Arquivo para Junho, 2009

Blog do Planalto quer participação de internautas

terça-feira, 30 de junho de 2009, 11:11 | Online 

Governo disponibilizou questionário para ‘descobrir expectativas dos futuros leitores no canal de comunicação’

Andréia Sadi, do estadao.com.br

SÃO PAULO - O Blog do Planalto, com estreia prevista para o começo de julho, quer a participação dos internautas. Segundo a secretaria de Imprensa da Presidência, uma consulta técnica online quer “aprimorar o novo canal de comunicação da Presidência da República voltado para as comunidades da internet”.

 

O questionário, lançado na segunda-feira, é anônimo e ficará no ar até o dia 7 de julho para “descobrir expectativas dos futuros leitores no canal de comunicação”.

 

A idéia do blog é colocar à disposição conteúdo multimídia para esclarecer ações do governo federal, “com a agilidade e a linguagem adequadas aos meios digitais”.

  

Franklin já havia afirmado que a ideia não é colocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para escrever o conteúdo da página. “Está se discutindo um blog do Planalto. Não um blog do presidente”, disse em abril. 

 

Na sexta passada, ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins disse que o objetivo do governo com a iniciativa é se comunicar com uma parcela da sociedade que se informa basicamente pela internet. O ministro não detalhou qual será o conteúdo do blog.

 

Questionado sobre se a ferramenta publicaria perguntas da imprensa antes que fossem divulgadas as reportagens relacionadas a elas, a exemplo do blog da Petrobras, Franklin respondeu que a estatal não faz mais isso

 
 

 

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Bancos podem frustrar leilão de folha do INSS

Alex Ribeiro e Fernando Travaglin, de Brasília e São Paulo
30/06/2009
 

Leilão definirá quem vai processar o pagamento de 380 mil novos benefícios pelos próximos 20 anos

Os bancos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vão medir forças na segunda quinzena de julho, quando está previsto o leilão que irá escolher quem vai processar o pagamento dos benefícios previdenciários concedidos a partir de agora. O tema tem sido debatido intensamente na Federação Brasileira dos Bancos, que orientou seus membros a não participar da disputa. A recomendação foi feita por Iezio Ribeiro Sousa, diretor da Febraban, durante audiência pública sobre o tema. A sugestão deve ser acatada pelas instituições financeiras.

As atenções estão voltadas para o edital de licitação, a ser divulgado no dia 9, que vai definir as regras do leilão. É improvável, afirmam fontes que acompanham as discussões, que o edital resolva a principal polêmica da licitação: o INSS quer que os bancos paguem para administrar a folha de benefícios previdenciários. Os bancos, ao contrário, querem ser remunerados pelo serviço. No leilão, será definido quem, pelos próximos 20 anos, vai processar o pagamento de cerca de 380 mil novos benefícios, divididos em 26 lotes. O que está em jogo, na verdade, é o pagamento a 26,4 milhões de aposentados e pensionistas.

Até setembro de 2007, o INSS pagava cerca de R$ 250 milhões anuais para os bancos fazerem o pagamento dos benefícios. O governo decidiu mudar o sistema, com o argumento que os bancos pagam a Estados, municípios e outros órgãos públicos para administrar suas folhas de pagamento. Segundo esse raciocínio, os bancos lucram alto cobrando tarifas e concedendo crédito consignado aos beneficiários do INSS. O leilão de julho deverá estabelecer uma referência para a folha do INSS com um todo.

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Febraban – Esclarecimento INSS

30/06/2009

A propósito de notícia publicada no jornal Valor Econômico desta data, (30.6.2009), sobre o leilão da folha de pagamentos dos beneficiários do INSS, a Febraban esclarece que:

1. Jamais recomendou a seus associados participar ou não do leilão;

2. Sempre manifestou que a licitação é uma prerrogativa do INSS e que caberia a cada instituição decidir por si só a oportunidade de participar ou não da licitação.

Superintendência de Comunicação da Febraban

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Governo prorroga IPI reduzido de carros, eletrodomésticos e construção

29/06/09 – 12h44 – Atualizado em 29/06/09 – 15h29

Essa é a segunda renovação do IPI reduzido para automóveis.
Imposto menor vale também para eletrodomésticos, construção e pão.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

 O governo decidiu prorrogar, por mais três meses, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para o setor automobilístico, informou nesta segunda-feira (29) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O benefício para este setor terminaria nesta terça-feira (30).

