preço final de produtos, bens e serviços, estimulando investimentos produtivos e consumo em todos os setores da economia, para fortalecer o mercado interno e preservar as empresas nacionais;
  • Preservar a atividade produtiva da indústria, do comércio, da agricultura e dos serviços no Brasil;
  • Contribuir para a rápida retomada do crescimento econômico da forma social menos onerosa e mais solidária.

Sobre as micro e pequenas indústrias
As micros e pequenas empresas empregam cerca de 70% da mão-de-obra no Brasil. Dentro desse universo, as indústrias com até 50 funcionários, calculadas em 800 mil em todo o País, respondem por 3 milhões de empregos diretos.

“Este é mais um passo em nossa jornada, junto com empresários brasileiros, no sentido de construir uma agenda positiva para enfrentar e superar a crise financeira internacional”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique.

A proposta de renegociação das dívidas, segundo informou Joseph Couri, presidente da Assimp e do Simpi, será levada no próximo dia 16 a uma reunião com os bancos públicos brasileiros.

As entidades também fecharam acordo para montar um comitê de acompanhamento periódico do desenrolar do acordo, para checar resultados e garantir o cumprimento das metas de emprego. O comitê também terá a função de acompanhar o repasse da redução tarifária para o preço final dos produtos. Por fim, Couri lembrou que os efeitos positivos do Simples Nacional foram anulados com o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos estados. “Precisamos retomar as condições que estavam dadas”, finalizou.

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SP terá leilão virtual de bens para aumentar acesso da população à compra

Por: Gladys Ferraz Magalhães
04/02/09 – 14h04
InfoMoney

SÃO PAULO – Na tentativa de aumentar o número de participantes em leilões judiciais de bens, o judiciário paulista deve anunciar, ainda no mês de fevereiro, o fim do leilão presencial e a criação do leilão virtual no estado de São Paulo.

De acordo com o portal Consultor Jurídico, a medida também pretende baratear o processo de licitação, agilizar os processos de execução e preservar o valor dos bens alienados. Além disso, visa trazer maior segurança e publicidade e possibilitar que os bens sejam vendidos mais rápido e por um preço acima até do avaliado.

“A Justiça de São Paulo não pode abrir mão de ferramentas para uma gestão mais eficiente de bens de terceiros que estão sob sua guarda”, avaliou o juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça, Hamid Bdine.

Como vai funcionar?
Conforme previsto no artigo 689-A do CPC (Código de Processo Civil), as rodadas de lances serão feitas de forma automática pela internet, devendo se cadastrar no site que desenvolverá a alienação aquele que desejar participar do leilão.

O cadastro será gratuito e indispensável, e o interessado receberá a confirmação da inscrição via e-mail ou por emissão de login e senha provisória, a qual será necessariamente trocada pelo usuário.

Tanto o cadastro do participante como sua confirmação serão feitos pela entidade gestora que cuidará do leilão. Esta, por sua vez, será definida pela unidade judiciária a que se vincular o processo correspondente.

Bens
Os bens a serem alienados estarão descritos de forma detalhada e, sempre que possível, acompanhada por uma ilustração, para que o participante possa ver seu estado de conservação.

Além disso, os bens estarão em exposição nos locais indicados no site na descrição de cada lote, para visitação dos interessados, nos dias e horários determinados.

Vale lembrar que a definição dos critérios de participação no leilão será de responsabilidade do gestor do sistema de alienação judicial eletrônica, sendo que o cadastro dos interessados estará sujeito à conferência de identidade em banco de dados oficial.

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