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Bovespa sobe 8,90% em 3 dias; dólar recua para R$ 2,1120

quarta-feira, 6 de maio de 2009, 17:17  

 

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve mais um dia de alta e fechou perto dos 52 mil pontos. No encerramento dos negócios, o Ibovespa – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa – subiu 1,64% e fechou em 51.499 pontos.

 

Nos Estados Unidos, os principais índices do mercado de ações fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 1,21%, puxado pelo avanço dos papéis do setor financeiro após o vazamento de parte dos resultados dos testes de estresse dos bancos norte-americanos, e a Nasdaq teve alta de 0,28%.

 

De acordo com os dados, o Wells Fargo precisará levantar um capital de US$ 15 bilhões e o Citigroup de um total entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões. O JPMorgan não precisará levantar capital, enquanto o Bank of America foi aconselhado a elevar sua parcela de ações ordinárias em US$ 35 bilhões.

 

Outro fator que contribuiu para a alta das ações foi a Pesquisa Nacional de Emprego da ADP/Macroeconomic Advisers, publicada mais cedo, que mostrou um corte de 491 mil vagas de trabalho no setor privado norte-americano em abril, abaixo da previsão média de analistas de perda de 650 mil vagas.

 

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Alta da bolsa deixa analistas surpresos

Terça-Feira, 05 de Maio de 2009 

 

Com a valorização de 6,59% ontem, ganho da bolsa supera 34% no ano

Leandro Modé e Márcia de Chiara

Muitos analistas afirmam, desde o segundo semestre do ano passado, que o mercado brasileiro seria um dos primeiros a se beneficiar de uma melhora do cenário econômico-financeiro global. Mas nem o mais otimista deles apostava em altas tão expressivas do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) em tão pouco tempo.

O indicador disparou ontem 6,59% e fechou pela primeira vez acima de 50 mil pontos desde setembro, quando o banco de investimentos americano Lehman Brothers quebrou, provocando o caos já conhecido. Entre o dia 27 de outubro, quando o Ibovespa atingiu o menor nível dos últimos anos (29.435 pontos no fechamento), e ontem, o avanço chega a 71,23%.

“A alta (de ontem) foi surpreendente, pois vínhamos de um mês de forte valorização”, disse o analista de investimentos da Spinelli Corretora Jayme Alves, lembrando dos ganhos de quase 16% do Ibovespa em abril – no ano, já são 34%.

O movimento foi novamente liderado pelos investidores estrangeiros, que veem no Brasil uma ótima oportunidade em comparação com o resto do mundo neste momento. Até a última quinta-feira, as compras de ações por parte desses investidores superavam as vendas em R$ 4,5 bilhões no acumulado do ano. Somente em abril, o saldo chegava a R$ 3,1 bilhões.

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, explicou que o País é bem visto porque tem um mercado interno forte (mais ainda depois das medidas governamentais de estímulo ao consumo), tem resistido bem à crise (graças a fundamentos considerados sólidos) e por causa de suas relações comerciais crescentes com a China.

Ontem, aliás, uma informação relacionada ao gigante asiático foi a grande responsável pelo otimismo. Um indicador que mede a atividade industrial chinesa teve em abril a primeira expansão após oito meses seguidos de baixa. “O número mostra a resposta do país aos incentivos econômicos do governo”, observou o estrategista de Renda Variável da Infinity Asset Management, George Sanders. “A expansão chinesa beneficia diretamente o Brasil.”

Como se sabe, a China é grande importadora de matérias-primas, como petróleo e minério de ferro. Miguel Daoud, economista-chefe da Global Financial Advisor e especialista em China, diz que o fato de o Brasil ser um país com um grande excedente exportável de commodities atrai a confiança dos investidores estrangeiros.

