Arquivo para Internet

Microsoft e Yahoo! fecham acordo para desbancar o Google

quarta-feira, 29 de julho de 2009, 09:43 | Online

Empresa de software terá acesso à tecnologia da vice-líder em audiência na web para desenvolver site de busca

WASHINGTON - A Microsoft e o Yahoo! fecharam nesta quarta-feira, 29, uma parceria em mecanismos de busca e publicidade. O acordo dá à Microsoft acesso aos mecanismos de buscas do Yahoo!, vice-líder de audiência na web. A empresa de softwares acredita que o acordo vai novo site de buscas, o Bing, mais acessível, na queda de braços com o Google.

  

Em troca, o Yahoo! receberá 88% da receita de buscas e vendas de seus sites pelos primeiros cinco anos do acordo e terá o direito de vender anúncios em alguns sites da Microsoft. A empresa estima que o acordo deve gerar US$ 500 milhões por ano, além de economizar cerca de US$ 275 milhões em investimentos, os quais ficarão a cargo da Microsoft.

 

O acordo prevê ainda que cada empresa manterá seus negócios de propaganda e força de vendas separados. A Microsoft pagará o Yahoo! por meio de um acordo de compartilhamento de receita no tráfego gerado pela sua rede de sites próprios e afiliados. O acordo não cobre mensagens instantâneas, anúncios exibidos, e-mail ou produtos e propriedades na Web de cada empresa e deve ser concluído no começo de 2010.

 

Em declaração dada ao jornal New York Times, o presidente-executivo da Microsoft, Steven Ballmer, disse que “através deste acordo com o Yahoo, a Microsoft desenvolverá uma ferramenta de busca inovadora, mais valiosa para os anunciantes, e uma opção real de consumo para os internautas em um mercado dominado por apenas uma empresa”.

 

A executiva-chefe do Yahoo!, Carol Bartz, elogiou o valor do acordo para a empresa, os usuários e a indústria, afirmando que os anunciantes vão se beneficiar do alcance da parceria, bem como da eficiência em trabalhar com uma única plataforma.

 

Há meses o mercado vinha especulando que as empresas juntariam forças para um potencial acordo de busca, depois que a oferta da Microsoft no ano passado para adquirir todo o Yahoo! foi considerada muito baixa pelo ex-executivo-chefe Jerry Yang e outros membros da diretoria.

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Hospitalizado, mas conectado à rede

Domingo, 26 de Abril de 2009 

 

 

Pacientes em tratamento buscam internet para manter a rotina e ter informações até mesmo sobre sua doença

Emilio Sant?Anna

Notebook no colo, celular ao alcance das mãos, papéis espalhados sobre o sofá e decisões a serem tomadas. Nada na rotina de trabalho do engenheiro Marco Aurélio Martins, de 37 anos, foi diferente na última semana. Nada, a não ser o cateter ligado a seu peito por onde o medicamento da quimioterapia entra em seu corpo e o ajuda a combater um tumor no abdome.

Ele faz parte de um contingente cada vez maior de pacientes que se vale dos serviços wireless oferecidos por hospitais de ponta para manter o doente mais próximo de seu mundo habitual e mais distante da pressão de estar internado.

Martins se trata no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. No entanto, teria a mesma comodidade caso estivesse em hospitais como o Albert Einstein, Samaritano, Nove de Julho ou Hospital do Coração (HCor), por exemplo.

É a segunda vez que o engenheiro enfrenta o câncer e as sessões intermináveis de quimioterapia. Mas agora ele tem um aliado: sua rotina e obrigações continuam as mesmas. “Enquanto estou aqui ocupo minha mente com o trabalho e continuo tocando minha vida”, diz.

Desde que recebeu o diagnóstico, ele já sabia como contornar a situação. Reuniu os diretores de sua empresa, em São José do Rio Preto, a 450 km de São Paulo, e comunicou que se afastaria da cidade, mas não do trabalho. Elegeu uma das salas do ambulatório de oncologia do Sírio-Libanês como seu escritório. “Ficar longe de casa para mim, que tenho um filho de 3 anos, já é ruim”, diz. “Pior seria não ter nada para fazer aqui.”

