Arquivo para Março, 2009

GM confirma saída de Rick Wagoner da presidência

30/03/09 – 02h59 – Atualizado em 30/03/09 – 05h17

Imprensa dos EUA havia adiantado demissão do executivo neste domingo.
Substituição teria sido exigida pela Casa Branca antes de novo pacote.

Do G1, com agências internacionais

A montadora General Motors anunciou em comunicado divulgado na madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília) a saída de Rick Wagoner da presidência da empresa. Na nota, a GM informa que Fritz Henderson assume o cargo.

Reportagens publicadas neste domingo (29) pela imprensa norte-americana, citando fontes da Casa Branca e da empresa, já adiantavam a saída de Wagoner da montadora. O executivo recebeu críticas por sua administração da GM no ano passado, quando parlamentares norte-americanos debateram um plano de resgate às montadoras. 

 

Com o presidente dos EUA, Barack Obama, prestes a anunciar novos repasses de dinheiro para o setor automotivo, a expectativa é que o repasse de mais verbas exija mais concessões dos trabalhadores e também das empresas. A demissão de Wagoner seria uma dessas “moedas de troca”.

Montadoras como a General Motors e a Chrysler receberam dinheiro do governo no ano passado para continuar atuando no mercado. Juntas, as duas empresas tiveram um aporte de cerca de US$ 17,4 bilhões.

 

(*) Com informações da EFE e da France Presse

 

 

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A Hora do Planeta 2009

O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.” A humanidade vem se comportando com completo descaso pelos refexos de nossas ações sobre o planeta Terra por tempo demais. Principalmente no Brasil, este país abençoado, tomamos como garantidas a água pura, o clima agradável e a natureza exuberante. Mesmo relutantes aceitá-lo, o fato é que o planeta está definhando. A temperatura sobe, o clima muda, o ar se espessa, florestas morrem, espécies são extintas. Já tarda a hora de descer do pedestal e encontrar nosso lugar como parte desta fabulosa biosfera, que é nosso dever aprender a respeitar e preservar, visto que disso depende nossa sobrevivência. Assim, sem mais, é chegada a hora de apagar as luzes.

Agradecimentos à Sociedade dos Bigodes Retos

___________________________________________________
Faziam dias que eu não publicava nada no Blog e por sorte (ou destino) encontrei esta campanha e me comprometi a segui-la e divulgá-la.

A Hora do Planeta 2009 é uma chamada global para a ação! -Uma chamada para se levantar, responsabilizar-se e envolver-se em trabalhar por um futuro sustentável. Seja inteligente, ingresse agora nesta campanha www.earthhour.org

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USP Ribeirão Preto desenvolve pesquisa com látex natural para combate às rugas

Trabalho (em parceria com a iniciativa privada) criou um gel que restabelece a produção de

colágeno e que pode estar à venda ainda este ano

As mulheres (e também os homens), em breve, poderão dispor de mais uma arma no arsenal de combate às tão temidas rugas. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e das

empresas Pele Nova Biotecnologia e O Boticário realizaram pesquisa conjunta para o desenvolvimento de um gel antirrugas à base do látex da seringueira, do qual é feita a borracha natural.

Eles identificaram, isolaram e testaram uma proteína extraída da seiva bruta da Hevea brasiliensis que, aparentemente, dilui os sinais da passagem do tempo sobre a pele. Teste realizado com 60 mulheres com idade próxima a 50 anos indicou redução

de 80% das rugas na região da testa e dos olhos, após quase um mês de uso diário.

Avaliação mais ampla, com quase 300 mulheres de Curitiba, levou a resultados próximos.

Se correrem sem problemas as etapas finais de desenvolvimento tecnológico e de produção, o novo gel antienvelhecimento, capaz de restabelecer a produção de colágeno e a elasticidade da pele, pode estar à mão de mulheres e homens ainda este ano.

Sucesso em cães – O estudo sobre o látex da seringueira acontece desde 1994 na USP de Ribeirão Preto. O novo creme representa uma das aplicações mais recentes do produto. O químico Antonio César Zborowski, de uma indústria de borracha natural da região de São José do Rio Preto,

dois médicos da universidade, Joaquim Coutinho Netto e Fátima Mrue, criaram próteses de esôfago com borracha natural  e as implantaram em cães. Eles concluíram que esse material deveria conter substâncias que estimulavam o crescimento de vasos sanguíneos e de tecidos ao observarem

que, depois de quase um mês, os animais expeliam as próteses e o esôfago havia se reconstituído.

