Arquivo para Abril, 2009

Ministro da Cultura defende a reformulação da Lei Rouanet

Por: Luana Cristina de Lima Magalhães
24/04/09 – 09h55
InfoMoney

SÃO PAULO – O ministro da Cultura, Juca Ferreira, criticou a forma como a Lei Rouanet é utilizada pelas empresas interessadas em financiar projetos culturais. Segundo o ministro, a Lei como está hoje coloca R$ 1,3 bilhão nas mãos dos departamentos de marketing de empresas privadas para investirem naquilo que bem quiserem, ou seja, desde filmes a festas de final de ano.

“Nós aprovamos um conjunto de projetos procurando beneficiar todas as áreas da cultura, todas as regiões do Brasil, para de fato refletir a diversidade cultural, que é um dos maiores patrimônios que o País tem. Mas, depois, são os departamentos de marketing que definem o que deve ser aprovado em última instância, sem nenhum controle e sem nenhum critério”, afirmou Ferreira, conforme publicado na Agência Brasil.

Projetos
De acordo com o ministro, apenas 20% dos projetos apresentados são aprovados. Mais de 15 itens de cultura, como arqueologia, história, patrimônio e estudo e desenvolvimento de pesquisas, não têm acesso aos recursos, porque não dão retorno de imagem às empresas que se associam aos projetos.

“Só faz parte do conjunto de projetos aprovados quem tem capacidade de dar retorno de imagem para a empresa. O dinheiro público é usado de uma maneira que inevitavelmente traz concentração, exclusão, inviabilidade de muitas áreas da cultura terem acesso ao dinheiro”, ressalta o ministro.

Recursos da lei
Os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo ficam com 80% dos recursos e 3% dos proponentes captam 53% da verba. “Houve um afunilamento tal que a cultura brasileira não tem acesso a esses recursos”, avalia Ferreira.

O ministro defende a definição de critérios públicos claros para a aplicação dos recursos. A proposta da nova lei terá três fundamentos básicos para a orientação da comissão nacional de incentivo à cultura: a relevância cultural, o incentivo à economia da cultura e a acessibilidade (com o intuito de garantir a participação de, pelo menos, 20% dos brasileiros no consumo cultural).

Atualmente, segundo dados do ministro, apenas 5% dos brasileiros já entraram alguma vez na vida em um museu e apenas 13% foram ao cinema. “Os recursos públicos devem tornar a cultura acessível a um número maior de brasileiros”.

Parcerias público-privada
Ferreira também ressaltou a falência do modelo de “mecenato” da atual Lei Rouanet, uma vez que apenas 4% das 200 mil empresas aptas à renúncia fiscal participam do programa. E, embora haja dois índices de renúncia, 30% e 100%, a maioria opta pelo abatimento total dos valores investidos. Na prática, isso significa que 90% dos recursos destinados à cultura pela Lei Rouanet são públicos e apenas 10% são contrapartida privada. “Queremos uma parceria público-privada de verdade”, afirma o ministro.

Na análise do ministro, a renúncia não pode ser o principal mecanismo de financiamento da cultura. “O mecanismo da renúncia é concentrador por natureza, porque a contrapartida da empresa privada é associada ao retorno de imagem da empresa”, reitera. Atualmente, do total de recursos destinados à cultura, R$ 1,3 bilhão vêm de renúncia fiscal e apenas R$ 800 milhões são do Orçamento da União.

Nova Lei
A proposta para a nova lei de incentivo à cultura cria um conjunto de mecanismos de estímulo às atividades culturais, mantendo a renúncia fiscal como um instrumento secundário e complementar. Os índices de renúncia deixarão de ser apenas 30% e 100%, para serem de 30%, 60%, 70%, 80%, 90% e 100%.

A reformulação prevê também mais fontes de recursos, além da renúncia fiscal, como o Tesouro Nacional, a criação de um percentual nas extrações de loterias federais, a elaboração da loteria federal da cultura, as contribuições das cadeias setoriais e do audiovisual, de livro e leitura e de patrimônio.