Não à toa, algumas das ações que mais se valorizaram na Bovespa ontem foram de empresas ligadas a esses setores. Os papéis ordinários (ON) da Vale saltaram 10,86%. No mercado internacional, o barril do petróleo subiu 2,4%, para US$ 54,47, maior cotação de 2009.

Não se pode esquecer que o pano de fundo para que essas razões estruturais venham à tona é a melhora de percepção sobre o sistema financeiro dos Estados Unidos. Na quinta-feira, o governo americano deve divulgar os resultados dos testes de estresse aos quais foram submetidos 19 bancos.

Informações antecipadas pela imprensa americana dão conta de que todos deverão precisar de mais capital. “Mesmo assim, o mercado não se tem mostrado preocupado porque há a percepção de que os valores necessários não são nada de absurdo. Por isso, não há pânico”, explicou Sanders.

Mas nem todos os especialistas se mostram confortáveis. Lima Gonçalves, do Fator, é um deles. “A situação no mercado imobiliário americano ainda está ruim, o que significa que o desemprego continuará crescendo, com impacto negativo sobre o balanço dos bancos”, disse. Ele reconhece, porém, que alguns fatores amenizam um pouco esse temor.

O primeiro deles é o fato de os bancos americanos captarem dinheiro hoje a custo praticamente zero. “Algum retorno eles têm ao emprestar”, observou. O outro fator é a disposição – reiterada inúmeras vezes – do governo americano de não deixar mais que bancos importantes quebrem.

TENDÊNCIA

Incertezas à parte, os analistas acreditam que, apesar das fortes altas recentes, a tendência para a bolsa brasileira ainda é de valorização. “Seria saudável uma realização de lucros, mas, pelo que temos sentido de fluxo, não parece que ocorrerá em breve”, afirmou Alves.

No exterior, o Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, subiu ontem 2,61% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 2,58%. O Índice Dax, de Frankfurt, avançou 2,79%.

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Mercados mundiais começam a semana em forte alta

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008, 08:14 | Online

Ásia e na Europa subiram à espera de novas medidas anticrise na China e de resgate de montadoras nos EUA

Redação com agências internacionais

 

SÃO PAULO - Os mercados mundiais começaram a semana em forte alta. Bolsas subiram na Ásia e na Europa com novas medidas para impulsionar o crescimento na China e com a promessa do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, de tirar os Estados Unidos da recessão.

Veja Também: 

link Desemprego, a terceira fase da crise linkDicionário da crise especial

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linkComo o mundo reage à crise especial
O índice Hang Seng, de Hong Kong subiu 8,7%, sua maior alta em sete semanas. A Bolsa de Tóquio fechou o pregão em alta de 5,2%. Em Seul, o índice Kospi da Bolsa de Seul fechou em alta de 76,92 pontos (7,48%), para 1.105,05. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq subiu 14,55 pontos (4,82%), aos 316,71.

Os principais mercados europeus também dispararam nesta segunda-feira. A bolsa de londres operava em alta de 5% na manhã de hoje, enquanto o Índice DAX, de Frankfurt, tinha alta de 6,3% e o CAC, de Paris, ganhava 6,4%.

Apesar dos maus resultados de índices de emprego nos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira – o maior corte de postos de trabalho em 34 anos, os investidores apostaram em sinais que as principais economias do mundo estão redobrando os esforços para retomar o crescimento.

Oficiais chineses se encontram nesta semana para discutir possíveis novos passos para expandir o plano de estímulo de US$ 586 bilhões. Nos Estados Unidos, espera-se um pacote de resgate para as montadoras do país. O novo plano chinês deve conter propostas para aumentar as exportações, elevar os investimentos em bolsas de valores e com serviços sociais.

