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Preços no atacado caem e inflação pelo IGP-DI tem forte recuo

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008, 08:12 | Online

O índice subiu 0,07% no mês passado, seguindo o avanço de 1,09% em outubro

REUTERS

SÃO PAULO - A inflação pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou fortemente em novembro. O resultado reflete uma queda de custos no atacado. O índice subiu 0,07% no mês passado, seguindo o avanço de 1,09% em outubro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta segunda-feira, 8.

Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve baixa de 0,17% em novembro, depois de ter registrado elevação de 1,36 por cento no mês anterior.

No mês passado, as altas de preço mais expressivas, no atacado, foram apresentadas por minério de ferro (8,25%); tomate (36,50%); e mandioca – aipim (9,43%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em novembro, foram registradas nos preços de adubos e fertilizantes compostos (-8,56%); naftas para petroquímica (-28,01%); e bovinos (-2,84%).

O IPA agrícola teve baixa de 0,64%, ante recuo anterior de 0,02 por cento. O IPA industrial ficou estável, após ter subido 1,86% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,56%, seguindo a alta de 0,47% em outubro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) elevou-se em 0,50%, ante aumento anterior de 0,77%. No ano, o IGP-DI acumula alta de 9,58% e nos últimos 12 meses, de 11,20 %.

O IGP-DI é usado para medir a variação de preços de matérias-primas agrícolas e industriais no atacado, bem como de bens e serviços finais no consumo. O índice também é utilizado para indexar a dívida dos Estados com a união.

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Índice Geral de Preços tem pequena variação em junho

9 de Julho de 2008 – 10h39 – Última modificação em 9 de Julho de 2008 – 10h39
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
 

 

 
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Brasília – A inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI) teve uma pequena aceleração em junho e ficou em 1,89%. Em maio, o índice ficou em 1,88%. Os dados foram divulgados hoje (9) pela Fundação Getulio Vargas.Entre os três indicadores que compõem o IGP-DI, apenas o Índice de Preços por Atacado (IPA) não apresentou desaceleração em relação ao mês anterior. A taxa passou de 2,22% em maio para 2,29% em junho.O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ficou em 0,77% ante 0,87%, em maio. A queda no preço dos alimentos (de 2,33% para 1,85%), com maior peso nessa avaliação, puxou a taxa para baixo.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também registrou queda. Ficou em 1,92% no mês de junho contra 2,02% registrados em maio. Os preços de materiais e da mão-de-obra caíram. Apenas o grupo de Serviços apresentou elevação.

Calculado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas, o IGP-DI mede o comportamento de preços em geral da economia brasileira. É uma média aritmética, ponderada dos seguintes índices: IPA que é o Índice de Preços no Atacado e mede a variação de preços no mercado atacadista. O índice mede a variação dos preços para as famílias que com rednda de um a 33 salários mínimos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

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IGP-DI tem maior alta em cinco anos

Terça-Feira, 10 de Junho de 2008 

Para a FGV, resultado de maio, de alta de 1,88%, foi um pico influenciado por fatores que não se repetirão

Alessandra Saraiva

Pressionada por elevações de preços no atacado, no varejo e na construção civil, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) atingiu em maio a maior taxa em mais de cinco anos, de 1,88%, ante 1,12% em abril. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi a taxa mais elevada para um mês de maio desde o Plano Real, em 1994.

O resultado surpreendeu o mercado financeiro, que projetava, no máximo, 1,8%. A FGV acredita que o resultado tenha sido apenas um “pico”, influenciado por fatores sazonais que não devem se repetir este mês. A origem viria especialmente do setor atacadista. Ou seja, é esperado um recuo em junho.

O índice acumulado em 12 meses até maio já atinge 12,14%, o maior em mais de três anos. Embora não seja mais usado para reajustar a tarifa de telefone, o IGP-DI ainda indexa as dívidas dos Estados com a União.

“Com a entrada de taxas mensais maiores na série histórica do IGP-DI, a taxa acumulada em 12 meses deve aumentar”, afirmou o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. Ele não descartou a hipótese de o resultado acumulado atingir 13% em junho.

Assim como nos três meses anteriores, a elevação de preços mais intensa no atacado (de 1,30% para 2,22%) foi a principal responsável pelo avanço. Em maio, a inflação do atacado foi fortemente pressionada por aumentos nos preços das matérias-primas, principalmente em arroz em casca (15,98%) e minério de ferro (11,38%). Outro fator que contribuiu para alta foi a disparada no preço do óleo diesel (de 0,67% para 7,19%).

O varejo também pressionou, com 0,87% em maio, ante 0,72% em abril, em razão da forte elevação de preços da alimentação (de 1,69% para 2,33%). A batata inglesa foi destaque: de queda de 0,37% em abril para alta de 18,87%, em maio.

Embora de menor peso no IGP-DI, em comparação com a evolução de preços no atacado e no varejo, a inflação na construção civil surpreendeu em maio, com alta de 2,02%, mais que o dobro da de abril (0,87%) e a mais intensa em três anos. “Os preços da construção civil subiram 1,77% em maio, a mais forte alta desde outubro de 2004″, disse Quadros.

O núcleo do IGP-DI em maio, usado para avaliar a tendência e calculado a partir da exclusão das variações mais expressivas no varejo, subiu 0,44%. Foi o mais elevado desde maio de 2005 (0,73%). “Significa que, no varejo, está havendo repasse e as elevações apresentam um certo grau de disseminação.”

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