O oncologista Fernando Maluf é o responsável pelo acompanhamento clínico de Martins e apoia a decisão dos pacientes de não abandonarem suas rotinas durante o tratamento. O acesso à internet não é liberado para todos os pacientes. Casos mais graves são vetados, mas a rede é liberada quando a situação clínica permite e o médico não vê problemas.

Manter-se ativo e informado traz efeitos positivos para a recuperação do doente. “O maior ganho é que as pessoas têm a clara noção de que a luta é contra o câncer e nem por isso precisam se desviar do que costumam fazer”, diz Maluf.

LEIGOS

Nem mesmo um tipo de paciente cada vez mais comum nos consultórios preocupa o médico: o “paciente Google”. Com a expansão do acesso à internet, doença nenhuma, assim como os tratamentos, ficaram à salvo da curiosidade leiga.

Para o oncologista, informação demais nunca é um problema. “É relativamente frequente o paciente questionar ou até mesmo se espantar com o prognóstico de sua doença, que ele leu em algum site”, diz. “Porém ele deve ser transparente e perguntar ao médico qual a melhor fonte de pesquisa.”

O clínico-geral do Samaritano, José Renato das Neves, tem a mesma opinião. Não ter informações sobre a própria doença e as possibilidades de cura é uma angústia a mais, desnecessária, diz.

Mesmo quando o prognóstico não é o esperado, saber ao certo quais são as perspectivas de cura pode ter seu lado positivo. “Quanto mais informado o paciente estiver, melhor. Mesmo que o prognóstico não seja bom”, afirma. “É melhor a pessoa tirar a dúvida com um profissional do que ficar sofrendo sem saber a resposta.”

Para o infectologista e vice-diretor médico do Hospital do Coração (HCor), Pedro Mathiasi, os médicos bem preparados não devem temer a situação de confronto que muitas vezes se cria quando o paciente passa a questionar os rumos de seu tratamento. “Quem tem o domínio da situação tem de estar preparado para enfrentar casos como esses”, diz Mathiasi.

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Netbooks podem abrir caminho de dados para hackers

terça-feira, 3 de março de 2009, 17:14 | Online

Como esses computadores são usados principalmente para acessar a internet, perigo aumenta

Reuters

TAIPÉ - Internautas usuários de netbooks, cuidado. O computador de baixo custo que vocês estão utilizando pode ser uma rodovia que permite acesso em alta velocidade à sua vida, contas bancárias, senhas e outros dados pessoais. 

Os netbooks vêm conquistando manchetes desde seu lançamento, em 2007, por tornarem os computadores acessíveis a milhões de usuários. Mas seu baixo custo também pode acarretar um pesado preço devido à segurança frouxa que os torna vítimas fáceis de vírus e hackers.

 

Desde sua introdução menos de dois anos atrás pela Asustek, de Taiwan, quase todos os grandes fabricantes de computadores, entre os quais Hewlett-Packard, Dell, Acer e Lenovo, aderiram à categoria.

 

Mas sua natureza simples, combinada ao baixo poder de computação e relativa falta de sofisticação entre os usuários podem se combinar para criar uma situação perfeita para os hackers e criadores de vírus em busca de alvos fáceis, disseram os analistas.

 

“A Internet está repleta de perigos, não importa que computador você esteja usando”, disse Sam Yen, gerente da produtora de software antivírus Symantec para o mercado da China. “Mas tendo em mente que os netbooks são usados primordialmente para acesso à Internet, esses perigos podem ser multiplicados, especialmente se a máquina não dispuser de software antivírus”, disse.

 

Preços que começam em 300 dólares fazem com que os netbooks muitas vezes não disponham de recursos padrão como os firewalls e outros softwares antivírus normalmente encontrados em outros computadores, o que os torna altamente vulneráveis a ataques.