 

“Em outubro, novembro e dezembro, volta gradualmente o tributo [IPI de automóveis], até estar totalmente reconstituído no fim do ano”, disse Mantega. Para caminhões, o tributo reduzido vale até o fim do ano e, para motocicletas, terá validade por mais três meses.

 

Além disso, o governo também decidiu manter o IPI baixo para a aquisição dos produtos da chamada “linha branca” pela população, que abrange fogões, máquinas de lavar, geladeiras, até 31 de outubro. Também foi mantido o IPI reduzido de cerca de 30 grupos de materiais de construção até o fim deste ano.

 

O ministro da Fazenda informou ainda que também foi mantido o PIS e a Cofins, com alíquotas menores, para farinha de trigo e para o pão até o fim de 2010.

Automóveis

 

A redução do IPI para carros foi autorizada, pela primeira vez, em janeiro deste ano, quando o setor, e também o resto da economia, sentia mais fortemente os efeitos da crise financeira. Em março, foi autorizada a primeira prorrogação do imposto reduzido. Com a medida, o governo deixou de arrecadar R$ 1,75 bilhão neste ano.

 

Para carros populares, de até mil cilindradas, o IPI caiu de 7% para zero e, para automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos à gasolina, recuou de 13% para 6,5%. Para carros flex (bicombustível) e movidos à álcool, o imposto caiu de 11% para 5,5%. Entretanto, não houve alteração para veículos com mais de duas mil cilindradas.

Eletrodomésticos

 

A redução do IPI para os eletrodomésticos da chamada ”linha branca” foi anunciado pelo governo em 17 de abril, com validade de três meses, ou seja, até 17 de julho. Com a medida, o IPI das geladeiras caiu de 15% para 5%, o de fogões recuou de 5% para zero, enquanto o de máquinas de lavar foi diminuído de 20% para 10%. A alíquota de IPI para tanquinhos, por sua vez, caiu de 10% para zero. A expectativa do governo era de que o imposto reduzido, para este setor, representasse cerca de R$ 250 milhões a menos durante os três meses de vigência (até 17 de julho).

Materiais de construção

 

Em março deste ano, o governo anunciou a redução do IPI para mais de 20 grupos de produtos de materiais de construção, como revestimentos, tintas e cimento, entre outros. Em abril, porém, o governo incluiu novos grupos de produtos na lista de itens com IPI reduzido, como como telhas de aço, impermeabilizantes, revestimentos cerâmicos, cadeados e registros de gavetas, entre outros.

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Nota de falecimento

Morre Goffredo Telles Jr.

 

O Brasil, e todos os cultivadores da “disciplina da convivência humana”, estão enlutados neste inverno de 2009.

 

Aos 94 anos, faleceu no início da noite deste sábado, em S. Paulo, o Professor Goffredo da Silva Telles Jr.

 

Este informativo, que teve no Professor Goffredo o principal inspirador, chora agora abraçado com seus incontáveis alunos.

 

Lenda no Direito brasileiro, idolatrado por todos os milhares de alunos que tiveram a honra de assistir a suas aulas, e adorado por aqueles que já leram seus inúmeros trabalhos, o Professor – eterno – deixa-nos agora órfãos dessa sabedoria encantadora.

 

As homenagens de despedida serão feitas neste domingo, 28/6, durante todo o dia no velório, que será realizado das 8h às 16h, no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo de S. Francisco, SP.

 

O enterro será no cemitério da Consolação.

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USP muda regra e cria desconto de 50% na taxa do vestibular

23/06/09 – 12h15 – Atualizado em 23/06/09 – 12h34

 

Novidade vale para renda de até R$ 1163; até R$ 605, isenção é de 100%.
Candidato não precisa ser mais de SP já que solicitação será feita on-line.

Fernanda Calgaro Do G1, em São Paulo

 

A Universidade de São Paulo (USP) mudou as regras para conceder isenção da taxa do vestibular 2010, cujo prazo para fazer o pedido começa nesta quinta-feira (25).

