Arquivo para juro futuro

Com piora nos mercados e disparada do dólar, juros futuros fecham em alta

Por: Equipe InfoMoney
22/10/08 – 16h30
InfoMoney

SÃO PAULO – Em mais um dia ruim, perdas generalizadas por causa dos desdobramentos da crise financeira global fizeram o dólar disparar frente ao real. Acompanhando o movimento, os juros futuros fecharam em alta nessa quarta-feira (22), com destaque para os ganhos dos contratos de maiores vencimentos.

A escalada da divisa norte-americana pôde ser vista também frente às principais moedas de referência global, como euro, libra esterlina e franco suíço. Desde cedo, o dólar apresentava forte valorização frente ao real e o Banco Central se viu obrigado a realizar mais dois leilões de swap tradicional e um leilão à vista.

A autoridade monetária da Hungria também resolveu se movimentar em direção a atenuar os impactos das turbulências da crise financeira em sua moeda. O banco elevou em 3 pontos percentuais sua taxa básica de juro, na tentativa de evitar o colapso da divisa local.

Por aqui, o Copom (Comitê de Política Monetária) irá se reunir na próxima semana para decidir o futuro da taxa Selic.

Pessimismo no cenário corporativo
O colapso financeiro internacional vem mostrando seu impacto na economia real com os resultados corporativos nos EUA. Nesta sessão, foi a vez de Boeing, Coventry Health Care e United Airlines reportarem queda nos rendimentos.

Mas o centro das atenções foi o fraco balanço divulgado pelo Wachovia, com perdas de US$ 23,9 bilhões, com o agravamento da crise. Os números do banco trouxeram um desconforto ainda maior entre os investidores, que viram perdas generalizadas neste meio de semana.

Contrato de janeiro de 2009 fechou com taxa de 14,21%
O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2009, registrou uma taxa de 14,21%, 0,27 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa Anter Diferença Contr Neg
Novembro de 2008 13,80 13,65 +0,15 1.525
Dezembro de 2008 14,09 13,87 +0,22 23.525
Janeiro de 2009 14,21 13,94 +0,27 373.220
Abril de 2009 14,45 14,11 +0,34 16.085
Julho de 2009 15,15 14,30 +0,85 55.020
Outubro de 2009 15,41 14,48 +0,93 4.875
Janeiro de 2010 16,22 14,73 +1,49 293.270
Abril de 2010 16,05 14,67 +1,38 1.315
Julho de 2010 16,40 15,00 +1,40 6.635
Outubro de 2010 16,45 15,14 +1,31 990

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Juro futuro abre pregão na BM&F em alta

[ 01 de julho de 2008 - 10h21 ]

 

São Paulo – As projeções das taxas de juros a partir dos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) estão em alta no início do pregão regular, alimentadas pela preocupação com a inflação. O DI com vencimento em janeiro de 2010 projetava, às 10h10, taxa de 15,19% ao ano, ante o fechamento de 15,14% ontem à tarde. Além da inflação, que já é uma preocupação global, os investidores acompanham a evolução dos preços do petróleo, com a percepção cada vez mais consolidada de que as pressões de preços estão longe de desaparecer. 

Diante desse quadro, a desaceleração da taxa de inflação doméstica medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e o resultado divulgado hoje pelo IBGE sobre a produção industrial brasileira em maio, no piso das expectativas dos analistas, não são suficientes para abrandar os temores do mercado. Segundo operadores, há um movimento leve de ordens de prevenção de prejuízo (“stop loss”) nos contratos futuros de DI.

 

Mais cedo, o Banco Central interveio com duas operações no mercado aberto, recolhendo o excesso de recursos das tesourarias bancárias. Na primeira, recolheu R$ 39,2 bilhões até 24 de julho, sob remuneração básica de 12,20% ao ano. Na segunda operação, pelo prazo de um dia útil, as propostas aceitas formuladas pelas instituições financeiras e aceitas pela autoridade monetária somaram R$ 47,425 bilhões, à taxa de 12,18% ao ano. (Lucinda Pinto)

 

 

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Com perspectivas para Selic em evidência, juros futuros mostram alta na BM&F

Por: Equipe InfoMoney
26/06/08 – 13h45
InfoMoney

SÃO PAULO – Em sessão bastante movimentada nos EUA, os juros futuros continuam registrando alta na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) nesta quinta-feira (25), refletindo um tom mais pessimista no mercado financeiro.

