Arquivo para Câmbio

BC altera o Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais

15/8/2008 17:37:00

 

 

 

 

Brasília – A Diretoria do Banco Central aprovou a Circular nº 3.401 que altera o Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais. As mudanças visam reduzir os custos de transação, simplificar e desburocratizar as regras do mercado de câmbio. Notem-se as principais alterações do normativo:

1 - Fim do limite de posição comprada em câmbio das institituições financeiras não-bancárias (corretoras, por exemplo). Até hoje, o limite máximo de posição comprada era de US$ 500 mil. As regras prudenciais existentes determinam que as instituições financeiras detenham capital em valor suficiente para suportar a exposição cambial dessas instituições, o que permite a eliminação do limite. As instituições financeiras não-bancárias continuam impedidas de ter posição vendida em câmbio;

2 – Eliminar a restrição para uso de cartão de crédito emitido no exterior no pagamento de serviços prestados por pessoas físicas ou jurídicas brasileiras fora do território nacional. A regra atual só permite o uso desse instrumento se o serviço for prestado no País;

3 – Eliminação da obrigação de informar ao Banco Central com antecedência mínima de 30 dias a quitação antecipada de compromissos de natureza financeira no exterior registrados nesta autarquia;

4 – Aumentar de 720 para 750 dias o prazo máximo de liquidação das operações interbancárias, de arbitragem e a termo. Com a mudança, o Banco Central promove uma equalização com as regras para a liquidação das operações de exportação;

5 – Permissão do uso do boleto simplificado de câmbio para todas as operações de câmbio de liquidação pronta. A regra só não é válida para as transações sujeitas à obrigação de registro no Banco Central (investimento, empréstimos e financiamentos, por exemplo). Atualmente, o uso do boleto simplificado está restrito a operações como a venda de câmbio a turistas e as exportações simplificadas.

Clique para acessar a Circular nº 3.401.

Brasília, 15 de agosto de 2008

Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
imprensa@bcb.gov.br

 

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BC – Circular 3401

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Fiesp defende mudanças no câmbio

Domingo, 10 de Agosto de 2008 

 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) insiste na defesa de medidas para interferir na persistente valorização do real ante o dólar. A principal delas é a criação do “Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) em reais”, que possibilitaria o financiamento das exportações com o uso da moeda nacional. Hoje, o exportador recebe os ACCs em reais, porém o financiamento precisa ser feito no exterior. A substituição do financiamento externo pelo interno eliminaria a entrada antecipada de dólares no País. Para a Fiesp, os exportadores vão perder este ano US$ 90 bilhões por causa do câmbio.

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BC divulga fluxo cambial e posição de câmbio dos bancos em maio

04/06/2008 13h07

Brasília - O Banco Central do Brasil divulgou, em 04/06/2008, os números do fluxo cambial e da posição de câmbio dos bancos em maio. Os dados do fluxo cambial e da posição de câmbio dos bancos estão disponíveis nos seguiintes links:

http://www.bcb.gov.br/pec/indeco/Port/ie5-23.xls
http://www.bcb.gov.br/pec/indeco/Port/ie5-24.xls

04 de junho de 2008

Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
(61) 3414-3462
imprensa@bcb.gov.br

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CMN facilita compra de dólares para viagens

Sexta-Feira, 30 de Maio de 2008 

 

Em convênio com bancos, agências de viagem e hotéis venderão a moeda

Renata Veríssimo, BRASÍLIA

O governo aprovou ontem um conjunto de medidas para facilitar e reduzir o custo das operações de câmbio de baixo valor. Ao simplificar as normas, o Banco Central (BC) quer atrair novos agentes para operar nesse mercado e facilitar a vida, por exemplo, das pessoas que precisam comprar pequenas somas de dólares para viajar ou enviar dinheiro ao exterior. A diretora de Assuntos Internacionais do BC, Maria Celina Arraes, disse que pequenas transações de câmbio e transferências internacionais não são de interesse dos bancos já autorizados a operar nesse mercado.

Por isso, uma das medidas aprovadas ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) permite que qualquer pessoa jurídica, depois de assinar convênio com os bancos autorizados, possa transferir moeda estrangeira do Brasil ao exterior ou receber valores de outros países. Cada operação está limitada a US$ 3 mil. Uma possibilidade seria realizar essas transferências em casas lotéricas, agências de fomento ou cooperativas de crédito.

“Hoje somente bancos autorizados em operar em câmbio e instituições financeiras não-bancárias podem realizar esses serviços em seus balcões. O que está se ampliando é o local onde as pessoas vão negociar, entregar ou receber sua moeda”, disse o gerente-executivo de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do BC, Geraldo Magela Siqueira. A responsabilidade pelas operações será do banco que fez o convênio.

Para instituições não bancárias já autorizadas a operar, como as casas de câmbio, o limite para transferências unilaterais foi ampliado de US$ 10 mil para US$ 50 mil. As operações via bancos não têm restrição de valor. Segundo o BC, as transferências unilaterais somaram US$ 3,5 bilhões em 2007.

