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IPCA apura leve alta de 0,01% em julho

Paula Cleto | Valor

06/08/2010 09:04

RIO – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou em julho inflação de 0,01%, praticamente estável em relação a junho, quando o índice teve variação zero. O resultado ficou abaixo do visto no mesmo mês do ano passado, quando a alta do IPCA foi de 0,24%. As informações foram divulgadas há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A mediana das projeções de analistas financeiros captadas pela última pesquisa Focus do Banco Central apostava em alta de 0,09% no mês passado.

Nos sete primeiros meses do ano, o IPCA soma elevação de 3,1%, superior aos 2,81% de igual intervalo de 2009.

No acumulado dos 12 meses encerrados em julho, a inflação apurada pelo índice atinge 4,6%. O percentual é ligeiramente menor do que o relativo aos 12 meses imediatamente anteriores, que foi de 4,84%.

(Paula Cleto | Valor)

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IPCA: alguns preços vão subir em 2009, mas inflação será menor neste novo ano

Por: Tabata Pitol Peres
02/01/09 – 16h58
InfoMoney

SÃO PAULO – Muita cautela, atenção aos preços e planejamento. São esses os conselhos da economista da MCM Consultores Associados, Basiliki Litvac, para os consumidores brasileiros no início deste ano.

De acordo com a profissional, apesar da previsão de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) feche 2009 com elevação menor do que em 2008 – 4,9% contra os 5,9% previstos para este ano – alguns preços estarão maiores no começo do ano.

“Alguns indexadores como IGP-M e IGP-10 terminaram 2008 com altas significativas e alguns preços olham no retrovisor, ou seja, serão influenciados, em 2009, pelo comportamento que apresentaram no ano passado e ficarão mais altos”, explica.

Preços maiores
De acordo com Basiliki, preços administrados sofrerão reajustes significativos. “Alguns serviços possuem indexadores como o IGP-M, que fechou 2008 em quase em 10%, então vão subir. Isso inclui serviços públicos, como água e luz. Como 2008 foi ano eleitoral, muitas capitais não tiveram os preços de seus transportes públicos reajustados, o que deverá acontecer já no começo deste novo ano, menos em São Paulo, porque essa foi a promessa do prefeito reeleito na cidade”.

A economista conta ainda que, além disso, existem os preços que sofrem influencia da variação cambial. “E no ano passado a desvalorização do Real frente ao Dólar foi bastante grande. Vimos o dólar subir de R$ 1,57 para R$ 2,30 em poucos meses”.

Estimativas da MCM garantem que, enquanto os preços administrados fecharam 2008 com alta de 3,3%, em 2009 a elevação será de 6%: “É um salto muito significativo, capaz de elevar consideravelmente alguns preços”.

Inflação menor
Porém, o cenário traçado pela economista para este ano não é pessimista. “Os preços livres terão queda e compensarão os preços administrados fazendo até com que a gente espere uma inflação menor para 2009″.

Estão nesses preços a alimentação e bens duráveis, por exemplo. “Neste novo ano não teremos mais choque de commodities agrícolas como vimos em 2008, então não teremos os aumentos de preços em alimentos como tivemos no ano passado”, explica.

Já sobre os bens duráveis, Basiliki completa: “haverá redução de preços porque a demanda deve cair. Além disso o crédito está mais restrito, os brasileiros estão menos confiantes e temem o desemprego. Isso faz com que deixem de comprar, oq ue obriga as empresas a reduzirem os valores para tentarem vender. Sem falar na redução do IPI que já se reflete no preço dos carros e aparecerá ainda mais ao longo de janeiro e fevereiro”.

Planejamento
Diante desse panorama de incertezas em que começa 2009, a recomendação de planejamento é reforçada pela economista.

“Com os preços dos serviços públicos subindo os consumidores terão que ser bastante conscientes. Tem preços que ficarão maiores e eles não podem deixar de pagar, como a energia elétrica, por exemplo”.

E finaliza: “não é preciso deixar de comprar, mas o consumo tem que ser consciente e caber no orçamento. Planejamento é a palavra ideal para o início de 2009″.

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IPCA-15 é o destaque da agenda nacional da semana

[ 21 de setembro de 2008 - 11h55 ]

 

São Paulo – A agenda da semana é bem mais modesta em termos de indicadores econômicos do que as das três semanais iniciais de setembro. Depois de um começo de mês que concentrou divulgações de grande impacto para o mercado financeiro, como o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2008, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, a decisão de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom) e a própria ata do encontro da diretoria do Banco Central; o período compreendido entre os dias 22 e 26 terá poucos indicadores e contará com o IPCA-15 de setembro como maior destaque. 

Com anúncio agendado para a próxima quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice, que subiu 0,35% em agosto, é uma parcial do IPCA fechado de cada mês. Os especialistas do mercado continuam bastante atentos para saber se o grupo Alimentação manterá a tendência baixista observada durante o mês passado.

 

Apesar de indicadores, como o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), continuarem mostrando o grupo de alimentos em queda, há sinalizações de que a carne bovina poderá mudar do terreno negativo para o positivo e que, por conta do peso deste item, ocorram alterações para a Alimentação.