 

“Francamente, a segurança de redes ainda não chegou lá”, disse Pranab Sarmah, analista do Daiwa Institute of Research. “O posicionamento do netbook significa que as marcas de computadores farão o que for necessário para oferecer preços que atraiam os consumidores, e isso significa manter os custos baixos”, disse.

 

Muitos dos usuários de netbooks são relativamente novatos na Internet, e talvez não estejam conscientes das precauções que podem tomar para se proteger. O baixo poder de computação também significa que muitos usuários mais experientes de netbooks podem fechar programas de segurança críticos para ganhar velocidade.

 

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Cresce a audiência e o interesse das empresas na web

Segunda-Feira, 01 de Dezembro de 2008 

 

Levantamento feito por encomenda da agência F/Nazca mostra que há 64,5 milhões de internautas
Marili Ribeiro

 

Há mais gente imersa nas possibilidades do mundo online do que captam as atuais pesquisas referendadas pelo mercado. Essa é uma das conclusões do rastreamento de hábitos e usos da internet patrocinado pela agência de publicidade F/Nazca Saatchi & Saatchi. Os internautas no País somam 64,5 milhões, não os 41,6 milhões apontados pelo Ibope/NetRatings.

A divergência deve-se à metodologia. O Ibope recorre a uma referência global de apuração por meio de entrevistas por meio de telefone fixo. “No caso brasileiro é insuficiente porque a telefonia se expandiu com o uso do telefone móvel”, explica Fernand Alphen, diretor de Planejamento da F/Nazca.

O novo dado pode ajudar as empresas a mudar as estratégias de comunicação, na avaliação de Alphen. “De dez anos para cá, estamos trabalhando num cenário de areia movediça com o avanço das novas mídias. É cada vez mais difícil saber como pegar o comprador com nossas mensagens.”

Mais do que isso, o consumidor que emerge do universo digital é mais participativo. Entre outras razões, porque é estimulado pela facilidade de acesso a fóruns de debates, redes sociais, salas de conversas e até à votação em rankings de classificação de produtos e serviços.

No levantamento feito sob encomenda para o Instituto DataFolha, que entrevistou na rua mais de 3 mil pessoas residentes em 172 municípios do País, constatou-se que 53% dos usuários da internet já incluíram algum conteúdo na rede, como fotos, textos ou vídeos. Outros 26% publicaram opiniões sobre algum assunto e 20% fizeram reclamações de empresas.

O executivo Gabriel Egydio, que não se define um “rato de computador”, mas usa os recursos da rede online para simplificar seu dia-a-dia, conta que foi graças à internet que obteve o melhor desfecho para um problema no carro que comprou para a mulher. “A montadora empurrou o concerto em todas as revisões. Resolvi pesquisar na rede e descobri que o defeito do câmbio era recorrente na safra de veículos daquele ano e modelo. Munido desses argumentos, fiz a companhia consertar o carro, sem ônus.”

A crescente influência do meio online na vida das pessoas requer mudança do modelo de ações de marketing. A pesquisa aponta, por exemplo, que 48% dos usuários da internet levam em consideração a opinião de outros internautas antes de uma compra.

Por isso, empresas como a Petrobrás criaram área específica para acompanhar o que dizem a seu respeito no universo online. “As redes sociais são hoje em dia relevantes e tiram do nosso controle a dinâmica do processo de comunicação”, avalia a gerente de Multimeios da empresa, Patrícia Fraga. “A nossa equipe acompanha sites, como YouTube, Facebook, Orkut, entre outros, para ver como as notícias da companhia repercutem. Ficamos atentos para qualquer ação de neutralização em caso de críticas ou notas negativas”, enfatiza ela.

O espaço da internet, por sua natureza, convida ao debate. Logo, se o consumidor pode falar o que quiser, as empresas também podem se expressar. E, considerando o acirrado ambiente de concorrência entre elas, a rede também pode virar um local para se disseminar informações de uns contra os outros, como reconhece Leandro Ramiro, gerente da empresa de artigos esportivos Penalty.

