Arquivo para IGP-M

Índice que reajusta aluguel sobe 5,17% em 12 meses, diz FGV

29/06/2010

-

08h11

DE SÃO PAULO

A inflação mensurada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços — Mercado), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, subiu 0,85% em junho, ante alta de 1,19% em maio, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

No ano, a variação foi de 5,68%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 5,17%.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) apresentou alta de 1,09%, ante elevação de 1,49% em maio. O índice relativo aos bens finais teve variação negativa de 0,42%, em junho, taxa idêntica à de maio. Contribuíram para a manutenção da taxa os movimentos em sentidos opostos dos subgrupos alimentos processados (de -1,93% para -2,48%), e bens de investimento (de 0,26% para 1,13%). Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de bens finais (ex) registrou variação de -0,48%. Em maio, a taxa foi de -0,41%.

O índice referente ao grupo bens intermediários variou 0,80%, ante 0,58% em maio. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura — o maior responsável pela alta do grupo– passou de 0,57% para 0,78%. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,78%, ante 0,64% em maio.

No estágio inicial da produção, o índice de matérias-primas brutas variou 3,67%, em junho, queda em relação ao mês anterior cujo índice foi de de 5,83%. Os itens minério de ferro (49,76% para 23,05%), cana-de-açúcar (0,95% para -3,42%) e leite in natura (6,04% para 1,66%) foram os principais responsáveis pela desaceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram acelerações itens como: laranja (-15,21% para 7,05%), café (em grão) (-2,51% para 3,04%) e milho (em grão) (0,28% para 3,00%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou -0,18%, em junho, ante 0,49% em maio.
Cinco das sete classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação. O principal recuo da taxa do índice veio do grupo alimentação (0,56% para -1,36%). Neste grupo, as maiores contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (-1,95% para -8,21%), laticínios (2,74% para -0,86%), arroz e feijão (6,78% para 0,40%) e carnes bovinas (1,99% para -0,11%).

Os grupos habitação (0,60% para 0,40%), saúde e cuidados pessoais (0,80% para 0,46%), educação, leitura e recreação (0,24% para 0,10%) e transportes (-0,11% para -0,17%) também registraram desaceleração. Destaque para os itens: empregados domésticos (1,52% para 0,46%), medicamentos em geral (2,57% para 0,30%), show musical (0,85% para -5,29%) e álcool combustível (-4,98% para -6,35%), respectivamente.

No grupo apresentaram aceleração os componentes vestuário (0,81% para 0,93%) e despesas diversas (0,39% para 0,44%).

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou, em junho, variação de 1,77%, acima do resultado do mês anterior, de 0,93%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Deixe um Comentário

IGP-M cai pelo 6o mês seguido em agosto, em 0,36%

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 28/8/2009 8:13

SÃO PAULO (Reuters) – O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou em agosto o sexto mês de deflação, em razão de um arrefecimento em seus três componentes, com destaque para o atacado.

O indicador caiu 0,36 por cento neste mês, após queda de 0,43 por cento em julho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta sexta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam queda de 0,41 por cento para agosto, segundo a mediana de 30 estimativas, que variaram de baixa de 0,22 por cento a declínio de 0,59 por cento.

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) recuou 0,61 por cento em agosto, ante baixa de 0,85 por cento em julho.

O IPA agrícola caiu em ritmo um pouco menor, em 1,23 por cento ante 1,89 por cento no mês passado. O mesmo movimento ocorreu com o IPA industrial, com queda de 0,41 por cento em agosto, ante baixa de 0,49 por cento em julho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,16 por cento neste mês, abaixo da elevação de 0,34 por cento no anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve variação positiva de 0,01 por cento em agosto, contra avanço de 0,37 por cento em julho.

No ano, o IGP-M acumula queda de 2,02 por cento e nos últimos 12 meses, de 0,71 por cento.

(Por Vanessa Stelzer)

Deixe um Comentário

IGP-M sobe 9,81% em 2008, a maior taxa em quatro anos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008, 08:09 | Online

Índice, utilizado para reajustar contratos de aluguel, ainda registrou deflação de 0,13% em dezembro

Reuters

RIO - O índice de inflação utilizado nos reajustes de contratos de aluguel e de algumas tarifas públicas encerrou o ano com alta de quase 10%, apesar de ter registrado deflação em dezembro, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira, 29. 

Veja também:

linkRadar da inflação

 

 

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou em 2008 uma alta de 9,81%, bem acima dos 7,75% registrados no ano passado. Em dezembro, o índice teve deflação de 0,13%, seguindo a alta de 0,38% apurada em novembro.

