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O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse
nesta segunda-feira que seu país vai travar uma
guerra até as últimas conseqüências contra o
grupo militante palestino Hamas e seus aliados
na Faixa de Gaza.
“Nós queremos paz, e estendemos a mão mais
de uma vez ao povo palestino”, afirmou Barak.
“Não temos nada contra o povo de Gaza, mas
temos uma guerra até o amargo fim contra o
Hamas e suas extensões.”
O governo israelense acusa o Hamas e outros
grupos militantes palestinos presentes na Faixa
de Gaza de lançar ataques com foguetes contra
o sul de Israel. As autoridades israelenses
apontam esses ataques como o motivo que
causou o início da ofensiva.
O governo de Israel alega ainda que está
fazendo o possível para minimizar o número
de vítimas civis nos ataques.
“Nós estamos lutando, mas não evitando o envio
de ajuda humanitária para os cidadãos (de Gaza)”,
disse Barak. “Além disso, determinei que seja
permitida a entrada de quanta ajuda for necessária, e é isso que faremos.”
Alvos
Nesta segunda-feira, pelo terceiro dia consecutivo,
aviões israelenses bombardearam alvos
considerados chave para o Hamas na
Faixa de Gaza.
Os mais recentes ataques atingiram o
prédio do Ministério do Interior e a
Universidade Islâmica, um símbolo do
movimento político palestino que domina o
território desde 2007.
Segundo o correspondente da BBC em Gaza,
Rushdi Abualouf, as chances de o ataque ter
deixado vítimas são pequenas, já que a
universidade foi evacuada desde o início das
operações israelenses porque o Hamas já
esperava uma possível ofensiva no local.
Outras repartições públicas e túneis que ligam o
território palestino ao Egito também foram
atingidos nos ataques iniciados no último sábado.
Os palestinos usam essas rotas para levar comida
e outros suprimentos do Egito – inclusive armas,
segundo Israel.
Médicos palestinos dizem que cerca de 315
pessoas morreram e mais de mil ficaram feridos
nos ataques. Representantes da ONU que
visitaram centros médicos na Faixa de Gaza
disseram que 56 dos mortos são civis.
No sul de Israel, na cidade de Ashkelon,
pelo menos uma pessoa morreu nesta
segunda-feira na explosão de foguetes
lançados por militantes palestinos.
Pressão
Forças terrestres israelenses estão se agrupando
na fronteira com Gaza, e o governo de Israel
declarou “zona militar fechada” em áreas ao redor
do território palestino.
De acordo com o governo israelense, a medida
foi tomada devido ao risco de ataques palestinos
com foguetes contra alvos israelenses na região
em retaliação contra a ofensiva em Gaza. Israel
alega que mais de 110 foguetes foram lançados
do território desde o último sábado.
A decisão de fechar a região ao redor da
Faixa de Gaza, a convocação de 6,5 mil
reservistas e a movimentação de tropas na
fronteira são sinais de que uma operação
terrestre está sendo preparada por Israel.
A ofensiva militar começou no sábado, menos
de uma semana depois do fim de um acordo de
cessar-fogo de seis meses com o Hamas.
Israel bombardeou todas as principais cidades
da Faixa de Gaza, inclusive a Cidade de Gaza,
no norte do território, e Khan Younis e Rafah,
no sul.
Mais de 210 alvos foram atingidos nas primeiras
24 horas do que Israel diz que pode ser uma
longa operação militar.
Segundo analistas, sábado foi o dia em que
foram registradas mais mortes na Faixa de Gaza
desde a ocupação israelense do território em 1967,
embora não exista uma confirmação independente
do número de mortos.
A maioria, contudo, seria formada por policiais a
serviço do Hamas, inclusive o chefe da polícia
local. Mas relatos indicam que mulheres e crianças
também foram mortas.
Conselho de Segurança
Em vários países do mundo islâmico, incluindo
Síria, Iraque, Jordânia e Líbano, protestos estão
sendo realizados contra a ofensiva.
Em Teerã, autoridades iranianas se juntaram aos
protestos para pedir que, nas palavras dos
manifestantes, Israel “seja eliminado do mapa”.
O líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, pediu
uma nova intifada (ou levante) contra Israel.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas
seguiu o exemplo da comunidade internacional e
pediu o fim da violência entre Israel e o Hamas.
Os Estados Unidos, o maior aliado de Israel no
órgão, disse que cabe ao Hamas parar com o
lançamento de foguetes em território israelense.
Na Grã-Bretanha, o ministro do Exterior, David
Miliband, descreveu a situação em Gaza como
“perigosa” e disse que este é um
“momento sombrio” para o Oriente Médio.
no Oriente Médio
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