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Enem terá 180 questões, 20 a menos do que a proposta inicial do MEC

28/05/09 – 14h33 – Atualizado em 28/05/09 – 14h52

 

Informação consta de portaria sobre a prova no Diário Oficial.
Inscrições para a prova começam no dia 15 de junho.

 Do G1, em São Paulo

O novo formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá 180 questões de múltipla escolha, e não 200, conforme a proposta inicial do Ministério da Educação. Portaria da prova publicada nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial da União informa que cada uma das quatro provas do Enem terá 45 questões, somando ao todo 180 testes.

Confira aqui a portaria do Enem 2009 no Diário Oficial

As provas se dividem em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. A redação será do tipo dissertativo-argumentativo a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política.

A prova será realizada nos dias 3 e 4 de outubro de 2009, com início às 13h (horário de Brasília). No sábado (3/10), serão realizadas as provas sobre Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, das 13h às 17h30. No domingo (4/10), será a vez das provas Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação, além de e Matemática e suas Tecnologias.

As inscrições de alunos concluintes do ensino médio vão de 15 de junho a 17 de julho, pela internet. Já os egressos do ensino médio e jovens e adultos que não concluíram esse nível de ensino na idade própria podem se inscrever até o dia 19 de julho, também via web.

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‘Crédito ainda é insuficiente e caro’, diz Mantega sobre a crise

quinta-feira, 28 de maio de 2009, 11:28 | Online

 

Ministro avalia, porém, que está havendo evolução nas operações, com recuperação maior para a pessoa física

Renata Veríssimo e Célia Froufe, da Agência Estado

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou quinta-feira, 28, que o crédito disponível no País ainda é insuficiente e caro. “Mas em relação ao quadro bastante crítico do final do ano passado, há uma distensão do crédito”, disse.

 

Veja também:

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Ele destacou que está havendo uma evolução dessas operações, com recuperação maior do segmento de pessoa física. Ele lembrou que a oferta de crédito teve seu ápice em abril e maio de 2008 e apresentou uma queda forte no último trimestre do ano passado e em janeiro deste ano.

 

Mantega disse que para a pessoa jurídica, embora haja uma recuperação da oferta, o volume de crédito ainda está aquém do que é necessário. “O crédito está voltando, mas não é suficiente para suprir a necessidade da economia brasileira”, disse o ministro.

 

Ele afirmou que tem notado, nas últimas semanas, uma reação maior no sistema financeiro. “Me parece que há uma competição maior, os bancos públicos estão ofertando mais crédito e reduzindo juros e os bancos privados estão fazendo a mesma coisa”, disse o ministro. Segundo ele, está havendo um alongamento dos prazos. Mantega destacou que no financiamento oferecido pelo setor automotivo já há linhas com 60, 70 e até 80 meses. “O que é uma novidade para o período recente”, disse Mantega.

 

Mantega voltou a criticar os spreads “extremamente elevados” no Brasil. “É um problema crônico antigo e que se agravou na crise”, disse. O ministro afirmou ainda que no passado, quando houve crises mais leves, a política do governo era pró-cíclica com aumento de juros e redução dos investimentos. “Agora, podemos reduzir juros e aumentar o crédito”.

 

Mantega lembrou a importância da criação do cadastro positivo cujo projeto está tramitando no Congresso, como instrumento capaz de reduzir os juros e a inadimplência.

 

Texto atualizado às 12h54

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Resgate de fiança bancária usada para garantir execução fiscal só ocorre com trânsito em julgado da ação

DECISÃO

Levantamento da fiança bancária oferecida como garantia da execução fiscal também fica condicionada ao trânsito em julgado da respectiva ação. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que a equiparação do depósito judicial e da fiança bancária pelo legislador impõe tratamento semelhante a esses dois institutos.

A decisão foi proferida num recurso do estado do Rio de Janeiro inconformado com um acórdão do Tribunal de Justiça estadual (TJRJ). De acordo com o processo, uma empresa de lubrificantes opôs embargos à execução fiscal com o oferecimento de carta de fiança para garantia do juízo. Esses embargos foram rejeitados, razão pelo qual o estado requereu a liquidação dos valores garantidos pela carta de fiança.