 

A queda do indicador este mês reflete o forte recuo dos preços no atacado, que respondem por 60% da variação do IGP-M. O Índice de Preços por Atacado (IPA) caiu 0,42% em dezembro, depois de ter subido 0,30% no mês anterior. A queda mais acentuada foi nos preços dos produtos industriais.

 

 

O IPA agrícola caiu 0,28% em dezembro, seguindo o recuo de 0,96% em novembro. No caso das indústrias, a queda este mês foi de 0,48%, revertendo o movimento apurado no mês anterior, quando o IPA do setor subiu 0,75%.

 

 

Na outra ponta, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,58% em dezembro, levemente acima do apurado em novembro, quando os preços subiram 0,52%. Cinco das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, informou a FGV. A principal contribuição partiu do grupo Transportes, que tiveram os preços elevados em 0,50%.

 

 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,22%, uma desaceleração frente ao avanço de 0,65% apurado no mês anterior.

 

O IGP-M de dezembro foi calculado com base na variação dos preços entre os dias 21 de novembro e 20 de dezembro. No ano, os preços no atacado subiram 10,84%, enquanto o índice dos consumidores avançou 6,07% e o INCC teve alta de 12%.

 

Deixe um Comentário

‘Inflação do aluguel’ desacelera na segunda prévia de novembro

17/11/08 – 08h27 – Atualizado em 17/11/08 – 08h35

IGP-M teve alta de 0,49%, contra 0,86% do período anterior.
No ano, indicador usado em contratos de aluguel acumula alta de 10,06%.

Do G1, em São Paulo

 

A inflação calculada pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou no segundo decêndio de novembro – entre os dias 21 de outubro e 10 do mês atual -, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador teve alta de 0,49%, contra alta de 0,86% no mesmo período do mês de outubro.

 

No ano, o IGP-M, que é usado para calcular o reajuste da maioria dos contratos de aluguel, acumula alta de 10,06%. Em 12 meses, a alta acumulada chega a 12,00%.

 

Composição

Dentre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) desacelerou para 0,48% ante alta de 1,11% na segunda prévia de outubro.

 

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve elevação de 0,41% na segunda prévia de novembro, após subir 0,13% na segunda prévia de outubro.

 

Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) teve variação de 0,71% na segunda prévia do IGP-M, em comparação com o aumento de 0,89% em igual prévia do mesmo índice no mês passado.

 

Setores

Dentro dos setores pesquisados pela FGV, o grupo Matérias-Primas Brutas apresentou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,93% para 0,56%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: mandioca (27,84% para 8,02%), suínos (6,29% para -10,25%) e soja (em grão) (1,25% para -1,19%). Ao mesmo tempo, registraram acréscimos em suas taxas itens como: leite (-9,80% para -2,61%), aves (-0,81% para 2,06%) e cana-de-açúcar (0,00% para 1,91%).

Os grupos Despesas Diversas (0,28% para -0,12%) e Vestuário (0,85% para 0,82%) também apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. Os destaques nestas classes de despesa foram cigarro (1,74% para 0,00%) e calçados (0,54% para 0,50%).

Já outros grupos seguiram trajetórias ascendentes. Dentre esses, as maiores altas foranm registradas em Educação, Leitura e Recreação (0,04% para 0,27%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,19% para 0,33%), Habitação (0,33% para 0,35%) e Transportes (0,11% para 0,12%).

 

(Com informações da Agência Estado) 

Deixe um Comentário

IGP-M sobe para 0,80% na 1ª prévia

Terça-Feira, 11 de Novembro de 2008 

Esse é o segundo índice divulgado em novembro a mostrar os efeitos da valorização do dólar nos preços

Alessandra Saraiva

O dólar alto continua pressionando a inflação. A primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de novembro subiu 0,80%, após registrar avanço de 0,55% em igual prévia em outubro. É o segundo índice divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a detectar influência da desvalorização cambial na inflação. O primeiro foi o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), anunciado na semana passada, que subiu de 0,36% para 1,09% de setembro para outubro.

O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, explicou que a valorização da moeda norte-americana tem puxado para cima os preços de produtos relacionados ao dólar. O IGP-M é usado para calcular os reajustes dos aluguéis. Para Quadros, é cedo para afirmar se o impacto cambial manterá a mesma força até o fim do mês, elevando o IGP-M de novembro para 1%, acima da taxa completa de outubro (0,98%).

