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Israel recusa trégua provisória e ataca Gaza pelo 5º dia

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008, 11:00 | Online

AP - Agencia Estado

FAIXA DE GAZA - Os líderes israelenses decidiram rejeitar um pausa imediata de 48 horas nos combates e seguiram com a devastadora ofensiva aérea contra o Hamas, enviando jatos e helicópteros de assalto contra alvos determinados nesta quarta-feira em meio às fortes chuvas no quinto dia de ataques à Faixa de Gaza.

Israel enfrenta a crescente pressão internacional para paralisar a ofensiva. O primeiro-ministro Ehud Olmert discutiu uma proposta de cessar-fogo, apresentada pelo chanceler da França, com seus ministros da Defesa e das Relações Exteriores durante a noite. O encontro terminou com a decisão de continuar as operações, segundo autoridades do governo, e um fórum de ministros envolvidos com questões de segurança vai discutir a continuidade dos ataques hoje. As autoridades falaram sob a condição de anonimato porque o conteúdo do encontro era confidencial.

A escala de destruição em Gaza e o número de mortos que as autoridades de Gaza agora estimam em 374 desencadeou uma série de ações diplomáticas. Os pedidos por um cessar-fogo imediato vieram da União Européia, que solicitaram a pausa nas hostilidades na terça-feira, e do quarteto de poderes que tentam promover a paz no Oriente Médio – EUA, Nações Unidas, União Européia e Rússia. O presidente George W. Bush e a secretária de Estado Condoleezza Rice, dos EUA, também pediram que os líderes do Oriente Médio busquem uma solução durável.

O presidente moderado palestino, Mahmoud Abbas, deve se encontrar ainda hoje com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, na Jordânia para discutir um cessar-fogo. Abbas também vai se reunir com o rei jordaniano Abdallah II.

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Ministro diz que Israel vai ‘até o fim’ em guerra contra Hamas

 
 
I

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse
nesta segunda-feira que seu país vai travar uma
guerra até as últimas conseqüências contra o
grupo militante palestino Hamas e seus aliados
na Faixa de Gaza.

“Nós queremos paz, e estendemos a mão mais

de uma vez ao povo palestino”, afirmou Barak.

“Não temos nada contra o povo de Gaza, mas

temos uma guerra até o amargo fim contra o

Hamas e suas extensões.”

O governo israelense acusa o Hamas e outros

grupos militantes palestinos presentes na Faixa

de Gaza de lançar ataques com foguetes contra

o sul de Israel. As autoridades israelenses

apontam esses ataques como o motivo que

causou o início da ofensiva.

O governo de Israel alega ainda que está

fazendo o possível para minimizar o número

de vítimas civis nos ataques.

“Nós estamos lutando, mas não evitando o envio

de ajuda humanitária para os cidadãos (de Gaza)”,

disse Barak. “Além disso, determinei que seja

permitida a entrada de quanta ajuda for necessária, e é isso que faremos.”

Alvos

Nesta segunda-feira, pelo terceiro dia consecutivo,

aviões israelenses bombardearam alvos

considerados chave para o Hamas na

Faixa de Gaza.

Os mais recentes ataques atingiram o

prédio do Ministério do Interior e a

Universidade Islâmica, um símbolo do

movimento político palestino que domina o

território desde 2007.

Segundo o correspondente da BBC em Gaza,

Rushdi Abualouf, as chances de o ataque ter

deixado vítimas são pequenas, já que a

universidade foi evacuada desde o início das

operações israelenses porque o Hamas já

esperava uma possível ofensiva no local.

Outras repartições públicas e túneis que ligam o

território palestino ao Egito também foram

atingidos nos ataques iniciados no último sábado.

Os palestinos usam essas rotas para levar comida

e outros suprimentos do Egito – inclusive armas,

segundo Israel.

 

 

Médicos palestinos dizem que cerca de 315

pessoas morreram e mais de mil ficaram feridos

nos ataques. Representantes da ONU que

visitaram centros médicos na Faixa de Gaza

disseram que 56 dos mortos são civis.

No sul de Israel, na cidade de Ashkelon,

pelo menos uma pessoa morreu nesta

segunda-feira na explosão de foguetes

lançados por militantes palestinos.

Pressão

Forças terrestres israelenses estão se agrupando

na fronteira com Gaza, e o governo de Israel

declarou “zona militar fechada” em áreas ao redor

do território palestino.

De acordo com o governo israelense, a medida

foi tomada devido ao risco de ataques palestinos

com foguetes contra alvos israelenses na região

em retaliação contra a ofensiva em Gaza. Israel

alega que mais de 110 foguetes foram lançados

do território desde o último sábado.

A decisão de fechar a região ao redor da

Faixa de Gaza, a convocação de 6,5 mil

reservistas e a movimentação de tropas na

fronteira são sinais de que uma operação

terrestre está sendo preparada por Israel.

 

 

A ofensiva militar começou no sábado, menos

de uma semana depois do fim de um acordo de

cessar-fogo de seis meses com o Hamas.

Israel bombardeou todas as principais cidades

da Faixa de Gaza, inclusive a Cidade de Gaza,

no norte do território, e Khan Younis e Rafah,

no sul.

Mais de 210 alvos foram atingidos nas primeiras

24 horas do que Israel diz que pode ser uma

longa operação militar.

Segundo analistas, sábado foi o dia em que

foram registradas mais mortes na Faixa de Gaza

desde a ocupação israelense do território em 1967,

embora não exista uma confirmação independente

do número de mortos.

A maioria, contudo, seria formada por policiais a

serviço do Hamas, inclusive o chefe da polícia

local. Mas relatos indicam que mulheres e crianças

também foram mortas.

Conselho de Segurança

Em vários países do mundo islâmico, incluindo

Síria, Iraque, Jordânia e Líbano, protestos estão

sendo realizados contra a ofensiva.

Em Teerã, autoridades iranianas se juntaram aos

protestos para pedir que, nas palavras dos

manifestantes, Israel “seja eliminado do mapa”.

O líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, pediu

uma nova intifada (ou levante) contra Israel.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas

seguiu o exemplo da comunidade internacional e

pediu o fim da violência entre Israel e o Hamas.

Os Estados Unidos, o maior aliado de Israel no

órgão, disse que cabe ao Hamas parar com o

lançamento de foguetes em território israelense.

Na Grã-Bretanha, o ministro do Exterior, David

Miliband, descreveu a situação em Gaza como

“perigosa” e disse que este é um

“momento sombrio” para o Oriente Médio.

 

no Oriente Médio

 

 

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