O TJRJ argumentou que a liquidação e o respectivo levantamento somente seriam deferidos após o trânsito em julgado da sentença, a teor do artigo 32, parágrafo 2º, da Lei n. 6.830/80. O estado alegava que era definitiva a execução fiscal relativa a embargos à execução em que foi proferida sentença de improcedência do pedido inicial.

Segundo precedentes do STJ, o artigo 15, I, da Lei n. 6.830/80 confere à fiança bancária o mesmo status do depósito em dinheiro para efeitos de substituição de penhora, sendo, portanto, instrumento suficiente para a garantia do executivo fiscal.

Para o relator, ministro Luiz Fux, a Lei de Execução Fiscal é clara no sentido de que o levantamento só ocorrerá após o trânsito em julgado da sentença. Isso porque seriam institutos que trazem segurança para o credor.

 

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

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Fatura chegou com cobrança indevida

 

Carrefour 

Minha tia já tinha o cartão Carrefour há muito tempo, mas recebeu um novo, de outra operadora. Usando este último, ela comprou uma máquina de lavar roupas no valor total de R$ 799 e fez outras compras em estabelecimentos diferentes. Quando recebeu a fatura, notou que o valor da cobrança era de

R$ 1.147,59. Nesta conta, foram lançadas as parcelas de todas as compras parceladas que ela havia feito. Após inúmeras tentativas de contato com a empresa para resolver a questão, uma atendente pediu que ela desconsiderasse a cobrança, pois o lançamento devia-se apenas ao fato de regularizar a situação dos cartões para migrar de um sistema para outro e que a cobrança correta seria enviada na próxima fatura. No mês seguinte, porém, ela recebeu uma fatura com o valor de R$ 1.391,85, referente a cobrança anterior mais taxas absurdas de juros. Após esse episódio, não conseguimos mais entrar em contato com alguém que pudesse resolver ou demonstrasse o mínimo de boa vontade.

Andrezza Nagai,
CAPITAL

Agradecemos a manifestação da cliente, pois ações como esta contribuem para a melhoria de nossos processos internos. Informamos que efetuamos os acertos necessários no cartão da cliente. Permanecemos à disposição para mais esclarecimentos através de nossos canais de atendimento.

Carrefour

DA REDAÇÃO: A consumidora informou que a empresa enviou faturas com os descontos do que havia sido cobrado indevidamente.

Se a empresa de cartão cobrou valores errados da consumidora e esses valores chegaram a ser pagos, a quantia indevida deve ser devolvida em dobro, pois essa é uma medida legal que visa punir quem cobra o que não tem direito. E é uma pena que, mesmo sabendo que fez cobrança indevida, o Carrefour demore tanto tempo para resolver o problema, dispensando mau atendimento à consumidora em seu call center É bom lembrar que a consumidora tem o direito de exigir a gravação da conversa seja diretamente à empresa ou por meio do Procon.

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Documente o cancelamento de serviços para evitar cobranças indevidas

  TOME NOTA

 

São comuns reclamações de pessoas que achavam que o serviço havia sido cancelado quando ainda estavam pagando por ele. É importante, portanto, se prevenir. Anote o dia e a hora do pedido de cancelamento, assim como o nome do atendente, se for feito por telefone, e exija o número do protocolo. Essas informações são a prova de que o cliente de fato entrou em contato com a empresa.

Outra medida importante é mandar o pedido por escrito com Aviso de Recebimento, que deve ser guardo com a cópia da carta.

A partir do momento em que a empresa receber a correspondência, não poderá mais emitir novas cobranças. Quando há dificuldade em contatar a empresa para realizar o cancelamento, anote todas as vezes em que tentou entrar em contato. Se a empresa tiver uma Ouvidoria, registre uma reclamação. Se não tiver ou se a Ouvidoria não resolver, busque o Procon para dar queixa.

 

 

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Sadia e Perdigão anunciam Brasil Foods e prometem não demitir

terça-feira, 19 de maio de 2009, 11:55  

‘Temos convicção de que estamos criando um campeão, uma empresa brasileira de porte mundial’, diz Furlan

estadao.com.br e Agência Estado

SÃO PAULO - Os presidentes da Sadia e da Perdigão, Luiz Fernando Furlan e Nildemar Secches, anunciaram nesta terça-feira, 19, em entrevista coletiva a criação da Brasil Foods, a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento. “Anunciamos o lançamento da Brasil Foods, a grande multinacional brasileira de alimentos processados”, afirmou Secches. Um dos primeiros compromissos assumidos pelas companhias é a de não demitir funcionários em razão da fusão.

