Por: Equipe InfoMoney
09/10/08 – 12h16
InfoMoney
Resultados regionais
A única capital em que houve redução da variação foi Brasília, passando de -0,15% para -0,17%. O maior aumento de variação ocorreu no Rio de Janeiro: de -0,22% para 0,18% em 7 de outubro. A tabela abaixo mostra as variações regionais do IPC-S.
| Município | 30/09 | 7/10 |
| Belo Horizonte | 0,20% | 0,26% |
| Brasília | -0,15% | -0,17% |
| Porto Alegre | -0,19% | -0,13% |
| Recife | -0,43% | -0,21% |
| Rio de Janeiro | -0,22% | 0,18% |
| Salvador | -0,59% | -0,32% |
| São Paulo | 0,10% | 0,35% |
| IPC-S | -0,09% | 0,16% |
Fonte: FGV
Alimentos no eixo Rio-São Paulo
Nas principais capitais do Sudeste o aumento da taxa de variação deveu-se principalmente ao grupo dos alimentos. Em São Paulo, a variação registrada foi de 0,35%, 0,25 ponto percentual acima do divulgado na quarta semana de setembro (0,10%). No Rio de Janeiro o resultado apresentou um aumento de 0,40 ponto percentual em relação ao anterior.
A variação do grupo alimentação na cidade de São Paulo foi de 0,65 ponto percentual, de -0,54% para 0,11%. Os itens que mais influenciaram o movimento foram hortaliças e legumes (-4,94% para -2,96%), frutas (5,69% para 7,78%) e laticínios (-4,64% para -3,69%).
Já na capital fluminense, o índice para o grupo alimentação apresentou variação de -0,17% (contra -1,38% na semana anterior). Os principais itens responsáveis pelo acréscimo foram o limão (67,25%) e a carne moída (4,60%).
Outros destaques
São Paulo também registrou alta para mais três classes de despesas: habitação (de 0,56% para 0,71%), educação, leitura e recreação (0,10% para 0,21%) e transportes (0,10% para 0,17%). A principal contribuição para a alta no grupo habitação partiu da taxa de água e esgoto (3,44% para 4,64%).
Com queda na variação do índice em São Paulo estão os grupos vestuário (0,17% para 0,16%), saúde e cuidados pessoais (0,05% para -0,03%) e despesas diversas (1,45% para 1,18%).
O grupo de vestuário, no Rio de Janeiro, apresentou, juntamente com o grupo dos alimentos, acréscimo na taxa de variação, que passou de 0,76% para 1,30%. Outras pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos despesas diversas (0,79%), saúde e cuidados pessoais (0,52%) e transportes (0,29%).
As quedas foram observadas para as taxas de variação dos grupos educação, leitura e recreação (0,08%), habitação (0,08%) e alimentação (-0,17%).