Arquivo para Maio, 2009

Funcionários da USP decidem por manutenção de greve

Agencia Estado – 5/5/2009 13:06

Mais de 700 funcionários da Universidade de São Paulo (USP) decidiram que a greve iniciada hoje será mantida por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após assembleia realizada no prédio de História da USP. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a paralisação foi aprovada no último dia 23 por cerca de 600 funcionários que participaram de uma assembleia geral.

 

Os trabalhadores pedem a readmissão de um diretor do Sintusp demitido por atividades sindicais, incorporação de R$ 200 ao salário e 17% de reposição parcial das perdas desde 1989, retirada de processos contra outros militantes e da multa de R$ 346 mil pela ocupação da reitoria em 2007, a garantia do emprego aos atuais 5.214 funcionários da USP contratados após 1988 que têm suas vagas questionadas pelo Tribunal de Contas e a derrubada do Sistema de Gestão de Pessoas por Competência.

 

Nesta tarde, funcionários, estudantes e professores das três universidades estaduais (USP, Unesp e Unicamp) devem realizar um ato em frente ao prédio da reitoria para pedir a antecipação da data de negociações, marcada para o próximo dia 18.

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TSE cancela mais de 550 mil títulos de eleitor em todo o país

05/05/09 – 11h06 – Atualizado em 05/05/09 – 11h40

A maior parte dos cancelamentos ocorreu no estado de São Paulo.
Quem teve o título cancelado, deve se dirigir a cartório eleitoral.

Do G1, em São Paulo

 O Tribunal Superior Eleitoral anunciou nesta terça-feira o cancelamento de 551.456 títulos de eleitor em todo o país.

 

Tiveram os documentos cancelados, aqueles que não votaram e não justificaram a ausência nas três últimas eleições – cada turno é considerado uma eleição.

Segundo o TSE, o cancelamento corresponde a 0,43% do eleitorado, que somam 128.808.358 pessoas – clique aqui para saber se seu título foi cancelado.

O estado com maior número de cancelamentos foi São Paulo, local em que 145.494 pessoas tiveram seus títulos cancelados. Em Roraima, houve o menor número de cancelamentos: 1.608 eleitores – confira tabela abaixo sobre cada estado.

 

 

ESTADO ELEITORADO TÍTULOS CANCELADOS
Acre 443.148 2.319
Alagoas 1.976.836 6.959
Amazonas 1.907.842 13.992
Amapá 384.825 3.933
Bahia 9.153.629 35.786
Ceará 5.631.555 17.825
Espírito Santo 2.441.069 11.886
Goiás 3.873.536 24.177
Maranhão 4.159.519 20.352
Minas Gerais 14.072.285 50.230
Mato Grosso do Sul 1.618.383 8.705
Mato Grosso 1.993.130 14.438
Pará 4.515.590 24.455
Paraíba 2.655.369 6.518
Pernambuco 6.067.589 15.836 
Piauí 2.186.383 5.989
Paraná 7.299.999 31.063
Rio de Janeiro 11.259.334 57.488
Rio de Grande do Norte 2.172.629 5.072
Rondônia 1.028.624 6.895
Roraima 247.790 1.608
Rio Grande do Sul 7.925.459 19.403
Santa Catarina 4.354.195 13.247
Sergipe 1.369.639 4.064
São Paulo 29.143.285 145.494
Tocantins 926.716 3.722
TOTAL 128.808.358 551.456

 

 

A Justiça Eleitoral havia identificado 582.828 votantes em situação irregular antes do fim do prazo. Segundo o TSE, apenas 31.372 regularizaram o título no prazo, que terminou em 16 de abril.

Agora, para regularizar o documento é preciso comparecer a um cartório eleitoral. A multa, segundo o TSE, é de pouco mais de R$ 3 por turno ausente.

Quem teve o título cancelado não pode se inscrever em concurso público, receber salário no setor público, tirar passaporte ou carteira de identidade, nem obter empréstimo em instituição mantida pelo governo.

