Arquivo para Caminhões

Prefeitura permite que veículo pequeno circule das 10 às 16h

Sexta-Feira, 04 de Julho de 2008 

Decreto inicial previa restrição total em novembro; secretário diz que não cedeu a pressões

Naiana Oscar

A partir de agosto, os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), com até 6,3 metros de comprimento, só poderão circular na Zona Máxima de Restrição, de 100 quilômetros quadrados, das 10 às 16 horas, respeitando um rodízio de placas pares e ímpares.

O decreto publicado de 18 de junho criava uma restrição gradual para os VUCs, até que eles fossem totalmente proibidos de circular, das 5 às 21 horas, na zona de restrição. Antes disso, veículos de placas pares circulam em dias pares e os de placas ímpares, em dias ímpares.

O secretário negou que houve um recuo e disse que, no decreto, a restrição total aos VUCs entraria em vigor somente se a Prefeitura julgasse necessário. No primeiro dia de medidas, caminhoneiros pararam o trânsito da cidade em protesto contra as medidas da Prefeitura, mas o secretário garante que as mudanças não ocorreram para atender a uma pressão da categoria.

“Como os resultados da primeira semana foram satisfatórios, entendemos que não seria preciso adotar essa medida”, disse Moraes. Ele afirma que, entre segunda-feira e ontem, os congestionamentos tiveram uma redução média de 30% em relação às férias escolares de julho do ano passado.

Na quarta-feira, o Sindicato dos Condutores de Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp) pediu, em reunião com o secretário, que caminhões com 1,4 metro de comprimento a mais que os VUCs pudessem circular no centro expandido. O pedido não será atendido. Outras solicitações ainda estão sendo estudadas.

AUTUAÇÕES

Em 48 horas de operação, foram 3.445 autuações e uma arrecadação estimada em R$ 293.272. Agora, a Prefeitura afirma que o esforço de fiscalização dos caminhões na cidade será mantido mesmo após o fim das férias de julho. E anunciou a contratação de mais 265 marronzinhos. Atualmente, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tem 1.700 agentes de trânsito. Desde o início da restrição, na segunda-feira, o prefeito Gilberto Kassab disse que seria tão rigoroso quanto foi com a Lei Cidade Limpa.

A nova legislação proíbe que caminhões grandes circulem pela área de 100 km² das 5 às 21 horas. Os condutores podem ser punidos com multa de R$ 85,13 – e levam 4 pontos na carteira. A penalidade pode ser aplicada a cada duas horas, se o motorista insistir em circular pela área restrita.

No fim desse período, ele terá acumulado 32 pontos na CNH e uma multa de R$ 621,04. Se esse motorista tiver infringido o rodízio municipal, será punido de novo. Os Veículos Urbanos de Carga, que estão submetidos a um rodízio de placas e ímpares, podem acumular até três infrações: trafegar em local proibido, desrespeitar o rodízio específico criado para eles e ainda o rodízio municipal, das 7 às 10 horas.

A Zona Máxima de Restrição foi dividida em 16 células, com 72 pontos de fiscalização. Nesta semana, a Prefeitura aplicou, em média, uma multa por minuto aos veículos que desrespeitaram as novas regras. O balanço ainda não inclui as autuações feitas pela PM.

“Os números da fiscalização demonstram a grande adesão dos caminhoneiros e das empresas à medida”, disse o secretário. Segundo Moraes, durante a operação, além de autuar os caminhões por conta da nova legislação, PMs cumpriram mandados de prisão e apreenderam veículos de carga por outras irregularidades.

Na primeira semana, a CET registrou uma queda nos congestionamentos de cerca de 30%. Às 13h30 de quarta-feira, a lentidão chegou a 10 quilômetros. “Como num dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo”, comparou Moraes.

Nas férias escolares, quando cerca de 700 mil automóveis saem de circulação, os índices de congestionamento sofrem redução de 20%. Em agosto, Moraes admite que esse porcentual voltará, mas afirma que o trânsito continuará melhor.

Os piores índices foram registrados na terça-feira . A lentidão foi em média 60% maior do que no primeiro dia da medida. Segundo o secretário, os congestionamentos resultaram de 20 acidentes que ocorreram ao longo do dia.