 

Outras expectativas importantes relacionadas ao IPCA-15 estão ligadas aos efeitos das tarifas públicas e às dúvidas sobre a composição dos núcleos de inflação. Se, por um lado, os maiores impactos vindos dos preços administrados podem ter ficado para trás, por outro, a manutenção dos núcleos em níveis anteriores, mesmo com a desaceleração do IPCA de agosto, deixou os analistas com um pé atrás, já que eles aguardavam núcleos em sintonia com o indicador cheio mais ameno do mês passado.

 

Ainda no campo da inflação, outras duas divulgações de indicadores são aguardadas na próxima semana. A primeira será feita na terça-feira (dia 23) pela FGV, que trará os números da terceira prévia do mês do IPC-S. Depois de iniciar o mês com uma elevação de 0,20%, o índice desacelerou forte para 0,04% na segunda medição de setembro e os especialistas não descartam a possibilidade até de uma deflação para o próximo resultado, sempre tendo o comportamento da Alimentação como principal fator condutor.

 

A segunda divulgação ficará por conta da Fipe, que trará ao público na quinta-feira (dia 25) os números também da terceira prévia de setembro do IPC paulistano. Na segunda medição do mês, o indicador subiu 0,52% ante 0,47% da primeira leitura, com efeito maior do grupo Habitação, por conta dos impactos de tarifas públicas.

 

Fora da inflação, a semana terá dados relacionados ao emprego e ao setor externo. Na segunda-feira (dia 22), o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará o saldo entre as exportações e as importações brasileiras realizadas na terceira semana de setembro. Na segunda semana, o saldo da balança foi de US$ 1,257 bilhão, com US$ 5,073 bilhões em exportações e US$ 3,816 bilhões em importações.

 

No dia seguinte (dia 23), é a vez de o Banco Central trazer os números da Nota do Setor Externo de agosto, que engloba tanto o resultado das transações correntes como o Investimento Estrangeiro Direto (IED) que ingressou no País no período. Em julho, foi constatado déficit de US$ 2,111 bilhões na conta de transações correntes do balanço de pagamentos. Quanto ao IED, entrou no Brasil, no mesmo período, um total de US$ 3,24 bilhões.

 

Na quinta-feira (dia 25), o IBGE anuncia a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de agosto. Em julho, o instituto apurou que a taxa de desemprego no País atingiu 8,1% da População Economicamente Ativa (PEA). O resultado representou um aumento na taxa de desocupação ante o de 7,8% observado em junho. (Flavio Leonel e Francisco Carlos de Assis)

 

 

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IPCA cai para 0,53% e põe em debate alta de juro

Sábado, 09 de Agosto de 2008 

Preços de alimentos desaceleram em julho e puxam para baixo indicador que baliza meta de inflação no País

Jacqueline Farid

 

Após quatro meses de disparada de preços, os alimentos, protagonistas da alta inflacionária desde o segundo semestre do ano passado, começaram a dar sinais em julho de que os reajustes estão perdendo fôlego. O IPCA, indicador que serve de referência para a meta de inflação, registrou alta de 0,53% no mês, bem abaixo do 0,74% de junho.

linkEconomista da PUC comenta inflação

A inflação dos alimentos caiu à metade (1,05%, ante 2,11% do mês anterior) e puxou o recuo. A avaliação da maioria dos economistas, no entanto, é de que essa involução não será suficiente para reverter a trajetória de alta nos juros.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,19% e em 12 meses, de 6,37%. A meta definida pelo governo para 2008 é de 4,5%, com piso de 2,5% e teto de 6,5%. Para a coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, as ações governamentais para conter a escalada dos alimentos, como a retirada de tributos do trigo e o anúncio do plano de safra para o ano que vem, podem ter contribuído para a perda de ritmo da inflação.

Ela citou, também, a safra recorde de 145,3 milhões de toneladas, prevista para este ano, como um dos fatores importantes para as variações mais amenas nos preços dos produtos alimentícios. Eulina alerta, porém, que ainda é cedo para considerar a desaceleração como tendência. “É preciso um tempo maior. Esses resultados têm de ser consolidados”, afirmou.

Para analistas, o impulso para a menor pressão dos alimentos está mais vinculado a fatores externos do que a iniciativas domésticas. Segundo sócio-diretor da RC Consultores, Fábio Silveira, e a LCA Consultores, o recuo das commodities no mercado internacional permitiu a perda de ritmo da inflação.

“Caminhamos celeremente para desaceleração das taxas mensais de inflação e o ponto de partida está lá fora, não aqui dentro”, disse Silveira.

SELIC

A contenção da inflação em julho não terá repercussão imediata na política monetária, segundo economistas. O argumento é de que o recuo esteve relacionado, aparentemente, a fatores sazonais e não tem ligação com desaquecimento da demanda, principal objetivo da atual alta dos juros.

José Márcio Camargo, economista da Opus Gestão de Recursos, disse que a perda de ritmo da inflação “não tem muito a ver com a política monetária, que está mais preocupada com a demanda”.

Marcela Prada, economista da Tendências Consultoria, disse que mantém inalterada a projeção de Selic em 15% (atualmente está em 13%) em janeiro de 2009. “É muito cedo para tirar conclusões, há ainda muita incerteza em relação à trajetória dos preços das commodities”, disse.

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