Os resultados atraíram o interesse da Pele Nova, que licenciou a patente em 2002 e, dois anos depois, começou a produzir a membrana de látex. Seu primeiro uso foi a cicatrização de feridas,

principalmente em pés, de portadores de diabetes. É o único uso da biomembrana na, chamada comercialmente de Biocure, aprovado pelos órgãos reguladores do governo.

“Reconhecemos que não tínhamos competência para cuidar bem de todas as áreas”, conta Marcos Silveira, diretor-presidente da Pele Nova. Ele repassou as tarefas de venda e distribuição para uma empresa especializada em produtos farmacêuticos e concentrou os esforços no departamento

de pesquisa e desenvolvimento, instalado em Ribeirão Preto, próximo à USP. Coutinho e Silveira seguiram juntos e concordaram que deveriam encontrar os componentes do látex para evitar que a

membrana fosse tratada como uma combinação de ingredientes cujos efeitos não podem ser explicados.

Da Assessoria de Imprensa da Fapesp e da Agência Imprensa Oficial

DOE 28.03.09 – Pág. I

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Brawn GP faz dobradinha na primeira largada de sua história na Fórmula 1

28/03/09 – 04h06 – Atualizado em 28/03/09 – 07h09

Button e Barrichello dividem a primeira fila do GP da Austrália

GLOBOESPORTE.COM Melbourne, Austrália

Na primeira largada da história da Brawn GP, a equipe já conseguiu uma dobradinha. Jenson Button vai sair na pole position do GP da Austrália, que será disputado neste domingo, e Rubens Barrichello será o segundo colocado no início da corrida em Melbourne. Ambos superaram a concorrência com folgas, por mais de seis décimos.

De quebra, o inglês ainda encerrou um jejum pessoal de exatos três anos. Button não marcava uma pole position desde o GP da Austrália de 2006, quando ainda corria na Honda. Barrichello, por sua vez, não saía em uma primeira fila em um grid de largada na Fórmula 1 desde o GP do Brasil de 2004, quando foi o pole. Desde então, o brasileiro passou por 72 GPs sem conseguir largar em primeiro ou segundo.

A Rede Globo transmite o GP da Austrália no domingo, às 3h (horário de Brasília), com narração de Cléber Machado, comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagens de Carlos Gil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, com narração de Luca Toni, a luta pela pole e a prova.

Blog Voando Baixo: confira mais opiniões sobre a Fórmula 1!

Sebastian Vettel, da RBR, conseguiu uma terceira posição no final do treino. Ele superou o polonês Robert Kubica, da BMW Sauber, que ficou com o quarto tempo na classificação. O alemão Nico Rosberg, da Williams, melhor em todos os treinos livres, terminou em quinto lugar, uma posição à frente do compatriota Timo Glock, da Toyota.

Felipe Massa, vice-campeão da temporada 2008, marcou apenas o sétimo tempo. O brasileiro da Ferrari foi oito décimos mais lento que Jenson Button, mas superou seu companheiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen. O “Iceman” larga apenas em nono, 130 milésimos pior.

  Atual campeão é eliminado na segunda parte do treino

A McLaren confirmou as expectativas e não conseguiu que nenhum de seus dois pilotos passasse à superpole. Atual campeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton vai largar apenas em último, sem marcar tempo no Q2, após um problema de câmbio que o forçou a trocá-lo. Heikki Kovalainen, seu companheiro de equipe, sai apenas à frente do inglês na Austrália, no 14º lugar.

Kazuki Nakajima, da Williams, decepcionou e marcou apenas o 13º tempo. Ele foi amplamente superado por Nico Rosberg, seu companheiro de equipe, melhor nos três treinos livres em Melbourne e que avançou à superpole. O alemão vai largar na quinta posição neste domingo.

