23/07/08 – 17h33
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No entanto, é preciso cuidado para o barato não sair caro. “Muita gente quando quer fazer uma mudança em casa, pensa logo em pintar, por ser uma opção relativamente barata, com grande efeito e bem simples de ser feita. Mas é preciso que o leigo, que quer fazer o serviço sozinho, tome alguns cuidados básicos, porque se o trabalho não for bem conduzido e tiver que ser refeito, a economia vai embora”, explica o gerente de produtos da loja Tintas São Caetano, Artur Bottura.
Para ele, evitar o retrabalho é a melhor forma de economizar. “E como se faz isso? Usando produtos de boa qualidade, sabendo escolher qual o pincel, o rolo, a tinta mais adequada para cada superfície e prestando atenção nas instruções de uso do produto. Tem gente que quer fazer a tinta render mais e enche de água, outros porém, acham que não é preciso água, que é só abrir a lata e aplicar para ter um bom resultado. Nenhum dos dois está certo, o correto é seguir as instruções de cada embalagem”, ensina.
Escolhendo as ferramentas
Para evitar o retrabalho, os consultores técnicos da Tintas Solventex, José Luiz Moio e José Alves Cintrão Neto, ensinam como escolher os materiais adequados para cada tipo de pintura. Eles explicam, por exemplo, que os rolos são ideais para áreas grandes como paredes ou tetos. “Além disso, para cada tinta há um tipo de rolo. O de lã (pêlo baixo) é indicado para tintas PVA e Acrílica, o de espuma é indicado para esmaltes, tinta óleo e vernizes, enquanto o de espuma rígida ou borracha serve para dar efeito em textura”.
Os pincéis também seguem uma regra: “A qualidade do pincel escolhido tem efeito direto no acabamento e na facilidade em controlar e aplicar a tinta; por isso, não economize demais na hora de escolher o seu, aqui qualidade faz muita diferença. E preste atenção: pincéis com cerdas escuras são indicados para aplicação de tintas à base de solvente como os esmaltes, tintas óleo e vernizes e os de cerdas grisalhas são para aplicação de tintas a base de água como as tintas PVA e Acrílica”.
Também é fundamental saber limpar as ferramentas ao final de cada dia de trabalho, para não inutilizar os materiais. “Pincéis e rolos que foram usados com tintas à base de solvente, esmalte, verniz e tinta óleo precisam ser limpos com jornal e lavados com água raz ou thinner. Já os que usaram tintas a base de água só precisam lavar o material com água e sabão”.
Evitando problemas
Para evitar o surgimento de manchas esbranquiçadas na superfície pintada, chamada de eflorescência, é essencial aguardar a secagem da superfície antes de aplicar a tinta.
Bolhas em pinturas sobre alvenarias em paredes internas podem ser evitadas com a eliminação da poeira do lixamento da massa corrida e diluindo muito bem a tinta. O uso de massa corrida muito fraca, de baixa qualidade, também pode provocar bolhas.
O descascamento da tinta pode ocorrer quando a pintura for executada sobre caiação (camada de pó de cal). Evite este problema eliminando as partes soltas ou mal aderidas, raspando ou escovando a superfície. Para evitar que a pintura se esfarele com o tempo, deve-se aguardar 28 dias em média para que um reboco novo esteja curado.
“Grande parte dos problemas acontecem porque as pessoas não obedecem às regras: elas querem dar a segunda demão de tinta antes da primeira secar por completo, ou não preparam a superfície adequadamente para receber a tinta. Mais uma vez basta seguir as instruções das embalagens, ou em caso de dúvida, conversar com o atendente da loja, a maioria deles é treinada para orientar os consumidores”, afirma Bottura.
Dicas práticas