Todas as possibilidades têm que ser levadas em consideração, como admite Ramiro, que contratou a agência de serviços online BG Interativa, do Grupo Total, para monitorar conversas até mesmo nos blogs. “O cuidado é que o ambiente online é sensível à intromissão”, diz ele. “Por isso, as ações devem ter cuidado redobrado para não sugerir manipulação, o que pode ser ainda mais prejudicial à marca”, destaca ele.

Uma das constatações recorrentes entre os que observam a evolução da internet é a presença desse canal entre todas as faixas etárias, embora os jovens sejam mais habituais. Cinqüentona assumida, a artista plástica Pinky Wainer ficou tão viciada no meio que, além das compras que faz nos quatro cantos do mundo para a sua loja dedicada a objetos arte, usa a rede para baixar imagens com as quais desenha com a neta. “O grande segredo desse negócio é a associação livre de idéias. Basta pôr qualquer palavra em um site de busca que se vai encadeando uma idéia na outra e eu, por exemplo, acabo comprando um livro em um sebo na Finlândia”, brinca. “Às vezes, passo noites inteiras descobrindo novos mundos. É fascinante!

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Internet com freio de mão puxado

 

Rodrigo Gallo

Muitas vezes, o consumidor que contrata um plano de banda larga para internet – seja fixa ou móvel -, recebe um serviço muito inferior em relação ao cobrado pela operadora. Isso fica evidente no crescente número de reclamações recebidas pelas entidades de proteção ao consumidor neste ano. O problema é que algumas empresas colocam uma cláusula no contrato que garante o cumprimento de apenas 10% da velocidade de conexão escolhida pelo pelo usuário.

Em conseqüência dessa situação, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon estudam formas de punir as empresas que adotam essa prática, considerada ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O JT verificou o contrato de algumas operadoras e constatou o fato. É o caso do termo de aquisição dos planos do modem 3G da Claro. “A Claro garante o mínimo de 10% (dez por cento) da velocidade nominal contratada”, diz o documento, que pode ser acessado pelos usuários no site da empresa. O mesmo vale para os contratos de banda larga da NET. “A operadora garante ao assinante o mínimo de 10% (dez por cento) da velocidade nominal contratada dentro de sua rede (…)”, informa.

Sendo assim, se o plano prevê uma velocidade de 500 kbps, por exemplo, o usuário pode ficar limitado a acessar a rede com apenas 50 kbps, velocidade de conexão inferior à da internet discada (pela linha telefônica), que funciona com 60 kbps, em média.

De acordo com a advogada Estela Guerrini, do Idec, esse tipo de cláusula contratual comete uma infração de consumo, pois o fornecedor deve se comprometer a cumprir integralmente o serviço divulgado. Portanto, afirma, se o anúncio diz que a internet tem velocidade de 1 megabyte, a empresa deve dar garantias totais desse serviço.

Segundo Estela, a garantia mínima de algumas operadoras “frustra qualquer expectativa do consumidor”, e, portanto, é uma prática abusiva. “Constatamos que a velocidade efetiva fornecida ao cliente é muito aquém da prometida na venda do produto, além de existirem muitos lugares onde não há sinal para conexão.” Esse problema, segundo o Idec, afeta clientes de internet fixa e móvel.

Em meados de novembro, o instituto enviou uma notificação às operadoras pedindo explicações sobre essa questão, mas ainda não recebeu resposta.

Anatel

O Procon também estuda uma forma de notificar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para regulamentar os contratos. “É uma oferta enganosa que pode ser considerada uma prática irregular. Garantir apenas 10% da velocidade contratada é muito pouco”, afirmou Fátima Lemos, assistente de direção do Procon.

A Anatel sai em defesa das empresas. De acordo com a agência, as operadoras que oferecem internet rápida são obrigadas a cumprir exatamente aquilo que está previsto em contrato. Então, se o termo de adesão ao plano informa que a velocidade mínima garantida é de apenas 10%, não há motivo para reclamação: o usuário está ciente dessa condição da conexão, pois recebe uma cópia do documento.

A própria Anatel recomenda que o consumidor deve ler atentamente o contrato e, caso não concorde com algum dos itens, deve negociar com a empresa ou procurar outra operadora para contratar o serviço de banda larga.

