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Governo lança programa para construir 1 milhão de casas

Agencia Estado – 25/3/2009 11:15

O Plano Nacional de Habitação, lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, custará R$ 34 bilhões, segundo documento distribuído nesta quarta-feira. O programa, que recebeu o nome “Minha casa, minha vida”, vai construir 1 milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos. Do total de recursos, R$ 16 bilhões terão subsídios da União e R$ 10 bilhões, subsídios dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

Ainda segundo o documento, o Fundo Garantidor em financiamento do FGTS entrará com R$ 2 bilhões e o seguro em financiamentos do FGTS com mais R$ 1 bilhão.

 

Também está previsto mais R$ 1 bilhão para o refinanciamento de prestações da casa própria. A União ainda financiará a infraestrutura, com mais R$ 5 bilhões, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES) entrará com mais R$ 1 bilhão para financiar a cadeia produtiva.

 

Segundo o documento, existe hoje um déficit habitacional no País de 7,2 milhões de moradias, sendo que 90,9% estão concentrados na faixa de renda entre zero e três salários mínimos. Com isso, serão construídas 400 mil unidades para famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Outras 200 mil casas serão destinadas para a faixa de renda familiar entre três e quatro salários mínimos. Para a faixa de quatro a cinco salários mínimos, serão 100 mil unidades e outras 100 mil para as famílias com renda entre cinco e seis salários mínimos. Para famílias com renda entre seis e 10 salários mínimos serão construídas 200 mil casas. O salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465,00.

 

O documento informa que o maior déficit de moradias concentra-se nas regiões metropolitanas e, de acordo com o documento, a estimativa do governo é de que essa defasagem habitacional será reduzida em 14% com o plano anunciado hoje. Ainda de acordo com o documento, a distribuição por Estados respeitará a composição do déficit habitacional, sendo que 37% do total das construções ficarão na região Sudeste; 34% no Nordeste; 12% na região Sul; 10% na região Norte e 7% no Centro-Oeste.

 

Subsídios

 

O Plano Nacional de Habitação dará subsídio integral, com isenção de seguro, para as famílias com renda de até três salários mínimos. Segundo o documento, as famílias com renda de três a seis salários mínimos terão subsídio parcial nos financiamentos, com redução dos custos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

 

Para as famílias com renda de seis a dez salários mínimos, haverá um estímulo à compra da casa própria com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor.

 

O documento informa ainda que, para compatibilizar a prestação da casa própria com a capacidade de pagamento da família, a primeira prestação será paga apenas na entrega do imóvel. Haverá um pagamento opcional de entrada nos casos de financiamento.

 

O programa prevê ainda um comprometimento máximo de 20% da renda para o financiamento. Haverá também uma redução do risco do financiamento no Fundo Garantidor, um barateamento do seguro e desoneração fiscal e de custos cartoriais.

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Brasileiros fora do país podem financiar casa própria com a Caixa

Por: Equipe InfoMoney
25/11/08 – 15h31
InfoMoney

SÃO PAULO – A partir desta semana, os brasileiros que moram temporariamente fora do país têm a oportunidade de adquirir a tão sonhada casa própria no Brasil.

Isso porque a Caixa Econômica Federal lançou o Crédito Imobiliário para Emigrantes, cujo objetivo é atender aos anseios dos brasileiros que migram para o exterior e desejam poupar recursos financeiros para aquisição de imóvel.

Financiamento
Podem ser financiados os imóveis residenciais novos ou usados, limitados à quota de financiamento de 60% do valor da avaliação do imóvel ou inferior. O prazo de amortização é de até 180 meses.

O emigrante que possui comprovante de renda proveniente de trabalho realizado no exterior pode, imediatamente, seguir as regras existentes no banco para clientes com renda comprovada.

As demais condições de financiamento serão as mesmas estabelecidas pelos programas habitacionais vigentes e operacionalizadas pela Caixa, dependendo da existência de recursos financeiros no momento da concessão do crédito imobiliário.

Não precisa comprovar renda
Entretanto, o projeto para emigrantes foi desenvolvido com o intuito de viabilizar o financiamento imobiliário, inclusive para quem não possui comprovante de rendimento.

Para esses, a instituição determina o seguinte: ele deve abrir uma Conta Poupança Emigrante, efetuar depósitos durante um prazo mínimo de 12 meses ininterruptos e, ao fim deste prazo, terá 60 dias para solicitar uma avaliação para obter o financiamento.

No site (www.caixa.gov.br), em “Áreas Especiais Para Você” e “Caixa Internacional”, o interessado encontrará um simulador da habitação para ajudar a determinar qual o melhor valor mensal dos depósitos.

Isso porque eles devem ser sempre de valor igual ou superior ao primeiro depósito efetuado.

Abertura da conta e depósitos
A abertura da conta poderá ser realizada em qualquer agência do banco, pessoalmente ou por procuração.

Para isso, a pessoa deve ter no mínimo 18 anos completos, CPF ativo e regular, ser emigrante brasileiro nato ou naturalizado.

Já no caso dos depósitos no exterior, o emigrante poderá efetuar ordem de pagamento por meio dos bancos correspondentes, que utilizam a rede Swift, ou dos bancos parceiros, cuja relação está disponível também no site da Caixa.

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Financiamento sem entrada permite ao brasileiro passar de inquilino a proprietário

Por: Flávia Furlan Nunes
26/05/08 – 13h28
InfoMoney

SÃO PAULO – Financiamento que permite o pagamento parcelado de até 100% do valor do imóvel tem permitido a muitos brasileiros que troquem o papel de inquilino pelo de proprietário. Aquele valor do orçamento que, antes, era destinado ao pagamento de aluguel, agora, já pode ser usado para a aquisição da casa própria.

De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, existem no Brasil seis milhões de inquilinos, sendo que dois milhões dessas pessoas vivem em favelas. “Com certeza, iniciamos uma nova era no mercado de habitação no Brasil”, disse.

Financiamento total do imóvel
O financiamento que permite aos brasileiros passarem de inquilinos a proprietários foi anunciado pela Caixa Econômica Federal no começo deste mês. Trata-se do financiamento de 100% do valor do imóvel com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em até 30 anos.

Para o pagamento em até 240 meses, o financiamento poderá ser de até 100%. No caso de 300 meses, a possibilidade de financiamento será de 90%, e para aqueles que precisarem de 301 a 360 meses, 80% da quantia total poderá ser financiada.

Valor do imóvel
No que diz respeito aos valores dos bens, os limites variam de região para região. No Distrito Federal e em municípios das áreas metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo, o valor chega a R$ 130 mil, por exemplo.

“Os valores de financiamento atendem uma faixa de mercado de pessoas que não dispõem de uma poupança para dar entrada, que só podem assumir o valor da prestação e que jamais teriam condições de pagar um aluguel e poupar ao mesmo tempo para dispor desse valor de entrada”, afirma Viana.

Ainda segundo ele, muitas pessoas têm medo de sacar o dinheiro do FGTS para a compra da casa própria e, depois, ficarem desempregados e desamparados para o pagamento das prestações. O tipo de financiamento da Caixa chega para atender a este público, principalmente a baixa renda.

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