 

A isenção total da taxa de R$ 100 será para alunos da rede pública com renda familiar per capita de até R$ 605. A novidade é que agora o candidato da rede pública com renda familiar per capita entre R$ 605,01 e R$ 1.163 poderá solicitar desconto de R$ 50 na taxa. Além disso, pela primeira vez, os pedidos deverão ser feitos pela internet, o que facilita para todos, mas especialmente para os estudantes que moram em outros estados.
Também será respeitada a lei estadual 12.782, que prevê isenção de 50% para candidatos com renda individual de até R$ 930 e que comprovem estar desempregados. A decisão foi publicada no “Diário Oficial” de quinta-feira (18).

 

“A idéia é ampliar o número de isenções concedidas. Antes, muitas pessoas ficavam de fora porque a renda ultrapassava um pouco o limite da faixa de isenção”, afirma Marisa Luppi, diretora da Divisão Social da Coordenadoria de Assistência Social da USP. No vestibular 2009, das 65 mil isenções oferecidas, somente cerca de 30 mil foram preenchidas.

 

Saiba quais são os critérios de isenção da taxa da Fuvest
Isenção total - Ter cursado ou estar cursando ensino médio em escola pública brasileira
- Ter renda familiar per capita de até R$ 605
- Morar no país
Isenção parcial (50%) - Ter cursado ou estar cursando ensino médio em escola pública brasileira
- Ter renda familiar per capita entre R$ 605,01 e R$ 1.163 
- Morar no país
Isenção pela lei estadual 12.782/2007 - Ter renda individual de até R$ 930

- Comprovar estar desempregado. Para isso é preciso entregar algum documento, que pode ser até uma carta de próprio punho, comprovando que trabalhou em algum período nos últimos 12 meses  

Fonte: USP

 

 

Outra mudança é que antes somente poderiam solicitar a isenção candidatos do estado de São Paulo, porque o pedido era feito pessoalmente nos postos da Fuvest. Como agora será tudo on-line, pessoas de outras partes do país também poderão participar. “Antes, não fazia pessoas de outros estados gastarem dinheiro com passagem para entregar a documentação para ter isenção da taxa”, diz Marisa.
A entrega da documentação comprobatória deverá ser feita pelo correio. O prazo final para pedir isenção termina no dia 10 de agosto, que é também a data final para colocar no correio os documentos.
Durante quatro finais de semana, a Fuvest montará postos de atendimento para quem quiser entregar a documentação pessoalmente. 

Postos da Fuvest
Datas de funcionamento (sempre das 8h às 17h) 27 e 28/6

4 e 5/7

1º e 2/8

8 e 9/8

Locais dos postos
Bauru Campus USP -Faculdade de Odontologia Av. Dr. Octávio Pinheiro Brisola, 9-75 – Vila Universitária
Butantã Serviço Social – Coseas Rua do Anfiteatro, 295, Bloco G – térreo – Cidade Universitária
EACH USP Leste Av. Arlindo Bétio, 1.000 – Ermelino Matarazzo – Acesso pela passarela da Estação USP Leste da linha da CPTM ou km 17 da rodovia Ayrton Senna – Vila Parque Ecológico do Tietê – Portaria 1 
Lorena Campus da EEL – Escola de Engenharia de Lorena – Serviço Social  Estrada Municipal do Campinho, s-nº – Lorena 
Piracicaba Esalq – Atendimento à comunidade  Av. Pádua Dias, 11 – Campus Luís de Queiroz 
Pirassununga  Campus da USP – Centro de eventos  Rua Duque de Caxias Norte, 225, Campus da USP 
Ribeirão Preto  Campus da USP – Serviço social  Rua Clóvis Vieira, 26 - Monte Alegre 
São Carlos Campus USP – Serviço social da Prefeitura Av. Trabalhador São Carlense, 400

 

 

A divulgação dos selecionados será feita em 23 de agosto.

 

Calendário

 

 

A partir do dia 3 de agosto, o manual do candidato vai estar disponível para consulta no site www.fuvest.br . As inscrições começarão no dia 28 de agosto e deverão ser feitas pela internet.

 

Os locais de prova da primeira fase serão divulgados no dia 16 de novembro. O exame acontecerá no dia 22 de novembro. As provas da segunda fase aconceterão de 3 a 5 de janeiro.