 

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SP multará por falta à inspeção

Terça-Feira, 05 de Maio de 2009  

Veículos de placas com final 1 que não fizeram a análise e forem flagrados por radares terão de pagar R$ 550

Fábio Mazzitelli

As primeiras multas para quem desrespeitar a lei municipal da inspeção veicular ambiental na capital paulista começarão a ser emitidas neste mês para os veículos com placas de final 1 que forem flagrados circulando irregularmente na cidade. O valor da multa é de R$ 550. As autuações serão feitas por meio do sensoriamento remoto, equipamento móvel capaz de fazer até 6 mil leituras de placa por dia. Os dados captados pelo equipamento, que pode ser instalado em qualquer via do Município, serão cruzados com o banco de informações dos veículos inspecionados.

Responsável pela coordenação do programa, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente anunciou ontem o início das fiscalizações e o balanço dos três primeiros meses de inspeção dos veículos leves. Cerca de 22 mil carros e 43 mil motos da frota paulistana com placas de final 1 perderam o prazo para o teste – que venceu no dia 30 – e estão sujeitos às punições previstas na lei.

Além da multa, os veículos que perderam o prazo ficam automaticamente com o licenciamento bloqueado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). “O sensoriamento remoto tira uma foto da placa e o sistema já está cruzando os dados para ver se esse veículo de placas final 1 fez ou não fez a inspeção. Estamos estruturando o processo”, diz o engenheiro Márcio Schettino, coordenador da Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da inspeção veicular ambiental na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. “A legislação diz que você multa o carro em circulação que está em desacordo com a lei. Não estamos parando o carro (o que caberia só à PM). Será como os radares de rodízio.”

Em 2009, estão obrigados a fazer a inspeção ambiental 1,5 milhão de carros fabricados de 2003 a 2008, 700 mil motos e 317 mil veículos movidos a diesel. O sensoriamento remoto até então só era usado como instrumento para detectar os carros mais poluentes fabricados até 2002 e convocá-los para a inspeção. A frota de “velhinhos”só vai ser obrigada a realizar o teste a partir de 2010.

Schettino faz questão de ressaltar que a ideia principal do programa é educar os proprietários dos veículos. Até por isso nenhuma multa foi aplicada até hoje – o programa começou há um ano para os veículos movidos a diesel. “Mas a multa também é uma forma de conscientizar. Vamos fazer porque é preciso”, ressaltou o coordenador.

As blitze, outra forma de fiscalização do programa, estão sendo discutidas com a Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

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Alta da bolsa deixa analistas surpresos

Terça-Feira, 05 de Maio de 2009 

 

Com a valorização de 6,59% ontem, ganho da bolsa supera 34% no ano

Leandro Modé e Márcia de Chiara

Muitos analistas afirmam, desde o segundo semestre do ano passado, que o mercado brasileiro seria um dos primeiros a se beneficiar de uma melhora do cenário econômico-financeiro global. Mas nem o mais otimista deles apostava em altas tão expressivas do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) em tão pouco tempo.

O indicador disparou ontem 6,59% e fechou pela primeira vez acima de 50 mil pontos desde setembro, quando o banco de investimentos americano Lehman Brothers quebrou, provocando o caos já conhecido. Entre o dia 27 de outubro, quando o Ibovespa atingiu o menor nível dos últimos anos (29.435 pontos no fechamento), e ontem, o avanço chega a 71,23%.

“A alta (de ontem) foi surpreendente, pois vínhamos de um mês de forte valorização”, disse o analista de investimentos da Spinelli Corretora Jayme Alves, lembrando dos ganhos de quase 16% do Ibovespa em abril – no ano, já são 34%.

O movimento foi novamente liderado pelos investidores estrangeiros, que veem no Brasil uma ótima oportunidade em comparação com o resto do mundo neste momento. Até a última quinta-feira, as compras de ações por parte desses investidores superavam as vendas em R$ 4,5 bilhões no acumulado do ano. Somente em abril, o saldo chegava a R$ 3,1 bilhões.

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, explicou que o País é bem visto porque tem um mercado interno forte (mais ainda depois das medidas governamentais de estímulo ao consumo), tem resistido bem à crise (graças a fundamentos considerados sólidos) e por causa de suas relações comerciais crescentes com a China.

Ontem, aliás, uma informação relacionada ao gigante asiático foi a grande responsável pelo otimismo. Um indicador que mede a atividade industrial chinesa teve em abril a primeira expansão após oito meses seguidos de baixa. “O número mostra a resposta do país aos incentivos econômicos do governo”, observou o estrategista de Renda Variável da Infinity Asset Management, George Sanders. “A expansão chinesa beneficia diretamente o Brasil.”

