Arquivo para Março, 2009

Bancos: 96% conseguem realizar transações nos caixas tradicionais

Por: Equipe InfoMoney
23/03/09 – 10h31
InfoMoney

SÃO PAULO – De acordo com levantamento feito pela GfK Brasil, 96% das pessoas conseguem realizar as transações que pretendem nos caixas tradicionais.

A pesquisa foi realizada para avaliar a percepção dos clientes sobre filas de caixas tradicionais das agências bancárias e monitorar a qualidade de atendimento das agências. Segundo o levantamento, apesar do crescimento do número de usuários que utilizam canais de atendimentos alternativos, todos os entrevistados utilizam também os caixas tradicionais.

De acordo com o levantamento, dos 4% que utilizam os caixas tradicionais dos bancos e não conseguem efetuar uma transação, 16% não conseguiram realizar saque com cartão, enquanto 9% tiveram problemas para efetuar uma transferência ou DOC.

Tentou, mas não conseguiu
Pagamentos de boletos vencidos, a vencer do próprio banco ou a vencer de outro banco também entraram na lista das transações não realizadas na boca do caixa. Cada transação foi citada por 7% dos entrevistados que tentaram, mas não conseguiram efetuá-las.

Depósitos, pagamentos de impostos e taxas, além de desbloqueio de cartão também não foram efetuados por 5%, 4% e 4% das pessoas que não conseguiram realizar alguma transação nos caixas tradicionais, respectivamente.

Operações
Segundo a pesquisa, entre as operações mais realizados nos caixas tradicionais, 29% são depósitos, 25% são pagamento de boleto a vencer do banco, 12% são pagamento de contas de consumo, 12% são saque com cartão, 7% são pagamento de boleto vencido e 6% são saque com cheque.

Pagamento de boletos à vencer de outro banco, consulta de saldo, pagamentos de impostos e taxas, desbloqueio de cartão e outros serviços foram citados por 5%, 4%, 3%, 3% e 8%, respectivamente.

Comparando-se à pesquisa anterior da GfK, feita em 2006, houve decréscimo na realização de algumas operações nos caixas tradicionais, como pagamento de contas de consumo, saque com cartão e pagamento de boleto vencido.

Por outro lado, aumentou o número de pessoas que pagam boletos a vencer do banco nos caixas tradicionais, de 19% para 25%.

A fila anda
A GfK constatou que a frequência com que os entrevistados pegam fila diminuiu. Cerca de 53% dos entrevistados alegaram que sempre ou na maioria das vezes pegam fila. Em 2006, esse número era 57%.

O número daqueles que raramente pegam fila também aumentou, de 23% para 25%. Aqueles que encaram a fila algumas vezes ficou em 18%, frente a 17% em 2006.

O tempo de espera é considerado aceitável pela maioria dos entrevistados, cerca de 72%. A pesquisa constatou que houve crescimento nesse número, já que em 2006, 67% consideravam aceitável o tempo que ficavam na fila.

De acordo com o levantamento, caiu o número daqueles que consideram esse tempo demorado, de 24% para 19% e cresceu 1 p.p. o número daqueles que acreditam ser muito demorado o tempo nas filas, de 8% para 9%.

Alternativas
A pesquisa da GfK também constatou que cresceu o número das pessoas que utilizam caixas eletrônicos, de 86% em 2006 para 94% na apuração de 2009. A utilização de serviços online também cresceu, cerca de 25% dos usuários já usam a internet para efetuar transações, frente a 20% apurados em 2006.

Recorrer ao gerente é opção de 52% dos entrevistados, enquanto o canal de atendimento por telefone é utilizado por 29% deles.

Sobre a pesquisa
Esta é a 2ª edição da pesquisa sobre o atendimento bancário, feita pela GfK. A primeira edição foi realizada em março de 2006.

Já os dados desta pesquisa foram colhidos entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano. Foram 8 mil entrevistados, que possuem conta corrente em algum banco.

Desse número, 55% das pessoas são do sexo masculino, com idade média de 40 anos, possuem conta em média em 1,5 banco, são clientes antigos e metade deles declararam ser correntista há cinco anos ou mais.