As mudanças preveem ainda a reestruturação do Fundo Nacional da Cultura, que será o principal mecanismo de estímulo, incorporando os fundos setoriais. Além do Fundo de Audiovisual, já existente, serão criados o das Artes (teatro, circo, dança, artes visuais e música), o do Livro e Leitura, o da Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural e o da Memória e Patrimônio Cultural Brasileiro.

Por enquanto, o projeto que trata das mudanças na Lei Rouanet está disponível para consulta popular no site do Ministério da Cultura (www.minc.gov.br). Depois, o texto será reelaborado e enviado ao Congresso Nacional para votação.

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Yahoo vai eliminar o GeoCities

Quinta-feira, 23 de abril de 2009

 

REUTERS

SAN FRANCISCO - O Yahoo vai fechar o GeoCities, serviço gratuito que hospeda páginas pessoais de consumidores. A unidade foi adquirida por mais de 4 bilhões de dólares 10 anos atrás, no auge do boom da Internet.

Uma nota na página de assistência do GeoCities anunciava que o serviço não aceitaria mais novos assinantes, a partir desta quinta-feira, e que seria fechado antes do final do ano. Detalhes adicionais sobre como os usuários poderão preservar os dados hospedados no serviço serão divulgados dentro de alguns meses.

A medida surgiu alguns dias depois que o Yahoo anunciou a demissão de quase 700 funcionários, ou cinco por cento de sua força de trabalho.

Desde que Carol Bartz assumiu como presidente-executiva, em janeiro, o Yahoo vem podando diversos produtos e propriedades, a fim de cortar custos e se concentrar em fundamentos, à medida que procura reanimar o crescimento em uma economia difícil e diante da feroz concorrência do Google.

Na semana passada, o Yahoo anunciou o fechamento do Jumpcut, um serviço online de edição de vídeos.

O Yahoo adquiriu o GeoCities em 1999, em uma transação com pagamento em ações avaliada em 4,6 bilhões de dólares, reportou a Reuters na época.

O GeoCities esteve entre as primeiras empresas a construir comunidades online, e no final dos anos 90 seu serviço hospedava mais de 3,5 milhões de sites pessoais.

Mas o GeoCities perdeu prestígio nos últimos anos diante de uma nova geração de sites de redes sociais como o Facebook e o MySpace, da News Corp., que ganharam popularidade entre os internautas.

“Decidimos descontinuar a assinatura de novos usuários para o GeoCities, porque nosso foco será ajudar nossos clientes a explorar e construir novos relacionamentos online de outras maneiras”, informou o Yahoo em comunicado.

“Como parte dos atuais esforços do Yahoo para construir produtos e serviços que propiciem a melhor experiência possível aos consumidores e os melhores resultados para os anunciantes, estamos ampliando os investimentos em algumas áreas e cortando em outras”, afirmava o comunicado.

(Reportagem de Alexei Oreskovic)

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Novas operações de leasing recuam 36,28% no primeiro bimestre

Por: Equipe InfoMoney
23/04/09 – 17h30
InfoMoney

SÃO PAULO – Levantamento divulgado nesta quita-feira (23) pela Abel (Associação Brasileira das Empresas de Leasing) aponta que, no primeiro bimestre de 2009, as novas operações de leasing recuaram 36,28%, frente ao mesmo período de 2008. Os novos negócios somaram R$ 7,42 bilhões.

O presidente da entidade, Osmar Roncolato Pinho, avalia que o leasing continua crescendo, mas em ritmo menos acelerado, por conta da crise financeira internacional.

O maior ou menor impacto dessa crise nas operações de leasing, destaca o presidente, vai depender da capacidade de recuperação da economia nacional, uma vez que a produção de novas operações dependerá sempre da renda, que é decorrente da geração de empregos.

