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InBev completa aquisição da norte-americana Anheuser-Busch

terça-feira, 18 de novembro de 2008, 14:54 | Online

Nova companhia passará a se chamar Anheuser-Busch InBev e terá ações negociadas na Bolsa de Bruxelas

Marcílio Souza, da Agência Estado

BRUXELAS - Apesar de toda a turbulência econômica, da queda nas ações e dos rumores de que não conseguiria o financiamento necessário, a InBev anunciou nesta terça-feira, 18, a conclusão da compra da cervejaria americana Anheuser-Busch, um negócio de US$ 52 bilhões. A nova empresa se torna a maior fabricante de cerveja do mundo, e passa a se chamar Anheuser-Busch InBev. O brasileiro Luiz Fernando Edmond, presidente da AmBev, é quem vai comandar as operações da companhia nos Estados Unidos.

 

A InBev pagou US$ 70 para cada ação da Anheuser. Os papéis desta companhia pararam de ser negociados no fechamento do pregão de segunda-feira, pondo fim aos 150 anos de independência do grupo.

 

A nova companhia terá ações negociadas na Bolsa de Bruxelas. O grupo terá mais de 200 marcas, incluindo Budweiser, Stella Artois e Beck.

 

A conclusão do acordo vem cinco meses após a InBev fazer sua primeira oferta, que foi rejeitada pela Anheuser como baixa demais. Esta procurou sua parceira mexicana, a Grupo Modelo, para discutir uma forma de se proteger da InBev e anunciou planos para cortar custos. Depois, no entanto, a fabricante norte-americana aceitou ser vendida, quando a InBev aumentou a oferta em US$ 5 por ação.

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InBev briga por espaço no mercado chinês

[ 28 de setembro de 2008 - 08h29 ]

 

Xangai – Se a fusão entre a InBev e a Anheuser-Busch for aprovada pelo governo chinês, a nova empresa terá 13% do consumo de cerveja na China, com 48 milhões de hectolitros por ano, o que transformará o país asiático em seu terceiro maior mercado depois dos Estados Unidos e Brasil.A China é o maior mercado de cerveja do mundo, com 20% do consumo global. O líder de vendas atualmente é a SABMiller. A presença na nação mais populosa do mundo é cada vez mais estratégica para as grandes fabricantes mundiais de cerveja, que repetem dentro das fronteiras chinesas a disputa de mercado global. Os principais players estrangeiros no país são SABMiller, Anheuser-Busch e InBev. Apesar de ter crescido a ritmo de dois dígitos ao ano durante quase uma década, o consumo de cerveja na China é de 28 litros per capita, metade do registrado no Brasil.

A tarefa de aumentar a presença da InBev na China está nas mãos de Miguel Patrício, presidente da InBev para a região Ásia-Pacífico. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

 

 

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InBev aprofunda concentração entre cervejeiras

Terça-Feira, 15 de Julho de 2008 

Com a compra da Anheuser-Busch, 60% do mercado mundial fica nas mãos de apenas três empresas

A compra da cervejaria americana Anheuser-Busch pela belgo-brasileira InBev, anunciada oficialmente ontem, foi o maior lance de um jogo que parece ainda estar longe de seu final – a consolidação do mercado. Com o negócio de ontem, 60% do mercado de cervejas do mundo fica concentrado nas mãos de apenas três empresas – a InBev, a britânica SABMiller e a holandesa Heineken. Mas ontem mesmo analistas já se perguntavam quais seriam os próximos passos das gigantes desse setor.

Com a compra da Anheuser-Busch, a InBev passa a ser líder absoluta no ranking das maiores cervejarias mundiais, com uma receita estimada de US$ 36 bilhões, praticamente o dobro da SABMiller, a segunda colocada. A empresa belgo-brasileira será a primeira em vendas em alguns dos principais mercados mundiais – Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha e Brasil. E ganha, além disso, uma marca com enorme potencial de se tornar uma potência global – a Budweiser -, algo que ainda falta ao portfólio da InBev.