 

No próximo vestibular, o processo seletivo terá um novo formato . Com a mudança, a nota da primeira fase, com 90 questões, não será mais computada na pontuação final do vestibular. As provas da segunda fase, assim como as disciplinas específicas, foram alteradas .

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Governo vai prorrogar redução do IPI para carros

18/06/09 – 00h24 – Atualizado em 18/06/09 – 06h42

 

Jornal da Globo apurou que ministério estuda o que fazer com o imposto.
Oficialmente, prazo terminaria no final deste mês.

 Do G1, com informações do Jornal da Globo

A redução do IPI, o Imposto sobre Produto Industrializado, para os veículos oficialmente terminaria no final deste mês. Mas o governo já decidiu pela continuação da redução do imposto, ainda que sob forma diferente da atual, como apurou o repórter José Roberto Burnier.
Veja o site do Jornal da Globo
Sem notícias oficiais do governo, a dúvida continua. Escolher a cor, a versão, o tipo de motor e os itens opcionais. Tudo isso que faz parte do prazer de comprar um carro zero, agora, a menos de duas semanas do fim do prazo de redução do IPI, está sendo deixado de lado.
A vendedora Míriam Andrade decidiu não esperar a definição. Ela foi comprar o carro dos sonhos. Mas levou o que a concessionária tem.
Pergunta: Se pudesse escolher, escolheria que cor?
Míriam Andrade: “O preto”.
Pergunta: Mas não tem preto leva prata?
Míriam Andrade: “Leva o prata”.
Pergunta: Não vai arriscar esperar?
Míriam Andrade: “Não pode mesmo perder essa oportunidade, jamais”.
Com o agravamento da crise econômica, a venda de automóveis despencou 26% entre outubro e novembro do ano passado.

 

saiba mais

  • Prazo do IPI reduzido termina este mês e faltam carros nas lojas
  • Redução do IPI para carros divide governo e indústria
  • Lula se diz favorável a corte permanente do IPI para carros

  • O governo decidiu reduzir a cobrança do IPI sobre os veículos a partir de dezembro e os carros ficaram mais baratos. Resultado: as vendas se recuperaram e chegaram a registrar, em 2009, o melhor março da história. Nos últimos dois meses, a média continuou bem acima da do final do ano passado.
    O Ministério da Fazenda está terminando os estudos sobre o que fazer com o IPI a partir de julho. Mas, segundo uma fonte da equipe econômica, uma decisão já está tomada. A redução do imposto para veículos não vai acabar de uma hora pra outra. A ideia é voltar a cobrar as alíquotas normais aos poucos, para diminuir um possível impacto negativo nas vendas.
    “O nosso desejo é que a redução do IPI seja prorrogado. A forma como isso vai acontecer é uma decisão do governo que não nos compete nesse momento manifestar opinião”, diz o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze.

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    A SP dos arranha-céus avança pelos antigos bairros operários

    Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009  

    Mercado concentra projetos na orla ferroviária e perto de futuras estações de metrô; Penha vira o ?novo Tatuapé?

    Rodrigo Brancatelli

    A vista sem arranha-céus parece estar com os dias contados nas estreitas ruazinhas da Penha, um dos bairros mais antigos da cidade de São Paulo, na zona leste da capital. Desenvolvido ao redor da Nossa Senhora da Penha, capela construída no ano de 1667, o bairro que hoje mais parece uma pacata cidade do interior vai transformar-se em breve num dos principais alvos do mercado imobiliário paulistano. No lugar das casas operárias, antigos galpões de fábricas e residências que remontam ao tempo que a região ainda era conhecida como “freguesia”, diversos espigões residenciais serão erguidos nos próximos meses, mudando a paisagem da Penha.

    A transformação já aparece nas planilhas do Departamento de Aprovação de Edificações da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab). De acordo com um levantamento feito com base nos processos da Prefeitura de janeiro a abril deste ano, a Penha é justamente o bairro que mais teve novos empreendimentos imobiliários aprovados – exatos 22. Logo depois, no ranking, vêm Lapa, com 18 novos prédios aprovados, Santo Amaro, com 17, Ipiranga, com 14, Vila Mariana, com 12, e Mooca, com 11. Para efeito de comparação, lugares extremamente valorizados como Saúde, Sumaré, Vila Leopoldina, Brooklin, Moema e Vila Olímpia tiveram cada um apenas um novo empreendimento aprovado neste ano.