 

 

 

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Deterioração da economia dos EUA põe fim à seqüência de pregões amenos

Com Wall Street e commodities em queda, Ibovespa também opera em baixa, enquanto dólar sobe frente ao real
Deterioração da economia dos EUA põe fim à seqüência de pregões amenos
SÃO PAULO – Após breves sessões de alívio, o último pregão de outubro caminha para ser quase que uma síntese do que foi o mês às principais bolsas do mundo: tomado por um clima de volatilidade e aversão ao risco entre os investidores, que atentam à deterioração da economia norte-americana e do cenário corporativo.
Os gastos com consumo nos EUA caíram mais que o esperado no mês de setembro, o que é particularmente preocupante já que o consumo responde por cerca de dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Menor consumo, menor atividade industrial: o Chicago PMI, que mede o nível de atividade do setor na região, veio bem abaixo do previsto para outubro.
Frente a tais referências, as bolsas em Wall Street mantêm uma trajetória de queda desde a abertura das negociações, impactando o clima no mundo. A exceção fica por conta do mercado alemão, que consegue engatar leve alta nesta tarde, puxada mais uma vez pelo desempenho dos papéis da Volkswagen. Já por aqui, a influência vinda do noticiário corporativo é negativa.
Ajustando-se ao novo cenário da economia global, a Vale (VALE3,VALE5) anunciou cortes em sua produção de minério de ferro e, em resposta, vê seus papéis fortemente penalizados. Quanto à agenda do dia, foi divulgado um superávit primário de R$ 10,005 bilhões em setembro, inferior aos R$ 10,184 bilhões mensurados no oitavo mês do ano.
Treasuries e petróleo
A alta aversão ao risco marca também o comportamento dos títulos do Tesouro norte-americano, que têm seu preço em forte alta, refletindo queda no rendimento. Por sua vez, em um movimento que vai contra o clima tenso nas bolsas, o risco-país mostra uma queda de 23 pontos frente ao fechamento da última sessão, ao marcar 439 pontos.
Enquanto isso, o preço do barril de petróleo segue em expressiva baixa desde o começo de suas negociações, em resposta à desaceleração econômica nos EUA – seu maior consumidor mundial -. Em Nova York, o recuo apresentado é de 2,46%, com o barril sendo negociado a US$ 62,14. Demais commodities como metais e produtos agrícolas também operam em queda.
Câmbio e renda fixa
Após uma abertura negativa, o dólar comercial inverte seu sinal e passa a operar em alta, respondendo aos dados trazidos pela agenda norte-americana. Nesta tarde, a moeda é cotada a R$ 2,125, o que representa uma valorização de 0,62%.
O clima tenso gerado pelos indicadores dos EUA também afeta o mercado de juros futuros. As taxas dos contratos de DI futuro são negociadas sem tendência definida na BMF Bovespa, com os juros com vencimentos mais distantes tendendo ao campo positivo, ao passo que contratos mais próximos operam em queda.
Ibovespa em forte queda
Acompanhando a queda das bolsas lá fora e das commodities, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 1,47% nesta tarde, atingindo 36.899 pontos. O volume financeiro segue baixo: R$ 1,498 bilhão.
Com o mercado reagindo negativamente aos resultados reportados pela companhia na última quinta-feira, o principal destaque de queda desta sessão fica por conta das ações ordinárias da Lojas Renner (LREN3), que registram desvalorização de 10,68% e são cotadas a R$ 16,48. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a 53,27%.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
Cód.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
LREN3
Lojas Renner ON
16,48
-10,68
-53,27
15,34M
BNCA3
Nossa Caixa ON
31,23
-9,61
+37,49
15,17M
CYRE3
Cyrela Realty ON
11,20
-7,44
-53,64
13,12M
DURA4
Duratex PN
17,30
-6,49
-59,16
1,77M
ALLL11
ALL UNT N2
9,95
-6,48
-56,62
20,64M
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
Cód.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
ARCZ6
Aracruz PNB
2,78
+11,20
-77,63
16,86M
PRGA3
Perdigão ON
32,07
+6,90
-26,36
9,67M
KLBN4
Klabin PN
3,92
+5,95
-37,44
5,39M
CCRO3
CCR Rodovias ON
20,81
+4,47
-20,21
13,07M
VCPA4
VCP PN
21,70
+3,43
-59,96
3,40M
* – Lote de mil ações 1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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Temores de recessão mantêm bolsas em queda

23/10/08 – 07h51 – Atualizado em 23/10/08 – 07h51

Na Europa, bolsa da Espanha tem as maiores perdas.
Bolsa de Tóquio encerrou o pregão com baixa de 2,46%.