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Concursos com inscrições abertas nesta segunda somam 8 mil vagas

23/03/09 – 07h00 – Atualizado em 23/03/09 – 07h00

Cargos são para todos os níveis de escolaridade.
Salários chegam a R$ 19.955,40.

Do G1, em São Paulo

Os pelo menos 20 concursos públicos que estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (23) oferecem cerca de 8 mil vagas em todos os níveis de escolaridade, sem contar os concursos para cadastro de reserva. Os salários chegam a R$ 19.955,40.

 Detalhes – http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1052183-9654,00-CONCURSOS+COM+INSCRICOES+ABERTAS+NESTA+SEGUNDA+SOMAM+MIL+VAGAS.html 

 

 

  

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Veículos não ficarão mais caros com a obrigatoriedade do freio ABS

Ainda segundo o presidente do Contran, a implementação será progressiva e atingirá todos os carros novos fabricados em 2014
Veículos não ficarão mais caros com a obrigatoriedade do freio ABS
SÃO PAULO – A obrigatoriedade do freio ABS (Sistema Antibloqueio de Frenagem) não vai encarecer o preço final dos veículos, afirma o presidente do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), Alfredo Peres da Silva.
Segundo a Agência Brasil, a partir de 2010, uma parcela dos automóveis saídos de fábrica já terá que conter o equipamento. Mas, em 2014, o item de segurança deverá fazer parte de todos os carros novos fabricados no país, como já foi decidido em relação ao airbag.
“Nós vamos fazer de uma maneira progressiva para que a indústria automobilística tenha condições de implantar isso”, explicou o presidente.
Segundo ele, os membros do conselho vão definir as exigências relativas à implantação obrigatória do ABS na próxima reunião da entidade, que ocorre no começo de abril.
Segurança
Nesta sexta-feira (20), aconteceu a apresentação do desempenho dos sistemas de freios, a qual serviu como embasamento técnico para os membros do Contran.
Foram demonstradas em chão molhado três tipos de manobras com automóveis que tinham o ABS e que não possuíam. Após a mostra, o presidente do órgão também decidiu testar o equipamento e revelou que “a diferença é brutal, a falta do ABS é impressionante”.

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Palácio do Planalto deixa de abrigar a Presidência nesta semana

22/03/09 – 08h00 – Atualizado em 22/03/09 – 10h22

Prédio será reformado e projeto original de Oscar Niemeyer, restaurado.
Orçada em R$ 103,2 milhões, obra deve ser concluída até abril de 2010.

Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília

O Palácio do Planalto deixa de abrigar a estrutura da Presidência da República nesta semana depois de quase 49 anos sediando o Poder Executivo. O escritório dos presidentes, inaugurado em abril de 1960 por Juscelino Kubitschek na transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, passará por uma reforma completa, que vai restaurar o projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer.

Em mais de 48 anos de uso, o prédio nunca passou por uma reforma completa –apenas foi sendo adequado para abrigar uma administração federal cada vez maior. Hoje, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prédio abriga os gabinetes dos ministros das Relações Institucionais, José Múcio, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci.

Todos têm grandes estruturas, que serão alojadas entre o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de onde Lula despachará, o prédio anexo ao Palácio do Planalto, o prédio anexo do Palácio do Itamaraty e o Palácio do Buriti, ex-sede administrativa do governo do Distrito Federal.
No CCBB, ficam Lula, Dilma, Dulci e Martins. Múcio ficará no anexo do Palácio do Itamaraty, conhecido como “bolo de noiva”, por ter formato arredondado. O ministro preferiu o local por ficar mais próximo do Congresso Nacional.

Ao longo dos anos, espaços do Palácio do Planalto que eram vãos livres no projeto original foram ocupados por divisórias e gabinetes. Além disso, depois de mais de 48 anos de uso, o Palácio apresenta problemas estruturais, como infiltrações, vazamentos de gás nas copas, e adaptações precárias na rede elétrica.

A restauração do projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer deve custar R$ 103,2 milhões, segundo o edital de licitação lançado pelo Exército na semana passada. O objetivo é trazer Lula e sua equipe de volta para o Palácio do Planalto até 21 de abril do ano que vem, quando se comemora o cinquentenário de Brasília.

O Exército já está tocando parte da obra de reforma, desmontando as divisórias dos andares já desocupados e retirando os móveis que não foram junto com os ocupantes das salas. O objetivo é adiantar etapas que a empreiteira teria que assumir quando for contratada.