Desde o início de março, quando a capital registrou seis recordes consecutivos de congestionamento em 15 dias, a pressão para que a Prefeitura apresentasse alternativas ao trânsito aumentou. Em pleno ano eleitoral, começaram a ser anunciadas medidas. A restrição de caminhões começou a ser estudada paralelamente à possibilidade de ampliar o rodízio de veículos.

 

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Caminhão agora terá rodízio nas Marginais

Sexta-Feira, 04 de Julho de 2008 

Prefeitura espera reduzir em 10% o congestionamento no anel viário

 

Naiana Oscar

No quarto dia de restrição a caminhões em São Paulo, a Prefeitura anunciou novas medidas para limitar ainda mais o tráfego de veículos pesados na cidade: ampliou o rodízio municipal de veículos para caminhões nas Marginais do Pinheiros e do Tietê, na Avenida dos Bandeirantes e na Avenida Salim Farah Maluf, entre outras. Com isso, o governo municipal espera reduzir em cerca de 10% o congestionamento no anel viário, que delimita o centro expandido de São Paulo.

link Acompanhe a situação do trânsito
link Entenda as medidas da Prefeitura especial
link Conheça propostas para melhorar o tráfego especial
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O rodízio para caminhões, nesse perímetro, começa a valer a partir do dia 28 deste mês, uma segunda-feira. O valor da multa também será de R$ 85,13, como a sanção aplicada ao descumprimento das demais restrições. A Prefeitura definiu algumas exceções, como caminhões do Corpo de Bombeiros, guinchos, produtos alimentares perecíveis, serviços públicos essenciais, Correios e coleta de lixo. Também se afrouxaram as medidas inicialmente previstas para os caminhões menores, os chamados Veículos Urbanos de Carga.

Há dez anos, quando a restrição entrou em vigor, os caminhões foram liberados para circular nas vias que delimitam o centro expandido das 7 às 10 e das 17 às 20 horas. Os caminhões, no entanto, não podiam circular na área interna desse perímetro, que tem cerca de 150 km². “Com essas medidas, a cidade vai poder sobreviver com um trânsito razoavelmente intenso até as inaugurações do Rodoanel e do Metrô”, disse o prefeito Gilberto Kassab.

Cerca de 126 mil caminhões circulam pelas Marginais e pela Avenida dos Bandeirantes nos horários de pico. Com o rodízio, a Secretaria Municipal de Transportes estima que 25 mil deixem de trafegar nesse horário. “Vai haver uma diferença significativa porque os caminhões ocupam 47% do viário”, disse o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. A fiscalização será realizada pelos mesmos radares que já monitoram os demais veículos.

IMPACTO

Os representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setcesp) não quiseram comentar ontem a adoção do rodízio nas Marginais. Eles se reuniram com o secretário Alexandre de Moraes na noite anterior e não foram comunicados da decisão.

Para o economista Jaime Waisman, mestre em Engenharia de Transportes pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, o impacto econômico poderá ser até positivo. “É pura balela falar que o veto aos caminhões na cidade vai esfriar a economia. Em qualquer metrópole da Europa ou dos Estados Unidos veículo grande de carga não entra na cidade durante o dia. Nem por isso a economia vai mal”, aponta. “O caminhão, que leva durante o dia 12 horas para fazer 20 entregas, poderá fazer 20 entregas em seis horas com o trânsito livre. Isso é economia para os transportadores. Por isso, eu acho uma boa medida”, completou.

Avaliação diferente tem o professor de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP) Nabil Bonduki, coordenador do substitutivo do Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo. “Proibir a circulação de cargas nas Marginais é inviabilizar o escoamento da produção do Sul e do Sudeste para o Porto de Santos. Acho que deve haver uma outra disciplina para os caminhões, como a restrição para circular só em três faixas das Marginais, por exemplo”, propôs.

“Esses caminhões que vão sair das ruas serão substituídos por carros menores que também vão ocupar os espaços”, ressaltou Bonduki. “Não concordo, acho que vamos paralisar o fluxo de produção do Estado.”

COLABOROU DIEGO ZANCHETTA

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Prefeitura de SP estuda mudar rodízio de caminhões

Os representantes de caminhoneiros que se reuniram ontem com o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, saíram animados do encontro. Embora o secretário não tenha afirmado que voltará atrás, os motoristas acreditam que a nova legislação será aliviada. E se não for, ameaçam parar a cidade de São Paulo novamente, com um protesto ainda maior do que o realizado na segunda-feira nas marginais. “Todas as propostas serão estudadas”, disse Moraes, que prometeu se posicionar sobre os pedidos em cinco dias.