Do G1, em São Paulo

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Os temores de que a crise financeira esteja levando o mundo para uma recessão global seguem derrubando as bolsas em todo o planeta nesta quinta-feira (23). Seguindo as fortes perdas da véspera, as bolsas da Europa voltam a operar no vermelho.

Por volta das 7h40, a bolsa de Londres recuava 1,32%. No mesmo horário, o índice CAC-40, de Paris, perdia 1,61%, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuava 2,32%.

 

Pelo segundo dia, a bolsa de Madri lidera as perdas na região, com baixa de 4,15%. O mercado espanhol sofre as conseqüências da decisão da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de enviar ao Congresso um projeto de lei para reestatizar a previdência no país. Muitas empresas espanholas têm grandes investimentos no país sul-americano e investidores temem que a Argentina caminhe para outro default. 

Ásia

O mercado asiático de valores seguiu abalado com o temor de recessão global e encerrou as negociações desta quinta em forte queda. O maior prejuízo foi registrado na Coréia do Sul. O principal índice de Seul, o Kospi, terminou o pregão com perdas de 7,48%, a segunda maior baixa do ano.

 

A Bolsa de Valores de Tóquio também concluiu a sessão desta quinta no vermelho. O índice Nikkei sofreu prejuízo de 2,46%.  O indicador Hang Seng da Bolsa de Hong Kong registrou seu terceiro tombo consecutivo ao encerrar o pregão em queda de 3,55%. Em Xangai, o indicador geral concluiu a sessão em baixa de 1,07%. 

 

 

Reunião anticrise

No próximo dia 15, líderes mundiais devem se reunir em Washington, nos Estados Unidos, para discutir como enfrentar a crise e evitar outras no futuro. 

 

O presidente George W. Bush, em fim de mandato, havia se oferecido no último sábado para receber a reunião de chefes de estado. A reunião acontece em um sábado, 11 dias depois do dia da eleição presidencial norte-americana . 
 

Com informações da Efe, BBC e France Presse

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Bolsas derretem no mundo todo; Bovespa cai mais de 7%

sexta-feira, 10 de outubro de 2008, 12:47 | Online

 

Na Europa, as bolsas fecharam em queda de mais de 8%. Em NY, Dow Jones tem queda de quase 40% no ano

Da Redação

 

SÃO PAULO - As bolsas têm mais um dia de pânico no mundo todo. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o país tem ferramentas para conter a crise. Contudo, os investidores estão céticos e correm para tentar um porto seguro para colocar suas aplicações. A falta de crédito, a expectativa de resultados ruins das empresas no terceiro trimestre e os temores de recessão agravam o quadro de incertezas quanto à solidez do sistema bancário mundial. 

Veja também:

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linkA cronologia da crise financeira especial

 

Na Europa, as bolsas fecharam em queda forte. Londres despencou 8,48%; Frankfurt caiu 7,01%. Paris desabou 7,73%, o menor nível desde outubro de 2003. A bolsa de Madri deslizou 9,1% e fechou no patamar mínimo desde 2005. Em Nova York, a queda do índice Dow Jones no ano se aproxima de 40% e, às 12h40, opera em baixa de 3,90%. A Nasdaq cai 3,22%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despenca 7,72%, depois de ter alcançado uma baixa de 10% às 10h34 e, com isso, os negócios foram interrompidos pela terceira vez nesta semana.

