Arquivo para Março, 2009

Bancos brasileiros estão entre os mais lucrativos

Agencia Estado – 20/3/2009 11:22

Os grandes bancos brasileiros estão entre as instituições financeiras mais lucrativas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos, conforme levantamento da consultoria Economática com base nos resultados de 2008. O Banco do Brasil aparece na terceira posição da lista que inclui ao todo 20 instituições, com lucro de US$ 3,767 bilhões no ano passado, seguido por Itaú Unibanco (US$ 3,339 bilhões) e Bradesco (US$ 3,261 bilhões).

 

O norte-americano JPMorgan é o banco com o maior lucro anual, com US$ 5,605 bilhões, seguido pelo Bank of America, com US$ 4,008 bilhões.

 

Levando em conta o retorno sobre o patrimônio, indicador importante da rentabilidade de uma instituição financeira, o Banco do Brasil aparece na primeira posição entre os 20 bancos analisados, com 32,5%, seguido pelo Bradesco, com 23,6%, segundo a Economática. O Itaú Unibanco ocupa o quinto lugar na lista de maiores retornos sobre o patrimônio, com 21,5%.

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Seguro atrelado a pacote de turismo aumentaria preços, diz Abav

Por: Flávia Furlan Nunes
19/03/09 – 15h30
InfoMoney

SÃO PAULO – Indicado por entidades de defesa dos consumidores, um seguro vinculado ao pacote de turismo aumentaria os preços de modo significativo, de acordo com o presidente da Abav Nacional (Associação Brasileira das Agências de Viagem), Carlos Alberto Amorim Ferreira.

“Sem um histórico anterior, o valor proposto pelas seguradoras seria muito alto”, disse, durante o painel “Direitos do consumidor e os serviços de turismo. De quem é a culpa?”, realizado na quarta-feira (18) durante o Fórum Panrotas – Tendências do Turismo 2009.

Na ocasião, o deputado Celso Russomanno (PP-SP), que é representante da Comissão de Defesa do Consumidor, e o diretor jurídico do Procon, Jorge Wilson, apontam que a vinculação do seguro ao pacote poderia ser a solução para conflitos entre consumidores e agências. Ferreira concordou, mas ponderou que o preço do serviço aumentaria.

As agências
Na ocasião, o diretor jurídico do Procon afirmou que as agências são as primeiras responsáveis, caso algo dê errado com o serviço oferecido. Além disso, ele completou que elas foram procuradas pelo cliente porque eles confiam nos serviços que serão disponibilizados.

Já Ferreira, da Abav, disse que a agência não pode ser responsabilizada por determinadas situações, como, por exemplo, se o avião não decolar por problemas climáticos. “Tem de haver bom senso, até porque a agência é de interesse do consumidor”.

O presidente da Braztoa, José Eduardo Barbosa, lembrou que o caráter do serviço da agências e operadores é de intermediação. “Também é nosso papel prestar o maior número possível de informações sobre o produto ou destino que ele está comprando. E assisti-lo até onde nos é possível”.

Celso Russomano afirmou que o consumidor, na relação com as agências de viagem, é hipossuficiente, o que significa que está em desvantagem frente ao fornecedor.

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Fed mantém juro básico dos EUA na faixa entre 0% e 0,25 % ao ano

Junto ao anúncio, autoridade monetária norte-americana lança programa de compra de até US$ 300 bilhões em Treasuries
Fed mantém juro básico dos EUA na faixa entre 0% e 0,25% ao ano
SÃO PAULO – O Fomc (Federal Open Market Committee), comitê de mercado aberto do Federal Reserve, optou nesta quarta-feira (18) pela manutenção do juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano, menor patamar de sua história.
Com o comitê limitado em continuar com a flexibilização monetária tradicional, visto que a Fed Funds Rate já está próxima de zero, o desfecho da reunião não surpreende as projeções dos analistas.
Assim, a atenção se volta para as novas medidas adotadas pelo colegiado com o objetivo de estimular a economia norte-americana e a liquidez no mercado de crédito. Uma delas é a compra de até US$ 300 bilhões em Treasuries de longo prazo nos próximos seis meses pela autoridade monetária.
Paralelamente, o Fed decidiu ampliar seu orçamento para comprar US$ 750 bilhões adicionais em títulos com lastro em hipotecas – os chamados títulos podres – levando o total de aquisições este ano para US$ 1,25 trilhão. Além disso, será aumentado de US$ 100 bilhões para US$ 200 bilhões o montante destinado à compra dos títulos de dívida das agências hipotecárias.
Teor do comunicado
O comunicado que acompanhou a decisão manteve o tom de preocupação com a economia do país, que se deteriorou ainda mais desde a última reunião. Desta forma, o comitê afirmou que “continua antecipando que o enfraquecimento das condições econômicas deve exigir que a Fed Funds Rate permaneça em níveis excepcionalmente baixos por algum tempo”.
Próximas reuniões do Fomc
28 e 29 de abril
23 e 24 junho
11 e 12 de agosto
22 e 23 de setembro
3 e 4 de novembro
15 e 16 de dezembro
Por outro lado, a autoridade demonstrou confiança em uma recuperação “gradual” da economia norte-americana, na medida em que surtirem efeito as medidas que buscam estabilizar o sistema financeiro, além dos estímulos fiscais e monetários já anunciados pelo governo do país.
Desta forma, o Fed continua afirmando que “irá empregar todas as ferramentas disponíveis para promover um crescimento sustentável da economia e preservar a estabilidade dos preços”.