 

Quando o plano de fiscalização foi anunciado, no dia 27 de junho, ele e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) foram enfáticos em afirmar que seriam rigorosos e não voltariam atrás em relação à restrição. As novas regras proíbem que caminhões grandes circulem por uma área de 100 km2 das 5h às 21h, com algumas exceções. Os caminhões menores, chamados Veículos Urbanos de Carga (VUC), devem respeitar um rodízio de placas pares e ímpares durante esse horário, até serem restritos também durante o dia a partir de novembro.

 

Entre as principais propostas das entidades – a maioria delas ligadas à construção civil – está a extensão do horário permitido aos caminhões de terraplenagem. Esses veículos já foram beneficiados no decreto e, atualmente, estão liberados para circular, além das 21h às 5h, das 10h às 16h. O pedido é para que os caminhões que transportam areia possam trafegar no mesmo horário do transporte de concretagem, das 21h às 16h. “Esses serviços são complementares, não dá para fazer uma coisa sem a outra”, disse Ricardo Patah, presidente da União Geral de Trabalhadores.

 

Outra proposta diz respeito aos caminhões que transportam material de construção. Hoje esse tipo de carga só pode ser transportada de madrugada em caminhões grandes ou em VUCs, com rodízio. Os sindicatos pediram a liberação, de dia, de um veículo 1,4 metro maior que o VUC, que tem até 6,3 metros. O pedido mais ousado das entidades foi o de submeter os VUCs apenas ao rodízio municipal de veículos, das 7h às 10h e das 17h às 20h. As informações são do Jornal da Tarde.

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Instituições do varejo concluem que restrição a caminhões não é viável

Por: Karin Sato
01/07/08 – 16h26
InfoMoney

SÃO PAULO – Entidades do varejo reuniram-se na segunda-feira (30), na sede da Apas (Associação Paulista de Supermercados), para discutir o Decreto 49.637, por meio do qual a prefeitura de São Paulo restringiu a circulação de caminhões na ZMRC (Zona Máxima de Restrição de Circulação), de segunda a sexta-feira, das 5h às 21h, e aos sábados, das 10h às 14h.

As instituições participantes reiteraram o apoio às iniciativas do Poder Público que visem à melhoria das condições de vida da população, declararam que estão se ajustando aos horários noturnos estabelecidos pelo decreto, mas lamentaram o aumento significativo nos custos para as empresas.

Conclusões
Confira as conclusões a que chegaram os representantes dos empresários:

  • O Decreto 49.637 conflita com a Lei do Silêncio (Psiu), uma vez que as entregas somente ocorrerão entre 21h e 5h da manhã. O governo municipal até agora não apresentou uma alternativa;
  • Haverá aumento significativo dos custos da cadeia do abastecimento e amplia-se a possibilidade de desabastecimento, em face da redução de mais de 60% do tempo disponível para descarga;
  • É necessário que os VUCs (Veículos Urbanos de Carga, os caminhões de pequeno porte) permaneçam liberados para circulação e operações de carga e descarga, para garantir o abastecimento da população;
  • As entregas diretas na casa do consumidor, tanto de gêneros alimentícios como de bens de consumo, como eletroeletrônicos, eletrodomésticos, material de construção, móveis, entre outros, não poderão ter restrição, por questões de segurança, lei do silêncio, lei dos condomínios e por conta do próprio interesse do consumidor;

Assinaram a nota com as conclusões as seguintes instituições: Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene, Perfumaria e Cosméticos), Abipla (Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Limpeza), Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo), Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas de Shopping Center), Apas, Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios) e Sindilav (Sindicato das Lavanderias).

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Caminhões são estacionados perto do Anhembi

Postado por Ao Vivo em 30 de Junho de 2008 às 16:54

Caminhões serão estacionados na região do AnhembiOs caminhoneiros que protestam nesta segunda-feira (30) contra as novas regras de restrição ao tráfego de caminhões, estabelecidas pela prefeitura, estacionaram os veículos na Rua Milton Rodrigues – que foi interditada para servir de estacionamento -, lateral ao Complexo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, às 16h49. A expectativa é que o grupo de caminhoneiros siga em caminhada até a sede da prefeitura. No horário, o trânsito na Marginal Tietê tinha se normalizado.