Nelsinho Piquet, da Renault, foi eliminado ainda na primeira parte do treino (Q1) e vai largar apenas na 16ª posição. O brasileiro andou meio segundo mais lento que Fernando Alonso, seu companheiro, que caiu no Q2. O detalhe é que a distância do primeiro colocado no início da sessão – Rubens Barrichello – e o último – Sebastien Bourdais – ficou em apenas 1s9.

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Desconto no IPI para carros novos será prorrogado por mais três meses

28/03/09 – 01h48 – Atualizado em 28/03/09 – 03h08

Jornal da Globo informou que desconto vai valer até o fim de junho.
Redução foi considerada crucial para aumento nas vendas.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

 

O sucesso da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros novos vai prosseguir. O desconto será prorrogado por mais três meses, como informa o repórter José Burnier.

Veja o site do Jornal da Globo

Uma fonte da equipe econômica confirmou nesta sexta-feira que a redução do IPI para automóveis vai ser prorrogada por mais três meses, a partir da próxima quarta-feira (01).

A redução foi avaliada como um sucesso para a retomada do comércio de veículos novos, que tinha sido atingido pela crise internacional. De janeiro deste ano até 25 de março, com a redução do IPI, foram vendidos 606 mil carros. Quase 3% mais do que no mesmo período do ano passado.

Com a prorrogação, os descontos no imposto vão valer até o final do mês de junho.

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Atividade exercida por meio de convênio não conta tempo de estágio probatório

Duas professoras do estado do Paraná em estágio probatório e que já exerciam há mais de oito anos a mesma função, porém por meio de convênio, tiveram negado recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Elas pretendiam ver reconhecido o direito à promoção na carreira de magistério, mas a Quinta Turma negou o pedido.

De acordo com a legislação estadual, para fins de promoção na carreira, poderá ser contado para o professor em estágio probatório o tempo de serviço superior a três anos prestados ao estado do Paraná, por intermédio da Secretaria de Estado da Educação ou pelo Serviço Social Autônomo Paranaeducação (Leis Complementares estaduais n. 103/04 e 106/04).

As professoras tomaram posse em 2005 e, a partir do texto legal, entenderam que cumpririam os requisitos exigidos para a promoção, na medida em que haviam trabalhado “por mais de oito anos na Escola Especial Esperança, contratadas através do Convênio de Cooperação Técnica e Financeira celebrado entre o Estado do Paraná e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE)”.

Ingressaram, então, na Justiça estadual com mandado de segurança. Afirmaram que “sempre receberam salários correspondentes aos pagos aos professores estatutários, inclusive vantagens e promoções”. Por isso, reivindicaram, também, o recebimento de uma gratificação extinta em dezembro de 2004, portanto antes de tomarem posse como servidoras do estado.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) considerou que o trabalho prestado à APAE não se confunde, para fins de promoção, com o realizado para o Governo do Paraná, uma vez que a lei deixa claro em que hipóteses o tempo de serviço pode ser aproveitado. Também negou o direito de recebimento à gratificação.

Elas recorreram ao STJ, mas não tiveram êxito. O relator, ministro Arnaldo Esteves Lima, confirmou o entendimento da Corte estadual. Disse que, apesar do relevante serviço prestado pelas professoras, as atividades se deram por meio de convênio de cooperação técnica e financeira firmado entre o estado e a APAE. As professoras eram contratadas sob regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), diretamente pela associação, hipótese que não está prevista na lei para aproveitamento do tempo de serviço.

Quanto ao recebimento da gratificação extinta, o pedido também foi negado. O ministro relator destacou que as professoras não eram estatutárias à época da entrada em vigor da LC n. 106/04, que acabou com o benefício. A decisão da Quinta Turma foi unânime.

 

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

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É legal obrigatoriedade de guardar cópias de pagamento de INSS feito por autônomos

É perfeitamente legal a obrigatoriedade para que todo contribuinte mantenha cópia autenticada dos comprovantes de recolhimento de contribuição efetuados para o Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. A conclusão é da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao negar provimento a recurso especial da empresa Marítima Seguros Ltda., que pretendia se eximir da obrigação de guardar cópias autenticadas dos pagamentos realizados por profissionais autônomos. 