No cenário doméstico, o mercado comenta o destino da política monetária brasileira, esperando um ciclo mais duradouro de aumentos na taxa Selic.

Enquanto comentava o Relatório Trimestral de Inflação, o diretor do Banco Central, Mário Mesquita, afirmou que a instituição “fará o necessário, enquanto for necessário, para manter a trajetória da inflação alinhada com as metas”, o que deu a entender que a seqüência de apertos poderá ser mais longa, ou até mesmo mais agressiva, que o anteriormente esperado.

Fora isso, a manhã é pouco movimentada por aqui, contando somente com a Pesquisa Mensal do Emprego, que marcou uma taxa de desemprego de 7,9% em maio, o menor nível mensurado neste ano.

Ao longo da sessão, a decisão do Fed sobre manter o juro básico nos 2% ao ano ainda ganhava repercussão, dividindo o espaço com a maior preocupação no plano corporativo.

Contrato de janeiro de 2010 indica taxa de 14,96%
O contrato de juros de maior liquidez hoje, com vencimento em janeiro de 2010, aponta uma taxa de 14,96%, 0,16 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira. O número de contratos negociados chega a 354.020.

A seguir confira as taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa Anterior Diferença Contr Neg
Julho de 2008 12,09 12,07 +0,02 4.645
Agosto de 2008 12,23 12,21 +0,02 9.820
Setembro de 2008 12,46 12,42 +0,04 12.455
Outubro de 2008 12,67 12,64 +0,03 16.930
Janeiro de 2009 13,28 13,22 +0,06 219.040
Abril de 2009 13,87 13,77 +0,10 3.660
Julho de 2009 14,35 14,26 +0,09 15.415
Outubro de 2009 14,72 14,60 +0,12 1.880
Janeiro de 2010 14,96 14,80 +0,16 354.020
Abril de 2010 15,06 14,88 +0,18 120
Julho de 2010 15,14 14,94 +0,20 1.255

 

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Contratos de juros futuros com prazo mais curto registram queda na BM&F

Por: Equipe InfoMoney
05/06/08 – 14h05
InfoMoney

SÃO PAULO – Mantendo o mesmo comportamento do início da sessão, os juros futuros registram queda para os contratos de vencimento mais curto nesta quinta-feira (5), repercutindo alteração na taxa Selic e dados sobre produção industrial brasileira.

A elevação em 0,50 ponto percentual na taxa básica de juro seguiu as previsões da maioria dos investidores.

Mais tarde, a Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sinalizou desaceleração em 8 das 14 regiões pesquisadas, enfraquecendo um pouco as previsões de superaquecimento na demanda agregada.

Contrato de janeiro de 2010 indica taxa de 14,33%
O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2010, aponta uma taxa de 14,33%, 0,11 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira. O número de contratos negociados chega a 396.105.

A seguir confira as taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa Anterior Diferença Contr Neg
Julho de 2008 12,07 12,10 -0,03 337.385
Agosto de 2008 12,16 12,20 -0,04 10.090
Setembro de 2008 12,35 12,38 -0,03 255
Outubro de 2008 12,55 12,58 -0,03 11.750
Janeiro de 2009 13,08 13,13 -0,05 371.655
Abril de 2009 13,60 13,58 +0,02 3.095
Julho de 2009 13,99 13,92 +0,07 3.550
Outubro de 2009 14,24 14,15 +0,09 2.620
Janeiro de 2010 14,33 14,22 +0,11 396.105
Julho de 2010 14,39 14,26 +0,13 300

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Juros futuros abrem sem direção, com ajuste pós-Copom

 

São Paulo – O ajuste nos contratos de juros futuros, um dia após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), revela uma dose de cautela por parte dos investidores. Os contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) de curto prazo iniciaram o pregão em queda, devolvendo o prêmio relativo à aposta de uma alta de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, ontem, que muitos investidores carregaram até o último momento antes da decisão do comitê. Mas, dizem operadores, a queda está restrita aos DIs com vencimento até janeiro de 2009 e não é tão forte como se imaginava. 

