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TJ/MG – Noivo não é obrigado a casar

Promessa não é dívida

 

“O descumprimento da promessa de casamento e a ruptura de namoro ou coabitação não ensejam dano moral, pois qualquer um dos nubentes tem o direito de se arrepender, haja vista que ninguém é obrigado a manter uma relação conjugal com outrem“.

 

Com esse entendimento, a 13ª Câmara Cível do TJ confirmou a sentença do juiz de 1ª Instância que negou o pedido de indenização por danos morais de uma doméstica, por promessa não cumprida de casamento.

 

A doméstica ajuizou uma ação pleiteando R$ 60 mil de indenização por danos morais, alegando que seu ex-namorado não cumpriu a promessa de casamento que havia feito. Ela narrou, nos autos, que na época tinha apenas 17 anos, que tinha vindo do interior e não tinha nenhuma maldade. Foi quando um empresário do ramo de eletrodomésticos a seduziu até conseguir namorá-la. Ele a obrigou a fazer um exame para comprovar sua virgindade, devido a um boato que havia surgido.

 

Após comprovada, eles passaram a fazer planos para se casar. Foram morar e juntos e ela começou a trabalhar em uma das lojas dele. Neste período, ela engravidou, e logo no segundo mês sofreu aborto espontâneo. Após esse incidente, houve uma piora na vida sexual do casal, e por isso, ele teria terminado o relacionamento.

 

O empresário, em sua defesa, argumentou que foi ela quem o assediou para obter vantagens e que não era devida qualquer indenização. O juiz de 1ª Instância negou o pedido da doméstica por entender que não foram comprovados os danos morais.

 

A doméstica, então, recorreu ao Tribunal de Justiça. A turma julgadora, formada pelos desembargadores Eulina do Carmo Almeida (relatora), Francisco Kupidlowsky e Alberto Henrique, manteve a sentença de 1ª Instância, sob o fundamento de que, hoje em dia, não há que se falar em pessoa de 17 anos, de qualquer lugar que seja, sem maldade, pois a informação chega a todos, independentemente do lugar, seja via televisão, rádio ou jornal. Eles avaliaram também que um empresário de 36 anos não sofreria tamanha pressão de uma garota de 17 anos para obter vantagens.

 

A relatora, em seu voto, destacou que “não há como atribuir ilicitude ao comportamento do apelado, qual seja, o rompimento da relação conjugal. É certo que a mera manifestação de interesse de casamento não obriga as partes a contrair núpcias“.

 

  • Processo : 1.0325.06.000495-0/001.

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TPN: tensão pré-nupcial

Tão grande quanto a emoção do casamento, só o estresse que o antecede
Por Mônica Vitória • 13/05/2008

 

Arruma o vestido, chama os convidados, confere os detalhes da festa, decide a maquiagem e o cabelo… Ufa! Os preparativos de um casamento são tantos que as pessoas envolvidas neste evento tão importante perdem o fôlego. E quanto mais o grande dia vai se aproximando, maiores ficam a ansiedade e o nervosismo. Noiva com crises de choro, noivo estressado, famílias preocupadas… Está todo mundo louco? Não, é a inevitável TPN – Tensão Pré-Nupcial – que tomou conta de todos.

 

Guilherme Bernardes está sentindo na pele o que é a TPN. A pouco mais de uma semana para o casório, ele confessa que a proximidade da data está deixando não só a noiva descontrolada, mas ele próprio também. “Estou tão nervoso que já entreguei convite trocado, e engordei 15 quilos desde janeiro. O terno não cabe mais!”, conta. Segundo Guilherme, o estresse está tão grande que, se o casamento não estivesse marcado, o casal talvez tivesse rompido. “Deve ter quase um mês que não damos um beijo ‘daqueles’. Estou correndo atrás de um monte de coisas e quase não sobra tempo para ficarmos juntos. Quando ficamos, é só de casamento que se fala. E ela quer que eu faça tudo e ainda dê atenção. Não vejo a hora de chegar a lua-de-mel”, desabafa, referindo-se à noiva, Flaviane Viana, de 23 anos.

 

 

Fazer o vestido é uma grande responsabilidade, mais até do que comprar enxoval, apartamento, carro etc. Esses itens você pode trocar, comprar outro… Mas o vestido, não. Se a noiva não se sentir maravilhosa, será um fracasso

 

 

Manuela Dantas, de 29 anos, acabou de passar por essa experiência. Casada há pouco mais de um mês, ela lembra o estresse que sofreu nos meses anteriores à cerimônia. “Tive alguns problemas com os preparativos, principalmente porque nos precipitamos muito na escolha da data e demoramos para contactar as pessoas. Isso desgastou a família inteira. Várias vezes pensei que nada ia dar certo”, relata. Mas, mesmo quando tudo parecia estar bem, Manuela não continha a TPN. “Eu tinha altas crises. Ficava impaciente, nervosa, sensível. A ansiedade era tanta que acabei com minhas unhas e cheguei até a ter ataques alérgicos. Na véspera do casamento, descobri que estava com anemia. Mas nada substitui a emoção do momento em que se sobe ao altar, principalmente para quem cresce pensando neste dia. Aí, tudo muda”, comenta.

 

Segundo a psicóloga Karen Camargo, que já acompanhou de perto muitas noivas alteradas, apesar de a TPN acabar sendo “transferida” para as pessoas diretamente envolvidas no evento, é mesmo a mulher quem mais manifesta essas emoções. “Para as mulheres, a expectativa sobre este grande dia é enorme. Praticamente um ano antes se iniciam os preparativos, planeja-se para que tudo saia perfeito. Esta expectativa é desgastante, pois, além de muitos detalhes, a realização deste sonho deve ser a mais completa possível”, afirma. Somado a isso, há o fato de o casal tornar-se, a partir do casamento, independente. A saída da casa dos pais e o início de diversas responsabilidades causam ansiedade e angústia para a nova família que se forma.