Como se sabe, a China é grande importadora de matérias-primas, como petróleo e minério de ferro. Miguel Daoud, economista-chefe da Global Financial Advisor e especialista em China, diz que o fato de o Brasil ser um país com um grande excedente exportável de commodities atrai a confiança dos investidores estrangeiros.

Não à toa, algumas das ações que mais se valorizaram na Bovespa ontem foram de empresas ligadas a esses setores. Os papéis ordinários (ON) da Vale saltaram 10,86%. No mercado internacional, o barril do petróleo subiu 2,4%, para US$ 54,47, maior cotação de 2009.

Não se pode esquecer que o pano de fundo para que essas razões estruturais venham à tona é a melhora de percepção sobre o sistema financeiro dos Estados Unidos. Na quinta-feira, o governo americano deve divulgar os resultados dos testes de estresse aos quais foram submetidos 19 bancos.

Informações antecipadas pela imprensa americana dão conta de que todos deverão precisar de mais capital. “Mesmo assim, o mercado não se tem mostrado preocupado porque há a percepção de que os valores necessários não são nada de absurdo. Por isso, não há pânico”, explicou Sanders.

Mas nem todos os especialistas se mostram confortáveis. Lima Gonçalves, do Fator, é um deles. “A situação no mercado imobiliário americano ainda está ruim, o que significa que o desemprego continuará crescendo, com impacto negativo sobre o balanço dos bancos”, disse. Ele reconhece, porém, que alguns fatores amenizam um pouco esse temor.

O primeiro deles é o fato de os bancos americanos captarem dinheiro hoje a custo praticamente zero. “Algum retorno eles têm ao emprestar”, observou. O outro fator é a disposição – reiterada inúmeras vezes – do governo americano de não deixar mais que bancos importantes quebrem.

TENDÊNCIA

Incertezas à parte, os analistas acreditam que, apesar das fortes altas recentes, a tendência para a bolsa brasileira ainda é de valorização. “Seria saudável uma realização de lucros, mas, pelo que temos sentido de fluxo, não parece que ocorrerá em breve”, afirmou Alves.

No exterior, o Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, subiu ontem 2,61% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 2,58%. O Índice Dax, de Frankfurt, avançou 2,79%.

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Com forte queda, dólar comercial tem menor cotação desde 5 de novembro

Investidores demonstram otimismo em relação aos bancos; leilão de dólares, Focus e balança comercial também são analisados
Com forte queda, dólar comercial tem menor cotação desde 5 de novembro
SÃO PAULO – Com referências positivas ao redor do mundo, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (4) em forte queda de 2,52%, a R$ 2,128, atingindo assim a menor cotação desde o dia 5 de novembro, quando encerrou o dia valendo R$ 2,118.
Nos EUA, os investidores demonstraram confiança em relação à possibilidade de capitalização das instituições financeiras que devem passar pelo teste de estresse. Também teve boa repercussão a estimativa de que, a partir desta semana, o número de pessoas infectadas pela gripe suína tende a diminuir gradativamente
O setor automotivo também se destacou. De acordo com agências internacionais, fontes próximas à Fiat garantem que a montadora italiana pretende comprar quase todas as operações internacionais da General Motors, ao visar unidades europeias, russas, chinesas e latino-americanas da concorrente para aquisição.
A soma destas ocorrências permitiu maior propensão ao risco nos mercados. No Brasil, a renda variável passou por forte rali e marcou volume robusto, o que indicia maior entrada de dólares no País (via investimento estrangeiro na BMF Bovespa).
Agenda
Contribuindo para o cenário otimista, a China divulgou mais um indicador positivo de sua economia, apresentando a primeira alta em nove meses nos números referentes à produção manufatureira de março. No mesmo mês, o indicador que mede o número de contratos de compra e venda de casas usadas nos EUA mostrou avanço de 3,2%.
Na agenda doméstica, o relatório Focus trouxe como destaque a previsão de um ritmo menor de contração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2009, agora em 0,30%. Já a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 1,167 bilhão na última semana de abril.
Leilão de dólar
Ainda nesta segunda-feira, o Banco Central informou que aceitou um total de quatorze propostas de empréstimo de dólar, totalizando US$ 805 milhões, em leilão voltado a prover recursos para bancos repassarem qualquer tipo de empréstimo em moeda estrangeira. O valor movimentado aponta fraca demanda, já que a oferta total era de US$ 2 bilhões.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1260 na compra e R$ 2,1280na venda, forte baixa de 2,52% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$2,4000, representando um ágio de 12,89%em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 2,52% em maio, frente à baixa de 5,58% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americanajá chega a 8,94%.
Dólar futuro na BMF também fechou em queda
Na BMF, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 2.142, forte baixa de 2,92% em relação ao fechamento de R$ 2.207da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,03%, atingindo R$ 2.156 frente à R$ 2.179 do fechamento dequinta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BMF Bovespa, registrava R$ 2,1300000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,35% para julho de 2009, 0,19 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.