 

Veja também: 

especialEspecial sobre a fusão entre Perdigão e Sadia

especialLinha do tempo das empresas

especialO tamanho das empresas e seus desafios no exterior 

 

“Em princípio, a fusão não gera sobreposição de fábricas. Com a união gerando sinergia e maior competitividade, certamente haverá uma expansão da produção e de novos mercados”, afirmou Furlan. “Não há nenhuma previsão de demissões, as empresas andarão em paralelo. (…) Continuaremos sendo um dos três maiores empregadores brasileiros, com mais de 100 mil pessoas trabalhando.”

 

Furlan afirmou que a nova empresa será o maior empregador privado do País. Além disso, segundo ele, a Brasil Foods ocupará o posto de terceiro exportador brasileiro, perdendo apenas para Vale e Petrobras, que são exportadoras de commodities.

 

As operações da Sadia e da Perdigão ficarão separadas até a aprovação do negócio pelos órgãos de defesa da concorrência. Segundo Furlan, os executivos vão visitar autoridades destes órgãos para apresentar a operação. Ele lembrou que várias empresas competem no mercado, como Cargill, Bunge e Tyson, o que favorece a concorrência. “Nenhuma empresa aumenta as vendas subindo o preço. Queremos privilegiar o crescimento”, disse.

 

Segundo Secches, as marcas e produtos das duas companhias serão mantidas no mercado. “Vamos ter uma eficiência melhor para atingir novos consumidores a preços acessíveis e boa qualidade”, disse. Ele explicou que Brasil Foods será apenas uma marca institucional e que no mercado consumidor continuarão a ser apresentados os produtos Sadia, Perdigão, Batavo, Qualy, etc. No mercado internacional, a Brasil Foods fará um estudo de marcas com o objetivo de selecionar quais as de maior aceitação e assim mantê-las.

 

Furlan informou também que será contratada em breve uma empresa para analisar as sinergias entre as fabricantes. No momento, existem três ou quatro empresas fazendo propostas para a Brasil Foods. “Vamos identificar os talentos da Sadia e da Perdigão para que a fusão seja tranquila e tenha uma equipe sem predominância de um lado ou do outro”, disse.

 

 

Acionistas

 

Ao detalhar a operação durante a coletiva, Secches afirmou que os acionistas da Perdigão ficarão com uma fatia de 68% da Brasil Foods, enquanto os acionistas da Sadia terão participação de 32%. Segundo o executivo, a presidência do conselho será compartilhada entre ele e Furlan.

 

As famílias Furlan e Fontana terão uma participação de aproximadamente 12% na Brasil Foods. A fatia será ligeiramente inferior à da Previ, maior acionista individual, que ficará com 12%. “Ainda nem fizemos as contas para saber a participação exata antes do aumento de capital”, disse Secches.

 

Antes da fusão, as famílias controlavam a Sadia com 23% do capital da empresa; a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, tinha 4,16% do capital da Perdigão e 7,33% da Sadia.

 

Ele destacou que a união contempla a parte operacional das empresas, excluindo as atividades financeiras. “Não somos especialistas na área financeira”, disse. Mostrando intimidade com Furlan, Secches disse que a fusão é uma solução óbvia para as companhias. “Ambas têm origem e características semelhantes e tinham tudo para estar juntas”, disse.

 

Segundo ele, a operação tem sido aguardada por dez anos, quando foi feito o primeiro contrato entre as companhias para o projeto. “Temos convicção de que estamos criando um campeão, empresa brasileira de porte mundial, que deve ser no curto prazo o maior exportador de carnes processadas do mundo”, disse Furlan.

 

Captação

 

Em comunicado ao mercado para explicar a operação nesta manhã, as companhias anunciaram que a Brasil Foods realizará uma oferta pública de ações para captação de recursos no valor estimado de R$ 4 bilhões. Segundo Furlan, a oferta deve ser feita até o final de julho.