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A CET está lançando o novo Cartão Zona Azul, mais moderno e seguro, visando a constante melhoria na qualidade do serviço

 

A partir de 12 de março a CET iniciará o processo de troca dos modelos antigos de talão Zona Azul pelo novo.

Para sua conveniência, você poderá efetuar a troca em 10 postos na cidade de São Paulo até 12 de maio, sem custos adicionais.

Veja o local para troca mais próximo de você:

Zona Oeste
- Av. Marquês de São Vicente, 2154 (CETET) – Barra Funda
- Sumidouro, 546 (CTA-5) – Pinheiros

Zona Norte
- Av. Santos Dumont, sobre Ponte das Bandeiras (PAT Bandeiras)

Zona Leste
- R. Vilela, 572 (Espaço Vivencial de Trânsito Chico Landi) – Tatuapé

Zona Sudeste
- R. Dona Brígida, 721 (GET-4) – Vila Mariana

Zona Centro
- R. Senador Feijó, 143 (GES)
- R. Bela Cintra, 385 (GET-1)

Zona Sul
- Av. Guido Caloi, 100 – Santo Amaro
- Parque do Ibirapuera – Quiosques Zona Azul próximos à OCA e ao MAM

Você poderá realizar a troca até o dia 12 /05/2009.

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IMPOSTO DE RENDA: INSS restitui desconto feito em dezembro pela tabela anterior

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Mais 104 carros anteriores a 2003 terão de passar pela inspeção

17 de Março de 2009 – 10:33

A Prefeitura enviou cartas de convocação para a inspeção ambiental para mais 104 proprietários, cujos veículos foram detectados pela fiscalização viária poluindo acima do limite estabelecido. O não-comparecimento bloqueará o licenciamento.

 

A Prefeitura enviou cartas que convocam mais 104 proprietários de veículos com motor Otto registrados antes de 2003 a realizar a inspeção ambiental. Eles foram detectados pela fiscalização viária poluindo acima do limite estabelecido.

A inspeção deverá ser realizada em até 30 dias a contar do recebimento da carta. O procedimento é o mesmo – o proprietário do veículo deverá entrar no site da Controlar, imprimir o boleto bancário, fazer o pagamento da tarifa de R$ 52,73 e, passado o prazo de compensação bancária de 72 horas, agendar sua inspeção pelo mesmo site ou pelo telefone (11) 3545-6868. O não-comparecimento bloqueará o licenciamento do veículo.

A Inspeção Veicular Ambiental é obrigatória para toda a frota diesel e de motocicletas registradas na Cidade e para carros movidos a álcool, gás, gasolina e flex registrados entre 2003 e 2008. Em 2010 deverá atingir a totalidade da frota. Mas já em 2009 os veículos mais antigos estão sendo monitorados nas ruas.

Uma van, colocada em pontos diferentes da Cidade a cada semana, mede as emissões dos veículos em movimento com tecnologia de raios ultravioleta e infravermelhos, além de fotografar a placa dos carros.

O resultado é analisado e são então revelados os veículos mais poluentes, que são convocados via carta para realizar a inspeção num dos centros. Em média, são feitas de 4 mil a 5 mil captações diárias de veículos em movimento

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Motoristas já podem agendar inspeção gratuita de segurança

16 de Março de 2009 – 09:08

A partir desta segunda-feira (16/03) até sexta-feira (20/03), a Companhia de Engenharia de Tráfego oferece a Inspeção Veicular Gratuita. Os interessados podem agendar dia e horário pelo telefone até dia 20.