Em 1996, a Marítima impetrou mandado de segurança, com pedido de liminar, contra possível ato superintendente regional do INSS, caracterizado por eventual autuação fiscal, pretendendo se livrar da obrigação de guardas as cópias, como previsto no artigo 5º do decreto 1.826/96. A liminar foi indeferida, tendo o juiz afirmado a ausência dos pressupostos do fumus boni iuris e periculum in mora. Após pedido de reconsideração, a empresa interpôs agravo de instrumento (tipo de recurso).

Ao julgar o mandado de segurança, o juiz da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária de São Paulo negou o pedido. Segundo o magistrado, não houve ofensa ao principio da legalidade, uma vez que a obrigação acessória de guardar os documentos comprobatórios do adimplemento da obrigação tributária são inerentes ao sistema, conforme previsto no artigo 113, parágrafo 2º do Código Tributário Nacional.

Inconformada, a empresa apelou, sustentando que a obrigação acessória deveria estar prevista em lei e não em decreto. Reafirmou, ainda, que seria direito líquido e certo não ser compelida ao cumprimento da obrigação tributária de caráter provisório, prevista no artigo 5º do Decreto 1.826/96. Requereu, ainda, que lhe fosse permitido exercer a opção prevista no artigo 3º da LC 84/96, sem a exigência das cópias autenticadas dos pagamentos realizados pelos profissionais autônomos. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou provimento à apelação. Embargos de declaração foram interpostos, mas rejeitados.

No recurso especial para o STJ, a empresa insistiu nos argumentos, alegando violação aos artigos 32 da Lei 8.212/91 e 3º da LC 84/96. Afirmou, ainda, que a decisão do TR3 negou vigência aos artigos 113 e 115 do Código Tributário Nacional, ressaltando que a obrigação acessória decorre exclusivamente de lei.

A Primeira Turma discordou, negando provimento ao recurso. “É certo que a relação jurídica tributária refere-se não só à obrigação tributária stricto sensu (obrigação tributária principal), como ao conjunto de deveres instrumentais (positivos ou negativos) que a viabilizem”, observou o ministro Luiz Fux, relator do caso.

Para o relator, o decreto 1.826, que no artigo 5º dispõe sobre a obrigatoriedade tem respaldo nos artigos 113 e 115 do CTN e no princípio da legalidade, pois apenas regulamenta obrigação acessória da guarda de documentos fiscais comprobatórios do adimplemento da obrigação tributária, dever legal de todo contribuinte.

“Em prol do interesse público da arrecadação e da fiscalização tributária, ao ente federado legiferante atribui-se o direito de instituir obrigações que tenham por objeto prestações, positivas ou negativas, que visem guarnecer o fisco do maior número possível de informações possíveis acerca do universo das atividades desenvolvidas pelos contribuintes”, asseverou.

O ministro rebateu, também, o argumento de ofensa ao artigo 3º da LC 84/96. “Deveras, o artigo 32, parágrafo 11 da Lei 8.212/91 instituiu, como dever instrumental do contribuinte, a guarda dos documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações tributárias previstas naquela norma por dez anos, à disposição da fiscalização, obrigação esta similar à ora debatida, que se aplica subsidiariamente à contribuição social prevista na LC 84/96”, acrescentou Luiz Fux.

 

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

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É o Espaço Cultural da Ciência Catavento que fica no Parque Dom Pedro, centro da capital

Um novo espaço para arte, ciência e conhecimento em São Paulo
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Nesta sexta-feira São Paulo ganha um novo espaço de conhecimento. Um lugar onde é possível aprender física, química, matemática brincando.

Parece uma parede de escalada, mas é muito mais do que isso. No alto, os personagens conversam com os visitantes. “Lá em cima eu encontrei o Santos Dummont e ele me falou que se eu cheguei até aqui é porque não tem medo de altura e eu também não tive”, conta Stephanie de 11 anos.

Mais adiante um passeio digital pelo Rio de Janeiro. A passagem para esta viagem são os óculos especiais para visão tridimensional. “Estou pisando nas areais assim, é muito gostoso”, diz um garoto.