O presidente queria iniciar a reforma do Palácio do Planalto ainda no ano passado. A previsão inicial era que a empresa para reforma fosse contratada no segundo semestre de 2008, mas houve atraso na apresentação do projeto elabora pelo escritório de Niemeyer e problemas com a licitação.

Na semana passada, o governo lançou o segundo edital para contratação da empreiteira que vai fazer a obra. No primeiro, lançado pela Secretaria de Administração da Casa Civil foram encontrados problemas técnicos.

Por conta da demora, o governo achou melhor colocar o Exército como gestor da obra, já que os militares poderiam adiantar algumas fases da reforma. O atraso na licitação também aumentou o valor da obra, que inicialmente estava estimado em R$ 88 milhões.

Além da reforma do Palácio, o estacionamento também passará por mudanças e abrigará mais carros. Haverá um pavimento subterrâneo extra, que hoje não existe.

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Planeje os estudos de acordo com a organizadora do concurso

22/03/09 – 07h00 – Atualizado em 22/03/09 – 07h00

Além de estudar as disciplinas, saber estilo de cada banca é essencial.
Candidato deve treinar para se adaptar aos diferentes tipos de exames.

Marta Cavallini Do G1, em São Paulo

 Os candidatos a uma vaga no setor público devem, além de estudar as disciplinas previstas no edital, saber o estilo de prova de cada banca organizadora.

 

 G1 consultou especialistas da área para falar sobre cinco das principais organizadoras do país, que são responsáveis por concursos que envolvem grande número de concorrentes. Para eles, é fundamental que os candidatos façam provas anteriores para justamente se adaptar aos diferentes tipos de exames. 

 

Confira lista de concursos e oportunidades

 

“Se o candidato analisa a prova antes de iniciar o estudo das matérias básicas, já direciona o estudo para aquela banca, já sabendo se as questões são mais teóricas ou objetivas, se interpretação conta mais que conhecimentos de gramática, se as questões são mais longas ou mais curtas”, diz Fábio Gonçalves, diretor executivo do curso preparatório Academia do Concurso.

Segundo ele, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) é a banca que mais se difere das demais, pois é a única que aplica provas com questões no formato certo e errado, e não de múltipla escolha (veja mais detalhes na tabela abaixo). 

 

“Esse modelo é excelente para o aluno que vem se preparando com antecedência, pois o Cespe/UnB traz questões multidisciplinares, envolvendo várias matérias na mesma pergunta.”

Gonçalves orienta o candidato a estudar, independente da banca, de forma multidisciplinar. “Muitos alunos preferem estudar todo o conteúdo de determinada matéria e depois entrar em uma segunda disciplina. O que ocorre é que quando chega na terceira disciplina já esqueceu a primeira. O ideal é estudar uma matéria por dia.”

 

Veja as diferenças entre cinco das principais organizadoras do país:

 

 