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Número de internautas no mundo chega à marca de 1,5 bilhão

sexta-feira, 28 de novembro de 2008, 12:55 | Online

Um sexto da população tem acesso à rede, mas diferenças entre países ricos e pobres ainda são gritantes

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

GENEBRA -   

O número de internautas no mundo chega à marca de 1,5 bilhão de pessoas, sete vezes maior que no início da década. Os dados foram divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que destaca para a explosão do número de pessoas usando a web em todo o mundo. Hoje, um sexto da população mundial tem acesso à rede. Mas as diferenças entre países ricos, emergentes e os mais pobres ainda são gritantes. Na África, menos de 1% dos usuários de Internet contam com banda larga.

 

Desde 2005, o número de internautas aumentou em 500 milhões de pessoas. No ano 2000, o número total de pessoas usando a Internet não chegava a 200 mil. Os dados sobre os usuários de Internet são preliminares e a divisão entre os países será divulgada no início de 2009. Outra constatação da UIT é de que 2008 de fato marcará a venda de 4 bilhões de celulares. A explosão do número de usuários vem ocorrendo especialmente nos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), onde já há um terço dos celulares no planeta. Há apenas oito anos, o mundo contava com pouco mais 500 milhões de celulares.

 

Hoje, o celular chega a 61% de penetração, taxa superior ao telefone fixo em muitas capitais africanas. O crescimento do setor foi de 24% em média por ano desde o início da atual década.

 

Nos quatro grandes países emergentes, a taxa de celulares já chegará a 1,3 bilhão até o final do ano. Na prática, isso significa que um terço de todos os celulares do planeta estão nesses quatro mercados.

 

A liderança entre os emergentes é da China, com quase 700 milhões de celulares. Em julho, o país já superava a marca de 600 milhões e se tornou o maior mercado de celulares do mundo, superando os Estados Unidos. Por ano, 100 milhões de celulares na China foram colocados no mercado desde 2000.

 

 

O Brasil acompanha o crescimento, mas em números absolutos foi ultrapassado pela Índia e Rússia nos últimos anos. Entre 2000 e 2003, o País foi o segundo maior entre os emergentes em números absolutos. Mas desde 2004 tanto a Rússia como a Índia ultrapassaram o Brasil em assinaturas. Hoje, os indianos somam cerca de 300 milhões de celulares, contra pouco mais de 110 milhões no Brasil. Na Rússia, são cerca de 160 milhões. Mas em termos de penetração, o Brasil é um dos líderes, com 50%.

 

 

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Cópia de decisão extraída da internet é válida para integrar recurso

 

Cópias autenticadas, carimbos visíveis, certidões. O formalismo processual está de tal maneira enraizado no sistema jurídico que um detalhe despercebido pelo advogado pode levar ao fim da busca pelo direito do cliente. Mas o avanço da tecnologia sobre todas as áreas do conhecimento humano pesou em uma decisão recente da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros entenderam que, ainda que não tenha certificado digital, mas sendo possível verificar, por outros elementos, que o documento foi extraído de site oficial, a cópia de decisão obtida pela internet é válida para integrar agravo de instrumento (recurso apresentado ao tribunal de segunda instância).

O julgamento é inédito no STJ e beneficiou uma empresa gaúcha que, agora, terá seu recurso analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). Foi o reconhecimento mais extremo já manifestado pelo STJ no sentido da possibilidade de redução da “ditadura das formas rígidas”, expressão da relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi.

A redação do artigo 525 do Código de Processo Civil (CPC), que lista os documentos obrigatórios para instruir o recurso, fala somente em “cópias da decisão agravada”, sem explicitar a forma como elas devem ser obtidas. A ministra Nancy destacou que os avanços tecnológicos vêm, gradativamente, modificando as rígidas formalidades processuais que antes eram exigidas. Para a relatora, as formas devem ser respeitadas somente nos limites em que são necessárias para atingir seu objetivo.

