18/02/2008
Repórter do Link conta como foi conviver com 3 mil fanáticos pela internet durante a Campus Party, na Bienal, em São Paulo Rodrigo Martins Você toparia acampar na Bienal, no Parque do Ibirapuera, para ficar conectado à internet por uma semana sem parar, a uma velocidade estrondosa de 5 gigabits por segundo – 625 vezes mais veloz do que a conexão mais rápida existente no Brasil? Pois cerca de 3 mil pessoas, entre elas o repórter do Link, aceitaram o desafio. Durante a Campus Party, que terminou ontem, a reportagem montou sua barraca, instalou seu notebook e, principalmente, entupiu-se de Coca-Cola para não pregar os olhos durante um evento que não pára: a galera fica online 24 horas por dia. Na semana passada, o prédio projetado por Oscar Niemeyer virou uma gigantesca lan house. Durante a maratona, todos queriam se conectar – seja pelo mundo virtual ou no real. No primeiro andar, 1.200 bancadas, dispostas em 106 fileiras, serviram para que o pessoal instalasse os PCs que trouxeram de casa. No segundo andar, 700 barracas foram o dormitório onde os “campuseiros” – como são chamados – descansaram nas poucas horas em que a exaustão venceu a fissura por ficar ligado. Em sete dias, a Bienal reuniu gente de todas as tribos: de programadores a blogueiros e de gamers ao pessoal que curte astronomia. O desenvolvedor Fernando Alves, de 19 anos, fã de games online, foi um dos que só pararam para almoçar, jantar e ir ao banheiro. “Estou dormindo cerca de duas horas por dia”, disse. Houve ainda gente que blogou, que desenvolveu softwares, que viu estrelas no céu, que produziu música… E que aproveitou a conexão hiperveloz para baixar música, vídeo, jogos e até pornografia. Afinal, ninguém tinha muito controle sobre nada por aqui. Na quinta, por exemplo, o novo episódio de Lost foi a coqueluche. Às 2h, todo mundo já assistia à série dos ilhados mais famosos do mundo pouco tempo depois do capítulo ter sido exibido na TV dos Estados Unidos. Diferentemente da Campus Party da Espanha, na qual o evento foi baseado e que tem como principal chamariz a conexão veloz, aqui no Brasil a “Woodstock dos Nerds” teve um número considerável de palestras, oficinas e debates – foram 360 ao todo. Rolou até uma “balada dos nerds” em que os campuseiros provaram – OK, apenas alguns deles – que são bons de dança e sabem se divertir longe do computador. Nesta edição, o Link conta tintim por tintim como foi a insólita experiência de acampar na Campus Party e conviver por sete dias com 3 mil malucos por tecnologia. |
Arquivo para Campus Party
Sete dias acampado e conectado à web
Para ir à Campus Party, blogueira ‘vendeu o corpo’ para anúncios
Nospheratt, brasileira que mora no Uruguai, teve patrocínio de 16 blogueiros.
Ela exibiu marcas dos blogs em sua roupa e disse que idéia surgiu como brincadeira.
Um mês antes do início da Campus Party, blogs brasileiros falavam de uma “blogueira misteriosa” que estaria vendendo o corpo para bancar sua participação no evento. Os blogs que já tinham comprado suas cotas no “corpo” da blogueira publicavam imagens dela, sem mostrar o rosto ou revelar a identidade.
Quando o evento começou, no dia 11, a blogueira estava no prédio da Bienal vestindo o avental de patrocínios que cobriria sua roupa pelos próximos dias. Nospheratt não mostra o rosto nas fotos, mas não esconde a surpresa com o resultado do marketing “viral” que começou por acaso.
“Começou de brincadeira, a idéia foi sendo elaborada com um grupo de amigos”, diz ela. O convite para participação veio de Lúcia Freitas, coordenadora da área de blogs da Campus Party.
Mas Nospheratt, que tem sua renda em blogs, não tinha dinheiro. “Eu achei que era um evento pequeno, só de blogueiros. O pessoal queria que eu viesse e eu falei ‘não vai dar, eu não tenho verba pra fazer essa viagem’”, diz ela, que mora no Uruguai há 11 anos.