Condição e viabilidade ao leasing
Outro aspecto que abrirá espaço para o leasing continuar seu ciclo virtuoso, segundo Pinho, é a sedimentação do marco regulatório da atividade.

“Para poder contribuir ainda mais para a modernização do parque industrial brasileiro, é imperativo dar condições e viabilidade para que o leasing seja reconhecido como um instituto”, explica.

Isso porque a estrutura contratual do leasing tem sido alvo de controvérsias doutrinárias, afirma o presidente, principalmente pela ausência de uma disciplina legal, objetiva, abrangente, atualizada e compatível com a realidade da economia frente às demandas do mercado, dos consumidores e das empresas que nele atuam.

Dados mensais
O levantamento ainda aponta que o saldo do VPC (Valor Presente da Carteira) de leasing registrou R$ 111,71 bilhões e um crescimento de 54,39% em fevereiro, frente ao mesmo mês de 2008, e de 4%, em relação a janeiro.

Vale lembrar que o leasing é um sistema de compra em que o cliente paga parcelas como se fosse um aluguel, mas vai amortizando a compra do bem em questão.

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Anac libera preço de passagens internacionais

Quinta-Feira, 23 de Abril de 2009 

 

 

Tarifas para destinos na Europa e nos Estados Unidos serão liberadas gradualmente até abril de 2010

Daniele Carvalho

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu ontem, por unanimidade, liberar o preço das tarifas para voos internacionais de longo curso com saídas do Brasil. A determinação põe fim ao piso para o preço das passagens aéreas, mecanismo utilizado desde 1993 e que, na avaliação do órgão regulador, acarretava efeitos negativos para o consumidor.

A liberalização para as rotas de longo curso – basicamente Europa e Estados Unidos – será gradativa e somente a partir de abril do ano que vem os preços serão totalmente livres.

A liberdade tarifária deveria ter entrado em vigor em 1º de janeiro. No entanto, alguns dias antes, o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) obteve uma liminar suspendendo a liberalização, sob o argumento de que a Anac não realizou audiência pública presencial. Com a decisão da Justiça favorável ao Snea, a Anac, que já havia feito uma consulta pública pela internet, realizou a audiência em fevereiro.

Sob a liderança da TAM, única companhia brasileira com voos para além da América do Sul e que, portanto, pode vir a ser afetada pela medida, o Snea estuda meios para impedir, novamente, a entrada em vigor das novas regras.

Caso não haja nenhuma decisão judicial contrária, a medida passa a valer a partir de sua publicação no Diário Oficial, prevista para hoje, quando o piso tarifário de cada rota será reduzido em 20%. Em 23 de julho, a redução será de 50% e, em outubro, de 80%. A extinção total ocorrerá em 13 de abril de 2010.

Na América do Sul, as companhias já estão livres para cobrar qualquer tarifa desde setembro de 2008.

A liberação tarifária é motivo de uma das mais ferrenhas disputas entre a TAM e a Anac. Por meio de nota, a TAM afirmou que a determinação da Anac coloca as empresas nacionais em condições desfavoráveis de competição. “Se as empresas nacionais não puderem competir nas mesmas condições das estrangeiras, a TAM acredita que as companhias aéreas brasileiras estarão em risco. É preciso, sim, beneficiar os passageiros, mas sem inviabilizar as empresas nacionais.”

A visão da Anac, no entanto, é outra: “Acreditamos que esses descontos vão permitir que as empresas aéreas brasileiras vendam mais passagens, mantendo os empregos e as mesmas rotas”, disse o diretor Marcelo Guaranys. Segundo dados da Anac, os preços de passagens no exterior, onde não há restrição tarifária, são inferiores aos oferecidos no Brasil. Na American Airlines, uma passagem São Paulo/Nova York/São Paulo custa US$ 786. Já um bilhete Nova York/São Paulo/Nova York, sai a US$ 425.

