Arquivo para Blu-ray

Sony Dadc deve fabricar discos Blu-ray em Manaus em 2010

São Paulo, 28 de Outubro de 2008 – A Sony Dadc, antiga Sony BMG, fabricante e distribuidora de CDs e DVDs, avalia a possibilidade de iniciar a produção de discos Blu-ray e jogos de Playstation no Brasil. A empresa possui uma fábrica em Manaus, onde produz os discos e faz a finalização dos Blu-rays. De acordo com Jorge Magalhães, diretor-geral da companhia, no ano passado o mercado de Blu-ray ficou em 150 mil unidades e deve chegar a 300 mil unidades este ano. A previsão é de 500 mil no próximo ano e 1 milhão em 2010, quando a empresa planeja iniciar a produção dos discos no Brasil.

O custo das máquinas – cerca de US$ 10 milhões com capacidade para até 12 mil discos/dia -, e as incertezas quanto ao impacto que a crise internacional terá no mercado brasileiro de eletroeletrônicos são os empecilhos que a empresa enfrentará, mas Magalhães aposta no início da fabricação local dos aparelhos de reprodução de Blu-ray para conseguir ampliar o volume desse mercado. “Se a indústria conseguir colocar ao longo desses dois anos aparelhos que custem menos de R$ 1 mil acredito que esse mercado pode deslanchar”, disse o executivo. “Isso depende das estratégias das fabricantes. Mas várias empresas que estão em Manaus têm esse plano.” Algumas lojas nos Estados Unidos, como a Best Buy, oferecem produtos com preços entre US$ 200 e US$ 300.

Impostos

Até o final de 2009, os discos de Blu-ray podem ser importados pelas fabricantes com isenção de impostos, o que dá um tempo para que a empresa planeje o início da produção local. “A tecnologia exige uma televisão de alta definição e as vendas de televisores de plasma e LCD estão crescendo muito”, afirmou o executivo da Sony.

O plano para iniciar a produção dos discos de videogame ainda depende do volume que seria produzido inicialmente. “Existe uma grande intenção, mas ainda estamos analisando a viabilidade”, afirmou Magalhães.

Pirataria

No mercado de DVDs e CDs, o maior vilão da Sony tem sido a pirataria. “A internet vem crescendo, mas o Brasil ainda tem grandes problemas em relação a velocidade de conexão dos usuários. O aumento da velocidade da conexão será determinante para a internet ganhar mais mercado. Apesar de muita gente já ter acesso, o Brasil ainda não é completamente computadorizado”, disse. “Por enquanto a pirataria é responsável por cerca de 50% do mercado de músicas, por exemplo”, afirmou.

Para enfrentar essa concorrência, Magalhães contou que a estratégia da empresa para crescer nesse mercado passa pela redução dos preços. “Estamos sacrificando as margens para aumentar o volume”, disse. “A margem caiu 20% e o volume subiu 30% no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado.”

A estratégia deu resultado. De acordo com projeções do executivo, a empresa deve fechar 2008 com vendas de cerca de 25 milhões de CDs, o que inclui musicais, para editoras e CD-Rom, ante 20 milhões de 2007. Em DVDs, o volume de vendas deve ficar em cerca de 6 milhões. No ano passado foram 4 milhões.Atualmente, a empresa utiliza apenas aproximadamente 60% da capacidade da fabrica de Manaus, que pode produzir até 3,5 milhões de discos por mês. Segundo Magalhães, além da pirataria e da internet, outro problema que a fabricante enfrentou este ano foram os estoques das varejistas, que teriam atrapalhado o desempenho do primeiro semestre. “Foi uma surpresa ruim a diminuição de compra do varejo”, disse. “Eles ficaram esperando girar os estoques.”

Encomendas

A queda nos pedidos do varejo no primeiro semestre já ficaram para trás. Magalhães contou que as encomendas se normalizaram e alguns clientes que chegaram a comprar cerca de 20% menos no primeiro semestre, já estão com pedidos acima da média do ano anterior. “A maior parte do nosso faturamento ocorre nos últimos quatro meses do ano.” No mercado de discos, a empresa compete com fabricantes como Videolar e Microservice. (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 1)(Wilson Gotardello Filho)

Deixe um Comentário

Sony vence Toshiba na ‘guerra dos formatos’ de DVD

19/02/2008 – 06h32 – Atualizado em 19/02/2008 – 10h47

Toshiba confirmou ‘morte’ do HD-DVD, concorrente do Blu-Ray.
Opção da Warner Bros pelo formato da Sony, em janeiro, foi decisiva.

Do G1, com informações da Reuters e Globo News
A Toshiba levantou nesta terça-feira (19) a bandeira branca na guerra pela supremacia no formato dos filmes de alta definição ao abandonar o formato HD-DVD. A desistência ocorreu depois que a empresa perdeu apoio de estúdios de cinema e grupos de varejo importantes que optaram pela tecnologia rival Blu-ray, promovida pela Sony .A decisão da fabricante japonesa de eletrônicos encerra sua batalha com o consórcio comandado pela Sony quanto ao padrão dominante para a próxima geração de discos ópticos, uma disputa que confundiu os consumidores e impediu que o mercado de DVDs domésticos, que movimenta 24 bilhões de dólares ao ano, adotasse novas tecnologias mais rapidamente.

A vitória do Blu-ray significa que o consumidor não precisa mais escolher entre formatos rivais incompatíveis, correndo o risco de optar por um equivalente do padrão Betamax no século 21 — tecnologia da Sony para videocassetes que foi derrotada pelo sistema VHS nos anos de 1980. O disco Blu-ray tem capacidade máxima de até 50 GB de dados, contra 30 GB do HD-DVD.

No mercado de games, a Microsoft, com seu Xbox 360, apoiava o HD-DVD. Seu concorrente, o PlayStation 3, da Sony, já utilizava o Blu-ray e é considerada a opção mais barata de tocador à venda, por cerca de US$ 400.

Saiba mais

A Toshiba, que esperava que o HD-DVD promovesse o crescimento de suas operações de bens eletrônicos de consumo, anunciou que encerraria suas operações com o formato pelo final do mês que vem.

“Foi uma decisão difícil de tomar… mas quando pensamos sobre os problemas que poderíamos causar aos consumidores e aos nossos parceiros, decidimos que não era certo para nós continuar insistindo com uma presença tão pequena”, disse Atsutoshi Nishida, presidente-executivo da Toshiba, em entrevista coletiva.

A empresa informou que continuará a fornecer assistência técnica aos aparelhos HD- DVD atuais e acrescentou que espera lucro maior no próximo ano fiscal devido ao corte das despesas com a promoção do HD-DVD.

A maré se voltou contra o HD-DVD depois da deserção da Warner Bros., estúdio controlado pela Time Warner e que optou pelo Blu-ray em janeiro. 

Grandes grupos de varejo norte-americanos acompanharam essa decisão, entre os quais Wal-Mart, Best Buy e o grupo de locação online de vídeos Netflix . Com isso, os especialistas começaram a escrever o obituário do HD-DVD.
 

Deixe um Comentário

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.