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Fechamento de estação do Metrô-SP confunde usuários

Agencia Estado – 2/5/2009 13:40

O fechamento da estação República, na linha 3-Vermelha da Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo, para obras de escavação de um novo túnel, tumultuou hoje a vida de passageiros na região central da cidade. Apesar dos avisos sobre a interdição nas estações, das mensagens divulgadas nos trens e da propaganda na televisão, centenas de pessoas não sabiam, por exemplo, para que lado seguir ou como obter a senha para os ônibus gratuitos que percorriam o trecho entre as estações Santa Cecília e Anhangabaú. Funcionários tentavam explicar aos passageiros, mas, como a movimentação era grande, nem todas as pessoas conseguiam informações.

 

O funcionamento da estação foi suspenso à 1h da madrugada de hoje e vai até a meia-noite de amanhã em razão das obras de ampliação da Linha 4-Amarela. Nestes dois dias, para atender aos usuários, o Metrô e a São Paulo Transporte (SPTrans) mantêm uma frota de ônibus para fazer o trajeto entre as estações Anhangabaú e Santa Cecília gratuitamente. Mas para tanto, os passageiros devem retirar senhas numa das duas estações, com validade de uma hora. Não ficou claro para os usuários o local da retirada destas senhas.

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Paraense teve que engordar 7 kg para participar do Miss Brasil

01/05/09 – 08h00 – Atualizado em 01/05/09 – 08h00

Rayana Breda, de 19 anos, é modelo internacional desde os 15.
Final do Miss Brasil 2009 acontece em São Paulo, em 9 de maio.

Do G1, em São Paulo

  A representante do estado do Pará no Miss Brasil 2009, Rayana Breda, de 19 anos, teve que engordar 7 kg para participar do concurso. A jovem é modelo desde os 15 anos e costumava desfilar em passarelas de todo o país e internacionais.

 

Entenda as diferenças entre os principais concursos nacionais de beleza
“Os padrões de beleza para modelos de passarela são muito diferentes do que os exigidos em um concurso de beleza, como é o caso do Miss Brasil. Por isso tive que engordar 7 kg em quatro meses. Confesso que me olho no espelho e me acho enorme. Tenho muita dificuldade de me reconhecer”, diz ao G1.

 

Para Rayana, a vida de modelo é diferente da vida de miss em muitos aspectos. “Como modelo, podia me vestir de forma mais despojada, com um jeans, uma blusa básica e tênis. Já como miss é preciso estar sempre arrumada e de salto alto. É um outro conceito. Uma oportunidade que deverá me abrir portas no universo da moda”, afirma.

 

 

A miss não gosta de academia nem de musculação, e mantém a forma correndo e fazendo dieta. “Mantenho uma alimentação balanceada e não como chocolates para evitar espinhas”, diz. Além de tratamentos estéticos e de cuidados com a pele, Rayana acredita que suas viagens e cursos do exterior farão diferença no concurso. Já os namorados não estão nos planos da jovem a curto prazo.

 

A final da 55ª edição do Miss Brasil acontece no próximo sábado, 9 de maio, em São Paulo. Concorrem ao título de mulher mais bonita do país 27 candidatas, cada uma representando o seu estado e o Distrito Federal. A vencedora representará o Brasil no Miss Universo, em agosto, no Caribe, e receberá um prêmio de R$ 200 mil, além de um automóvel zero quilômetro, jóias e roupas.

Atualmente o título de Miss Brasil pertence à gaúcha Natália Anderle.