Para se tornar competitivas no exterior, as companhias brasileiras aplicavam tarifas bem inferiores às oferecidas no Brasil. “As companhias brasileiras vendem passagens baratas para estrangeiros, mas não vendem para o povo brasileiro, que acaba financiando o preço baixo da passagem paga pelo estrangeiro”, disse a presidente da Anac, Solange Vieira.

BILHETES LIBERADOS

Ação judicial: A liberdade tarifária deveria ter entrado em vigor em janeiro, mas uma liminar suspendeu a medida

Novos preços: Pelas novas regras, a liberação dos preços será gradativa, e entrará totalmente em vigor a partir de 13 de abril do próximo ano

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Estrangeiros podem tocar Nova Luz

Quinta-Feira, 23 de Abril de 2009 

 

Bruno Paes Manso e Diego Zanchetta

A Prefeitura de São Paulo quer que escritórios internacionais de arquitetura participem da licitação que vai escolher o melhor projeto urbanístico para a revitalização da região da Nova Luz, no centro. O diretor de Desenvolvimento e Intervenção Urbana da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Rubens Chamas, afirmou ontem ao Estado que se estuda uma concorrência que “valorize profissionais com experiência comprovada na revitalização de áreas degradas em diferentes lugares do mundo”. “Temos um bom produto e vamos valorizá-lo. Queremos contratar escritórios que já tenham trabalhado em áreas com essa dimensão. Não importa se o escritório é nacional, internacional ou um consórcio com profissionais do Brasil e de fora.”

Os projetos de concessão urbanística e da Nova Luz foram aprovados ontem na Câmara. Dessa forma, passa-se agora à fase de definir qual o órgão da Prefeitura vai lançar a licitação do projeto no mercado e quais os critérios que serão usados para a concorrência.

A área total da região Nova Luz é de 362 mil metros quadrados. Existem 750 imóveis previstos para serem desapropriados e 3.500 moradores vivendo na região. A previsão da Prefeitura é de que a área receba R$ 2 bilhões em investimentos. Chamas calcula que a contratação do projeto deve ocorrer até o fim do ano.

TEATRO DE DANÇA

Em 2008, a contratação do escritório internacional Herzog e De Muron pela Secretaria de Estado da Cultura para fazer o projeto do Teatro de Dança de São Paulo, na região da Nova Luz, causou polêmica entre arquitetos brasileiros. Ganhador do prêmio Pritzker em 2001, o principal da arquitetura mundial, o escritório foi contratado por notória especialização.

Chamas afirma que a mobilidade da licitação a ser aplicada pela Prefeitura ainda não foi definida. Além de notória especialização, o projeto pode ser contratado por uma concorrência que leve em conta técnica e preço ou por concurso. Com o projeto pronto e definidas as áreas que serão revitalizadas em parceria com a iniciativa privada, uma nova licitação será aberta para contratar as empresas responsáveis pela concessão.

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Vigilantes e seguranças poderão ter direito a adicional de periculosidade

20/04/2009 – 16h07

Tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) para incluir vigilantes e seguranças entre os profissionais cujas atividades são consideradas perigosas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essa classificação assegura ao empregado o direito de receber o adicional de periculosidade.

A proposta (PLS 387/08) também inclui nesse rol as profissões que exigem um contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado. O exercício dessas profissões, segundo o autor do projeto, também oferece perigo iminente de acidentes.

Na justificação da matéria, Paim argumenta que trabalhadores como salva-vidas, vigilantes e seguranças privados estão sujeitos, diariamente, a risco de morte e a violência física, pela natureza do trabalho.

O senador ressalta que, apesar dos riscos, essas práticas profissionais ainda não fazem parte do rol de atividades consideradas perigosas pela Consolidação das Leis do Trabalho. Conforme argumentação do senador, a Previdência Social já entende que funções como vigilante em empresas de segurança ou transporte de valores, por exemplo, merecem aposentadoria especial.