Por volta das 16h40, cerca de 60 caminhões seguiam pelo sentido Castello Branco da Marginal Tietê e outros 50 no sentido Ayrton Senna, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As filas ultrapassavam 6,8 km na via local da Marginal Tietê, entre a Rodovia dos Bandeirantes e a Ponte da Casa Verde. Já no sentido Castello, a via local apresentava seis quilômetros de tráfego lento, entre o Hospital Vila Maria e a Ponte Cruzeiro do Sul.

Houve confusão durante o protesto que chegou a bloquear a pista expressa da Marginal Tietê. Dois manifestantes invadiram a pista expressa sentido Penha-Lapa e se deitaram no chão, parando o trânsito. Policiais militares que fazem a segurança no local entraram na pista para impedir o protesto. Houve tumulto e os dois manifestantes foram retirados

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Caminhoneiros decidem seguir a pé até prefeitura

Postado por Ao Vivo em 30 de Junho de 2008 às 16:00

trânsito

Policiais militares negociam com manifestantesApós a confusão que chegou a bloquear a pista expressa da Marginal Tietê, os caminhoneiros decidiram, em acordo com a Polícia Militar, deixar os veículos estacionados em uma área próxima ao Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte, e seguir em caminhada até a prefeitura de São Paulo.

Às 15h52, com apoio de técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), eles decidiam o lugar exato onde iriam deixar os veículos. A estimativa inicial da PM era de que cerca de 50 caminhões participavam da manifestação na pista local da Marginal e existia a perspectiva que mais 50 veículos chegassem até o ponto. 

Por volta das 15h30, houve confusão. Dois manifestantes invadiram a pista expressa sentido Penha-Lapa e se deitaram no chão, parando o trânsito. Policiais militares que fazem a segurança no local entraram na pista para impedir o protesto. Houve tumulto e os dois manifestantes foram retirados.

Um deles foi agredido com cacetete e sofreu escoriações na barriga, nos braços e nas costas. Às 15h38, o major Ricardo Fernandes, responsável pela operação, discutia com um dos representantes sobre os rumos da manifestação.  Ele informou que fez o necessário para desobstruir a via e que a atitude dos policiais foi normal.

A PM proibiu que os caminhoneiros seguissem em seus veículos até a prefeitura como o sindicato havia planejado. O sindicato discute a possibilidade de deixar os caminhões na Marginal Tietê e seguir a pé até a prefeitura. A PM negociava com a Secretaria Municipal de Transportes uma reunião com o secretário, mas há pouco informou aos manifestantes que a prefeitura está aberta a negociações. Entretanto, o próprio sindicato deveria marcar a reunião.

Por Patrícia Araújo, do G1, em São Paulo

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Protesto já atrai 150 caminhoneiros contra rodízio em SP

[ 30 de junho de 2008 - 12h45 ]

 

São Paulo – Cerca de 150 caminhoneiros se concentram no Terminal de Cargas Fernão Dias, na Vila Sabrina, zona norte de São Paulo, e na Avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, em Santo Amaro, zona sul. Eles se preparam para sair em carreata às 13 horas, em baixa velocidade, pela Marginal Tietê rumo à Prefeitura de São Paulo, na região central. O protesto é contra a restrição ao trânsito de caminhões na cidade. 

O presidente do Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias de São Paulo (Sindicapro), Almir Macedo Pereira, espera reunir 500 caminhões no protesto. Pelas novas regras, que entraram em vigor hoje, os veículos grandes ficam proibidos de circular em uma área de 100 quilômetros quadrados das 5 horas às 21 horas. Fica instituído ainda um rodízio para caminhões de até 6,3 metros de comprimento no mesmo horário. Veículos com placas pares circulam em dias pares e com placas ímpares, em dias ímpares.

 

A proibição de circulação não vale para a Marginal Tietê, por onde passará a carreata, mas vale para a área central da cidade, onde fica a Prefeitura. Mesmo assim Pereira diz não temer as multas de R$ 85,13 por circular em local e horário proibido durante o protesto. “Estamos exercendo nosso direito de manifestação. É ditadura nos multar.” Os motoristas podem ser autuados de duas em duas horas, o que somaria oito infrações, 32 pontos na carteira e R$ 681,04 de multa.