 

O objetivo da captação é sanar os problemas financeiros da Sadia, que, ao final de março, apresentava uma dívida total de R$ 8 bilhões. Somente no curto prazo, ou seja, até o primeiro trimestre de 2010, a empresa tem um passivo financeiro de R$ 4,27 bilhões. A maior parcela, o equivalente a R$ 1,87 bilhão, vence no terceiro trimestre deste ano.

 

Para Furlan, a oferta pública dará tranquilidade para a nova companhia, que nasce com uma dívida líquida de R$ 10 bilhões. Ele disse que o faturamento da nova companhia deve chegar a R$ 30 bilhões. “Com a emissão, nossa dívida passará para R$ 6 bilhões, o que nos colocará em razoável conforto”, disse.

 

Ele ressaltou que o dinheiro captado na oferta será usado para reduzir dívidas mais caras e de curto prazo. Assim, a venda da fábrica da Sadia na Rússia, hipótese que foi levantada pela própria companhia como forma de se capitalizar, não deve mais ocorrer após a criação da Brasil Foods. Segundo Furlan, como não há mais pressão de endividamento no curto prazo, a empresa avaliará melhor a possibilidade de venda da unidade. “Além disso, agora ela tem um potencial maior do que tinha na visão anterior”.

 

Em entrevista no Rio, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que a instituição provavelmente participará da operação. Secches, porém, afirmou que isso pode não ser necessário porque a demanda para a operação deve ser alta.

 

“Quase metade da emissão já esta demandada pelos atuais acionistas”, disse. O executivo afirmou que a Brasil Foods poderia fazer uma oferta ainda maior do que a de R$ 4 bilhões, mas não considerou necessário. “Avaliamos que o montante seria adequado pra financiar os projetos de investimento”, disse. O road show para apresentar a oferta ocorrerá nos Estados Unidos e Europa.

 

Os executivos informaram ainda que a companhia está estudando se dará direito de preferência aos acionistas minoritários na oferta pública de ações. “A intenção é fazer a oferta pública com direito de preferência, mas os moldes em que ela será feita ainda estão sendo estruturados”, afirmou o diretor financeiro da Perdigão, Leonardo Saboya.

 

Texto atualizado às 14h22

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USP oferece vagas para transferência

As inscrições ainda não estão abertas, mas o candidato já pode saber as matérias que precisa estudar para fazer as provas.
 

A USP oferece mais de 700 vagas de transferência na capital e no interior. As inscrições ainda não estão abertas, mas o candidato já pode saber as matérias que precisa estudar para fazer as provas.

A questão, para Leandro, foi financeira. Ele pediu transferência da Universidade Federal do Rio de Janeiro para a USP.

“Eu morava em república, mas eu custeava todo o meu estudo e então pra mim foi mais fácil transferir pra cá. Aqui eu tenho meus avós”, diz Leandro Biondo, estudante de meteorologia.

Leandro precisou estudar as matérias do primeiro ano de faculdade para fazer o exame de transferência. Quem quiser seguir os passos dele e entrar na USP, tem uma nova oportunidade. A primeira fase da seleção é feita pela Fuvest. Os alunos respondem a 80 questões. Português e inglês são para todos. Para quem está na área de exatas, a prova inclui matemática e física. Na área de humanas, cultura contemporânea. E na biológica, genética e bioquímica.

Quem passar, vai para a segunda etapa, que é definida por cada faculdade. Estudantes de curso superior do Brasil e do exterior podem fazer o exame. Quem tem matrícula trancada, também.

Este ano, são 649 vagas nas áreas de biológicas, exatas e humanas. O Instituto de Física de São Carlos ainda oferece mais 80 vagas.

De acordo com a Fuvest, o número de inscritos no exame de transferência ainda é pequeno, porque muitos universitários não sabem desse processo de seleção. O exame existe há nove anos, mas ainda é pouco divulgado.

A maioria dos estudantes que faz a prova vem de universidades particulares.

“Candidatos que estão fazendo curso pago em alguma faculdade, não estão conseguindo manter os pagamentos em dia, ou então aqueles que estão fazendo uma faculdade, que pode ser paga ou não, mas distantes de sua residência, e querem se aproximar mais da família”, diz Roberto Costa, coordenador geral dos vestibulares da Fuvest.