Outra medida possibilita que empresas registradas no Ministério do Turismo, como agências, hotéis e pousadas, possam comprar e vender moeda estrangeira, sem o registro no BC. Essa permissão aumenta significativamente o número de operadores de câmbio.

Hoje, apenas 240 agentes de turismo fazem troca de moeda, por terem autorização do BC. Agora, por meio de convênios com os bancos, as 11 mil agências de turismo, 5,2 mil hotéis e outras 9 mil empresas ligadas a turismo com registro no Ministério do Turismo poderão comprar ou vender dólar. Cada operação também foi limitada a US$ 3 mil. A média dessas operações hoje é de US$ 1,2 mil.

As instituições também não poderão exigir a apresentação de vários documentos para a venda ou compra de moeda estrangeira até o valor de US$ 3 mil. O comprador ou vendedor terá apenas que apresentar um documento de identificação.

Atualmente, alguns bancos exigem o passaporte ou o bilhete de passagem área. O BC também simplificará o registro dessas operações pelos bancos. As instituições reclamam de ser obrigadas a colocar cada operação, separadamente, no sistema de informações do Banco Central com o mercado (Sisbacen).

REAIS

Os bancos autorizados a operar no mercado de câmbio também poderão realizar operações com bancos do exterior, recebendo e entregando reais em espécie. Maria Celina disse que bancos nos Estados Unidos, Japão e Europa apresentaram interesse nessa medida, além do fato de muitos turistas estrangeiros quererem adquirir a moeda brasileira no exterior para viajar ao Brasil.

A última medida autorizou as instituições financeiras não-bancárias a contratar operações de até US$ 50 mil na modalidade de câmbio simplificado para importações e exportações. O valor anterior era de até US$ 20 mil por operação. A decisão unifica as normas do BC com as da Receita Federal.
COLABOROU ADRIANA FERNANDES

O PACOTINHO CAMBIAL

CMN aprova medidas para baratear e dar capilaridade às operações de câmbio de valores baixos

Qualquer empresa poderá receber ou transferir para o exterior até US$ 3 mil por operação. Basta fazer convênio com bancos autorizados a operar em câmbio

Para empresas não bancárias – como corretoras e casas de câmbio -, o limite para transferências unilaterais passa de US$ 10 mil para US$ 50 mil. Bancos não têm limite e continuarão sem limite

Agências de turismo, hotéis, pousadas e empresas ligadas ao turismo poderão comprar e vender moeda estrangeira sem precisar de registro no BC. Elas devem ser credenciadas no Ministério do Turismo. Cada operação está limitada a US$ 3 mil

BC autorizou as instituições que operam com câmbio a dispensar a apresentação de documentos para comprar ou vender moeda estrangeira até o limite de US$ 3 mil. O comprador ou vendedor terá apenas que se identificar. Hoje, algumas empresas exigem passaporte ou bilhete de viagem

O limite para operações de câmbio simplificadas para exportações e importações passa de US$ 20 mil para US$ 50 mil nas instituições não-bancárias. A Receita já baixou norma nesse sentido para facilitar as operações de comércio exterior das pequenas e médias empresas. A medida faz parte da política industrial anunciada em 12 de maio.

Bancos poderão realizar operações de câmbio com bancos do exterior, recebendo e entregando reais em espécie. A medida ajuda turistas estrangeiros que querem desembarcar no Brasil portando reais.

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CÂMBIO: Especulações de fundo soberano puxa queda do dólar

manchete investNews 4 | 23/05 – 13:17

As especulações sobre a suspensão do fundo soberano trouxe um certo alívio aos negócios relacionados a câmbio. Mas o ambiente internacional mais tenso, pressionado pelos temores da inflação, devido à nova alta no preço do petróleo, reduziu o apetite por risco. No fim da manhã, o dólar comercial estabilizou-se a R$ 1,657 na compra e a R$ 1,658 na venda.
Nas mesas de operações, circula a notícia de que o presidente Luis Inácio Lula da Silva teria interrompido o envio do projeto de lei ao congresso que criaria o Fundo Soberano Brasileiro, a ser utilizado para financiamento de empresas brasileiras e contenção da apreciação do real. No entanto, também há rumores de que o governo estaria estudando utilizar recursos das reservas internacionais para a criação do Fundo, idéia rechaçada por Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.
No campo corporativo, destaque para o forte interesse de grandes bancos brasileiros, como Itaú e Bradesco, à aquisição do banco estatal Nossa Caixa. Com a possível incorporação pelo banco do Brasil, as ações da Nossa Caixa dispararam mais de 40%.
Em Wall Street, os investidores assimilam os dados de moradia. Segundo a Associação de Corretora de Imóveis, o número de venda de casas usadas nos EUA recuou 1% em abril, para uma taxa anualizada de 4,89 milhões de unidades, ainda assim, o resultado ficou acima das expectativas.
Como de costume, o banco central comprou dólares no mercado de câmbio. A taxa de corte ficou em R$ 1,6566. (Simone e Silva Bernardino – InvestNews)

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