 

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) oferece, a partir desta segunda-feira (16/03) até sexta-feira (20/03), a Inspeção Veicular Gratuita, serviço que vistoria, sem nenhum custo, os carros de motoristas inscritos.

O programa, parceria entre a CET, site WebMotors e Jornal Oficina Brasil, visa a proporcionar mais segurança aos motoristas e minimizar transtornos ao trânsito.

Para participar, os interessados devem agendar dia e horário pelo telefone 3871-8750. As inscrições já estão abertas e permanecerão à disposição dos interessados até o total preenchimento das vagas ou o fim do programa, no dia 20.

A Estação de Inspeção Gratuita funciona uma semana por mês no Centro de Educação e Treinamento da CET (Cetet), na avenida Marquês de São Vicente 2.154, Barra Funda. O horário de atendimento é das 9h às 17h.

Durante a inspeção, que dura cerca de 20 minutos, são verificados e avaliados cerca de 70 itens mecânicos e de segurança dos automóveis, como freios, correias, faróis, suspensão e embreagem, entre outros. A estação de Inspeção Veicular Gratuita segue as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

No fim da checagem, o motorista recebe um laudo com a relação dos itens desregulados que podem comprometer a segurança da viagem. Esses itens devem ser reparados em um centro automotivo ou com o mecânico de confiança.

O motorista ainda pode consultar o programa Agenda do Carro da WebMotors, pelo site. Nele, é possível receber alertas sobre datas de troca ou revisão do carro e sobre pagamento de impostos, seguro e financiamento do veículo; consultar lista de oficinas; e ler reportagens sobre carros.

Medida visa a diminuir números de carros quebrados

A verificação dos equipamentos não tem caráter oficial. Sua função é função educativa e, por isso, é voluntária. Com essa medida, a CET busca conscientizar sobre a importância da manutenção preventiva, já que veículos em mau estado de conservação colocam seus passageiros em risco. Além disso, veículos malconservados podem quebrar e prejudicar a fluidez do trânsito na Cidade.

A CET remove, diariamente, cerca de 700 veículos que quebram ou se envolvem em acidentes. Esses veículos interrompem o fluxo de trânsito e geram lentidão, já que um veículo quebrado em uma via de grande movimento durante 15 minutos provoca um congestionamento de 3 quilômetros de extensão.

Esse serviço não deve ser confundido com a Inspeção Veicular Ambiental, coordenada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, que mede os índices de poluentes emitidos pelos veículos e é obrigatória para os veículos movidos a diesel e para os movidos a álcool e gasolina fabricados após 2003.

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FIA muda regras para a temporada 2009: número de vitórias determinará campeão

17/03/09 – 11h10 – Atualizado em 17/03/09 – 12h40

Em caso de empate, pontuação será o critério para decidir o título

GLOBOESPORTE.COM Paris  

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta terça-feira uma mudança significativa para a temporada 2009 na Fórmula 1. De acordo com o conselho mundial da entidade, reunido em Paris, o número de vitórias ao longo do ano decidirá o campeão. A pontuação acumulada será o critério de desempate caso dois ou mais pilotos somem o mesmo número de vitórias.

 

Segundo o novo regulamento, o sistema de pontuação decidirá o restante das colocações do campeonato, do segundo ao último lugar.

 

Vale lembrar que Lewis Hamilton, atual campeão da Fórmula 1, não teria superado Felipe Massa em 2008 se as vitórias e não os pontos acumulados fossem o critério principal. O brasileiro terminou a temporada com seis vitórias, contra cinco do inglês. Na classificação por pontos, ele acabou com 98, contra 97 de Massa.

 

No entanto, a FIA manteve o sistema de pontos como na última temporada – com dez para o vencedor, oito para o segundo colocado, seis para o terceiro, e assim sucessivamente. Uma das propostas analisadas pela entidade concederia 12 pontos ao primeiro lugar, nove ao segundo e sete ao terceiro.

 

A FIA também rejeitou a proposta de Bernie Ecclestone, que defendia o sistema de medalhas de ouro, prata e bronze a cada GP.

 

Entidade determina teto orçamentário para equipes

 

O órgão máximo do automobilismo mundial confirmou a adoção de um teto de gastos para cada equipe, que foi fixado em 30 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 95 milhões. Os salários dos pilotos estão incluídos no montante.

 

Porém, gastos com o desenvolvimento do motor de origem e multas que tenham que ser pagas à FIA estão à margem dessa soma.