O próprio STJ já tinha dado alguns passos na mesma direção. Em 2006, a Corte Especial, ao julgar um caso de Santa Catarina (Ag 742069), entendeu ser possível admitir a formação do agravo de instrumento com peças extraídas da internet. A condição seria a possibilidade de comprovação da sua autenticidade, por certificado de sua origem ou por meio de alguma indicação de que, de fato, tenha sido retirada do site oficial do Tribunal de origem.

No recurso julgado pela Terceira Turma, algumas particularidades fizeram a diferença. Apesar de inexistir a certificação digital propriamente dita, a ministra Nancy observou que é possível constatar a origem das peças impressas. Há o logotipo virtual da Corte gaúcha no seu cabeçalho; há a inscrição “Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul – Página 1 de 1” no alto da página; há marca de copyright do TJ/RS abaixo das informações processuais, além da identificação com o endereço eletrônico da impressão no canto inferior da página, marcação esta identificadora em diversos modelos de impressoras.

Além disso, a autenticidade da cópia não foi objeto de impugnação (contestação) nem pela parte contrária nem pelas decisões do TJRS, o que leva à presunção de veracidade do contexto (artigo 372 do CPC).

 

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

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Internet poderá vir a ser utilizada como veículo de comunicação oficial

PL que autoriza a União, os Estados e os municípios a utilizar a Internet como veículo de comunicação oficial está entre os 21 itens da pauta da reunião da CCJ, marcada para as 10h de amanhã, 29/10.

A proposta, de autoria do senador Demóstenes Torres – DEM/GO, conta com o parecer favorável da relatora, senadora Serys Slhessarenko – PT/MT.

Para Demóstenes Torres, o PLS 323/06 (clique aqui), caso venha a ser transformando em lei, irá permitir maior controle social da gestão pública, principalmente nos pequenos municípios, onde os atos administrativos, muitas vezes, são fixados em murais dentro da própria prefeitura.

O uso da Internet como meio de divulgação de informações oficiais dará maior transparência aos atos das três esferas de governo, ao mesmo tempo em que vai atingir a população prontamente, com maior abrangência e de forma eficaz“, prevê Demóstenes Torres.

Após receber parecer da CCJ, o projeto segue para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática – CCT, onde será votado em decisão terminativa.

Livro didático

Na mesma reunião, a CCJ, presidida pelo senador Marco Maciel – DEM/PE, deverá analisar o parecer do senador César Borges – PR/BA favorável ao projeto da senadora Patrícia Saboya - PDT/CE que confere à Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação – CNE – a atribuição de centralizar, normatizar e controlar a política do livro didático no país, inclusive nos seus aspectos operacionais, envolvendo o ensino infantil, fundamental e médio.

O projeto também concede à Câmara de Educação Básica o direito de selecionar o conteúdo do livro didático, o processo de escolha dos títulos e a definição de prazos mínimos para sua adoção, tanto na constituição dos acervos das bibliotecas escolares, quanto no uso pelos estudantes, em todas as etapas e modalidades da educação básica.

Atualmente, as decisões nessa área são tomadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, que gerencia os programas, e pela Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Educação, que os monitora.

A senadora acredita que a centralização da atividade de escolha de livros didáticos na Câmara de Educação Básica, além de trazer maior economia para os cofres do governo, irá permitir que os profissionais optem por livros de maior qualidade técnica, para atender as necessidades de professores e alunos.

Após análise da CCJ, o projeto segue para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte para ser votado em decisão terminativa.

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Acesso à internet é mais caro no Brasil

Domingo, 05 de Outubro de 2008 

Entre os emergentes, País é o que cobra maior preço de banda larga

Daniele Carvalho

 

O forte crescimento da utilização da banda larga para acesso à internet ainda não se converteu em redução de preços para o consumidor no País. Levantamento feito pela consultoria IDC coloca o Brasil no topo da lista dos países com tarifas mais altas, entre os emergentes. Os custos pesam no bolso dos clientes, que fazem conexão tanto por meio da tecnologia oferecida pelas operadoras de telefonia fixa (ADSL) como pela das TVs por assinatura (cable modem).