 

 

Lá vem a noiva…

 

Karen observa que, na maioria das vezes, enquanto o noivo se preocupa mais com a parte financeira do casamento, a noiva costuma lutar para que a realidade seja a mais próxima possível do que ela sonhou. “Se ela imaginar que, no seu casamento perfeito, as rosas devem ser brancas, vai tentar ao máximo realizar isso. Em geral, a mulher se ocupa com os detalhes e com a beleza, e o homem pensa em como pagar tudo isso. É aquela velha história de emoção versus razão”, analisa a psicóloga, afirmando que, às vezes, é preciso contar com uma ajudinha extra para não deixar o estresse prejudicar o dia-a-dia da noiva ou do noivo. “Os conflitos familiares quase sempre estão presentes e o auxílio de um profissional pode ajudá-los a enfrentar a fase com mais tranqüilidade”, garante.

 

A estilista Stela Fischer faz vestidos de noiva há cerca de 20 anos e está habituada a fazer o papel de “psicóloga” de suas clientes. Ela destaca que, de todos os elementos presentes no dia do casamento, é justamente o vestido o que mais preocupa as mulheres. “É um dia especial para elas e a expectativa em cima do vestido de noiva é fortíssima. É como se a cerimônia fosse um show e a noiva, a estrela principal. Fazer o vestido é uma grande responsabilidade, mais até do que comprar enxoval, apartamento, carro etc. Esses itens você pode trocar, comprar outro… Mas o vestido, não. Se a noiva não se sentir maravilhosa, será um fracasso – e sem possibilidade de substituição”, avalia Stela. A estilista diz que a ansiedade é ainda maior porque o vestido costuma ficar pronto apenas na semana do casamento. “A noiva não consegue visualizar bem como ficará com a roupa até a hora em que veste. O êxtase ao provar o vestido é tão intenso que muitas mulheres se emocionam e choram, pois começam a se ver como noivas de fato”, revela.

 

 

Stela recorda o caso de uma noiva que chegou a seu ateliê a três dias do casamento, pedindo para fazer um novo vestido. “A moça até desmaiou. Algumas mulheres, mesmo sendo mais velhas ou mais calmas, em momentos como este, acabam perdendo o equilíbrio. Principalmente se a família contribui com a tensão, como acontece com algumas mães que dão muitos palpites, por exemplo”, frisa. A cerimonialista Amarilis Vianna, que trabalha no ramo há 30 anos, ressalta que, além do vestido, outros fatores estão na lista de principais agravantes da TPN: possível atraso de padrinhos, incidentes cotidianos e o famoso RSVP (Répondez S’il Vous Plaît, ou “responda, por favor”) dos convites. “Sempre digo para não colocar essas letrinhas nos convites. Os noivos ficam nervosos quando não recebem resposta, achando que vai faltar muita gente, e até ligam para as pessoas, o que é indelicado. A verdade é que de 20 a 25%, em média, não comparece”, enfatiza.

 

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Exposição mostra as novidades para o casamento

 
 
 
 

 
 
Maio é o mês das noivas, e para quem vai casar, uma exposição na zona norte da capital traz as ultimas novidades.

A tradição resiste, mas a inovação também conquista os casais.Não importa o tipo de casamento que você terá se o noivo vai amarrado ou se vai de livre e enforcada vontade. Na Expo Noivas e Festas tem todo o tipo de serviço e produto para o grande dia.A começar pelos vestidos, são mais de três mil modelos nas araras, manequins e nos desfiles para deixar qualquer moça indecisa.

Na parte de doces, tem os próprios noivos em creme e fondant ou os dois estampados no chocolate. Os bolos são capítulo à parte, seguem tendências em preto e branco, em forma de pirâmide, atraindo boa energia.

Os bem casados podem dar em árvores com folhas de gelatina de laranja ou ficar em pacotinhos formando um bolo diferente. Aliás, tem até bolo de aluguel para quem quer fugir do padrão dos buffets.

“Você aluga um bolo, o bolo dos seus sonhos, você tira foto e depois devolve”, diz Natália Hamani Rausch, nutricionista.

Para a decoração, gelo esculpido com formão e serra elétrica faz a festa. O balcão de bebidas, a champanheira e até o bolo criam impacto pelo menos durante 10 horas.

“A preparação do gelo leva 15 dias e montagem cinco horas. Dura, em média, de 10 a 12 horas”, afirma Adriano Elias, escultor.

Para os noivos lembrarem dos convidados e receberem os parabéns, um totem multimídia grava fotos e depoimentos de quantos amigos você quiser em DVD.

Inovar é legal, inclusive no tradicional buquê de noiva para atirar pras amigas. Em vez dele, você agora joga o sapo, que ganha um beijo e vira príncipe.

A autora da idéia é a recém-casada Rafaela, que não queria abrir mão do buquê de família e nem casar sem ele. “Eu vi minha irmãzinha em casa jogar um sapo para trás. Vou vestir um sapinho de noivo e jogar o sapinho para minhas colegas pegarem e encontrarem o príncipe encantado”, conta Rafaela Belém, secretária.

Agora que está todo mundo acostumado a ver telas grandes, o álbum tem que ser também alto luxuoso, com fotos enormes, e pode chorar à vontade em cima são laminas à prova d’água.

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