Pronto para votação na CAS, em caráter terminativo, o projeto conta com voto favorável do relator, senador Flávio Arns (PT-RS), com duas emendas de redação. Em seu relatório, Arns concorda com Paim no sentido de que o adicional de periculosidade jamais compensará a exposição da vida ao perigo, mas que representa a valorização desses profissionais.

O relator lembra que essas atividades profissionais não têm direito ao adicional de periculosidade por não estarem incluídas no artigo 193 da CLT (Decreto-Lei 5452/1943), que o projeto pretende alterar.

Geraldo Sobreira / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Restaurantes podem reter 25% das gorjetas para pagar encargos trabalhistas

Por: Luana Cristina de Lima Magalhães
20/04/09 – 11h38
InfoMoney

SÃO PAULO – A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou a proposta do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que garante aos garçons pelo menos 80% do total arrecadado a título de gorjeta. Os outros 20% restantes podem podem ser repassados aos demais empregados que trabalhem no mesmo horário.

Vale ressaltar que os donos dos restaurantes, por sua vez, poderão reter 25% do total arrecado mensalmente para custear encargos da folha de pagamento dos seus funcionários, caso o valor da gorjeta esteja incluído na nota fiscal do cliente. Desta forma, a distribuição das gorjetas estabelecida pelo projeto seria feita com base nos 75% restantes.

Segundo a Agência Câmara, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, sem necessidade de passar pelo Plenário.

Regras
Confira as regras do projeto estabelecidas pela comissão:

  1. se a gorjeta for incluída na nota, não poderá ultrapassar 10% do valor da conta;
  2. os restaurantes ficam obrigados a repassar mensalmente o dinheiro das gorjetas aos funcionários;
  3. convenções coletivas de trabalho podem fixar percentuais diferentes dos citados no projeto;

Histórico
O relator do projeto informou que estas regras foram sugeridas por ele mesmo, depois de ouvir os interessados no assunto. Assim, o texto foi aprovado na forma de substitutivo do relator ao Projeto de Lei n°1873 de 2007.

“Não é justo permitir que o garçom tenha que abrir mão de parte considerável do reconhecimento de seu trabalho, nem tampouco imaginar que este profissional, sozinho, é responsável pelo sucesso do atendimento”.

Atualmente, a Justiça do Trabalho exclui o valor que os empregados recebem como gorjeta do cálculo do aviso-prévio, do adicional noturno, das horas extras e do repouso semanal remunerado.

Entretanto, a parcela é considerada para apuração do valor das férias, do décimo terceiro, do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da contribuição previdenciária

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Câmara amplia concessão do adicional de periculosidade.

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira a introdução de novos critérios na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para caracterização de uma atividade como perigosa, condição que garante ao trabalhador um adicional de 30% sobre o salário. De caráter conclusivo, o projeto agora segue para o Senado.

Em seu parecer, o relator, deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), recomendou a aprovação do substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aos projetos de lei 1033/03, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e 1562/07, do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), que tramitam apensados. O substitutivo engloba os dois projetos.

Risco acentuado – Pelo texto aprovado, são consideradas perigosas as atividades ou operações que envolvam risco acentuado devido a contato permanente com inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; roubos ou outras espécies de violência física; acidentes de trânsito; e acidentes de trabalho.

“As propostas pretendem justamente estabelecer condições de trabalho consideradas perigosas e impor o adicional consequente como forma de onerar o trabalho realizado nas condições que especifica, estimulando investimentos para eliminar ou, pelo menos, minimizar tais condições”, afirmou o relator.

Hoje, a CLT (Decreto-Lei 5.452/43) reconhece como perigosas apenas as atividades que impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.

O PL 1033/03 prevê adicional de periculosidade de 30% sobre o salário para vigilantes e empregados em transporte de valores. Já o PL 1562/07 altera a CLT para estender o adicional de periculosidade “ao trabalhador que exercer suas atividades sujeito a elevados riscos de roubos ou outras espécies de violência física; acidentes de trânsito e acidentes do trabalho”.