Quando um amigo disse que pagaria se ela usasse uma camiseta com o nome do blog dele, a idéia começou a virar projeto. A notícia se espalhou pelos blogs, Nospheratt foi vendendo as cotas e, na sexta-feira anterior ao início do evento, tinha os 16 “espaços publicitários” vendidos e ainda recebia propostas de mais interessados.
Ela não revela o preço cobrado pela propaganda, mas diz que todos pagaram o mesmo valor. “Não vendi mais porque não deu tempo”, diz Nospheratt, que precisava produzir as logomarcas de cada blog antes de vir para São Paulo.
Camisetas na Campus Party mostram bom humor ‘geek’
16/02/2008 – 08h59 – Atualizado em 16/02/2008 – 09h01
Frases e estampas celebram mundo dos games e tecnologia.
Evento começou dia 11 e termina neste domingo (17) no prédio da Bienal.
Ícones do software livre e da cibercultura se apresentam no Campus Party
15/02/2008 – 00h32 – Atualizado em 15/02/2008 – 09h31
Assédio a John ‘Maddog’ Hall obrigou organização a marcar encontro extra.
Steven Johnson conversou com ‘campuseiros’ e lançou dois livros.
John, idolatrado pela comunidade de desenvolvimento, destacou o software livre como meio de incentivar economias locais e economizar gastos, empregando programadores que podem se beneficiar do conhecimento compartilhado de programas com o código aberto.
Depois da palestra, “Maddog” desceu do palco e conversou com os presentes. O intenso assédio levou a organização do Campus Party a anunciar uma nova sessão de perguntas e respostas com o norte-americano, com data a ser definida nesta sexta (15).

O convidado especial da palestra seguinte foi Steven Johnson, autor de livros sobre cibercultura como “Cultura da interface” e “Everything bad is good for you” (“Tudo que é ruim faz bem para você”, em tradução livre, sem edição em português). Os brasileiros Juliano Spyer e Suzana Herculano dividiram a mesa e também participaram da sessão de perguntas e respostas.
Johnson citou o jogo “Civilization” como exemplo de novas interfaces que estimulam o cérebro e devem ser estudadas para melhorar os sistemas de educação. Em “Civilization”, o jogador administra uma nação e participa da evolução dela através das eras. O autor encarou com bom humor o barulho dos eventos que aconteciam perto do palco principal, incluindo comemorações em uma competição de games: “É como dar uma palestra em um estádio de futebol”.
Depois do encerramento, Johnson foi para a sessão de autógrafos de seus dois novos livros lançados no Brasil: “De cabeça aberta: conhecendo o cérebro para entender a personalidade humana” e “O mapa fantasma: como a luta de dois homens contra o cólera mudou o destino de nossas metrópoles”.
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Apaixonados por tecnologia
12.02.2008
O maior encontro de apaixonados por tecnologia já realizado no Brasil está reunindo jovens de 18 países em São Paulo. Eles estão acampados no prédio da Bienal, dispostos a encarar desafios.Eles chegaram de mala, cuia e computadores e foram logo fazer o que mais gostam: navegar na internet em alta velocidade. “Para baixar qualquer coisa na internet é muito rápido”, conta um rapaz.
Três mil jovens vão ficar sob o mesmo teto até domingo. Eles são loucos por internet, craques nos jogos, produzem programas de computador e montam as próprias máquinas com tecnologia de ponta e muita imaginação.
“O objetivo do encontro é promover um encontro físico e mostrar que a internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas”, declarou Marcelo Branco, organizador do evento.
O Campus Party não é uma festa. É mais do que o encontro de amigos que só se conheciam pela internet. A idéia de colocar no mesmo lugar tanto conhecimento e tantos talentos é estimular a criatividade e produção de tecnologia.
Por isso, eles participam de desafios. Um grupo tem menos de três horas para construir um robô capaz de realizar uma tarefa específica. “Ele tem que tirar as caixas brancas da arena e manter as vermelhas”, explica o estudante Marcos Sasaki.
Esses robôs ainda não chegaram lá, mas o trabalho conjunto já produziu máquinas bem espertas. Umas fazem a ter exercício.