 

É o chamado circuit breaker, um procedimento estabelecido pela Bolsa, sempre que o Ibovespa – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas – chega a uma queda de 10% em relação ao índice de fechamento do dia anterior. Os negócios ficaram interrompidos por 30 minutos.

 

Analistas estão em estado de choque com o rumo que o mercado vem tomando. “É impossível precificar qualquer ativo com o mercado desse jeito”, disse uma fonte. A expectativa é que a evolução da Bovespa seguirá as bolsas norte-americanas. Dadas as condições atuais de mercado, analistas dizem que uma queda do índice Dow Jones ao redor de 2% já “seria bom”. Nas mesas, já se fala na possibilidade de o Ibovespa cair para os 32 mil pontos.

 

Empresas

 

A situação das empresas também preocupa. A General Motors afirmou nesta sexta-feira que não estuda pedir concordata, apesar das quedas de suas vendas e da crise no mercado de crédito, que derrubaram as ações da montadora norte-americana para os menores níveis em quase seis décadas. O papel da companhia, que integra o índice Dow Jones, subia 5,04%, para US$ 5,00, às 11h25 (de Brasília).

 

 

No comunicado, a GM afirma que as especulações em torno de um pedido de concordata são “exageradas e não construtivas”. Analistas dizem que uma decisão como essa não seria uma opção atraente para a montadora, porque poderia resultar numa queda maior ainda de suas vendas, já que mais clientes evitariam comprar carros de uma empresa concordatária.

 

 

Ontem as ações da GM fecharam em queda de 31%, cotadas a US$ 4,76, o menor nível desde 1950. A queda ocorreu após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s ter afirmado que a classificação para a companhia pode cair ainda mais, restringindo mais o acesso da empresa aos mercados de capitais.

 

Reuniões no final de semana

 

 

Mesmo sem os mercados, o final de semana promete ser agitado. Bush vai se reunir amanhã de manhã na Casa Branca com os ministros das Finanças do G-7 e os presidentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird) para discutir a crise. Uma reunião desse tipo é bastante incomum e demonstra a grande preocupação de Bush.

 

”O presidente terá a oportunidade de ouvir diretamente dos ministros das Finanças relatos dos efeitos da crise financeira em cada um dos países e as medidas que estão sendo adotadas para lidar com esses desafios, de forma individual e coletiva”, disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

 

Hoje, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, reúne-se com ministros e presidentes de bancos centrais do G7. Mas ele vem tentando baixar a expectativa sobre o encontro e disse que não espera grandes anúncios. Havia pressão para que fosse anunciado um pacote de resgate global.

 

”Os participantes vão comparar as medidas que estão sendo adotadas em cada um dos países”, disse David McCormick, subsecretário do Tesouro para assuntos internacionais. Segundo ele, não existe solução única para a crise, embora países venham coordenando cortes de juros, injeções de liquidez e garantias em depósitos bancários.

 

 

Missão brasileira

 

 

Preocupado com a reação do mercado interno às novas medidas do Banco Central (BC) contra a crise financeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma reunião de emergência ontem, no Palácio do Planalto, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles. No início da noite, Lula já sabia que o uso de reservas do BC para reduzir o preço do dólar teve efeito e a situação no mercado estava “um pouco” melhor. Mas temia perdas de grandes empresas brasileiras, como ocorreu com a Aracruz e a Sadia.

 

A convocação obrigou Mantega e Meirelles a adiarem para a noite de ontem a viagem a Washington, onde teriam durante a tarde uma série de encontros com autoridades do governo americano e representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI). Um avião Legacy da Aeronáutica foi posto à disposição dos ministros para a viagem ainda ontem.

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Clima se deteriora e bolsas rumam ao campo negativo após uma abertura amena

Por: Nathália A. Terra Pereira
17/07/08 – 12h46
InfoMoney

SÃO PAULO – Após uma manhã tomada pelo otimismo ao redor dos resultados corporativos divulgados, os temores acerca da economia norte-americana voltam a marcar presença e condicionam um cenário instável nas principais bolsas do mundo na tarde desta quinta-feira (17).