As inscrições podem ser feitas de 29 de junho a 6 de julho. As informações sobre as vagas disponíveis e sobre o processo de seleção estão no portal do SPTV na internet

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Maioria dos pacientes não precisa de antiviral, diz OMS

terça-feira, 12 de maio de 2009, 14:49  

Agência da ONU publicará em breve um novo guia sobre como tratar pacientes que tenham o H1N1

AP; Dow Jones; Reuters

GENEBRA - A maior parte dos pacientes contaminados com o H1N1 não precisa ser tratada com a terapia antiviral para se recuperar, mas continua sendo importante que seja desenvolvida uma vacina contra o vírus, pois há um risco de que ele venha a apresentar resistência ao medicamento, disse um especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira, 12.

 

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde   

 

Nikki Shindo, autoridade médica no programa global contra a gripe da OMS, disse que a agência da ONU publicará em breve um novo guia sobre como tratar pacientes que tenham o vírus, que já causou muitos sintomas suaves fora do México.

 

Dado que a maior parte dos pacientes podem se recuperar com descanso e hidratação, Shindo disse que não parece ser necessário tratar todas as pessoas infectadas com Tamiflu, Relenza ou antivirais semelhantes.

 

Pode ser mais prudente guardar o medicamento para mulheres grávidas e pacientes que já estejam com a saúde debilitada (como nos casos de pessoas que apresentem doenças cardiovasculares ou diabete), disse.

 

“Nós vamos recomendar que se considere o uso de antivirais para grupos de alto risco”, disse Shindo, enquanto concordou que possa ser devido ao uso dos remédios que o ritmo de contaminação caiu na Europa e no resto do mundo, tendo em vista que ainda se conhece muito pouco sobre a doença. No entanto, comparações entre regiões podem ser difíceis devido à falta de estudos comparativos.

 

Auge

 

Autoridades de saúde disseram nesta terça-feira, 12, que, apesar do crescente número de mortes devido à gripe suína, o pior do surto da doença já passou. Além disso, cientistas afirmaram que os números oficiais representam apenas uma fração das centenas de milhares de pessoas que adoeceram pelo mundo.

 

O ministro de Saúde mexicano, José Angel Córdova, afirmou nesta terça-feira que o número de mortos no país pela influenza A (H1N1) subiu para 58. No dia anterior, o governo do México registrava 56 mortes. Córdova disse, em entrevista coletiva, que já foram confirmados 2.282 casos da doença. Mais de 8 mil testes para detecção do vírus no país foram realizados.

 

O ministro garantiu que a doença continua a perder força, desde seu pico em 26 de abril. Córdova disse que o índice de mortalidade do vírus está caindo, conforme mais casos são confirmados. O índice, que estava em 2,7% na segunda-feira, caiu para 2,5% nesta terça-feira.

 

Córdova disse que a morte mais recente ocorreu no dia 7 e que 93% das vítimas do vírus começaram a apresentar os sintomas antes de 23 de abril. Nessa data, o governo recebeu a confirmação da presença no país de uma nova variedade de influenza.

 

Segundo Córdova, 92% das pessoas que foram infectadas ou morreram no México apresentavam sintomas “antes que soubéssemos que estávamos lutando contra um novo germe”, e que se soubesse como tratá-lo corretamente, acrescentou.

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Telecheque: índice de cheques honrados sobe e atinge 97,16% em abril

Índice apresenta alta de 1,06% frente a março e, quando comparado a abril de 2008, é verificado avanço de 1,41%
Telecheque: índice de cheques honrados sobe e atinge 97,16% em abril
SÃO PAULO – O índice de cheques honrados subiu 1,06% em abril, em relação a março, atingindo um percentual de 97,16% de pagamentos, de acordo com pesquisa da TeleCheque.
A crise financeira, que desestabilizava o orçamento das famílias, já mostra sinais de estabilidade e os brasileiros começam a reestabelecer o controle financeiro. Na comparação com abril do ano passado, também foi registrada alta no volume de cheques honrados, de 1,41%.
Retomada do crédito
“Apesar da instabilidade inicial gerada pela crise, a economia parece dar sinais de melhora. Com isso, os varejistas se sentem mais confiantes e a lenta retomada do crédito já pode ser sentida pelo mercado”, afirmou o vice-presidente da TeleCheque, José Antonio Praxedes Neto.
“Neste momento, os consumidores retomam o controle financeiro lentamente e voltam a honrar seus pagamentos, porém priorizando os itens de primeira necessidade e com menores prazos de pagamento”, completou.
Comparação por estados
Em abril, os maiores índices de cheques honrados foram verificados na Paraíba, onde 98,40% dos que utilizaram o cheque pagaram o saldo devedor, alta de 0,92% em relação a março.
Seguem, na lista dos bons pagadores os estados de Santa Catarina (98,08%), Goiás (97,92%), São Paulo interior (97,91%), Paraná (97,90%) e Sergipe (97,78%).
No sentido contrário, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Amazonas e Maranhão apresentaram os menores percentuais do País no mês passado, de 95,23%, 95,80%, 95,84%, 96,08% e 96,13%, respectivamente.