Em parte, o que limita a queda das taxas de juros futuras é um ajuste técnico, o que gera alguma volatilidade nas taxas dos DIs. Mas operadores estão percebendo, nesta manhã, que o mercado não está totalmente seguro de que o Banco Central permanecerá no mesmo ritmo de aperto monetário até o fim do ciclo e, por isso, está relutante em devolver todo o prêmio. “O mercado ainda enxerga riscos de que o BC venha a acelerar o ritmo de aperto e isso impede a melhora adicional na curva”, afirma um operador.

 

Ontem, o Copom divulgou um comunicado curto, juntamente com a decisão de elevar a Selic em mais 0,50 ponto porcentual para 12,25% ao ano, sem qualquer sinalização sobre qual seria o próximo passo na condução da política monetária. Foi retirado, portanto, o trecho do texto em que dizia que estava realizando “parte relevante” do ciclo de aperto monetário, que provocou, na reunião de abril, a percepção de que o ciclo seria curto.

 

Desta vez, portanto, o Copom não se comprometeu com prazos ou com o ritmo de alta de juros, deixando a porta aberta para mudanças de rumo, caso haja necessidade. “O Copom vai elevar a taxa de juros até onde achar necessário”, afirmou o economista-chefe do Banco Morgan Stanley no Brasil, Marcelo Carvalho.

 

Após a abertura do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2009 projetava taxa de 13,08% ao ano, de 13,13% ao ano ontem; DI de janeiro de 2010 tinha taxa de 14,26% ao ano, de 14,22% ao ano; e DI de janeiro de 2012 subia de 13,93% ao ano para 14,03% ao ano no dia anterior. (Lucinda Pinto)

 

 

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Juro futuro sobe na BM&F; Copom decide Selic na 4ª

São Paulo – O mercado de juros inicia a semana em que será realizada a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central com uma nova rodada de alta das previsões de inflação na pesquisa Focus. As projeções das taxas de juros a partir dos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DIs) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) iniciaram o pregão de hoje em alta, refletindo as incertezas sobre a duração e a intensidade do ciclo de aperto monetário doméstico. Por ora, dizem operadores, mesmo com as incertezas, a aposta em uma elevação de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic conta com maior probabilidade na curva de juros. Mas o mercado não tem um consenso. A Selic, juro básico da economia brasileira, está em 11,75% ao ano. O Copom decidirá a taxa Selic na quarta-feira.

 

No exterior, o clima de aversão ao risco voltou à cena, com o alerta da Bradford & Bingley, décima maior firma de hipotecas do Reino Unido. A B&B enfrenta dificuldades, que levaram ao anúncio de uma reestruturação. Em reação, os índices futuros das Bolsas norte-americanas operam em queda. Assim, o apetite do investidor doméstico também fica reduzido, o que se reflete em alta dos juros futuros de médio e longo prazo.

 

Aqui, a pesquisa Focus, divulgada esta manhã pelo Banco Central, mostrou alta nas projeções para os índices de inflação. E, pela primeira vez, a previsão para o IPCA em 2009 superou o centro da meta de inflação, atingindo 4,60%. Para 2008, a projeção para o IPCA já supera em quase um ponto porcentual o centro da meta: a previsão do mercado subiu de 5,24% para 5,48% – o centro da meta é de 4,5%, tanto para 2008 como para 2009.

 

A deterioração das expectativas de inflação é natural, diante da elevação dos números de inflação corrente. E, por isso, não surpreende, segundo analistas. Mas, ainda assim, é motivo de preocupação. A alta da previsão para 2009 é o que mais chama a atenção. O Banco Central vem dizendo que as decisões de política monetária daqui para diante tem como foco a inflação do ano que vem. E, se as estimativas se distanciarem do centro da meta, cresce o risco de o BC ter de ser ainda mais conservador.

 

Às 10h13, na BM&F, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2010 projetava taxa de 14,24% ao ano, de 14,16% no final da sessão de sexta-feira passada; o DI de janeiro de 2009 tinha taxa de 13,07% ao ano (13,09% na sexta passada). (Lucinda Pinto)

 

 

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