No começo do dia, o JPMorgan divulgou seu desempenho do segundo trimestre deste ano, que, embora tenha trazido uma queda no lucro líquido frente ao mesmo período de 2007, veio consideravelmente melhor do que apostavam os analistas. Os balanços da Intel também se constituíram como uma surpresa positiva, e acrescidos os bons números trazidos pelo Housing Starts em junho, as praças caminhavam para um dia ameno.

Até a divulgação do Philadelphia Fed Index. O indicador, responsável pelo nível de atividade industrial na região, uma das mais importantes dos EUA, apontou uma queda acima do esperado neste mês de julho, reacendendo os receios de iminência de uma recessão na maior economia do mundo. Por aqui, a agenda passa incólume, transferindo destaque para Petrobras e Vale, que despontam no lado negativo do Ibovespa.

Treasuries e petróleo
A despeito da inflexão sofrida pelas bolsas em Wall Street, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referencial de juro a longo prazo nos EUA, registra alta, puxando negativamente seu preço. Já o risco-país, a 235 pontos, registra um acréscimo de 2 pontos frente ao fechamento da última sessão.

Por sua vez, após uma abertura em forte queda, que seria sua terceira consecutiva, o preço do barril de petróleo também sofre forte mudança em seu rumo, a despeito dos temores de menor consumo no mundo. Na praça de Nova York, a valorização registrada é de 1,22%, com o barril da commodity sendo negociado a US$ 136,12.

Câmbio e renda fixa
Contrariando a volatilidade lá fora, o dólar comercial mantém seu movimento descendente apresentado desde a abertura das negociações. A moeda norte-americana é cotada a R$ 1,590, o que representa um decréscimo de 0,44%.

Em contrapartida, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas predominantemente em alta na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), mais sensíveis ao clima externo.

Ibovespa instável
Em dia instável, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta desvalorização de 1,47% nesta tarde e atinge 61.141 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,097 bilhões.

O destaque negativo da sessão fica para o desempenho das ações ordinárias da Vale (VALE3), que registram desvalorização de 5,49% e são cotadas a R$ 46,50. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a 21,04%.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
VALE3 Vale Rio Doce ON 46,50 -5,49 -21,04 128,54M
VALE5 Vale Rio Doce PNA 40,56 -4,79 -19,39 1,02B
BRAP4 Bradespar PN 36,52 -4,52 -22,48 46,29M
RSID3 Rossi Resid ON 12,40 -4,39 -44,89 7,27M
DURA4 Duratex PN 31,70 -4,11 -26,36 6,45M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
KLBN4 Klabin PN 5,98 +3,28 -7,28 3,58M
BRTP4 Brasil T Par PN 25,47 +3,12 +4,72 4,86M
LIGT3 Light ON 24,88 +2,94 -9,50 5,63M
ELPL6 Eletropaulo PNB N2 38,15 +1,84 +7,82 5,62M
TLPP4 Telesp PN 44,69 +1,71 +4,48 787,01

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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Confira as alterações para este pregão e as previstas para o de 26 de maio

Por: Bovespa
23/05/08 – 10h38
Bovespa

SÃO PAULO – Confira as alterações para este pregão de 23 de maio, bem como as previstas para o de 26 de maio:

Alteraçoes para este pregão de 23/05/2008

ALTERE SEC (ALTR) – CRI´s da 1a emissao, 6a serie ex-juros e ex-amortizacao.

BANESTES ( BEES) – Ficam liberados os negocios com as acoes preferenciais de emissao desse banco sob o codigo “BEES4″.

FDC OURINVES (ORVT-MB) – Cotas seniores da 2a serie ex-amortizacao.

GERDAU (GGBR-N1)
GERDAU MET (GOAU-N1) – Acoes escriturais ex-juros.