Organizadora Tipo de prova Grau de dificuldade Orientação de estudos Orientação para resolução da prova
Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) Questões do tipo certo ou errado. Cada opção poderá estar certa ou errada, independente uma do outra. Cada item que o candidato errar anula um que acertou. Porém, as questões que não forem respondidas não serão computadas. Os itens não vêm separados por matéria. Assim, para um mesmo texto dado pode-se fazer perguntas de português, matemática, atualidades ou informática, por exemplo.   Predominam questões com grau de dificuldade média, apesar de também apresentar questões fáceis e difíceis. Como é um tipo de prova incomum, é  importante que o candidato resolva questões de concursos anteriores realizados pelo Cespe. Suas questões costumam abordar apenas alguns tópicos do conteúdo programático, assim, inicie seus estudos pelos tópicos principais. Como a prova não é organizada por disciplina, o candidato deve resolver inicialmente as questões mais fáceis na ordem que aparecer. Como as questões erradas prejudicam a pontuação do candidato, deve-se evitar os chutes ao máximo.
Escola de Administração Fazendária (Esaf) Geralmente, questões do tipo múltipla escolha. Predominam questões com grau de dificuldade média e difícil. Como realiza muitos concursos, as questões de matérias básicas são muito parecidas umas com as outras. Assim, convém estudar questões de provas anteriores de matérias básicas como português, informática, raciocínio lógico, direito constitucional e matemática. Quando estudar matérias específicas, dê preferência aos assuntos mais importantes. A prova é elaborada de maneira que, mesmo os candidatos bem preparados dificilmente conseguem resolver todas as questões, pois falta tempo. Assim, o candidato deve inicialmente resolver as questões mais fáceis de todas as matérias, e não de uma única matéria. Deve estar consciente que encontrará questões difíceis e trabalhosas que deverão ser resolvidas no final, se houver tempo.
Fundação Carlos Chagas (FCC) Geralmente, questões de múltipla escolha. Predominam questões com grau de dificuldade média e difícil. Em suas provas, a FCC procura perguntar sobre todo o conteúdo programático do concurso. Assim, é interessante estudar todo o programa do concurso e não somente os tópicos principais. Também é importante resolver as questões dos concursos anteriores. Como em suas provas as questões vêm organizadas por disciplina, inicie resolvendo as questões mais fáceis das disciplinas e que tiver mais facilidade e, a seguir, as questões mais fáceis das demais disciplinas. Só então resolva as questões mais difíceis e trabalhosas.
Fundação Cesgranrio Geralmente, questões do tipo múltipla escolha. Predominam questões com grau de dificuldade média, apesar de também apresentar questões fáceis e difíceis. Como realiza muitos concursos, as questões de matérias básicas são parecidas com as de outros concursos. Quando estudar matérias específicas, dê preferência aos assuntos mais importantes. Como em suas provas as questões vêm organizadas por disciplina, inicie resolvendo as questões mais fáceis das disciplinas e que tiver mais facilidade e, a seguir, as questões mais fáceis das demais disciplinas. Só então resolvas as questões mais difíceis e trabalhosas.
Fundação Vunesp Geralmente, questões do tipo múltipla escolha. Predominam questões com grau de dificuldade média, apesar de também apresentar questões fáceis e difíceis. Em suas provas, a Vunesp procura perguntar sobre todo o conteúdo programático do concurso. Assim, é interessante estudar todo o programa do concurso e não somente os tópicos principais. Também é importante resolver as questões dos concursos anteriores. Como em suas provas as questões vêm organizadas por disciplina, inicie resolvendo as questões mais fáceis das disciplinas e que tiver mais facilidade e, a seguir, as questões mais fáceis das demais disciplinas. Só então resolvas as questões mais difíceis e trabalhosas.
Fonte: Carlos Alberto De Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos

 

Para José Wilson Granjeiro, diretor financeiro-pedagógico do curso preparatório OBCursos, a grande dificuldade nas provas no Cespe/UnB é que os textos das questões e das respostas são longos, e o candidato pode não conseguir terminar a prova a tempo. “Tem que estar bem treinado, responder as que sabe rapidamente e, se tiver dúvida, pular a questão.”

 

Acertos mínimos

Gonçalves destaca que os candidatos devem prestar atenção no mínimo de acertos exigidos para cada prova. “Uma das grandes características da Esaf (Escola de Administração Fazendária) é pedir um mínimo de acertos por disciplina. No último concurso para auditor fiscal da Receita Federal, por exemplo, a Esaf exigiu mínimo de acerto de 40% por disciplina”, diz Gonçalves.

Segundo ele, no caso da Cesgranrio, foi exigido mínimo de acerto de 60% por grupos de matérias (disciplinas que têm conteúdo em comum, como os diferentes tipos de direito, por exemplo) no concurso da Petrobras realizado no ano passado. “Mas a prova apresentou textos relativamente curtos e com questões bem objetivas”, diz Gonçalves.

De acordo com Granjeiro, a Cesgranrio costuma extrair textos de revistas para os enunciados, e os textos para interpretação são longos. Além disso, as questões de raciocínio lógico e matemática costumam ser trabalhosas.

No caso da Esaf, segundo Granjeiro, o candidato pode encontrar maior dificuldade na prova de português, pois os textos e as alternativas costumam ser extensos.

Ele fiz que nas provas da Fundação Carlos Chagas, os enunciados das questões costumam ser longos, mas as alternativas são diretas.