Uma mesa transforma o movimento dos cubos em música eletrônica. Daqui a alguns anos, caixas assim devem estar em museus, escolas ou até em casa para guardar informações, imagens e até para controlar eletrodomésticos.
O futuro pode não estar tão longe, é o que ensina um robô chamado Quasi. As expressões são quase humanas e ele quase fala.
Repórter: “Você está nervoso ou envergonhado? Suas antenas ficaram vermelhas”.
Robô: “Um pouco dos dois”.
Quem responde as minhas perguntas é um homem que controla a máquina, mas Natália não percebeu isso. Na inocência dos seus quatro anos, talvez ela tenha visto o futuro.
Feira de informática
| Terça-Feira , 12 de Fevereiro de 2008 |
Kung fu virtual agita primeiro dia da Campus Party
‘Kick ass kung fu’ reconhece socos e chutes do jogador.
Projeto criado na Finlândia pode ser testado na feira de tecnologia.
Um dos estandes mais procurados pelos visitantes da Campus Party nesta segunda-feira (11) é do “Kick ass kung fu”, jogo que transforma o usuário em lutador em uma arena com telão e uma câmera que captura movimentos. O evento realizado no Prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, é a primeira edição brasileira do “festival” de tecnologia criado há dez anos na Espanha.
Veja galeria de fotos do evento
Blog de humor: MrManson e a São Paulo Fashion Geek
Ao entrar no ringue virtual, o jogador tem sua imagem digitalizada pela câmera, que reproduz seu visual e todos os movimentos no telão. No melhor estilo “Mortal kombat” e “Street fighter”, surgem os inimigos e suas respectivas barras de energia – um deles lembra Bruce Lee. O jogador pode se movimentar, fugir do golpes, dar socos e chutes para vencer os adversários.

“Kick ass kung fu” foi criado na Finlândia e vem sendo desenvolvido a cada ano, diz Ari Nykänen, um dos responsáveis pelo projeto. Ele lembra que os jogos do Commodore 64, um dos primeiros videogames da história, foram uma boa referência para a criação do game e não descarta uma versão comercial do projeto.
Até o dia 17, o prédio da Bienal será a casa de cerca de três mil pessoas que se inscreveram na primeira edição brasileira do Campus Party, referência para os “geeks” (fãs de tecnologia) no verão Europeu. A versão brasileira do evento terá cobertura completa do G1.
Os visitantes inscritos, que podem levar computador e ficar acampados em barracas, vão participar de competições de games, oficinas de astronomia e música e palestras sobre software livre e internet.

Em sua estréia no Brasil, o evento será dividido em duas partes: exposição e arena. A exposição será aberta ao público e terá palestras, mas não dará acesso à arena, onde o evento realmente “acontece”.
É na arena que vai ficar o participante que se inscreveu pelo site do evento e pagou a taxa de R$ 100. Ele poderá acampar na Bienal durante a semana, levando computador e itens pessoais para “sobreviver” entre as atividades e competições on-line. A programação da Campus Party está disponível no site oficial em formato PDF.
Estão confirmadas palestras de Steven Johnson, que lançará livros sobre comunicação digital, Jon “Maddog” Hall, célebre programador de Linux, e de Marcos Pontes, o astronauta brasileiro. Nicholas Negroponte, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e o físico Stephen Hawking são outros “padrinhos” que já participaram do evento em anos anteriores, mas não virão para o Brasil.

A arena de games da Campus Party vai oferecer oficinas, campeonatos e atividades envolvendo jogos como “BioShock”, “Crysis” e “Fifa 08″. As oficinas vão dar instruções práticas de como ”ajustar o computador para jogos” e até “criar uma tela LCD para monitorar atividades do micro”.
As competições que acontecem durante a semana vão reunir os participantes em 12 jogos, de “Call of duty 4″ a “Need for speed pro street”. O torneio de “Counter-Strike”, segundo comentários nas comunidades de jogadores, seria cancelado devido à proibição da venda do jogo no Brasil. A organização do Campus Party, porém, não se pronunciou oficialmente.