 

 

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Condomínio vira bairro privativo

Terça-Feira, 17 de Março de 2009 

Até 2011, SP ganhará mais 7 conjuntos ?quatro em um?, que unem residência, trabalho, lazer e comércio

Rodrigo Brancatelli

O slogan “VENHA MORAR SEM GRADES”, estampado em letras maiúsculas num panfleto imobiliário, parece um tanto contraditório. A propaganda serve para vender um novo empreendimento de alto padrão na região do Campo Belo, na zona sul de São Paulo, com uma torre comercial, um minishopping center, um miniparque e três prédios residenciais – com apartamentos que de “mini” não têm nada. As grades, os muros altos e as câmeras de vigilância estão ali, demarcando a área de quase 40 mil m². Mas, com seis meses de anúncio, cerca de 70% das unidades já foram vendidas para paulistanos que pretendem morar, trabalhar e se divertir nesse bairro privativo.

Com a promessa de comodidade, qualidade de vida, tranquilidade e segurança, diversos empreendimentos “quatro em um” estão sendo erguidos atualmente em São Paulo, unindo num mesmo espaço moradia, trabalho, lazer e consumo. Até 2011, serão sete lançamentos, totalizando 490 mil m² de terreno e um valor geral de vendas na casa dos R$ 2,5 bilhões. E outros cinco estão sendo planejados por três incorporadoras. Se por um lado esses megaempreendimentos multifuncionais servem como alento ao trânsito, propondo um novo jeito de viver dentro da metrópole, muitos urbanistas torcem o nariz para o que consideram empobrecimento da questão urbana.

“É possível sim integrar esses projetos à cidade, mas não dá para fechar todas as portas, erguer muros de 7 metros e criar bairros fechados e autossuficientes”, diz o arquiteto e urbanista Cândido Malta, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). “Os novos empreendimentos de uso mistos estão refletindo a insegurança social dos nossos tempos. É um exagero, uma paranoia.”

Na cidade de 22 mil prédios residenciais, onde 5 milhões de pessoas moram em apartamentos, a escalada por novidades parece ser um fenômeno natural. O marco da vida entre muros em São Paulo foi a inauguração há cerca de três décadas dos residenciais de Alphaville, em Barueri, a 30 km da capital. Já os empreendimentos “quatro em um”, que levam a ideia do isolamento à enésima potência, surgiram com o Parque Cidade Jardim, na zona sul, que contempla o Shopping Cidade Jardim, nove edifícios residenciais e três torres comerciais. Seis meses antes da entrega das chaves, 80% das unidades de alto padrão já haviam sido vendidas – com valores que iam de R$ 2 milhões no apartamento menor até os R$ 18 milhões da cobertura tríplex de 1,8 mil m².

“Não é só a comodidade de pegar um elevador para ir ao cinema ou tomar um sorvete e comprar um livro, mas a sensação de segurança também é muito maior”, diz a empresária Lucia Barra, que está de malas prontas para mudar para um apartamento no complexo. “Nesses empreendimentos de uso misto, a família tem a loja do lado, pode montar o escritório ali, então é um conforto”, completa Ubirajara Spessoto, diretor-geral da Cyrela em São Paulo, que planeja o lançamento de três projetos do mesmo tipo. “É uma coisa que veio para ficar.”

O Parque Cidade Jardim teve como inspiração grandes empreendimentos ao redor do mundo, como o Time Warner Center, em Nova York, e o Bal Harbour Shops, em Miami – o primeiro foi lançado há cinco anos em Tóquio, chamado de Roppongi Hills, que reúne num só endereço escritórios, hotel, apartamentos, lojas, restaurantes e até um museu. “Em geral, sou favorável à mistura de usos em qualquer cidade, faz sentido que as pessoas morem perto de onde trabalham”, diz o arquiteto e urbanista Jonas Rabinovitch, que há 15 anos trabalha em Nova York como coordenador de Desenvolvimento Urbano da Organização das Nações Unidas (ONU). “O problema é que a inserção de um prédio no seu entorno urbanístico é sempre uma questão importante para a cidade. Se o condomínio em questão significar a criação de um gueto físico, social e econômico, isso obviamente não pode ser bom para a cidade.”

No encalço do Cidade Jardim, os novos empreendimentos só reforçam a ideia de um oásis dentro de uma cidade caótica. O Condomínio Paulistano, por exemplo, que se vende como “bairro privativo” dentro do Morumbi, na zona sul, terá casas, escritórios, lojas, prédios residenciais, praças e um clube esportivo completo num terreno de 155 mil m². No panfleto, lê-se: “Faz tempo que São Paulo não vê namoros na porta das casas, crianças brincando na rua, amigos sentados na calçada. Felizmente, as coisas mudam.”