 

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Brasileiro descobre tratamento para mal de Parkinson

20/03/09 – 20h50 – Atualizado em 20/03/09 – 23h54

“É o jeito brasileiro de fazer as coisas, teve um toque de criatividade que nos permitiu criar uma abordagem totalmente diferente, que surpreendeu o mundo inteiro”, declarou Miguel Nicolelis.

 

A revista científica Science publicou na capa, nesta semana, o resultado de uma pesquisa comandada por um brasileiro, nos Estados Unidos. O estudo ganhou destaque porque, com ratos, chegou a resultados positivos no tratamento de uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis encontrou um caminho alternativo na medicina para tratar o mal de Parkinson.

A doença destrói células nervosas produtoras de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor do corpo. O tratamento usado hoje para reduzir os sintomas é uma cirurgia no núcleo do cérebro, considerada de altíssimo risco: um sangramento pode ser fatal.

Com ajuda de cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, Nicolelis criou uma técnica aplicada em outra área. A equipe usou a medula espinhal para mandar estímulos elétricos até o cérebro. Os estímulos ativaram os neurônios produtores de dopamina.

No método criado pelo brasileiro, um eletrodo foi conectado à medula espinhal de um rato. Com a bateria que envia impulsos desligada, o rato tremia e não conseguia andar. Quando ela foi ligada, com frequência controlada, os estímulos foram enviados e o rato passou a andar normalmente.

Com a camisa da seleção brasileira ao fundo, Miguel Nicolelis contou ao Jornal Nacional como teve a ideia de usar a medula para o tratamento.

“É o jeito brasileiro de fazer as coisas, teve um toque de criatividade que nos permitiu criar uma abordagem totalmente diferente, que surpreendeu o mundo inteiro”.

A descoberta foi publicada na principal revista científica do mundo. Se tudo der certo, a técnica já poderá ser aplicada em pacientes a partir do ano que vem. O tratamento teria várias vantagens: o fim dos sintomas, a possibilidade de ser usada em vários estágios da doença, dos casos mais simples aos mais graves e um baixíssimo risco na cirurgia.

O próximo passo será testar o método em macacos. A pesquisa começará a ser feita em poucas semanas, no Instituto de Neurociências em Natal, que Nicolelis ajudou a fundar.

“É motivo de muito orgulho para todos os nossos colegas de Natal poderem participar desse trabalho e mostrar para o mundo inteiro que também se faz neurociência como gente grande no Brasil”.

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Mercado de notebooks atrai novos fabricantes

Sábado, 21 de Março de 2009 

 

Mesmo com a crise, mais empresas passam a fabricar no País, de olho na oportunidade de crescimento

Renato Cruz
A crise atingiu com força o mercado brasileiro de computadores. Isso se refletiu já nos números do ano passado, que ficaram abaixo da expectativa, por conta das vendas menores em novembro e dezembro. Para este ano, a consultoria IT Data prevê que as vendas ficarão em cerca de 11 milhões de unidades, abaixo das 11,7 milhões vendidas em 2008. A queda, no entanto, irá se concentrar nas vendas de computadores de mesa. A demanda por notebooks deve crescer 15,8%, chegando a 4,75 milhões de unidades.

Por conta disso, o País está atraindo novos fabricantes. A taiwanesa Asus anunciou recentemente o início da produção de seus computadores no Brasil. A MSI, também de Taiwan, vai iniciar no segundo semestre a fabricação local, de forma terceirizada. “Hoje, temos só oito funcionários no Brasil”, disse Marcelo Martins, diretor comercial da MSI Computer. “Vamos chegar a 50 ou 60.” A empresa também tem fabricação terceirizada de placas-mãe no País.

A Asus e a MSI estão entre as maiores fabricantes de notebooks do mundo. Muitos computadores portáteis que estão no mercado com outras marcas são produzidos por elas. A aposta na marca própria é uma maneira de conseguir margens maiores do que as de kits para notebooks (que elas fornecem para companhias brasileiras) e que as de placas-mãe.

A MSI vai fabricar no Brasil o netbook (portátil menor e mais barato) Wind U120H e o notebook para jogos GX620. O Wind U120H tem conexão de dados para a rede celular de terceira geração (3G) – sem precisar de placa, é só colocar o chip – e custa cerca de US$ 450 nos Estados Unidos. O preço para o Brasil ainda não está definido.