 

O sindicato quer convencer o prefeito Gilberto Kassab (DEM) a “repensar” as restrições. Pereira espera que o paulistano entenda o protesto, mesmo que ele piore o já complicado trânsito da cidade. “O pessoal não pode ficar bravo com a gente. Fomos prejudicados e o prefeito precisa nos ouvir.” Depois da carreata, os diretores do sindicato vão se reunir para planejar novos protestos para esta semana.

 

Trânsito

 

O trânsito em São Paulo está tranqüilo. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, por volta do meio-dia havia 19 quilômetros de congestionamento na cidade, com lentidão na Marginal Tietê entre as pontes Anhangüera e Piqueri e perto da ponte Casa Verde. (Carolina Freitas)

 

 

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Restrição faz 16 caminhoneiros serem multados em SP

Dezesseis caminhoneiros receberam multas entre 5 e 7 horas de hoje por desrespeitarem a nova regra para circulação de caminhões no centro expandido de São Paulo. O número foi anunciado pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. Por volta das 10h30, ele o prefeito Gilberto Kassab (DEM) acompanhavam uma blitz organizada entre as ruas Teodoro Sampaio e Henrique Schaumann, na zona oeste, para fiscalizar o cumprimento da restrição.

 

Segundo a secretaria, um segundo balanço das infrações deve ser divulgado à tarde. A partir de hoje, entre 5 e 21 horas, os Veículos Urbanos de Carga (com até 6,3 metros de comprimento) devem cumprir um rodízio. Veículos com placas pares podem trafegar na Zona Máxima de Restrição, de 100 quilômetros quadrados, em dias pares, e os com placas ímpares, em dias ímpares.

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Caminhoneiro pode ser multado 8 vezes num só dia, a partir de segunda

Sábado, 28 de Junho de 2008 

Prefeitura de SP anuncia força-tarefa para fiscalizar a restrição; secretário espera melhorar fluidez em 17%

Naiana Oscar

 

A Prefeitura promete realizar uma força-tarefa para garantir a restrição aos caminhões que começa a valer na segunda-feira. O motorista que desrespeitar as novas regras corre o risco de perder a carteira de habilitação em um só dia. As multas serão cumulativas e, segundo o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, passarão a valer desde o início da medida, que pretende tirar em um mês 85 mil caminhões das ruas da cidade e melhorar a fluidez em até 17%.

Para cumprir tudo isso, a Prefeitura anunciou ontem um plano de fiscalização. Com o auxílio da Polícia Militar, 501 agentes de trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) terão como prioridade fiscalizar os caminhões – 200 fiscais foram remanejados da Zona Azul. Os marronzinhos ficarão distribuídos em 51 pontos fixos e também farão rondas com as 50 motos e 50 viaturas que estarão disponíveis para essa operação. Além disso, haverá blitze regulares em quatro locais, que serão alterados diariamente. “O esquema evita rotas de fuga”, disse o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes.

A secretaria informou ainda que utilizará 51 câmeras de monitoramento e 60 radares de Leitura Automática de Placas (LAP) estão em processo de licitação. Moraes garantiu ainda que a fiscalização do trânsito na cidade não ficará comprometida porque, mesmo os marronzinhos dessa operação vão manter as funções originais.

MULTAS

Os condutores de veículos de grande porte podem ser punidos por trafegarem em local e horário proibidos com multa de R$ 85,13 – e levarão quatro pontos na carteira. A penalidade pode ser aplicada a cada duas horas, se o motorista insistir em circular pela área de 100 quilômetros quadrados de restrição, das 5 às 21 horas. No fim desse período, ele terá acumulado 32 pontos na CNH e uma multa de R$ 621,04 – o que significa perder a habilitação. Se esse mesmo motorista estiver infringido o rodízio municipal de veículos será punido de novo.

Para os Veículos Urbanos de Carga (aqueles que têm até 6,3 metros de comprimento, os chamados VUCs), o rigor é ainda maior. Além de serem autuados, a cada duas horas, por trafegar em local proibido, os motoristas desses caminhões podem ser punidos com a mesma freqüência por desrespeitarem o rodízio de dias pares e ímpares que foi criado para eles. No fim de um dia, seriam 16 infrações, 64 pontos na carteira e R$ 1.362,08 de multa. A partir de novembro, os VUCs também terão de circular de madrugada. Mas, por quatro meses, a restrição para eles será gradual.

Há uma regra específica para pessoa jurídica. Se a empresa não identificar em até 15 dias o motorista que desrespeitou a lei, as infrações seguintes serão progressivas. Quem for reincidente poderá acumular multa de até R$ 3,064,18 num só dia.

