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Projeto que regulamenta meia-entrada não assegura direitos, diz ministro

Por: Equipe InfoMoney
27/11/08 – 17h53
InfoMoney

SÃO PAULO – De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o Projeto de Lei que regulamenta o beneficio da meia-entrada em espetáculos artísticos-culturais e esportivos não assegura o direito dos estudantes e seu texto precisa de reparos.

Ele participou, nesta quinta-feira (27), do debate de encerramento da Caravana da UNE (União Nacional dos Estudantes), na UnB (Universidade de Brasília).

“O PL está um pouco confuso e é preciso aprofundar um pouco mais o debate. Está muito pouco claro como ele vai funcionar e se o direito dos estudantes será resguardado. Da maneira como ele foi construído, fica um pouco difícil visualizar que o estudante não será prejudicado”, destaca.

Emissão de carteiras
A questão da centralização da emissão de carteiras estudantis e da fiscalização de documentos falsos, por exemplo, ficou mal desenhada no projeto, explica o ministro.

Segundo ele, a medida provisória 2.208 de 2001 restringe o acesso à cultura, pois permite um excesso de carteirinhas, elevando o preço dos ingressos. A MP desobrigou o estudante a apresentar a carteira nacional da UNE e tornou válido qualquer documento que comprove que a pessoa é estudante.

“Acho que o Congresso fez bem em avançar o debate e tentar resolver um problema que não foi criado agora, mas em 2001, pela MP 2.208. Foi ela que desorganizou todo o setor, vamos ser francos”, reforça.

Haddad ainda acrescentou que “o passo que foi dado contempla um lado da questão, que são os produtores que querem ver uma regra estabelecida. Do meu ponto de vista, agora a questão do direito dos estudantes precisa de aperfeiçoamento”.

Educação e benefício
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, defende que o “derrame de carteirinhas” inviabiliza a produção cultural do país.

Ele também participou do debate e criticou que “é preciso dar uma solução para a questão das carteiras falsas no Brasil, é preciso revogar essa MP que possibilitou que entidades fossem criadas só para fazer carteirinhas”.

Ferreira defendeu a idéia de que pessoas até 18 anos deveriam ter direito à meia-entrada, porque não estão na idade escolar, bastando a apresentação da carteira de identidade.

“Se não está na escola, deveria estar. Se por algum motivo esse jovem foi cerceado do direito à educação, isso não deveria ser justificativa para uma outra punição”, afirmou Juca, ressaltando que esta é um opinião pessoal e não do Ministério da Cultura.

UNE
A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, por sua vez, reafirmou que a configuração atual do projeto é “absolutamente nociva” aos estudantes.

“Ele nasceu de forma positiva, com pontos que nós ajudamos a elaborar, mas a formulação final retirou o problema central, que é o grande número de falsificações de carteiras. Tudo que havia registrado nele que tratava da regulamentação foi retirado e só sobrou a limitação do nosso direito”, destacou.

Ela afirma que o projeto foi aprovado na Comissão do Senado, por conta da pressão do “lobby da cultura”, incluindo “atores globais” e empresários do setor, conforme publicado na Agência Brasil.

“Queremos que os senadores da Comissão de Educação consigam alterar esse projeto e melhorá-lo, colocando de volta o que diz respeito à unificação das carteiras e retirando cotas. Caso sejamos derrotados, continuaremos nossa luta na Câmara”, prometeu.

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Comissão do Senado aprova projeto da meia-entrada

Agencia Estado – 25/11/2008 13:55

A Comissão de Educação do Senado aprovou hoje o projeto da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) que regulamenta a meia-entrada em casas de espetáculo, cinemas, shows artísticos, culturais e esportivos. A regra vale para estudantes e idosos com mais de 60 anos de idade. O projeto restringe a emissão da carteira de estudante apenas para matriculados em ensino regular e impõe uma cota de 40% de meia-entrada por espetáculo. O projeto combate a indústria de carteiras de estudante falsas que proliferou no País desde 2001, quando foi permitida a emissão de carteira por qualquer entidade, sem a necessidade de comprovação do estudante.

 

O projeto também cria o Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da Meia-Entrada e de Identificação Estudantil, que será vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República. A sessão de votação, na Comissão, foi prestigiada por artistas e produtores. Entre eles estavam Christiane Torloni, Wagner Moura e Beatriz Segall.

 

Os artistas vinham reclamando do prejuízo nos shows e espetáculos com o derrame das carteiras de estudante falsas, que chegavam a ocupar 80% dos espetáculos, obrigando a elevação do preço do ingresso para os não-estudantes. O projeto segue agora para o plenário do Senado e, se aprovado, seguirá para a Câmara. Caso não ocorra alteração, será encaminhado depois para a sanção presidencial. A expectativa é de que o projeto só entrará em vigor no primeiro semestre de 2009.