São 250 instalações relacionadas a tudo que envolve a espécie humana terra. Física, química, geografia, biologia, matemática, história. O espaço aqui é uma área que fala sobre a origem do homem. Andando um pouco mais a gente chega na sala das ilusões. Um espaço dedicado as ilusões de ótica, muito interessante. E caminhando ainda mais existem outras surpresas. São 8 mil metros quadrados de novidades. “Eu acho que como está subindo a bola libera uma energia que vai levantar o cabelo dela”, explica Juan de 11 anos.

Nano tecnologia. Palavrinha pequena e complicada que trata de medidas um bilhão de vezes menores que o metro. Como se explica isso? Simples, com vídeo game. “A gente fala uma linguagem com a qual eles estão habituados, é o jogo, o trabalho em equipe”, comenta o monitor, Gustavo Sol.

Não tem jeito de não aprender. “Tinha que destruir os átomos”, diz uma criança. Não tem jeito de não se divertir. Até o Governador curtiu aprender brincando.

O Espaço Cultural da Ciência Catavento fica no Parque Dom Pedro II, no centro da cidade. Lá no Palácio das Indústrias, que já foi a Prefeitura da capital. Vai ficar aberto de terça a domingo das 9h às 17h. A entrada custa seis reais. Estudantes e idosos pagam meia.

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TJ tira multa por não dar passe a desempregados

Sexta-Feira, 27 de Março de 2009

 

Para Prefeitura, essa decisão, de 17 de março, a livra de conceder o benefício; sindicatos discordam

Eduardo Reina

A Prefeitura de São Paulo obteve no Tribunal de Justiça (TJ) uma liminar que suspende o pagamento da multa diária de R$ 50 mil estipulada na sentença que obriga a administração a conceder passe livre nos ônibus da capital para desempregados. A liminar é assinada pelo desembargador Oliveira Santos, dada pelo agravo 896198.5, e segundo a Secretaria de Transportes também a desobrigaria de conceder o benefício. Mas segundo o advogado Antonio Rosella, que representa os trabalhadores dos Sindicatos dos Metalúrgicos de São Paulo, das Costureiras e dos Trabalhadores em Empresas de Brinquedos, a sentença de 17 de março versa apenas sobre a multa. “Determina o cumprimento da legislação municipal e todos os desempregados da cidade de São Paulo têm direito.”

A obrigatoriedade é prevista desde 1990. Em 2001, os três sindicatos, filiados à Força Sindical, pediram na Justiça um mandado de segurança determinando o cumprimento da lei e sentença nesse sentido foi dada em fevereiro.

Já a Secretaria Municipal dos Transportes, por meio de nota, informou que “ficou decidido que o objetivo do mandado de segurança, nas palavras do próprio desembargador-relator Oliveira Santos, ?não é o fornecimento de vales transportes, mas o registro das entidades, nos termos da legislação municipal, que constitui o objeto da impetração e da ordem judicial?.” Entretanto, a administração não mostrou despacho da Justiça que comprove tal entendimento. Além disso, a pasta informou também que “não serão fornecidos vales transportes, passes de transporte coletivo ou bilhete único aos desempregados filiados aos sindicatos autores do mandado”.

A sentença do TJ mostra que “quanto ao mérito, cabe ressaltar que objetivam os impetrantes o reconhecimento do direito ao cadastramento na Secretaria de Assistência Social e, em consequência, o direito ao fornecimento dos passes de transporte coletivo para seus filiados, desde que atendam às exigências previstas na legislação”. “Julgo procedente a ação, nos termos do artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil, concedo a segurança e determino ao impetrado a realização do cadastramento das entidades sindicais autores para os fins previstos na legislação municipal que regulamente a matéria”, escreveu o magistrado.

POLÊMICA

A Prefeitura considera que o despacho de fevereiro incluiu, “indevidamente”, o pedido de fornecimento de vales transporte, uma vez que o TJ já teria determinado a obrigatoriedade apenas do cadastro – o benefício não seria concedido porque a lei de origem não previa de onde o Município tiraria recursos. “O engano foi devidamente corrigido pelo Tribunal de Justiça, por intermédio da mesma 6ª Câmara que julgou a questão principal, pois em decisão proferida no dia 17 de março de 2009, no Agravo de Instrumento nº 896.198.5/0, o Relator Oliveira Santos suspendeu a errônea inclusão do fornecimento de vales transporte aos desempregados.”