Na análise do economista, produtos cujos preços estão diretamente relacionados à cotação do dólar, como o minério de ferro, podem subir menos em novembro. Isso pode ajudar a diminuir a taxa do IGP-M ao longo de novembro.

Mas, até o momento, o dólar só tem contribuído para acelerar os preços. É o caso do setor industrial no atacado, cuja variação de preços passou de 0,87% para 1,74% da primeira prévia de outubro para igual prévia em novembro.

Isso impulsionou a inflação do atacado, que saiu de 0,71% para 1,01% no mesmo período. “O efeito cambial tem sido suficientemente forte para acelerar a inflação do setor industrial no atacado”, comentou Quadros.

Como exemplo, o economista da FGV citou a aceleração nos preços do segmento de materiais para manufatura no atacado, de 0,93% para 1,71%. Esse segmento é uma espécie de referência para mensurar o impacto das oscilações do dólar nos preços no atacado.

A analista da consultoria Tendências Ariadne Vitoriano também destacou a influência da valorização cambial na primeira prévia do índice. Entre os exemplos citados pela economista estão os aumentos nos preços de aparelhos e equipamentos de comunicação (2,06%) e e minerais metálicos (16,06%).

Os dois economistas acrescentaram ainda que a evolução dos preços agropecuários no atacado ajudou a conter, em parte, o impacto do aumento de preços industriais no cálculo da primeira prévia do IGP-M. Isso porque os preços agropecuários saíram de um aumento de 0,25% para uma deflação de 1,04%, no período. “A taxa da primeira prévia poderia ter subido mais, se não fosse a queda nos preços agropecuários”, avaliou Salomão Quadros.

Já os preços no varejo também saíram de deflação de 0,08% para aumento de 0,22% da primeira prévia de outubro para igual prévia em novembro, ajudando a empurrar para cima a taxa da primeira prévia. Os preços na construção, por sua vez, desaceleraram (de 0,97% para 0,70%) no mesmo período.

SERVIÇOS

A FGV também informou ontem que a inflação de serviços em 12 meses atingiu o aumento de 6,35% até o Índice Geral de Preços (IGP-10) de outubro. Esse patamar é maior que a inflação média do varejo para o mesmo período (5,47%).

Ainda segundo a FGV, o aumento acumulado de preços de alguns serviços atingiu o nível mais intenso dos últimos quatro anos. É o caso das taxas de inflação em teatros (14,86%), hotéis (11,29%) e refeições em restaurantes (10,85%). O economista André Braz comentou que a taxa de elevação nos preços das refeições foi causada pelo forte aumento de preços dos alimentos n esse ano.

“Foi um dos destaques do levantamento. E é algo importante. Comer fora, atualmente, já faz parte do cotidiano do consumidor”, afirmou.

 

Deixe um Comentário

Primeira prévia do IGP-M registra avanço da inflação

10 de Novembro de 2008 – 12h08 – Última modificação em 10 de Novembro de 2008 – 12h08

 

 

 

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 

 
  Brasília – A primeira prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,8%. A inflação é maior do que a registrada no mesmo período do mês de outubro (0,55%). Os dados foram divulgados hoje (10) pela Fundação Getulio Vargas.No decêndio de 21 e 31 de outubro, quando a pesquisas foi realizada, houve avanço em dois dos três índices que compõem o IGP-M. Houve aumento de preços no atacado e ao consumidor. Por outro lado, caíram os custos da construção civil. No acumulado no ano o IGP-M está em 10,4% e nos 12 fechados em outubro, em 12,34%.

O Índice de Preços no Atacado (IPA), que tem peso de cerca de 60% no IGP-M, subiu para 1,01%, depois de registrar 0,71% na primeira prévia de outubro. O item minério de ferro teve a maior alta, passando  para 19,28% contra 10,06%. Também subiram os preços de adubos e fertilizantes de 2,29% para 8,17% e de artigos para resinas e fibras, de 4,60% para 16,20%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também avançou, fechando o período em 0,22% ante a redução de –0,08% no mês anterior. A alta foi puxada por itens do grupo de alimentos, com destaque para mamão papaya (de –11,47 para 12,47%). Também houve avanço no setor habitação e vestuário, além de itens do grupo saúde e cuidados pessoais.

Por outro lado, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) registrou recuo na passagem de um decêndio para outro. Ficou em 0,7% ante avanço de 0,97%, em outubro. Houve recuo em Materiais e Serviços de 1,55% para 1,19%, puxada pela queda no preço do cimento, do aço e de esquadrias de alumínio.