Fonte: Agência Câmara, 17/04/2009

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Carro voador deve ser produzido em 2010

Entrar no carro e em pouco mais de três minutos transformá-lo em um avião. Esta é a ideia de um veículo que voa, cuja produção pode começar no ano que vem se as autoridades permitirem. O projeto do Parajet Skycar Expedition é resultado da parceria da Rage Motorsport, que fabricará o veículo, e da Paraject, responsável por todos os elementos ligados ao vôo. Tudo isso pode parecer brincadeira, mas existe uma equipe de engenharia trabalhando sério com uma tecnologia totalmente nova ligada ao uso de chassi tubular, o que levou a uma redução de 80 kg na estrutura.

O novo carro voador receberá um motor Yamaha de 140 cavalos e três cilindros.Se tudo der certo, assim que começarem os testes de vôo, provavelmente em setembro desse ano, o primeiro carro voador poderá ficar pronto ainda no ano que vem. Seria a concretização do que nossos bisavós imaginavam do trânsito no ano 2000, cheio de carros voando, como no filme dos Jetsons, ou em “De Volta para o Futuro”.

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Novas regras podem distinguir investidores

Segunda-Feira, 20 de Abril de 2009 

 

Para Lula, é preciso separar os pequenos poupadores de quem quer fazer da poupança um investimento; equipe econômica estuda o tema

Denise Chrispim Marin

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou ontem, em Trinidad e Tobago, que as novas regras para a caderneta de poupança podem vir a diferenciar os “pequenos poupadores” dos “grandes investidores”.

Indagado se haveria rendimentos distintos para cada grupo, Lula afirmou não saber. Insistiu que o tema é “delicado” e está sendo estudado com “carinho” pela equipe econômica. Assinalou ainda que o governo deve anunciar a redução do preço dos combustíveis somente depois de chegar a um acordo com os Estados, que sofrerão perdas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Mas não deu prazo.

“Nós precisamos fazer a diferenciação entre o pequeno poupador e aquele que quer fazer da poupança um investimento”, afirmou Lula, em entrevista ao final da 5ª Cúpula das Américas. “Não podemos permitir que a poupança sofra qualquer enfraquecimento e, ao mesmo tempo, que as pessoas que mais necessitam dela criem desconfiança sobre esse instrumento financeiro tão importante.”

Ao abordar o tema, Lula insistiu que a caderneta de poupança é um instrumento que evita a corrosão das economias dos mais pobres e não pode se converter em uma espécie de “fundo de investimento”, gênero de aplicação destinado às pessoas de maior poder aquisitivo.

Conforme lembrou, cerca de 93% dos poupadores têm, em suas contas, menos de R$ 5.000. “Vamos tomar cuidado porque, daqui a pouco, tem gente tirando R$ 50 milhões ou R$ 60 milhões e querendo aplicar na poupança. (Se isso acontecer), você mata a poupança”, resumiu o presidente.

Embora façam um discurso em torno dos “pequenos poupadores”, a preocupação do Ministério da Fazenda e do presidente tem a ver também com o financiamento das dívidas do governo. Com a tendência de o Banco Central fazer novos cortes na taxa básica de juros (Selic) – hoje de 11,25% -, a caderneta de poupança pode virar uma opção mais atrativa para o investidor que os títulos públicos, base dos fundos de investimento. A remuneração da poupança corresponde à soma da Taxa Referencial (TR) mais 6% ao ano. Em março, permitiu um retorno de 0,64%. Os fundos de renda fixa, que tiveram rendimento de 0,91%, são grandes compradores dos papéis da dívida pública brasileira.

COMBUSTÍVEIS

Lula justificou a demora do governo em reduzir o preço dos combustíveis pelo temor da queda da arrecadação do ICMS e da consequente redução da capacidade de investimento dos Estados. Conforme explicou, o Planalto está em negociação com alguns governos estaduais e somente vai anunciar a medida depois de “compatibilizá-la” à arrecadação dessa esfera.

 

 

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