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Doença de Dilma é ‘último desafio de Lula’, diz ‘El País’

Dilma Rousseff

Dilma anunciou no fim de semana que fará tratamento para câncer linfático

O diário espanhol El País compara os problemas enfrentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus dois mandatos com “as tentações de Cristo no deserto” e afirma que o câncer linfático recém-descoberto pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é o seu mais recente desafio.

O artigo, publicado nesta sexta-feira na versão online do jornal, diz que Lula já passou incólume por três “tentações” – a crise do mensalão, a pressão por um terceiro mandato e a crise econômica mundial.

“(Lula) não sucumbiu a nenhuma delas”, afirma o texto do correspondente Juan Arias. “Com Cristo, o demônio se conformou com as três tentações do deserto. A Lula, ele não deixa em paz”, afirma.

O artigo observa que Lula havia escolhido Dilma como sua candidata a sucedê-lo na Presidência para as eleições do ano que vem, mas que o anúncio feito pela ministra no último fim de semana, de que passará por um tratamento quimioterápico para tratar um linfoma, trouxe um novo dilema para o presidente.

“Que fazer? O mundo político está em ebulição. O governo não tem neste momento uma proposta factível para derrotar os possíveis candidatos da oposição, sobretudo o governador de São Paulo, José Serra”, diz o texto.

“Lula tem duas opções: nomear outro candidato ou manter a candidatura de Dilma, como fez num primeiro momento, afirmando que o Brasil precisa de uma mulher como ela, que soube sair incólume das torturas durante a ditadura militar e que superará agora a nova prova do câncer”, observa.

‘Lince político’

O artigo relata que Lula pediu recentemente que o povo brasileiro reze pela ministra e que voltou a levá-la para inaugurações de obras, levando o governo a ser acusado de “instrumentalizar a enfermidade da ministra, pouco popular, para fortalecer sua candidatura, sobretudo entre os mais pobres”.

“Lula, que é um lince político, já se adiantou a dizer que ‘não se brinca com essas coisas’. É o que pede a oposição”, comenta o texto, que questiona: “É definitiva a decisão de Lula?”.

“Lula não pode errar. É possível que organize alguma pesquisa para uso exclusivo do governo para saber se o fator doença de sua ministra lhe dará ou tirará votos. Depois decidirá’, diz o artigo.

“Até agora, seu instinto de animal político nunca o enganou. E este é o temor da oposição: que volte a acertar”, conclui o jornal.

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Temporão quer reunião sobre gripe com países da América do Sul

Reuters – 01/05/2009 13:28

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta sexta-feira que pretende convocar para a semana que vem uma reunião com autoridades de saúde da América do Sul e discutir medidas de conter o novo vírus da gripe H1N1.

“Estou querendo programar para semana que vem, em Brasília, uma reunião com os ministros da Saúde da América do Sul para definir uma ação conjunta”, disse Temporão a jornalistas após a inauguração de um centro de reabilitação da Rede Sarah no Rio de Janeiro

Temporão afirmou que considera inevitável a chegada ao Brasil do vírus da influenza H1N1, conhecido como “gripe suína”. Segundo o ministro, no momento há 4 casos suspeitos no país (3 em Minas Gerais e 1 em São Paulo) e outros 42 estão sendo monitorados em 12 Estados.

“Não há motivo para pânico no momento, não há sentido nenhum agora em comprar máscaras ou buscar medicamentos contra a gripe. A automedicação pode ser até um risco para a gripe”, disse.

O ministro criticou a demora da Organização Mundial da Saúde (OMS) em comunicar a disseminação da doença.

“A OMS demorou a avisar o mundo. Isso só foi realizado na madrugada de sábado”, disse.

Temporão reiterou que o Brasil tem estoque de 12.500 tratamentos da doença e matéria-prima para produzir outros 9 milhões.

O plano de contingência do país está sendo focado, por enquanto, para portos e aeroportos, mas pode ser estendido a estradas, afirmou o ministro.

O México, país mais afetado pela crise sanitária, registrou 176 casos possivelmente provocados pelo vírus H1N1. A doença teve casos confirmados em 13 países até agora, segundo a OMS.

(Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Maria Pia Palermo

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Brasil quer antecipar pagamentos de Itaipu para ajudar o Paraguai

Sexta-Feira, 01 de Maio de 2009  

Objetivo é atenuar a crise no Paraguai e tentar convencer o governo a desistir da ideia de mexer no Tratado de Itaipu

Christiane Samarco e Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA

 

A uma semana da visita oficial ao País do presidente paraguaio, Fernando Lugo, o governo brasileiro prepara um pacote de ajuda para tentar demover o vizinho da ideia de mexer no Tratado de Itaipu. Pela principal medida em estudo, o Brasil ajudaria a reforçar o caixa do governo paraguaio, antecipando a compra da energia excedente da usina hidrelétrica. Essa proposta, na visão de setores do Planalto, pode evitar o aprofundamento da crise política paraguaia.

A oferta não contempla a demanda do Paraguai de reajuste de preço e de mudança no Tratado de Itaipu, mas tem como vantagem imediata a geração de receita suficiente para o governo paraguaio aplicar em programas sociais que possam, em curto prazo, contornar a atual debilidade política da gestão de Lugo.

O pacote de ajuda será apresentado a Lugo durante sua visita de Estado, no dia 7 de maio. Uma outra proposta está em estudo e vai ser discutida em uma reunião técnica no próximo dia 5, em Brasília: fazer uma elevação substancial no pagamento adicional pela energia cedida pelo Paraguai. Em janeiro passado, o Brasil propôs a duplicação do valor – dos atuais US$ 105 milhões para US$ 215 milhões ao ano. Na ocasião, o Paraguai desconsiderou a oferta.

Além desses recursos emergenciais, o governo brasileiro insistirá em sua oferta de janeiro, orientada para projetos de infraestrutura e de desenvolvimento econômico do país vizinho. Esse pacote envolve a criação de um fundo binacional para alavancar programas no Paraguai e a abertura de uma linha de US$ 1 bilhão no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar obras, entre as quais a construção das pontes entre Porto Murtinho (MS) e Canelo Peralta e entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco. Também consta do pacote a linha de transmissão da energia de Itaipu a Assunção, obra de cerca de US$ 450 milhões, e mais 13 projetos de cooperação brasileira no país vizinho.

O Paraguai rejeitou todo esse pacote, no último dia 30 de março, por meio de nota endereçada ao Itamaraty. Esse rechaço à oferta brasileira deu-se oito dias antes de o escândalo da paternidade de Lugo vir à tona e abalar a sustentação política de seu governo. Colaboradores do presidente Lula avaliam que, na próxima semana, Lugo desembarcará em Brasília suficientemente enfraquecido para acolher uma proposta melhorada do governo brasileiro, mesmo que distante de sua demanda maximalista.

No Planalto e na base aliada, avalia-se que Lugo não pode mais tocar seu governo com base em discursos ideológicos e precisa mostrar resultados de gestão para o eleitorado. A arrogância paraguaia, que marcou as negociações anteriores com o Brasil, deverá desaparecer. Mesmo assim, auxiliares de Lula temem que prevaleça a noção de política exterior vinculada à hegemonia da esquerda na América do Sul, defendida por Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, e uma avaliação mais catastrófica do cenário político paraguaio, respaldada pelo Itamaraty. Tais linhas, advertem esses políticos, poderiam levar o governo brasileiro a ceder mais do que deveria ao Paraguai.

Nas três rodadas de negociação que ocorreram desde a posse de Lugo, em agosto de 2008, o Paraguai insistiu na reabertura do Tratado de Itaipu, para acabar com a cláusula que obriga o país a despejar a energia que não utiliza no sistema brasileiro. A alegação de Assunção se baseia na possível venda de eletricidade à Argentina e ao Chile, a preços de mercado – apesar da inexistência de rede de transmissão para esses vizinhos. Nas quatro rodadas, a resposta brasileira foi negativa. Uma virada nessa posição tenderá a gerar um estresse entre o governo e o Congresso – até mesmo com a base aliada, como indicou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), presidente da representação brasileira no Parlamento do Mercosul.

“O caminho racional é sermos parceiros. Mas o Tratado de Itaipu é inegociável”, afirmou o senador. “Mesmo que o governo quisesse, e não o quer, não há possibilidade de repactuar o Tratado porque o Congresso não aprovaria.”

NÚMEROS

US$ 215 milhões

É quanto o governo brasileiro se propõe a pagar por ano pelo adicional de energia cedido ao Paraguai

US$ 105 milhões

É quanto o governo brasileiro paga hoje pelo adiciona de energia de Itaipu cedido ao Paraguai

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