Para não ficar tão atrás, a SABMiller poderia fazer ofertas às mexicanas Femsa e Modelo, à australiana Foster?s ou à canadense-americana Molson Coors, segundo alguns analistas. Outros especialistas, no entanto, trabalhavam com a hipótese de a própria SABMiller tornar-se alvo de aquisição, já que sua posição, em termos de conttrole, seria a mais frágil entre os grandes grupos.

OPERAÇÃO

A InBev vai pagar US$ 70 por ação pela Anheuser-Busch, o que dá à operação um valor total de US$ 52 bilhões. As negociações duraram cerca de um mês. A primeira proposta oficial feita pela InBev, de US$ 65 por ação, ou cerca de US$ 46 bilhões, foi apresentada em 11 de junho. A oferta foi recusada pelo conselho de administração da Anheuser, sob a alegação de que subvalorizava a empresa.

A Anheuser, para se defender da InBev, chegou a anunciar um plano que previa a demissão de funcionários e a aceleração do programa de recompra de ações, como forma de aumentar a lucratividade. A proposta, porém, não foi suficiente para convencer os acionistas. E uma nova proposta de US$ 70 por ação foi rapidamente aceita – a oferta chegou à Anheuser no final da semana, e no domingo à noite o negócio foi acertado.

O presidente da InBev, o brasileiro Carlos Brito, disse que a companhia estava preparada para pagar US$ 70 por ação da Anheuser desde o começo. “Nós tínhamos uma faixa em mente e trabalhamos dentro daquela faixa”, disse Brito em um vídeo divulgado no site da InBev. Para justificar a proposta mais alta, a InBev disse que a companhia combinada pode cortar custos em, no mínimo, US$ 1,5 bilhão até 2011. O acordo aumentará os ganhos dos atuais acionistas da InBev a partir de 2010, segundo a empresa.

Para convencer a direção da Anheuser-Busch a aceitar a proposta, a InBev acenou com uma série de agrados. Entre eles, o de manter o tradicional nome da empresa na nova companhia, que passará a se chamar oficialmente Anheuser-Busch InBev. E também a manutenção em St. Louis, no Estado do Missouri, da sede da empresa nos EUA. Além disso, a direção da Anheuser-Busch ganha direito a dois assentos no conselho de administração da InBev. Um dos ocupantes já foi definido: será August Busch IV, o presidente-executivo da Anheuser-Busch que tentou de todas as formas evitar o negócio.

“Hoje é um dia excitante”, disse Busch durante o anúncio do negócio. Segundo Carlos Brito, as duas empresas decidiram “virar a página e olhar para a frente, e não para o passado”. “Agora nosso compromisso é com os funcionários da Anheuser-Busch para fazer da operação um sucesso”, disse Busch.

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Ação da AmBev dispara após acordo da InBev com Bud

segunda-feira, 14 de julho de 2008, 10:45 | Online

 

Papéis da cervejaria sobem mais de 6% nos primeiros negócios da Bovespa, cotados a R$ 100,40

REUTERS

SÃO PAULO - As ações da AmBev disparavam mais de 6% logo nos primeiros negócios desta segunda-feira, depois que o grupo do qual faz parte, Inbev, anunciou acordo para compra da norte-americana Anheuser-Busch. Às 10h25 (horário de Brasília), as ações da AmBev subiam 6,36%, cotadas a R$ 100,40. No mesmo horário, o índice Ibovespa subia 1,82%.  

 

Veja também:

link InBev compra Bud e cria a maior cervejaria do mundo

“Finalmente saiu a notícia de que as empresas fecharam acordo amigável. Então pode haver gente no mercado vendo que a AmBev não terá problemas porque não terá desembolso financeiro com a operação”, disse o analista Ricardo Fernandez, da Itaú Corretora.

Um operador que pediu para não ser identificado afirmou que nos últimos tempos a ação da AmBev teve desvalorizações, chegando a perder até o patamar de R$ 100. “Então essa alta pode ser vista como uma correção em relação a essas quedas impulsionada pela notícia da conclusão do negócio da InBev lá fora, que chamou a atenção do mercado para a ação”.

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