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Fipe apura IPC de 0,77% e fala em ”viés de baixa”

Sábado, 12 de Julho de 2008 

Desaceleração na construção civil contribuiu para alta menor que a de junho, de 0,96%

Flávio Leonel

O índice de Preços ao Consumidor (IPC) que mede a inflação na cidade de São Paulo subiu 0,77% na primeira quadrissemana de julho e ficou abaixo do resultado de junho (0,96%). Calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o IPC ficou abaixo das expectativas de analistas de mercado, que iam de 0,81% a 0,93%.

O novo coordenador do IPC da Fipe, Antonio Evaldo Comune, manteve ontem em 0,95% a projeção para a inflação na cidade de São Paulo em julho. Ele ressaltou, no entanto, que há um “viés de baixa” para a estimativa, que poderá ser alterada na próxima divulgação do indicador.

“Prefiro manter a previsão de 0,95%, mas acredito que a taxa de inflação poderá ficar mais parecida com o que vimos na primeira quadrissemana do que com o fechamento do mês passado”, disse Comune, referindo-se à taxa de 0,96% do fim de junho.

Segundo ele, o destaque do levantamento foi o comportamento do grupo habitação, que saiu de uma taxa de 0,30% para uma alta de 0,12%. O motivo dessa desaceleração foi, principalmente, a queda de 1,86% do item energia elétrica, proporcionada pela alíquota menor de PIS/Pasep e Cofins determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para as contas da Eletropaulo deste mês.

Outro fator importante foi o comportamento de alta mais amena da alimentação. Apesar de o grupo permanecer em um nível bastante elevado, de 2,34%, e representar cerca de 70% de toda a inflação paulistana, teve uma taxa 0,53 ponto porcentual menor que a do fim de junho, quando chegou a 2,87%.

Para o fim 2008, a Fipe manteve a estimativa anterior. Segundo Comune, o IPC deverá fechar o ano com uma taxa acumulada de 6,35%.

ALTAS MENORES

Desde que atingiu o pico de alta de 2008, o IPC já teve uma desaceleração de 0,53 ponto porcentual na cidade de São Paulo, segundo o levantamento semanal da Fipe. O coordenador do índice afirmou que o processo de altas menores da inflação se intensificou entre o fim de junho e o começo deste mês e deve prosseguir nas próximas divulgações da instituição.

A maior marca do IPC em 2008, que também foi o número mais alto registrado desde o fim de fevereiro de 2003 (1,61%), foi observada na primeira quadrissemana do mês passado, quando a inflação chegou a 1,30%.

Depois disso, nos quatro levantamentos seguintes da Fipe, houve apenas taxas menores: 1,26% na segunda quadrissemana de junho; 1,06% na terceira; 0,96% no fechamento do mês passado; e, finalmente, de 0,77% na primeira quadrissemana de julho.

 

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Fipe eleva projeção do IPC de 2008 de 4,5% para 5,93%

[ 04 de junho de 2008 - 13h02 ]

 

São Paulo – O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Márcio Nakane, elevou hoje de 4,50% para 5,93% a projeção da inflação na cidade de São Paulo para o final de 2008. De acordo com ele, a forte modificação foi provocada principalmente pela aceleração observada nos preços nos mais recentes levantamentos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pela tendência de que a inflação permaneça pressionada, especialmente por causa dos alimentos, no curto prazo. 

Se confirmada essa estimativa, o IPC superaria o resultado de 2007, quando mostrou alta de 4,38% nos preços. Entre janeiro e maio de 2008, a inflação foi de 2,82% e superou a taxa observada no mesmo período do ano passado, de 1,81%. Nos últimos 12 meses até maio de 2008, a inflação foi de 5,41%, a mais elevada neste tipo de comparação desde a segunda quadrissemana (período de 30 dias encerrado na segunda semana do mês) de agosto de 2005, quando ficou em 5,57%.

 

O coordenador salientou também que a revisão na previsão do ano tem uma forte ligação com um erro dele na antiga estimativa para o grupo Habitação em 2008. “Estava trabalhando com um número errado de 1,50%.” Só entre janeiro e maio, a inflação do grupo já foi de 2%. Agora, estamos aguardando uma variação de 4,50% para este grupo no final do ano”, explicou.

 

Quanto ao grupo Alimentação, que já acumulou alta de 15,21% entre janeiro e maio, Nakane espera uma desaceleração, pois trabalha com a possibilidade de variação de 11% para o final de 2008. Para junho, entretanto, as pressões devem continuar dentro do grupo.

 

A estimativa do coordenador, de 3%, é muito parecida com a que foi vista em maio. No mês passado, o grupo avançou 3,17%, atingindo a maior marca desde dezembro de 2002 (3,36%), e foi o principal responsável para que o IPC batesse uma nova marca: a taxa mensal mais elevada para a inflação em São Paulo desde fevereiro de 2003 (1,61%).

 

Para a inflação geral de junho, Nakane informou que está trabalhando com uma estimativa de 0,94%, que seria menor do que a taxa apurada no mês anterior. “O que estamos esperando para junho permanece fundamentalmente ligado ao comportamento dos preços da Alimentação. Para os demais grupos, aguardamos números mais comportados.” (Flavio Leonel)

 

 

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