23/06/08 – 13h02
InfoMoney
A categoria reivindica o repasse do aumento do preço do óleo diesel, a instituição de um referencial de valor por quilômetro rodado, o arquivamento do projeto de lei que derruba o vale-pedágio, a fiscalização do pagamento deste vale e do excesso de peso nos caminhões e mais segurança nas estradas.
Restrição a caminhões
Em São Paulo, os caminhoneiros exigem também mudanças nas regras para melhoria do trânsito, que proíbem o tráfego de caminhões na cidade entre 5h e 21h. De acordo com informações da Agência Brasil, eles querem que as marginais, utilizadas por quem precisa cruzar a cidade para ir em direção ao sul do país e ao Mercosul, sejam liberadas.
O perímetro de restrição abrange muitas das principais ruas e avenidas de acesso da cidade, mas estão fora as marginais Tietê e Pinheiros, a Rua das Juntas Provisórias, as avenidas dos Bandeirantes, Tancredo Neves, Salim Farah Maluf e Professor Anhaia Melo, e o entorno do Ceagesp e da Zona Cerealista, que é a área utilizada para carga e descarga dos produtos do Brás. No entanto, para esses locais, será estabelecido um rodízio que funcionará nos mesmos moldes do rodízio para veículos de passeio.
Segurança
O pedido de aumento da segurança nas estradas não é à toa. O presidente da Abcam (Associação Brasileiro dos Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, explica que, somente este ano, já foram roubados mais de R$ 300 milhões em cargas e um caminhoneiro foi morto. A questão da segurança pode piorar com as novas regras em São Paulo, uma vez que os caminhoneiros serão obrigados a circular de madrugada.
Em entrevista realizada no início de abril, o vice-presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Roberto Mateus Ordine, afirmou que a regra instituída pela prefeitura deve agravar o problema da segurança na cidade. “É uma constatação de todos os empresários: há mais roubos de carga de madrugada. Por exemplo, na região da 25 de março, quando entregas eram feitas de madrugada, todos os dias, religiosamente, ocorria no mínimo um roubo. A questão se agrava em bairros periféricos”.
“A gente já cansou de negociar com o governo e ninguém faz nada. Então, a posição que estamos tomando é a seguinte: tem dia para parar, mas não tem dia para voltar”, afirmou Lopes, com relação à paralisação.
Greve
Os caminhoneiros não bloquearão as estradas durante a greve. “Nossa orientação é para que os usuários de estradas não sejam prejudicados”, disse o presidente da Abcam. A expectativa da categoria é de que as negociações com governos estaduais, municipais e federal, além do empresariado, só ocorram depois do início da greve.