 

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Sindicato promete ”parar” SP

Sábado, 28 de Junho de 2008 

Na 2.ª, cerca de 200 caminhões devem paralisar vias da capital

Mariana Oscar e Sandra Vilar

 

O Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias de São Paulo promete parar a cidade na próxima segunda-feira em protesto às medidas da Prefeitura. A partir das 11 horas, cerca de 200 caminhões devem trafegar em comboio pelas principais vias da capital. O Sindicato ameaça ainda fazer manifestações relâmpago com piquetes de trabalhadores no trânsito. O presidente da entidade, Almir Macedo Pereira, argumenta que a restrição causará um desemprego em massa, além de desabastecer a cidade.

linkEntenda todas as mudanças no trânsito

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) também se mobiliza. “Os caminhoneiros não poderão esperar a liberação das Marginais, à noite, estacionados de dia no acostamento das estradas, pois poderão ser multados pela Polícia Rodoviária. Então, eles vão aproximar-se das Marginais e, como estarão proibidos de seguir em frente, vão parar no acostamento. Como são muitos, alguma faixa será ocupada”, afirmou o presidente da organização, José Lopes.

Para o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo (Setcesp), o esforço que o governo municipal está fazendo para restringir a circulação de caminhões seria melhor aplicado na fiscalização do trânsito. “É mais útil tirar os carros irregulares de circulação do que os caminhões”, disse, o vice-presidente do Setcesp, Manoel Lima Júnior.

Ele até diz que o mercado não sofrerá desabastecimento porque os veículos de grande porte serão substituídos por menores. Mas, segundo o setor, para contornar a medida os congestionamentos podem até piorar. Um estudo divulgado pelo sindicato, no início de maio, aponta um crescimento de 500% da frota de veículos de entrega de mercadorias com o início da medida, além um aumento de 13% no custo do frete e dos serviços de logística na cidade. “De qualquer forma, vamos acatar a medida. É o que nos resta”, disse Lima.

A ABCAM, que congrega cerca de 100 mil associados em todo o País, já responsabiliza o prefeito Gilberto Kassab pelo transtorno anunciado. “São Paulo vai parar não por nossa culpa, mas por culpa do prefeito, que proibiu o tráfego de caminhões durante o dia pelas marginais”, disse. Uma nova greve dos motoristas deverá começar na segunda-feira em todo o País. O sindicalista aponta três motivos para a categoria cruzar os braços pela segunda vez este mês. “No dia 30, o pedágio e o óleo diesel vão subir de preço e, além desses aumentos, há a proibição do Kassab”, observou.

O aumento no preço do frete, para fazer frente aos aumentos do pedágio e do óleo diesel, é a principal reivindicação dos caminhoneiros aos donos das transportadoras. Elas pagam entre R$ 1,30 e R$ 1,40 pelo km rodado. Desabastecimento e bloqueios de estradas são previstos pelo presidente da ABCAM. “O risco é inevitável e, para parar o Brasil, a gente precisa antes parar a cidade de São Paulo.”

ESPECIALISTAS

O presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cyro Vidal não acredita que a restrição terá o impacto esperado pela Prefeitura. Um dos maiores entraves, segundo ele, é a complexidade das novas regras. “Tudo que é confuso e exagerado é negativo.”

Apesar de considerar necessária, o ex-secretário estadual de Transportes Adriano Branco afirma que a restrição é só mais um paliativo. “Vai trazer um alívio e também muita dificuldade”, disse. Segundo ele, a medida é uma maneira de priorizar indiretamente o grande vilão dos congestionamentos: o automóvel. Ele diz isso, porque ao tirar o caminhão das ruas, andar de carro fica mais fácil. Para ele, o problema do transporte de cargas deveria ser resolvido com investimento em ferrovias e hidrovias. “Nos Estados Unidos, 30% da carga anda de caminhão. No Estado de São Paulo, são 93%”, disse.

Um dos poucos a defender a proibição, além de uma fiscalização rígida, é o engenheiro e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Jaime Waisman. “A parte mais sensível do motorista infrator é o bolso”, lembrou. Waisman também ponderou que o impacto da proibição será percebido em graus diferentes, de acordo com a região da capital. “Os moradores do Ipiranga vão notar uma melhora maior do que quem vive nos Jardins. Mas toda a cidade vai ganhar.”

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