Deixe um Comentário

IGP-M sobe para 0,98%, aponta pesquisa da FGV

30 de Outubro de 2008 – 10h28 – Última modificação em 30 de Outubro de 2008 – 10h37

 

 

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 

 
  São Paulo – O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas, fechou o mês de outubro em 0,98% ante 0,11%, registrado em setembro. A variação reflete a correção de preços na média do período entre 21 de setembro e 20 de outubro sobre os 30 dias ,imediatamente, anteriores.

De acordo com a pesquisa, o Índice de Preços Por Atacado (IPA) passou de 0,04% para 1,24%. Os alimentos processados subiram de 0,29% para 1,95% e o subgrupo dos in natura de 0,24% para 1,01%. No caso das matérias-primas brutas houve uma reversão da taxa negativa registrada no mês anterior (-1,21%) para uma alta de 2,09%.

O tomate que estava em queda de 27,95% subiu em 7,73%; o minério de ferro pulou de 2,92% para 13,89% , a mandioca (de 2,63% para 28,97%) e a celulose (de 8,52% para 13,17%). Em processo oposto, caíram na média os preços das aves (de 1,48% para -0,67%), do café em grão (3,78% para -0,01%) e da soja em grão (-0,08% para -0,37%).

O Índice de Preços ao consumidor (IPC) variou em 0,25% ante -0,06%. Do total de sete grupos pesquisados, quatro apresentaram aumentos entre eles a principal elevação ocorreu no grupo dos alimentos que saiu de uma variação negativa (-1,04%) para (0,13%). As hortaliças e legumes saltaram de -8,84% para -3,78%); o arroz e o feijão (de -4,34% para 1,87%); as carnes bovinas de 0,26% passou para 2,39% e os laticínios de -2,92% para -1,42%.

O grupo habitação teve alta de 0,38% ante 0,29%; vestuário de 0,90% ante 0,31% e transportes de 0,14% ante 0,11%. Já o grupo de despesas pessoais recuou de 1,26% para 0,22% entre os motivos está a redução da cobrança sobre TV por assinatura que caiu de 0,16% para 1,74% e salas de espetáculos que estavam em alta de 2,77% e despencou para a variação negativa de (-1,74%). Também houve, no período, diminuição dos preços dos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,06% para -0,32%).

Outro componente do IGM-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou alta de 0,85%, o que, na prática, significa uma leve desaceleração porque a alta anterior era maior de 0,95%. Isso é resultado de redução no rítmo de correções dos materiais de construção ( de 1,73% passou para 1,63%) da mão- de- obra que continuou em elevação de 0,14% com mas com taxa menor do que a anterior (0,30%). Já o segmento de serviços acelerou para 0,59% ante 0,40%.

Deixe um Comentário

IGP-M fecha primeiros dez dias de agosto com deflação de 0,01%

 
8 de Agosto de 2008 – 09h29 – Última modificação em 8 de Agosto de 2008 – 09h28

 

 

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
Rio de Janeiro – O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) fechou os primeiros dez dias de agosto (decêndio) com deflação (inflação negativa) de 0,01%. No mesmo período de julho a inflação havia sido de 1,55%.

A forte queda foi influenciada principalmente pelo Índice de Preços no Atacado (IPA), que fechou os dez dias do mês em -0,24%, depois de ter apresentado variação positiva de 1,97% em igual período de julho.

O Índice de Preços ao Consumidor ficou em 0,007%, depois de ter registrasdo 0,42% no mesmo período de julho, em função, principalmente do item alimentação.; O OPC tem peso de 30% no IGP-M.

O Índice Nacional de Custo da Construção foi de 1,40%, o único da composição do IGP-M a apresentar alta no período. Nos primeiros 10 dias de julho o INCC fechou com alta de 1,38%.

Os dados foram divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

Deixe um Comentário

IGP-M desacelera após 2 meses, mas sobe 15,12% em um ano

quarta-feira, 30 de julho de 2008, 08:18 | Online

 

Com menor pressão dos alimentos, índice que reajusta os contratos de aluguel avança 1,76% em julho

Reuters e Agência Estado

SÃO PAULO - A inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou em julho, favorecida pela menor pressão exercida pelos alimentos. O índice registrou alta de 1,76% em julho, seguindo o avanço de 1,98% em junho, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 30. No entanto, o indicador que é utilizado para reajustar os contratos de aluguel acumula elevações de 8,71% no ano e de 15,12% em 12 meses. 