    Todos esses números significam alvarás de aprovação de empreendimentos, ou seja, os edifícios ainda não têm prazo para serem entregues. Em uma leitura mais atenta, eles também revelam os endereços para onde São Paulo vai crescer nos próximos anos – mais precisamente, para antigos bairros operários, em torno da orla ferroviária, e para regiões que ganharão novas estações de metrô.

    “As zonas de São Paulo estão crescendo independentemente umas das outras, como se fossem cidades”, explica Fábio Rossi, diretor da Itaplan Imóveis e diretor de Lançamentos do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). “No norte, o mercado está avançando para o lado da Casa Verde. No sul, para Santo Amaro; na leste, para Penha e Mooca; na oeste, está indo para a Lapa. São lugares que ainda têm espaço e o público é de classe média, média alta.”

    ?PINHEIROS DA ZONA LESTE?

    Ressurgindo após um hiato de quase dez anos sem grandes investimentos, a Penha é um bom exemplo – antes tida como um “bairro dormitório”, agora é tratado pelos diretores de marketing das imobiliárias como o “novo Tatuapé” ou “Pinheiros da zona leste”. Segundo os números do Secovi-SP, em 2005 foram lançadas 169 unidades na área. Já entre janeiro e novembro de 2008, o número cresceu mais de 227%, chegando a 571 imóveis.

    Lapa, Santo Amaro, Ipiranga e Mooca também seguem o mesmo caminho, atraindo não só novos prédios como também novas lojas, padarias, supermercados, restaurantes, bares da moda e até shoppings. O investimento em bairros em torno da linha do trem está sendo provocado pela própria Prefeitura – o principal instrumento para incentivar o mercado imobiliário a apostar na região são as 15 operações urbanas no entorno das linhas do trem e das futuras linhas do Metrô, o que permite ao Município arrecadar recursos junto ao setor privado para investir em projetos para a região. Juntas, somam 250 km², cerca de 17% do território de São Paulo.

    ?MINHA CASA MINHA VIDA?

    O avanço para os bairros mais periféricos deve se acentuar ainda mais nos próximos anos. Para João Crestana, diretor do Secovi, o Programa “Minha Casa Minha Vida”, lançado pelo governo federal para subsidiar empreendimentos populares, vai mudar o perfil dos lançamentos na capital. “Existe uma demanda de empreendimentos na faixa entre 3 e 10 salários mínimos. Isso vai acelerar o mercado voltado para essa faixa nos bairros de classe média”, acredita.

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    Talão de Zona Azul some antes do aumento

    Segunda-Feira, 15 de Junho de 2009 

    Revendedores dizem que usuários e flanelinhas estão fazendo estoque

    Naiana Oscar

    A duas semanas do reajuste da tarifa de Zona Azul, faltam talões em mais da metade dos postos de venda credenciados pela Prefeitura consultados pela reportagem. Levantamento feito em 50 estabelecimentos autorizados indica que em 60% deles não há talões para venda. Os comerciantes alegam que a escassez ocorre porque motoristas e flanelinhas estão fazendo estoque de blocos a preços mais baixos e, desde o início do mês, quando o reajuste foi anunciado, a distribuição foi restringida pela Prefeitura.

    Numa lotérica da Rua Major Sertório, no centro, os 25 talões que chegaram na segunda-feira passada foram vendidos no mesmo dia. “Geralmente, levo uma semana para vender essa quantidade”, disse o dono, Agostinho Planeris. “Acabou porque vendo no preço oficial e está todo mundo querendo garantir o seu antes do aumento.”

    A partir de 1º de julho, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai aumentar o valor da folha unitária de R$ 1,80 para R$ 3 – o primeiro reajuste em oito anos. O talão com dez folhas que hoje custa R$ 18 será vendido a R$ 28. As folhas adquiridas antes do aumento continuarão valendo. E as folhas antigas que forem vendidas depois do dia 1º terão de ser comercializadas com o valor que trazem impresso, de R$ 1,80.

