16/06/08 – 16h32
InfoMoney
De acordo com o coordenador do Progerecs (Programa de Geração de Receitas e Serviços), da CACB (Confederação das Associação Comerciais e Empresariais do Brasil), Luiz Antônio Bortolin, o objetivo é aumentar a sustentabilidade financeira das associações comerciais e também fazer a venda responsável do produto.
“Queremos vender para quem se interessa e tem perfil para isso. Para a pessoa fazer um planejamento financeiro pessoal”, afirmou.
Condições
No caso do consórcio imobiliário, as cartas de crédito partirão de R$ 30 mil e poderão valer até R$ 300 mil. Já no automotivo, o coordenador do Progerecs afirmou que serão para compras de carros de até R$ 60 mil, sendo o foco principal os mais populares.
Ao ser questionado sobre o motivo que levaria uma pessoa a contratar o consórcio na associação comercial, Bortolin afirmou que é a taxa de administração menor. “A média é de 0,12% em automóveis, com prazo em 60 meses, e de 0,15%, em imóveis, com prazo de 15 anos”.
De acordo com o presidente da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), Rodolfo Montosa, é possível dizer que a iniciativa das associações comerciais é bastante positiva. “As taxas de administração são competitivas”, afirmou.
Qualquer pessoa pode adquirir o produto, mas o foco principal são os associados, em sua maioria, pequenas e médias empresas. “É voltado também para pessoas que planejam a compra, e não são compulsivas”, diz Bortolin.
Onde contratar?
O consórcio passará a ser oferecido, em todo o Brasil, nas próprias associações comerciais. Além disso, será disponibilizado o 0800 7024230, para que o interessado peça pelo consórcio e ainda faça simulações.
Na parceria, a Caixa Consórcio desenvolverá o papel de administradora, enquanto as associações comerciais desempenharão a tarefa de negociar o produto.
Sobre o novo consórcio, ainda há a perspectiva de que, no futuro, possa ser usado o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagamento de parcelas.
Mercado
Questionado sobre o desempenho do setor de consórcios em 2008, o presidente da Abac disse ser bastante interessante. A previsão é de um avanço de 10% no mercado em geral, com destaque para imóveis (15%) e automotores (6% ou 7%).
A projeção é positiva por causa do aumento da renda da população, da diminuição do emprego, mas também devido a uma mudança de atitudes dos brasileiros, que já estão criando o hábito de poupar.