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Investidor utiliza estratégia compradora no momento atual da bolsa, diz enquete

Por: Conrado Mazzoni Cruz
11/07/08 – 12h00
InfoMoney

SÃO PAULO – Uma grande parcela de investidores está aproveitando a turbulência do mercado para identificar oportunidades interessantes e aumentar a exposição, confiantes em uma trajetória positiva da Bolsa de Valores de São Paulo. O otimismo voltou a prevalecer em enquete promovida recentemente pela InfoMoney.

Diante da pergunta: “qual sua estratégia para o mercado de ações no momento atual?”, 1.463 escolhas (36,53%) foram atribuídas à opção “comprador, vai subir muito”. Desde o início do ano, o Ibovespa já caiu mais de 5%. Diante do temor inflacionário e as incertezas sobre a economia dos EUA, o primeiro semestre foi o pior do índice desde 2005.

A segunda opção mais votada com 32,41% foi “parcialmente comprador, pode voltar a subir”. Ou seja, quase 69% dos usuários carregam projeções mais otimistas para a renda variável nacional. Na outra ponta, pouco mais de 14% selecionaram alternativas que citavam uma estratégia de reduzir posições na bolsa.

Longo prazo
Mesmo depois de receber o título de grau de investimento, o mercado acionário brasileiro não conseguiu suportar o clima adverso nas bolsas em nível global e rumou para o negativo no ano. Deterioração agravada pela pressão inflacionária local e o conseqüente aumento na taxa básica de juro. No entanto, analistas destacam o viés de longo prazo.

Em entrevista recente à InfoMoney TV, o analista da GAS Investimentos Luiz Liuzzi destacou fundamentos sólidos da bolsa. Ele caracterizou o momento atual como “transitório”, descartando a manutenção da volatilidade por um período mais longo. “Trabalhamos com um cenário de bolsa melhorando no segundo semestre”.

“A atratividade do Brasil frente aos outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) decaiu e investidores precisam ficar mais atentos à possibilidade de uma realização de lucros no curto prazo”, alerta, em contrapartida, a Merrill Lynch, que mantém sua visão favorável ao mercado brasileiro, embora destaque o significativo crescimento de seus riscos.

Veja os resultados da enquete

Qual sua estratégia para o mercado de ações no momento atual? Votos Percentual
Comprador, vai subir muito 1.463 36,53%
Parcialmente comprador, pode voltar a subir 1.298 32,41%
Neutro, não acho que vale o risco 678 16,93%
Vendedor, já vendi tudo ou estou short 313 7,82%
Parcialmente vendedor, estou reduzindo gradualmente 253 6,32%
Total 4.005 100%

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Conservador ou ousado? Conheça seu perfil antes de aplicar em títulos do Tesouro

Por: Nathália A. Terra Pereira
27/05/08 – 16h51
InfoMoney

SÃO PAULO – Com maior atratividade em tempos de volatilidade nos mercados de renda variável, aplicar em títulos públicos do Tesouro Nacional nunca foi tão tentador. A promessa de retorno certo após determinado tempo atrai desde os mais conservadores até os mais agressivos. Entretanto, renda fixa não é sinônimo de investimento completamente isento de riscos.

Frente à gama de categorias e tipos de títulos oferecidos, não são raros os casos de investidores que se atrapalham e optam por aplicações que destoam de seu perfil. Saber qual a sua propensão ao risco, qual a sua necessidade de retornos periódicos e qual o montante a ser aplicado são algumas das questões essenciais na hora de escolher os títulos que mais lhe adequam, a fim de que surpresas desagradáveis sejam evitadas.

Risco e indexador
A priori, o apetite ao risco é o primeiro elemento que deve ser levado em consideração pelos investidores. É preciso estabelecer qual tipo de aplicação, pré ou pós-fixada, mais se enquadra no seu perfil de risco. A principal diferença é que, em um título pré-fixado, o investidor já sabe qual será a rentabilidade, desde que mantenha o papel até o seu vencimento, enquanto no caso dos pós-fixados, não existe forma de saber antecipadamente qual será o retorno, já que ele depende de fatores que ocorrem após o momento da aplicação.

Identificado seu perfil em tal quesito, a próxima grande questão que se projeta é qual será o indexador de seu título: juro ou inflação. Para aqueles mais aflitos com a iminência de um aperto monetário do que com o crescimento das pressões inflacionárias, o título mais indicado é o das LFT (Letra Financeira do Tesouro Nacional), vinculadas à taxa Selic.

Trata-se do título de perfil mais conservador dentre os oferecidos pelo Tesouro, muito procurado quando se espera uma trajetória de alta na Selic. No entanto, o fluxo de recebimento dos juros das LFT é simples, composto apenas por uma aplicação e um resgate. Isto significa que o investidor que escolhe tal papel recebe o pagamento de juros apenas na data de vencimento do título. Desta forma, as LFT são pouco adequadas para aqueles que necessitam do ingresso periódico de juros, muitas vezes para reaplicação em outros títulos ou investimentos.

Inflação também pede atenção
Ainda no âmbito dos títulos pós-fixados, estão as NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B), indicadas para aqueles que objetivam proteger seu capital de variações bruscas na inflação, por serem indexadas ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Assim como as LFT, as NTN-B principais apresentam um baixo perfil de risco e um fluxo de pagamento de juros simples.

Por sua vez, as NTN-B tradicionais se adequam àqueles que não querem correr grandes riscos, mas que precisam garantir uma renda semestral, além do principal na data de vencimento do título. Em contrapartida, tais aplicações possuem custos de transação maiores do que as NTN-B principais.

Aos mais ousados
Esqueça tudo acima se o seu perfil é o de um investidor mais arrojado, propenso a correr certos riscos em prol da possibilidade de uma rentabilidade maior. Neste caso, as indicações são para os títulos pré-fixados, pelos quais se sabe exatamente o retorno a ser obtido caso a aplicação seja mantida até a sua data de vencimento.

O risco consiste justamente na possibilidade de variações no juro básico e na inflação. Com pagamento semestral de juros, os títulos NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F) são um dos mais arriscados, assim como as LTN (Letras do Tesouro Nacional), que também são pré-fixadas, mas com fluxo de pagamento de juros simples.

Diversifique e atente para as condições do mercado
Mais do que conhecer o seu perfil como investidor, seja este ousado ou conservador, atentar para as condições do mercado é sempre uma prerrogativa válida para qualquer investimento, em renda fixa ou variável.

Nesse sentido, ficar atento às pressões inflacionárias no Brasil, assim como à trajetória da política monetária doméstica, é essencial. Como em qualquer tomada de decisão na hora de investir seus recursos, a diversificação de ativos, e a conseqüente pulverização de risco, é sempre aconselhável.

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