Veja também:

linkEntenda os principais índices de inflação especial

linkDe olho na inflação, preço por preço
A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 1,65% e 1,93%, e foi inferior à mediana das projeções (1,79%). 

 

No varejo, o destaque ficou por conta da movimentação de preços do grupo Alimentação – cuja taxa de inflação perdeu força, de junho para julho (de 2,20% para 1,41%). Nesse setor, houve quedas e desacelerações de preços em hortaliças e legumes (5,50% para -0,97%), em arroz e feijão (11,16% para 5,11%) e em panificados e biscoitos (2,85% para 0,58%).

 

As altas de preço mais expressivas no varejo foram registradas em feijão carioquinha ( 11,69%); carne moída (7,73%); e tomate (7,56%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em alface (-6,90%); mamão da Amazônia – papaya (-5,97%); e banana prata (-6,39%).
Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 2,20%, ante avanço de 2,27% em junho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,65%, depois de ter avançado 0,89% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação positiva de 1,42%, após alta de 2,67% em junho. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de julho foi do dia 21 de junho a 20 de julho.

 

Atacado

 

Os preços dos produtos agrícolas têm aumentos acumulados de 12,35% no ano e de 40,25% em 12 meses, no âmbito do IGP-M. Já os preços dos produtos industriais registram elevações de 9,64% no ano e de 12,66% em 12 meses, até julho.

 

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços das matérias-primas brutas acumularam elevações de 15,28% no ano e de 41,40% em 12 meses, até julho.

 

As altas de preços mais expressivas no atacado em julho no âmbito do IGP-M, foram registradas em soja em grão ( 9,38%); bovinos ( 7,59%); e milho em grão ( 11,64%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em julho, foram apuradas em arroz em casca (-4,17%); telefones celulares (-4,66%); leite in natura (-1,83%).

 

Construção

 

Na construção civil, o INCC-M acumulou altas de 7,68% no ano e de 10,01% em 12 meses até julho. De acordo com a fundação, a desaceleração de preços no setor, medida pela taxa do INCC-M, de junho para julho (de 2,67% para 1,42%), foi influenciada por aumentos mais fracos de preços em materiais e serviços (de 1,73% para 1,56%); e em mão-de-obra (de 3,75% para 1,27%).

linkEntenda a crise dos alimentos especial

Deixe um Comentário

IGP-M desacelera em julho, mostra pesquisa

30 de Julho de 2008 – 10h15 – Última modificação em 30 de Julho de 2008 – 10h20  
Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
São Paulo – O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ficou em 1,76%, em julho, com recuo de 0,22 ponto percentual na comparação com o mês anterior (1,98%), segundo pesquisa divulgada hoje no site da Fundação Getulio Vargas. O indicador, usado para reajustar contratos de aluguel, acumula elevações de 8,71% no ano e de 15,12% nos 12 meses fechados em julho.Entre os itens que contribuíram para a desaceleração estão produtos alimentícios como o arroz (em casca), que passou de um aumento de 5,81% em junho para uma variação negativa de 4,17% neste mês, leite in-natura (de 2,18% para -1,83%) e matérias-primas como as de uso na siderurgia. O minério de ferro havia subido 6,65%, em junho e caiu em julho para -1,41%.

Apesar da redução no ritmo de alta, a taxa ainda é significativa no mercado atacadista. O Índice de Preços por Atacado (IPA), subiu 2,20% ante 2,27%. No subgrupo de alimentos in natura a taxa ficou em -1,32% ante 7,62%. Alguns produtos que compõem o grupo de matérias-primas (com elevação média de 3,78% ante 3,11%), no entanto, dispararam de preços como o caso do tomate, que passou de uma variação negativa de -1,30% para uma alta de 7,44%; o milho em grão (-5,52% para 11,64%).

Outro componente do IGP-M, o Índice de Preços ao consumidor-(IPC) subiu 0,65%. Na pesquisa anterior, havia apresentado elevação maior, de 0,89%. Neste caso, a principal contribuição foi da área alimentícia (2,20% para 1,41%). Mas comer fora de casa passou a pesar mais no bolso do consumidor. A refeição em restaurante pulsou de 0,37% para 1,72% e o preço do feijão saltou de 7,30% para 11,69%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), aumentou em 1,42%,taxa inferior a de junho (2,67%). Os materiais passaram de 1,70% para 1,65% ; os serviços de 1,85% para 1,09% e a mão-de-obra (3,75% para 1,27%).

Deixe um Comentário

Posts Mais Antigos »
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.