Marco Quesada é o responsável pela organização da “lan-house” gigante, que promete três mil tomadas e entradas de internet para os prováveis três mil inscritos. Quem preferir deixar o computador em casa vai poder alugar uma máquina quando chegar ao “acampamento”.
Marco organiza essas reuniões (em inglês, “lan party”) desde 2000, e já participou de eventos como a World Cyber Games (WCG), uma das referências do ciberesporte mundial. O alcance da balada “tech” que nasceu na Espanha, porém, é maior. “A WCG caberia dentro da Campus Party”, compara Marco.
Local: Prédio da Bienal – Parque do Ibirapuera, São Paulo / SP
Data: 11/02 a 17/02
Inscrições: http://www.campus-party.com.br
Preço: R$ 100, com direito a acampamento
Balada da tecnologia estréia em São Paulo nesta segunda
Campus Party tem atividades de games, astronomia, robótica e software livre.
Participantes ficarão acampados durante uma semana no prédio da Bienal, em São Paulo.
A partir desta segunda-feira (11), o Prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, vai ser a casa de cerca de três mil pessoas que se inscreveram na primeira edição brasileira do Campus Party, “festival” de tecnologia criado há dez anos na Espanha e que é referência para os “geeks” (fãs de tecnologia) no verão Europeu.
O evento, que terá início na tarde desta segunda-feira e será realizado até o dia 17 (veja aqui mais detalhes), terá cobertura do G1.
Os visitantes inscritos, que podem levar computador e ficar acampados em barracas disponibilizadas pela organização do evento, vão participar de competições de games, oficinas de astronomia e música e palestras sobre software livre e internet.
Em sua estréia no Brasil, o evento será dividido em duas partes – exposição e arena. A exposição será aberta ao público e terá palestras, mas não dará acesso à arena, onde o evento realmente “acontece”.
É na arena que vai ficar o participante que se inscreveu pelo site do evento e pagou a taxa de R$ 100. Ele poderá acampar na Bienal durante a semana, levando computador, barraca e itens pessoais para “sobreviver” entre as atividades e competições on-line.
A programação da Campus Party está disponível no site oficial em formato PDF.
Estão confirmadas palestras de Steven Johnson, que lançará livros sobre comunicação digital, Jon “Maddog” Hall, célebre programador de Linux, e de Marcos Pontes, o astronauta brasileiro. Nicholas Negroponte, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e o físico Stephen Hawking são outros “padrinhos” que já participaram do evento em anos anteriores, mas não virão para o Brasil.
A arena de games da Campus Party vai oferecer oficinas, campeonatos e atividades envolvendo jogos como “BioShock”, “Crysis” e “Fifa 08″. As oficinas vão dar instruções práticas de como ”ajustar o computador para jogos” e até “criar uma tela LCD para monitorar atividades do micro”.
As competições que acontecem durante a semana vão reunir os participantes em 12 jogos, do “banido” “Counter-Strike” até os mais recentes“Call of duty 4″ e “Need for speed pro street”.
Marco Quesada é o responsável pela organização da “lan-house” gigante, que promete três mil tomadas e entradas de internet para os prováveis três mil inscritos. Quem preferir deixar o computador em casa vai poder alugar uma máquina quando chegar ao “acampamento”.
Marco organiza essas reuniões (em inglês, “lan party”) desde 2000, e já participou de eventos como a World Cyber Games (WCG), uma das referências do ciberesporte mundial. O alcance da balada “tech” que nasceu na Espanha, porém, é maior. “A WCG caberia dentro da Campus Party”, compara Marco.
Local: Prédio da Bienal – Parque do Ibirapuera, São Paulo / SP
Data: 11/02 a 17/02
Inscrições: http://www.campus-party.com.br
Preço: R$ 100, com direito a acampamento durante a semana. A entrada é gratuita para a área de exposições.