A presidente do Sindicato das Costureiras, Eunice Cabral, disse ontem, porém, que a decisão do TJ determinou a realização do cadastro e também o cumprimento da gratuidade nos ônibus. “Se não for cumprida a sentença, teremos de tomar outras providências. O entendimento da Prefeitura não é o correto. Não tem cabimento. Não entramos na Justiça apenas para pedir que o cadastramento dos desempregados fosse realizado. Isso os sindicatos podem fazer sozinhos. Pedimos a concessão dos passes livres, conforme manda a lei, que não é respeitada”, explicou Eunice.

O parágrafo 1º do artigo 3º da lei estabelece que os passes a serem dados aos desempregados cadastrados podem ser de 30 a 120. “Entendemos que o bilhete pode ser dado acompanhando o seguro-desemprego ou com vigência de três a cinco meses”, propôs a sindicalista. A capital tem hoje cerca de 700 mil desempregados, segundo a Secretaria Municipal do Trabalho.


FRASES

Antonio Rosella
Advogado dos sindicatos

“A decisão judicial determina o cumprimento da legislação municipal e os desempregados de São Paulo têm direito”

Eunice Cabral
Sindicalista

“Entramos na Justiça apenas para pedir que o cadastramento dos desempregados fosse realizado”

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Tarso nega que PF tenha dado conotação política à Operação Castelo de Areia

26/03/09 – 12h36 – Atualizado em 26/03/09 – 13h09

‘PF não faz acusações, mas investigação que pode virar denúncia’.
Ministro sugere que a polícia mudou a forma de agir.

Diego Abreu Do G1, em Brasília

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O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira (26) que a Polícia Federal (PF) conduziu a Operação Castelo de Areia sem qualquer motivação política. Segundo ele, o papel da PF não é o de fazer acusações, mas investigações que depois podem resultar em denúncia apresentada pelo Ministério Público ao Poder Judiciário.

A afirmação foi feita após ele ser questionado sobre a Operação Castelo de Areia, deflagrada nesta quarta (25), em São Paulo e no Rio de Janeiro, com o objetivo de combater crimes financeiros. A operação resultou na prisão de quatro diretores e duas secretárias da construtora Camargo Corrêa.

Segundo a PF, foram expedidos dez mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Entre os crimes informados pela PF estão o de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

“Se tem conotação política ou não quem vai dizer é a Justiça eleitoral. Não se faz vínculo com ideologia, programa de partido ou liderança política, a PF investiga fatos delituosos”, afirmou o ministro.

“Às vezes, fatos delituosos determinam outro inquérito e aí transcende a questão de lavagem de dinheiro ou mobilização ilegal de dinheiro para financiamento de campanha. Portanto, quem está respondendo a alguma coisa neste momento, está respondendo de maneira precipitada”, completou Tarso, se referindo as declarações de membros de partidos de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, que criticaram a investigação da PF.

Em relação ao suposto envolvimento de partidos políticos com as irregularidades detectadas pela operação, o ministro destacou que a PF não fez qualquer acusação. “Não há nenhuma acusação da PF em relação a isso. O que há são dados que constam do inquérito que serão analisados pelo Ministério Público da Justiça eleitoral, como continuidade do trabalho que foi feito até agora, de mobilização ilegal de recursos”. 

 

O juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, revelou na quarta-feira que o relatório da PF mostra que no esquema investigado “constaria distribuição de dinheiro a diversos partidos, como PPS, PSB, PDT, DEM e PP”. Segundo ele, também são citados o PSDB e PS, este último não aparece na lista de partidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Mudança

Tarso Genro sugeriu que a Polícia Federal alterou sua forma de agir após a constatação de equívocos cometidos durante a Operação Satiagraha, deflagrada em julho do ano passado, quando os investigados teriam sido muito expostos.

“Na forma como foi feita essa operação está rigorosamente dentro dos padrões que determinamos, sem humilhação, permitindo que as pessoas escondam seu rosto para que não haja um adiantamento de pena que é a exposição pública. É um inquérito rigoroso, legal, profundo e tecnicamente perfeito que terá conseqüências”, garantiu.

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