    A CET afirma que não restringiu a distribuição dos talões para evitar estoques e está repondo os distribuidores. Mas, há dez dias, os pontos de venda no Parque do Ibirapuera, por exemplo, estariam proibidos de vender os blocos completos. “O usuário pode comprar no máximo cinco folhas”, disse um dos funcionários. Do lado de fora do Ibirapuera, os flanelinhas, que já superfaturam com o comércio ilegal de Zona Azul, preparam-se para tirar ainda mais vantagem depois do aumento. No início da tarde de sábado, um deles foi flagrado por guardas civis metropolitanos vendendo a folha por R$ 5. Depois do dia 1º, o ágio deve aumentar.

    ÁGIO

    Não são só os flanelinhas que superfaturam as folhas de Zona Azul. Até os revendedores credenciados pela Prefeitura ignoram o valor oficial e comercializam as folhas com ágio. Na quarta-feira, a reportagem visitou 32 estabelecimentos autorizados, cujos endereços estão no site da CET, e telefonou para outros 18 questionando o valor da tarifa. Em 52% dos locais, o comércio de folhas ou talões era superfaturado. Em alguns casos, os comerciantes já vendem, sem nenhum constrangimento, com o reajuste de 67% que começa a valer em 15 dias.

    Dos postos de venda visitados nos bairros do Itaim Bibi e Vila Mariana (zona sul), Pinheiros (zona oeste) e Bela Vista (região central), os localizados na Rua Santo Amaro, também na região central, são os que mais exploram os usuários de Zona Azul. Na rua, dos 15 estabelecimentos que vendem a folha, só uma lotérica comercializa a R$ 1,80. Os preços variam de R$ 2,50 a R$ 3.

    Segundo a CET, os postos de venda flagrados superfaturando os cartões de Zona Azul são descredenciados imediatamente. Mas não informou quantos estabelecimentos já foram punidos.

    COLABOROU PAULO LIEBERT

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    Inscrições para o Enem começam na segunda-feira

    14/06/09 – 07h30 – Atualizado em 14/06/09 – 07h30

    Saiba como se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio.
    Inscrições devem ser feitas pela internet, a partir das 8h.

     Do G1, em São Paulo

     

    As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição 2009, começam na próxima segunda-feira (15) e serão feitas somente pela internet, a partir das 8h. O prazo vai até 17 de julho para quem está concluindo o ensino médio.

     

    A prova, com 180 questões de múltipla escolha e uma redação, será aplicada nos dias 3 e 4 de outubro.

     

    O candidato deve preencher o cadastro de inscrição, no site www.mec.gov.br/enem , enviar os dados e verificar se a transferência foi concretizada, mediante confirmação por mensagem de retorno a ser enviada para o e-mail informado nesse cadastro.

     

    Na sequência, os estudantes de escola pública que estão concluindo o ensino médio devem imprimir o comprovante de inscrição. Por sua vez, aqueles que concluirão o ensino médio em escola privada devem imprimir o boleto para pagamento em qualquer agência bancária (o valor é de R$ 35) ou solicitar isenção da taxa de inscrição.

     

    Os comprovantes de inscrição dos candidatos que ainda não concluíram o ensino médio estarão disponíveis, após efetivação, até 24 de julho no site de inscrição.

     

    Candidatos que já finalizaram a escolarização básica em anos anteriores e interessados na certificação do ensino médio terão um prazo maior para inscrição. Neste caso, o prazo de inscrição vai até 19 de julho. O procedimento é semelhante ao dos concluintes do ensino médio. Também é possível pedir isenção de taxa.

     

    Os comprovantes de inscrição desse grupo estarão disponíveis, após efetivação, no endereço eletrônico em que foi processada até 31 de julho.

     

     

    Uso do Enem no vestibular

     

     

    Reitores de universidades federais e o Ministério da Educação (MEC) definiram formas de adesão das instituições ao novo Enem.

     

    Há quatro possibilidades: o Enem como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas ociosas, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. 

     

    O candidato deve conferir como a instituição de ensino superior que está interessado usará, ou não, a nota do Enem. Confira a posição das universidade federais.

     

    A nota do Enem continuará sendo usada neste ano na nota da primeira fase da Fuvest e poderá representar até 20% do total da nota da primeira fase. Já a Unicamp estuda não considerar a nota do Enem em seu vestibular deste ano.

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