“As vendas nos Estados Unidos e na Europa estão um horror”, afirmou Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data, explicando a atração do mercado brasileiro para os fabricantes internacionais. “Aqui não está tão ruim quanto lá fora. Em fevereiro, as vendas foram superiores que as de janeiro e a expectativa é novamente de melhora para março.” Segundo ele, a Compal, outra grande fabricante de computadores de Taiwan, também planeja vir par ao Brasil.

Apesar da expectativa promissora de vendas para este ano, a crise acabou por reduzir a participação de pequenos fabricantes no mercado brasileiro. “Existem entre 30 e 40 marcas de notebooks à venda no Brasil, mas as 10 maiores têm uma fatia de 80% do mercado”, explicou Rodrigues. “São poucos os fabricantes que têm volume.” Entre os brasileiros fortes neste mercado estão a Positivo, a Intelbrás, a Itautec e a Semp Toshiba.

O crescimento esperado para o mercado de notebooks tem levado as empresas a intensificar o lançamento de portáteis. É o caso da americana Dell, que lançou este ano no Brasil um netbook, chamado Inspiron Mini 9, com preço a partir de R$ 1,4 mil, e um notebook com design diferenciado, batizado de Adamo, que custa R$ 9 mil ou mais.

“No ano passado, para ser bem simplista, tínhamos um só modelo de notebook”, disse Sandra Chen, gerente de Notebooks para o Consumidor Final da Dell. “Este ano, já quadruplicamos o número de plataformas de portáteis.” A estratégia da Dell é aumentar a oferta de modelos, para diferentes perfis de consumidores, e reforçar sua presença no varejo

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Crise só deve adiar os concursos do Executivo

Sábado, 21 de Março de 2009 

 

Medida não atinge cargos estaduais e outros poderes

Ana Paula Lacerda

Com o agravamento da crise econômica e frequentes demissões na iniciativa privada, muitas pessoas começaram a ver na carreira pública uma opção para obter estabilidade. “Desde janeiro, vimos um aumento de 30% no número de pessoas interessadas em fazer concursos públicos”, diz José Luiz Romero, diretor do curso preparatório Central de Concursos.

No entanto, ao fazer o anúncio das medidas para combater a crise e a queda da arrecadação do governo federal, o ministro Paulo Bernardo pareceu jogar um balde de água fria sobre muitos candidatos: afirmou que os concursos programados para este ano e ainda não autorizados seriam adiados, assim como o ingresso dos aprovados que ainda não foram nomeados.

Thiago Sayão, diretor do Grupo Abece, que reúne entre outros o curso preparatório Meta e o complexo jurídico Damásio de Jesus, afirma, porém, que os concursos continuarão ocorrendo. “A medida do Ministério do Planejamento atinge apenas os concursos do Poder Executivo Federal. Concursos estaduais, municipais, do Legislativo e do Judiciário vão ocorrer normalmente.”

Segundo ele, autarquias, Estados e Municípios têm autonomia e realizam seus próprios concursos. “No início do ano passado, o governo federal também anunciou uma suspensão dos concursos no Executivo. E, ao longo do ano, foram criadas 43 mil vagas em concursos do Executivo federal, além de outros poderes”, diz Sayão.

A informação deixou a advogada Viviane Cáceres mais tranquila. “Minha meta é o Ministério Público. Mesmo que concursos do Executivo sejam adiados, esse deve sair dentro do prazo previsto.”

Os concursos públicos do Executivo que já haviam sido aprovados para este ano também serão mantidos. Já estão autorizadas 4,5 mil vagas para o Executivo. Os demais, previstos mas ainda não aprovados, serão negociados com os ministérios caso a caso. “Vamos negociar o número de vagas com os ministérios. Não posso dar um critério único porque tem de ver a necessidade de cada órgão”, declarou o ministro Paulo Bernardo. “Mesmo com a manutenção, haverá atraso na abertura dos concursos e na posse dos aprovados.”

“Nesse meio tempo, os estudantes poderão optar pelos concursos estaduais, ou dos outros poderes”, diz Romero, da Central de Concursos. “E, para aqueles que queriam vagas no Executivo, o tempo para estudar aumentou.”