A pesquisa, que usou como parâmetro as velocidades mínimas e máximas oferecidas em cada mercado, levantou o custo final para o consumidor no Brasil, Argentina, Chile, Rússia e República Tcheca. “Não seria justo comparar o Brasil com países desenvolvidos, onde o mercado já está mais maduro”,explica o analista em telecomunicações da consultoria, Vinícius Caetano. Por isso, a o estudo definiu um perfil de países a serem observados. “Resolvemos, então, fazer uma avaliação junto a países emergentes da América latina e do Leste Europeu.”

Ao pesquisar 15 provedores de banda larga no Brasil, a consultoria apurou que o custo médio para a velocidade mínima, de 128 quilobits por segundo (Kbps), oferecida no mercado pela conexão por operadoras de telefonia fixa era de US$ 30 em julho deste ano. Já no Chile, onde a velocidade mínima é mais que o dobro da brasileira (300 Kbps), o preço era de US$ 34,71. Na vizinha Argentina, 512 Kbps saíam por US$ 27, 05.

O descompasso é ainda maior quando confrontados os dados do Brasil com os dos países europeus em desenvolvimento. Na Rússia, por exemplo, a velocidade mínima é de 1 megabit por segundo, com preço médio de US$ 14,64. Já na República Tcheca, paga-se US$ 17,68 por 2 megas de conexão.

“No acesso mínimo de banda larga, o Brasil ainda oferece conexão de 128 Kbps , que já é ultrapassada em vários países. E, mesmo assim, o custo é maior que o de conexões com maior velocidade”, comenta Caetano.

A diferença de preços também é grande quando se avalia os produtos mais sofisticados, voltados para clientes de classe A. No Brasil, a velocidade máxima oferecida no varejo, de 20 megas, exige desembolso mensal de US$ 300. Na Argentina, 5 megas saem a US$ 46,80. No Chile, por 6 megas paga-se US$ 59,70. Os internautas tchecos pagam por 8 megas de conexão ADSL US$ 53, enquanto que os russos desembolsam cerca de US$ 38 por 6 megas de conexão.

“Se na conexão mínima estamos em desvantagem na oferta de serviço, na máxima, já chegamos a 20 megas. Os demais países ainda oferecem acessos que ficam em torno de 5 a 8 megas. O preço cobrado no Brasil, no entanto, é proporcionalmente mais alto que nos países estudados”, acrescenta o analista da IDC.

VIA CABO

A situação não é diferente no acesso por cabo. No Brasil, o preço mínimo, para 200 Kbps, é de US$ 32,60. Já os argentinos pagam US$ 15,90 por 640 Kbps, e os chilenos, US$ 38,70 por 1 mega. “Na conexão máxima, as empresas brasileiras cobram US$ 130 por 12 megas. Na Argentina, 10 megas tem preço médio de US$ 191, que no Chile saem por US$ 69,40″, revela Vinícius Caetano.

A indústria nacional do setor aponta a carga tributária como o principal vilão dos preços do acesso à internet banda larga. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), Eduardo Parajo, a taxação na atividade de telecomunicações chega a 43% dos custos. “Assim fica difícil sair ganhando na comparação das tarifas”, diz Caetano.

Parajo admite, no entanto, que ainda há pouca concorrência no setor, o que reduz a necessidade das empresas de oferecer preços mais competitivos. De acordo com ele, esta disputa poderia ser motivada por meio da redução da carga tributária ou diminuição da tarifa de importação de produtos para o setor, que segundo ele chega a 100%.

“Estas medidas poderiam atrair mais investidores para o mercado”, defende ele. O analista da IDC observa que ainda há pouca concorrência no serviço de banda larga, mas acrescenta que outro motivo para o encarecimento do serviço de banda larga pode estar nas dimensões continentais do País.

“Além disso, o grau de penetração do serviço ainda é baixo no Brasil, de 13%. Em alguns dos países comparados chega a 30%”, diz. “Temos que levar em conta que isto faz uma grande diferença porque o custo fixo se mantém estável”, argumenta Caetano.