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Ministério da Cultura apóia regulamentação da meia-entrada

sexta-feira, 21 de novembro de 2008, 13:53 | Online

Ministro da Cultura Juca Ferreira convoca imprensa e se posiciona em relação à lei que será votada na terça

Da Redação, com Jotabê Medeiros de O Estado de S. Paulo

 

SÃO PAULO - 

O ministro da Cultura Juca Ferreira convocou os jornalistas para uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 21, para falar sobre regulamentação do uso da meia-entrada em shows, cinemas e outras atividades culturais. A posição do MinC, que não tem ligação direta com o problema deriva da intensidade cada vez maior do debate que envolve os implicados de ambos os lados da questão.  Um projeto de lei para regulamentar o uso da meia-entrada será votado na próxima terça, 25, no Senado.  

Veja também:

link Restrições à meia-entrada serão votadas na terça

linkEnquete: Projeto de lei propõe cota máxima de 40% para a meia-entrada. Você é a favor? forum

 

 

O ministro disse que está havendo um “derrame de carteiras estudantis falsas” que inviabiliza  o acesso à cultura, em função dos altos preços praticados pelos organizadores de eventos para compensar o número de meias-entradas, e o próprio lucro do espetáculo.

Apesar de não fixar posição do ministério quanto à melhor solução para o problema, o ministro disse esperar uma rápida decisão do Congresso. 

 

“O que vier a gente aceita. Do jeito que está é que não dá”, disse o ministro durante entrevista coletiva ao lado do novo presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Sérgio Mamberti.

 

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Ministério da Cultura:

 

O Ministério da Cultura considera positiva a iniciativa do Congresso Nacional, de regulamentar o uso da carteira estudantil para meia-entrada em espetáculos, cinemas e exposições. Sem uma regulação do benefício, o sistema está desorganizando a economia do espetáculo e penalizando as pessoas que não têm carteira estudantil, obrigadas a pagar mais caro para compensar o restante.

 

O Ministério da Cultura, apesar de não ter vinculação direta com o tema, tem consciência dos efeitos da medida no mercado cultural. Portanto, vem a público manifestar-se em favor da regulação. O Congresso Nacional é o ambiente correto para que haja um acordo entre todos os interessados – entidades estudantis, produtores culturais e cidadãos que desejam ver barateado o acesso à cultura.

 

Projeto de lei

 

Na próxima terça-feira será votado o projeto de lei dos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PT-PR), propondo uma cota máxima de 40% para a meia-entrada em espetáculos e eventos esportivos, benefício que só atingiria estudantes da educação básica e ensino superior e pessoas com mais de 60 anos. O projeto também prevê a criação de uma identidade estudantil, oferecida só por entidades credenciadas pelo Ministério da Educação, para coibir fraudes.

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Senado vota essa semana projeto de lei que regulamenta meia-entrada

16 de Novembro de 2008 – 16h21 – Última modificação em 16 de Novembro de 2008 – 16h20
 

Da Agência Brasil

 

 
  Brasília – O projeto de lei que que regulamenta a meia-entrada para estudantes em progrmações culturais será votado no Senado na próxima terça-feira (18). A informação é senadora Marisa Serrano (PSDB), relatora do estudo dos senadores Eduardo Azeredo (PSDB – MG) e Flávio Arns (PT – PR) sobre o assunto.Para a senadora, é preciso regulamentar emissão das carteirinhas, para torná-las um instrumento de apoio a quem realmente precisa. ”Há uma indiscriminada emissão de carteirinhas fazendo com que todas as salas de espetáculos, os eventos, fiquem abarrotados de pessoas com carteirinhas, que nem sempre são estudantes” afirmou Marisa em entrevista à  Rádio Nacional na última semana.

O assunto está em discussão há cerca de 10 anos. Nesse último estudo sobre a meia entrada, o senador Flávio Arns ouviu além dos estudantes, entidades interessadas que representam produtores teatrais, donos de salas de espetáculos, circenses, profissionais da área cinematográfica. Serrano afirmou ter prometido ao grupo que se eles chegassem a um consenso ela acataria a decisão no relatório.

O consenso repassado à relatora foi de mudança de cotas de meia-entrada, sugerida no projeto original, para meia-entrada por dias de evento, sugestão da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Segundo a senadora, no entanto, será mantido o projeto original. “Deu a celeuma que deu, eu fui descobrir agora que as pessoas ligasas à Ubes e à UNE, embora sejam da entidade, não estavam em sintonia com o penasmento dos estudantes do país todo. Eu conversei com os dois autores do projeto e resolvemos voltar ao projeto original”.

A idéia é de que 30% dos assentos sejam disponíveis à meia-entrada de estudantes e idosos. Segundo a senadora, a medida baratearia os espetáculos brasileiros. “Os nossos espetáculos são os mais caros do mundo, todos os exibidores são unânimes em dizer que eles têm que fazer isso porque mais da metade é gratuito porque todo mundo entra com carteirinha”.

A senadora estima que ainda será necessário cerca de um ano de trâmites para a legislação em vigor. Depois da votação de terça-feira o relatório irá para a Comissão de Educação, para as comissões da Câmara dos Deputados e para votação em Plenário.  “Acredito que isso ainda vai levar um ano de discussão” afirmou Serrano.

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