Arquivo para IPI – Redução

Governo prorroga IPI reduzido de carros, eletrodomésticos e construção

29/06/09 – 12h44 – Atualizado em 29/06/09 – 15h29

Essa é a segunda renovação do IPI reduzido para automóveis.
Imposto menor vale também para eletrodomésticos, construção e pão.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

 O governo decidiu prorrogar, por mais três meses, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para o setor automobilístico, informou nesta segunda-feira (29) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O benefício para este setor terminaria nesta terça-feira (30).

 

“Em outubro, novembro e dezembro, volta gradualmente o tributo [IPI de automóveis], até estar totalmente reconstituído no fim do ano”, disse Mantega. Para caminhões, o tributo reduzido vale até o fim do ano e, para motocicletas, terá validade por mais três meses.

 

Além disso, o governo também decidiu manter o IPI baixo para a aquisição dos produtos da chamada “linha branca” pela população, que abrange fogões, máquinas de lavar, geladeiras, até 31 de outubro. Também foi mantido o IPI reduzido de cerca de 30 grupos de materiais de construção até o fim deste ano.

 

O ministro da Fazenda informou ainda que também foi mantido o PIS e a Cofins, com alíquotas menores, para farinha de trigo e para o pão até o fim de 2010.

Automóveis

 

A redução do IPI para carros foi autorizada, pela primeira vez, em janeiro deste ano, quando o setor, e também o resto da economia, sentia mais fortemente os efeitos da crise financeira. Em março, foi autorizada a primeira prorrogação do imposto reduzido. Com a medida, o governo deixou de arrecadar R$ 1,75 bilhão neste ano.

 

Para carros populares, de até mil cilindradas, o IPI caiu de 7% para zero e, para automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos à gasolina, recuou de 13% para 6,5%. Para carros flex (bicombustível) e movidos à álcool, o imposto caiu de 11% para 5,5%. Entretanto, não houve alteração para veículos com mais de duas mil cilindradas.

Eletrodomésticos

 

A redução do IPI para os eletrodomésticos da chamada ”linha branca” foi anunciado pelo governo em 17 de abril, com validade de três meses, ou seja, até 17 de julho. Com a medida, o IPI das geladeiras caiu de 15% para 5%, o de fogões recuou de 5% para zero, enquanto o de máquinas de lavar foi diminuído de 20% para 10%. A alíquota de IPI para tanquinhos, por sua vez, caiu de 10% para zero. A expectativa do governo era de que o imposto reduzido, para este setor, representasse cerca de R$ 250 milhões a menos durante os três meses de vigência (até 17 de julho).

Materiais de construção

 

Em março deste ano, o governo anunciou a redução do IPI para mais de 20 grupos de produtos de materiais de construção, como revestimentos, tintas e cimento, entre outros. Em abril, porém, o governo incluiu novos grupos de produtos na lista de itens com IPI reduzido, como como telhas de aço, impermeabilizantes, revestimentos cerâmicos, cadeados e registros de gavetas, entre outros.

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Para Volks, manter a redução de IPI é ‘mandatório’

Agencia Estado – 12/3/2009 12:06

O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, considera “mandatória” a manutenção, por parte do governo federal, da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis novos pelo menos por mais três meses. A redução, que ajudou o setor a evitar uma queda drástica nas vendas, está prevista para terminar no dia 31 de março.

 

O executivo prevê redução de 5% nas vendas de veículos este ano, queda que pode ser maior sem medidas de incentivo às vendas. No ano passado foram vendidos 2,67 milhões de automóveis e comerciais leves no País. Schmall defende que, durante o período de prorrogação da queda do IPI sejam discutidas medidas que mudem o benefício do IPI por incentivos de financiamentos aos consumidores.

 

Ele afirma, contudo, que as empresas podem “negociar tudo com o governo, mas quem vai definir é o mercado”, ao comentar a possibilidade de o governo exigir garantias de emprego como contrapartida para prorrogar o corte do IPI. “O emprego depende 100% do mercado.”

 

O presidente da montadora alemã compartilha da opinião de outros executivos de que a crise é mais forte fora do Brasil, como na Europa e nos Estados Unidos, onde as vendas de veículos registram queda de 20% a 40%, mas acha necessário que o País reaja rapidamente para criar um mercado consumidor mais consistente. O executivo ressalta que o mercado brasileiro tem elevado potencial de crescimento diante das estatísticas de que há oito habitantes para cada automóvel no Brasil.

 

Convênio

 

A Volkswagen do Brasil decidiu garantir o abastecimento de energia limpa em suas fábricas e vai investir R$ 50 milhões na construção de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no interior de São Paulo. Em parceria inédita, a montadora tem 40% do capital da hidrelétrica. A Sociedade de Energia Bandeirantes (Seband) controla 33% e a Pleuston Serviços os 27% restantes.

 

Ao todo, o projeto consumirá R$ 100 milhões. O início da geração de energia está previsto para janeiro de 2010. A capacidade da usina corresponderá a 18% do consumo anual das fábricas da Volkswagen no País.

 

A montadora participa da Ecogerma 2009 – Feira de Negócios e Congresso de Tecnologias Sustentáveis, promovida pela Câmara Brasil Alemanha e que será aberta ao público de hoje até domingo no Transamérica Expocenter, em São Paulo. Entre os produtos em exposição no estande da Volkswagen estão o Polo E-Flex, modelo flex que extinguiu o tanquinho de gasolina para a partida do carro e um veículo conceito movido a hidrogênio trazido da Alemanha, que não polui. Também faz demonstrações de um Passat com sistema em que o carro estaciona sozinho.

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