SUL 116 PART (OPTS-MB) – Acoes escriturais ex-subscricao.

Alterações previstas para o pregão de 26/05/2008

ALPARGATAS (ALPA-N1) – Acoes escriturais ex-juros.

FDC SABESP I (FSBP) – Cotas seniores da 1a emissao, serie unica ex-amortizacao.

FIBRA SEC (FBSC) – CRI´s da 1a emissao, 1a serie ex-juros e ex-amortizacao.

ITAUSA (ITSA-N1) – Direitos ultimo dia.

OGX PETROLEO (OGXP) – As acoes de emissao dessa empresa passam a ser negociadas na forma grupada (121,1448/1).

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Cena corporativa assume destaque e sustenta manhã positiva nas principais bolsas

Por: Equipe InfoMoney
12/05/08 – 08h38
InfoMoney

SÃO PAULO – Uma semana permeada por diversos dados acerca da economia norte-americana, em destaque pelos temores de uma recessão, inseridos em uma esfera corporativa igualmente atribulada. Assim deverão ser os cinco próximos dias às principais praças financeiras do mundo.

Os próximos pregões trarão novas referências sobre os setores imobiliário e industrial dos EUA, como o Housing Starts e o Indutrial Production, além de outros indicadores de peso, como o Retail Sales. O cenário inflacionário também marca presença por meio do CPI, agendado para a quarta-feira.

Entretanto, esta segunda-feira (12) vem amena, trazendo apenas os números de abril do Treasury Budget, com divulgação prevista para as 15h00, que segundo projeções majoritárias dos analistas deverá reportar um déficit de US$ 157,5 bilhões.

Agenda doméstica dá destaque à inflação
No Brasil, a agenda econômica vem pouco expressiva nesta semana. Todavia, isto não significa que os mercados devam estar desatentos aos – ainda que poucos – indicadores previstos, pautados principalmente pelo panorama inflacionário, como o IGP-10 de abril.

Nesta sessão, a inflação também marca presença, por meio da primeira prévia do IPC-Fipe de maio, que apontou uma alta nos preços maior do que a registrada no mesmo período de abril. Ainda para esta segunda-feira, estão previstos os dados semanais da balança comercial brasileira, além da Pesquisa Industrial de Emprego e Salário e do relatório Focus.

Dia é de resultados da Petrobras
No que concerne à esfera corporativa doméstica, em destaque pela temporada de resultados, a grande referência do dia fica por conta da divulgação dos balanços trimestrais da Petrobras, que segundo a média dos analistas consultados pela InfoMoney deverá reportar um lucro líquido de R$ 5,503 bilhões, uma expansão de 33,2%.

Mas não é só da petrolífera que vive o noticiário corporativo por aqui nesta segunda-feira, que contém ainda diversos resultados de blue chips, como os da siderúrgica Gerdau, bem como os da TAM, Cesp e CPFL Energia.

Cena corporativa sustenta manhã de ganhos
Lá fora, referências corporativas também chamam a atenção dos investidores e conseguem ocupar o lugar de destaque do pregão, dada sua agenda econômica escassa. Assim foi na Ásia, cujos mercados fecharam em alta propiciada por projeções mais otimistas de resultados e aquisições locais realizadas.

Já nas bolsas européias, a valorização registrada é liderada por ações atreladas a commodities, como as da Dana Petroleum, que operam em patamar histórico devido à descoberta de novo campo de petróleo no Mar do Norte. Os mercados futuros norte-americanos seguem a tendência, apontando uma abertura positiva em Wall Street.

O clima de ganhos no mercado acionário norte-americano deve-se a projeções favoráveis por parte dos analistas para os resultados da varejista Wal-Mart, ainda não divulgados pela companhia. Já o barril de petróleo mostra trajetória declinante nesta segunda-feira, após seis altas consecutivas na praça de Nova York.

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