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Quando Cardoso inventou a internet

21/07/2008
  

ArtEstado
Quando um brasileiro criou a internet…

 

Eles inventaram a internet. É o que dizem, não fui eu: está até no nome do site que vão lançar – www.inventamosainternet.com. É a turma do CardosOnline, o “fanzine por e-mail” que nasceu exatos dez anos atrás em Porto Alegre. Daquele grupo de amigos, inventores da internet, saiu um movimento cultural que já inspirou dois filmes.

Um, Cão Sem Dono, foi dirigido por Beto Brant.O outro entrou em cartaz: sexta passada é Nome Próprio, de Murilo Salles.Inventaram a internet? Inspiram filmes? De certa forma, inventaram, sim. Mas, como toda boa história, esta também começa do início.

Em 1998, a internet brasileira era bem diferente da americana. Lá, uma multidão de sites amadores conviviam com vários gigantes profissionais como Yahoo! e Lycos e MSN. Os grandes grupos de comunicação ainda estavam inseguros se apostavam ou não na rede.

Aqui, a maior estrela era o UOL, outros grandes como Globo.com, iG ou Terra ainda não tinham se apresentado. Os amadores, espalhados em inúmeros projetos pessoais mal mapeados, atingiam um público mínimo. Blogs tinham acabado de ser inventados, mas só lá fora e quase ninguém sabia que o nome daquele tipo de site era blog.

Foi nesse cenário que apareceu o CardosOnline. Cardoso não se chama Cardoso. É o apelido de André Czarnobai, um gaúcho ruivo que estudava jornalismo na UFRGS. Faculdade em greve, sem muito o que fazer, tratou de reunir seus textos – resenhas, contos e que tais – numa longa mensagem de e-mail. Os amigos gostaram da idéia e foram se juntando. Daniel Galera – aquele, escritor por trás do Cão Sem Dono, foi um dos primeiros. E logo, logo, Clarah Averbuck, que andou pelas páginas do Link na semana passada. Ela é a moça interpretada por Leandra Leal em Nome Próprio.

CardosOnline era um “fanzine por e-mail”. Quem quisesse, podia assinar para receber de tempos em tempos aquela mensagem com textos, contos, resenhas, um misto de jornalismo e literatura num formato que, meses depois, quem estava na internet chamaria de ezine. Seguindo seu modelo, vários outros surgiriam nos tempos seguintes, como o SpamZine, editado por Alexandre Inagaki.

Ainda demoraria para os blogs começarem a pipocar pela internet brasileira. Mas quando veio a primeira geração de blogs, ela seguiu justamente este caminho ditado pelo CardosOnline: jovens escritores querendo um espaço para divulgar o que faziam. Lá por 2004, 2005, eles começaram a emplacar seus primeiros livros, Daniel e Clarah já na primeira leva. Com Nome Próprio às portas do cinema, é mais um passo. A geração está consolidada.

Clarah não gosta que chamem ela de escritora blogueira. De fato, ela sequer começou nos blogs e o CardosOnline está aí para prová-lo. Mas é uma escritora que surgiu por conta da internet. No filme, sua personagem é a escritora Camila Jam, sempre atenta ao blog, vivendo cada situação, às vezes parece, em função do que registrará em texto e publicará na rede. É uma vida em função do online que só pode ser vivida daquele jeito aos vinte e poucos e que inevitavelmente nos distrai da vida de fato. Leandra Leal está ótima: bonita e competente. Uma pena que o elenco de apoio se perca quase todo.

Não é errado dizer que essa trupe puxada por Czarnobai, o Cardoso, inventou a internet brasileira. Se a internet é esse misto de conteúdo profissional e amador, o espaço onde qualquer um que fotografe, filme, cante, escreva pode apresentar-se ao distinto público, eles foram os pioneiros. Seria de todo injusto, ao contar a história da rede por aqui, descontar sua importância.

Inventamosainternet.com está lá, pendurado na rede, mas ainda não há nada no site. Há uma penca de apostas circulando: o que haverá por ali?
pedro.doria@grupoestado.com.br

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