CASA, ESCOLA E LOJA

E a mesma incorporadora que fez o Parque Cidade Jardim agora prepara algo mais ambicioso no km 50 da Rodovia Castelo Branco, na altura de São Roque – numa área de 7 milhões de m², serão construídas casas, apartamentos e toda uma estrutura privativa com postos de saúde, escolas, universidades, igrejas e lojas para atender a população de quase 60 mil pessoas. “Aí não é nem um bairro privativo, é uma cidade fechada”, diz o urbanista Cândido Malta. “Claro que com cada vez mais assaltos, com prédios sendo assaltados por quadrilhas, as pessoas começam a procurar esses empreendimentos. Mas é preciso ter um balanceamento. Antes de combater as grades, é preciso combater a insegurança.”

NÚMEROS

70% das unidades de um empreendimento do gênero no Campo Belo foram vendidas em 6 meses

R$ 2,5 bilhões vão custar os 490 mil m² de condomínios de uso misto
previstos para serem abertos nos próximos 2 anos. Isso sem contar mais 5 conjuntos, que estão ainda em projeto

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Sadia confirma que está em negociações com a rival Perdigão

Terça-Feira, 17 de Março de 2009 

 

Em comunicado, empresa diz que analisa a ”viabilidade e a convergência de interesses” em uma associação
Mariana Barbosa, Marili Ribeiro e Alexandre Calais

Desde que anunciou uma perda de R$ 760 milhões com derivativos cambiais, em setembro, a Sadia vem sendo alvo de muitos rumores. Um dos mais persistentes era de que a empresa poderia se fundir com a rival Perdigão, movimento considerado por todo o mercado com um negócio dos mais difíceis. Ontem, porém, a Sadia admitiu pela primeira vez que as duas empresas estão, pelo menos, conversando sobre isso.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Sadia diz que vem analisando “diversas operações de natureza societária”. “Nesse âmbito, incluem-se também a realização de entendimentos recentes com a Perdigão, com vistas a analisar a viabilidade e a convergência de interesses em algum tipo de associação.”

O comunicado veio depois de as ações da empresa subirem 2,15% no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), após a informação da revista Veja de que as empresas estavam conversando. Os papéis da Perdigão tiveram um desempenho ainda melhor, com alta de 2,35%, em um dia em que a bolsa recuou 1,05%.

A grande busca da Sadia é por uma forma rápida de capitalização. A empresa já negociou com vários fundos de investimento, e estava disposta a vender pelo menos 20% do capital. Mas nenhuma das negociações foi à frente. Em entrevista ao Estado dada no mês passado, o presidente do conselho de administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, afirmou que todos os possíveis sócios queriam pagar pouco para ter muito da empresa. O executivo afirmou que iria esperar o anúncio dos resultados do quarto trimestre, quando todos conheceriam a real situação da empresa, para voltar à mesa de negociações.

Ele disse acreditar que a nova regra da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que obriga as empresas a reconhecerem no balanço todos os compromissos negativos futuros, dará mais transparência aos números da Sadia, permitindo uma avaliação mais fiel da atual situação da empresa. “Uma vez reconhecido o lado negativo no balanço, daí para frente vai ser ?business as usual? (negócios normais). Vai ficar mais claro o que a companhia é realmente, sem a poluição desse desastre (dos derivativos).”

Contratado para apagar o “incêndio” do caso dos derivativos na empresa da família, Furlan afirmou que a família não via problemas em abrir mão do controle, mas disse que a questão era a que preço. “Fomos educados para sermos acionistas e não controladores”, disse. Questionado sobre uma eventual fusão com a Perdigão, Furlan declarou: “É uma tarefa de Hércules. Seria como unir Corinthians e Palmeiras. Não basta unir os jogadores, tem de juntar também a Gaviões e a Mancha Verde, o que, convenhamos, não é fácil.”

Para o consultor da área de alimentos Enzo Donna, uma eventual fusão entre Perdigão e Sadia poderia ser positiva, mas também trazer alguns problemas do ponto de vista operacional, já que há muita duplicidade de operações.

Para um executivo do setor de alimentos, esse é um negócio difícil por natureza, mas que se torna ainda mais complicado por causa do atual cenário econômico e por causa da delicada situação financeira da Sadia.

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