Mesmo assim, a idéia dos produtores e estúdio é ressuscitar o fenômeno da série via cinema – no Brasil foi exibido até os anos 90 – com seqüências protagonizadas pelos agentes 86 (Steve Carell) e 99 (Anne Hathaway). O seriado terá um peso maior se houver outros filmes. “Depende do público. Se ele gostar, ficaremos felizes em fazer seqüências. A idéia é seguir os passos da série e manter a tensão sexual entre os dois personagens”, explica Segal.
Inspirado no sucesso de James Bond nos anos 1960, os produtores Leonard Stern e David Susskind criaram, com Mel Brooks e Bucky Henry, a série cômica sobre espionagem, protagonizada por Don Adams como o detetive atrapalhado Maxwell Smart, ou Agente 86. Ele atua numa organização secreta, Control, cuja missão é combater vilões nazistas e comunistas, especialmente Siegfried, interpretado por Bernie Koppe – e no longa por Terence Stamp, astro dos dois primeiros episódios de Superman. No lugar de Barbara Feldon, a agente 99 Anne Hathaway garante. “Adorei o figurino, pois me deixava intimidadora, mas capaz de enfrentar cenas de ação. Confesso que O Diabo Veste Prada foi uma grande escola. Sem ele eu não conseguiria correr de salto alto na linha de trem”, diz a atriz.
O filme presta homenagens à série, como a cena em que 86 pega o sapatofone e o cone do silêncio. Capricha nos efeitos especiais, mas seu forte são os diálogos primorosos entre os personagens. “Mel Brooks era consultor ativo da série, mas Carell foi vital e muitas das piadas trocadas entre ele e Hathaway no set foram incluídas no trabalho”, conta o produtor Charles Roven (Batman). Outra presença importante é a de dois veteranos, Alan Arkin – Oscar por Pequena Miss Sunshine – e Terence Stamp. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)