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Governo pode baixar IR de renda fixa

Sábado, 09 de Maio de 2009  

Alternativa manteria atraente essa aplicação, e seria compensada pela taxação de grandes depósitos em poupança

Fabio Graner, BRASÍLIA

A pressão política não deixou alternativa ao governo, que deve recuar da posição de alterar o rendimento das cadernetas de poupança. A alternativa mais provável, neste momento, é o Ministério da Fazenda reduzir a tributação do imposto de renda que incide sobre as aplicações em renda fixa. Com uma menor carga de impostos sobre os ganhos dos fundos de investimento e dos títulos públicos, o Planalto acredita que fica preservada a atratividade dessas aplicações financeiras e elimina o risco político dos ataques da oposição, que vinculou a discussão sobre a poupança ao confisco praticado pelo ex-presidente Fernando Collor.

Embora essa seja a hipótese mais provável no momento, ainda não há uma decisão tomada. Se for realmente nessa direção, o governo claramente optará por uma solução paliativa, que não resolverá o problema de existir um piso de taxa de juros na economia brasileira, os 6% legalmente definidos para a caderneta de poupança.

A área técnica do governo defende o fim do teto para o ganho real da poupança, alegando que, sem essa medida, há limites para a queda da taxa de juros básica da economia, a Selic. A proposta técnica defendida para eliminar essa distorção é a de vincular a poupança à variação da taxa Selic (em uma proporção de 65%), o que faria a caderneta ter uma rentabilidade flutuante.

Tradicionalmente, o rendimento da poupança ficou abaixo dessa proporção. A ideia de reduzir o Imposto de Renda sobre as aplicações em renda fixa, como os fundos de investimento, e cobrar IR em aplicações de grande porte na poupança é vista como uma saída política que provavelmente evitaria a adoção de uma solução definitiva para o problema ainda neste governo. Salvo se o juro básico cair muito abaixo de 9% até 2010, possibilidade que deve ser considerada remota.

A proposta de reduzir a tributação sobre as aplicações em renda fixa foi colocada esta semana em debate sobre a caderneta de poupança promovido pelo PPS, partido que mais atacou os estudos do governo para modificar os ganhos da poupança. O economista Tony Volpon, da CM Capital Markets, que tem colaborado com o PPS, afirma que essa seria uma alternativa para evitar mexer no rendimento da caderneta. Na quinta-feira, todos os partidos de oposição se uniram e se manifestaram contra modificação nas regras da poupança. Atualmente, as aplicações em renda fixa têm tributação de IR de acordo com o prazo.

Investimentos de até seis meses têm tributação de 22,5%; entre 180 dias e um ano, de 20%; de um a dois anos, de 17,5%; e acima de dois anos, de 15%.

O governo também pode baixar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em 2008, a arrecadação de IR sobre rendimentos de capital – que inclui todos tipos de investimentos – foi de R$ 24,8 bilhões, uma alta real de 9,68% em relação a 2007. Em um momento de queda de arrecadação como o atual, uma preocupação é com o impacto fiscal da medida.

No lado da poupança, o governo discute a partir de qual valor de aplicação poderá haver incidência de imposto. Cerca de 90% dos investimentos na caderneta são de, no máximo, R$ 5 mil. As aplicações de até R$ 30 mil representam cerca de 98% do total, segundo o governo. A nova tributação pode ficar no meio do caminho, de forma a permitir o discurso de que o pequeno poupador e a classe média estão protegidos.

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