Segundo ele, a média de estudo para aprovação em vagas de nível superior varia entre um ano e meio a três anos. No nível médio, o prazo para preparação vai de seis meses a dois anos. Anualmente, são criadas cerca de 100 mil vagas por ano em concursos públicos das diversas esferas, autarquias e órgãos públicos.

O estudante Edgard Conti Júnior não ficou triste com a notícia. “Estava esperando o edital para a Polícia Federal, que sairia no primeiro semestre e agora deve ficar para o segundo”, explica. “Vou ter mais tempo para me preparar. Vou estudar até passar.”

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Governo estuda criação do ”Simples Rural”

Sábado, 21 de Março de 2009 

 
É o primeiro passo para o processo de formalização da atividade agrícola; carga tributária, hoje em 16,9%, deve ser reduzida
Fabíola Salvador

Governo e iniciativa privada devem finalizar em até 90 dias uma proposta para aumentar a formalização da atividade agrícola, primeira etapa de um processo de modernização da atividade que só deve ser concluído no longo prazo. O primeiro passo será a criação de um “Simples Rural”, sistema de tributação diferenciado que tem como base o modelo adotado para as micro e pequenas empresas urbanas.

O governo avalia que a formalização dará maior transparência à contabilidade dos produtores e permitirá a redução dos custos de produção, um dos grandes entraves para o desenvolvimento do agronegócio no País. A informalidade no campo varia entre 30% e 70 %, dependendo da atividade.

O “Simples Rural” deve proporcionar a redução da carga tributária, que hoje é de 16,9% para o setor de alimentos – contrapartida exigida pelos produtores para a adesão ao processo de formalização. Além disso, a transparência contábil vai diminuir os riscos calculados pelos bancos e por outros financiadores da atividade agrícola, como as empresas de comercialização (tradings), nos empréstimos para o setor rural.

“O produtor não tem balanço contábil, o que eleva de forma expressiva o risco e os custos da atividade”, lembra a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que também discute com o governo uma reformulação de todo o modelo de financiamento rural.

Katia Abreu acredita que a decisão do governo de participar das discussões facilita o encaminhamento jurídico para colocar as modificações em prática. “Antes, quando a proposta era só da iniciativa privada, era entregar para o governo e acender uma vela”, disse. Ela contou que apresentou uma versão preliminar da proposta a vários integrantes do governo, inclusive ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele disse que ainda tem dois anos mandato e o governo pode deixar esse assunto pelo menos encaminhado.” A CNA, no entanto, espera que o Simples Rural possa ser concluído ainda neste ano.

Outra das ideias em discussão é formar uma espécie de cadastro positivo e uma central de financiamentos, a partir da qual os financiadores terão acesso aos dados de cada produtor, incluindo informações sobre outros financiamentos já liberados e sobre a capacidade de pagamento.

A senadora acredita que 80% dos cerca de 3,5 milhões de proprietários rurais terão interesse em aderir à proposta de formalização, pois o produtor é a primeira vítima do modelo que tem como base a informalidade. “Um pecuarista que vende 500 animais para um frigorífico e que formaliza a venda de 200 vai ficar com prejuízo no banco porque não pode comprovar a venda de todo o lote. A saúde financeira dele fica comprometida pela sonegação”, explicou.

Além disso, ela lembra que a reforma agrária é outro fantasma que assombra quem não tem as contas na ponta do lápis, já que os índices de produtividade das fazendas são considerados no processo de desapropriação de terras.

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Para alugar imóveis que precisam de reforma, fique de olho nos gastos

Por: Equipe InfoMoney
20/03/09 – 12h25
InfoMoney

SÃO PAULO – Vidros quebrados, sujeira, paredes com pintura gasta, pisos fora do lugar. Na procura por um imóvel para alugar, o futuro inquilino acaba se deparando com locais em condições não muito aprazíveis. Muitas vezes, sem opção, ele acaba aceitando reformar o imóvel. Nesse caso, é preciso ponderar entre as possíveis vantagens que o proprietário do imóvel possa oferecer e, principalmente, aos custos, para não ter problemas lá na frente.

“Isso tem que ser analisado com cautela”, afirma o engenheiro civil, Flavio Figueiredo, especialista em avaliações e perícias de imóveis. Segundo ele, para não sair no prejuízo, o futuro inquilino deve se atentar à real condição do imóvel. “Os reparos podem custar mais caro do que aparentam”. Por isso, ele aconselha que quando encontrar o local desejado e este precisar de reformas, o bom mesmo é chamar um engenheiro ou arquiteto de confiança, que lhe dê uma ideia de qual será o custo real da reforma.