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O Carnaval da internet
A Campus Party, considerada a maior feira da inovação digital do mundo, reúne pela primeira vez no Brasil 3 mil pessoas para troca de conhecimentos
DANILO CASALETTI
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| DOWNLOAD RÁPIDO O evento de 2007, na Espanha. A conexão superveloz é uma das atrações |
Depois de 11 edições na espanha, chega ao Brasil a Campus Party, considerada a maior festa tecnológica do mundo. Da segunda-feira 11 ao domingo 17, 3 mil internautas acamparão na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, para uma série de atividades ligadas ao mundo digital. São palestras, grupos de discussão e oficinas sobre temas como astronomia, jogos, robótica, software livre e música. Entre os convidados estão Demi Getschko, considerado o pai da internet no Brasil, e John “Maddog” Hall, fundador do movimento de código aberto – os programas que podem ser modificados livremente por usuários do mundo inteiro, como o Linux.
Na definição do criador do evento, o espanhol Paco Ragageles (leia a entrevista), a Campus Party é uma “universidade da internet que dura uma semana”. Nascida em Málaga, na Espanha, em 1997, a festa mudou-se para Valência em 2000 e terá neste ano sua primeira versão internacional no Brasil. Segundo a organização do evento, foram critérios para a escolha do país a adesão dos brasileiros à internet – o país lidera os rankings internacionais de tempo de navegação e uso de sites de relacionamento, como Orkut e MSN – e o interesse da Telefônica, principal patrocinador do evento, no mercado brasileiro.
Para Mario Teza, conselheiro do Comitê Gestor de Internet no Brasil e coordenador da área de software livre, a Campus Party é uma espécie renovada das antigas convenções. “Os temas são definidos pela comunidade, que ajuda a organizar também a agenda de atividades, além de participar de tudo depois”, diz.
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| INOVADOR David Ruiz diz que a Campus Party “é diferente de tudo” |
Os participantes, com seus computadores plugados em uma conexão de alta velocidade – serão 5 Gb por segundo, ou o download de um filme inteiro em poucos minutos –, poderão trocar conhecimentos, fazer parcerias em novos projetos e se divertir. “Tem gente que vai ao evento só para ter o gostinho de baixar um arquivo a essa velocidade”, afirma a advogada Thásia da Silva Oliveira Magalhães, de 33 anos, de São Paulo. Integrante da recém-criada Comissão de Direito na Sociedade da Informação da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Thásia diz que vai participar para discutir as questões legais que surgiram com o mundo digital – como flexibilidade de direitos autorais, crimes on-line e acordos para unificar a legislação dos vários países sobre o tema.
Outro destaque da festa tecnológica brasileira é a inclusão digital. “Na Espanha, a preocupação com esse tema foi diminuindo ao longo do tempo, com o crescimento do acesso da população à internet”, diz Ragageles. “No Brasil, continua muito importante.” Durante o evento, acontecerá um seminário nacional sobre o tema e professores da rede pública de ensino participarão de oficinas de computação para levar o conhecimento aos alunos.
“A Campus Party é muito diferente de tudo”, afirma David Ruiz, de 24 anos, empresário de Santos que participou do evento espanhol em 2007. “Tem todo tipo de pessoas interagindo como se fossem grandes amigos.” Ruiz será coordenador da área de desenvolvimento de software na versão brasileira deste ano. Na Espanha, já foram desenvolvidos 72 projetos que nasceram durante a Campus Party. Em um deles, um jovem desenvolveu uma forma ecologicamente correta e silenciosa de refrigerar o computador. Com a ajuda de um pesquisador de Harvard – conectado à internet –, ele chegou a uma fórmula para alterar quimicamente a água. Era possível mergulhar as peças de um computador nesse novo líquido sem causar danos ao equipamento. Curiosamente, o objetivo inicial do rapaz era apenas dar um jeito de levar seu peixinho de estimação dentro do computador para o evento.
| 4 perguntas para Paco Ragageles |
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| Criador da Campus Party, o radialista apaixonado por tecnologia diz o que espera do evento |
| Como surgiu a idéia de fazer um evento como a Campus Party? Paco Ragageles – No inverno de 1996, eu estava assistindo a um programa de televisão em casa e vi uma reportagem sobre as “festas de internet”, que estavam começando a se tornar um fenômeno habitual no norte da Europa. Gravei a reportagem e levei a fita para os meus amigos, sugerindo que fizéssemos uma coisa igual na Espanha. O que mudou nestes dez anos de evento? O que o senhor espera do evento brasileiro? Por que fazer um evento presencial para quem está acostumado com o mundo virtual? |
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