Decidi pela reforma, qual é a vantagem?
Além de deixar o imóvel do seu jeito, no fim das contas, o inquilino pode ter o valor gasto com a reforma devolvido. Uma das formas mais comuns de descontar esse valor é a “carência” no aluguel. “Período de carência tem que cobrir o prazo e os custos da reforma”, explica o engenheiro. Nesse caso, o proprietário isenta o inquilino do aluguel por dois ou três meses ou pelo tempo equivalente ao valor gasto com a reforma.

Há ainda a opção de abater do aluguel o valor gasto, em parcelas. Mas, para não ter problemas, nada disso pode ser feito de maneira informal, tudo tem que estar previsto em contrato, como explica o especialista. “Em cláusula contratual é possível especificar os serviços, que pode ser uma coisa muito simples, como troca de janelas, mas às vezes, pode ser algo maior”.

No entanto, o inquilino deve ficar atento e ter visão de curto prazo. Um exemplo: se você assina um contrato de 36 meses, no valor de R$ 700 ao mês, e gastou R$ 10 mil com a reforma, sem considerar outros fatores, em média, o gasto da reforma fica em quase R$ 300 por mês, até o fim do contrato. Se esse valor for abatido no aluguel, por mês, o inquilino paga R$ 400. A princípio pode até parecer vantajoso, mas é importante não esquecer que você gastou R$ 10 mil de uma vez só e que ao longo desse período o dinheiro poderia estar rendendo em alguma aplicação.

Figueiredo lembra, no entanto, que caso a reforma não seja muito onerosa, uma carência de dois a três meses pode acabar sendo vantajosa. “Tudo parte de uma noção de valores” e negociação, afirma o engenheiro.

Nada de transtornos
“Alugar um imóvel que precisa de reformas não é vantajoso”, afirma, categórico, o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), José Viana. “É evidente que o inquilino terá uma responsabilidade maior”, considera.

Viana lembra que não são só os custos que o futuro inquilino tem que considerar. O tempo e os transtornos que uma reforma traz também devem ser considerados. Ele questiona como uma pessoa vai morar em um local que está passando por reforma. Nesse caso, a carência não é, segundo ele, necessariamente uma vantagem. Isso porque, dependendo das condições do imóvel, o inquilino fica impedido de utilizá-lo enquanto a reforma não terminar.

Além disso, há a questão dos gastos. Viana explica que o proprietário pode questionar esses valores, já que, geralmente, ele não irá considerar a qualidade, mas o custo. “A questão dos comprovantes é questionável, porque tem que se considerar a qualidade do material, o custo da mão-de-obra”.

E não é só isso. Ele lembra que há, ainda, a questão de aspecto legal. Para efetuar uma reforma, dependendo do imóvel, principalmente em apartamentos, é preciso a aprovação da Prefeitura. Para isso, é necessário ir até a Secretaria Municipal de Habitação munido do Certificado de Regularidade do imóvel. Enfim, enfrentar a burocracia.

Para o presidente do Creci-SP, alugar um imóvel que precisa de reparos “é uma questão de traz muitas dificuldades”. Por essas e outras possíveis dificuldades, ele finaliza: “exceto se a pessoa realmente tiver necessidade de alugar aquele imóvel, eu desaconselho que o faça”.

O outro lado
Os proprietários também devem ficar atentos quando escolhem deixar nas mãos dos inquilinos os custos da reforma. Figueiredo alerta que o que parece ser uma vantagem, pode gerar prejuízo.

Ele afirma que, muitas vezes, a reforma nada mais é do que uma limpeza geral e uma boa pintura, que podem sair mais baratas ao proprietário que o período de carência concedido. Além disso, há a incerteza sobre se o inquilino cumprirá a sua parte no acordo. Por isso, tudo deve estar estabelecido em contrato.

“É uma sensação de falso ganho, pois o proprietário calcula o valor das despesas aleatoriamente e acaba levando prejuízo financeiro, além de correr o risco do inquilino não fazer os reparos ou então fazer mal feito”, afirma.

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