Arquivo para MetrÔ

Metrô abre estacionamento na segunda

O usuário paga R$ 8,15 por até 12 horas e pode fazer duas viagens sem nova cobrança

Vitor Sorano, vitor.sorano@grupoestado.com.br

Começa a funcionar nesta segunda-feira o primeiro estacionamento conjugado do Metrô, na Estação Santos-Imigrantes, na Vila Mariana, zona sul. O usuário paga R$ 8,15 para deixar o veículo por até 12 horas no local e fazer até duas viagens sem nova cobrança.

O usuário deverá adquirir um novo cartão chamado e-fácil – diferente dos atuais – por R$ 2. A venda está prevista para começar na segunda. Inicialmente, será feita apenas nas estações do Metrô e no estacionamento. A expectativa da companhia é que a comercialização seja feita, mais tarde, em todos os 6.000 pontos de bilhete único existentes. A São Paulo Transportes (SPTrans), responsável pela rede, não tem previsão de quando isso vá ocorrer.

O pagamento será feito na entrada do estacionamento, em validadores semelhantes aos que existem nos ônibus da capital. Os R$ 8,15 já incluem os R$ 4,80 referentes a duas passagens. Se extrapolar o período de 12 horas no estacionamento, o usuário terá de pagar R$ 1 por hora a mais. O valor extra é descontado do cartão, que libera a saída do veículo.

O uso do metrô não é obrigatório, embora se tenha de pagar o valor integral. “Acreditamos que vai haver demanda para utilização integrada”, diz a chefe de departamento de negócios da companhia, Cristina Bastos.

O novo bilhete só permitirá a integração com os ônibus a partir do dia 15, segundo a chefe de departamento de negócios . Já a integração com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) funciona a partir de segunda.

O estacionamento tem 177 vagas para carros, 28 para motos e 28, gratuitas, para bicicletas. Cristina diz não ter estimativa de qual será a rotatividade do sistema.

Os serviços serão operados pela empresa Cia Park. A empresa já tinha contrato com o Metrô para usar uma área da companhia próxima à estação Carrão.

Além da Estação Santos-Imigrantes, que fica na Linha 2-Verde, há um contrato para que a Cia Parque ofereça o estacionamento conjugado na Corinthians-Itaquera, na Linha 3-Vermelha, na zona leste. A expectativa é que o segundo “E-fácil Estacionamento”, como foi batizado, seja inaugurado no primeiro semestre de 2009.

O Metrô não informou se as linhas 1-Azul e 5-Lilás serão contempladas por um dos 10 estacionamentos conjugados até 2010. “Na Linha 1-Azul nós não dispomos de imóveis”, afirma Cristina. Na medida do possível, vamos atender todas”, afirma.

A chefe de departamento diz que já existem estudos para instalar “E-fácil” nas estações Tamanduateí (Linha 2-Verde) e Bresser (3-Vermelha)”.


MOVIMENTO

12 MIL
passageiros usam a Estação Santos- Imigrantes, da linha 2- Verde, diariamente

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Metrô vai trocar bilhete por cartão eletrônico

Quarta-Feira, 05 de Novembro de 2008 

 

Vitor Sorano

O governo do Estado de São Paulo adotará no metrô um cartão inteligente – com início de operação provavelmente em maio – que agrupará os diversos tipos de passagens e será unificado ainda com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Não foram informados os valores que serão gastos com o projeto, que tem como meta acabar com os bilhetes de papel.

Esse cartão foi anunciado ontem pelo secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. Ele integrará o bilhete único – tarifa de R$ 2,40 e possibilidade de integração com os ônibus da capital -, o fidelidade – R$ 2,10 por passagem, mas num lote de 20 unidades – e lazer – R$ 2, das 18 horas de sábado à zero hora de segunda. Na sexta, o Estado adiantou que o governo planeja um cartão para unificar os transportes em toda a região metropolitana até 2010.

De acordo com a secretaria, o cartão inteligente é diferente do atualmente utilizado. O carregamento poderá continuar a ser feito nas cabines de bilhete único da Prefeitura – como acontece hoje -, mas a pasta pretende estender o sistema para as bilheterias do Metrô e da CPTM – que hoje vendem os cartões de papel. Os usuários também poderão colocar créditos em cartões, como ocorre com o bilhete único, segundo os técnicos da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos.

Com o novo cartão, a seleção da tarifa paga pelo usuário será feita diretamente na catraca. Por exemplo: quem usar aos domingos desembolsará R$ 2 (ou o preço que estiver em vigor à época da implementação) invariavelmente, uma vez que o bilhete lazer, hoje necessário para dar direito total ao benefício, estará integrado ao modelo inteligente.

Os bilhetes de papel são considerados mais suscetíveis a fraudes. O fim deles também coíbe o comércio irregular de passagens.

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Metrô optou por fiscalizar menos Linha 4, diz secretário

Agencia Estado – 8/6/2008 9:26

O secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, admitiu ontem, em entrevista ao Estado, que a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) optou por fazer uma “fiscalização mais distante” da construção da Linha 4 -Amarela, antes do acidente que deixou 7 mortos e 230 desabrigados em 12 de janeiro de 2007. Portella disse que assistiu três vezes ao vídeo que acompanha o laudo entregue anteontem pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) aos responsáveis pela investigação da tragédia. O documento, segundo ele, responsabiliza o Metrô por falha na fiscalização.

 

Nos 29 volumes do relatório, o IPT aponta 11 fatores que contribuíram para a tragédia. São desde erros e desconformidades na execução da obra até a inexistência de um plano de gerenciamento de contingências e riscos – o que o Consórcio Via Amarela sempre negou. “Os problemas na Estação Pinheiros começaram no dia 15 de dezembro”, afirmou Portella.

 

Além das falhas de engenharia, o IPT detectou sinais claros de que o Consórcio Via Amarela tinha pressa em concluir a obra. Durante a investigação, os peritos encontraram placas de concreto com dimensão menor do que o previsto no projeto, concreto sem fibras de aço ou com quantidade inferior ao recomendado e falta de ensaios no cimento. “O ritmo da obra estava tão acelerado naquele mês que o consórcio não podia esperar a chegada dos materiais mais adequados”, afirmou o promotor Arnaldo Hossepian Júnior, um dos responsáveis pela investigação criminal do caso. Em janeiro de 2007, segundo o IPT, as escavações avançaram 70% a mais do que o registrado no mês anterior.

 

O modelo do contrato firmado entre o Metrô e o consórcio composto pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Alstom é do tipo “preço fechado” (turn key, na expressão em inglês) – mais eficaz no controle dos gastos e menos aberto a interferências por parte do contratante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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IPT aponta falhas de engenharia

Sábado, 07 de Junho de 2008

 

Bruno Tavares

Um ano e cinco meses depois do desabamento da futura Estação Pinheiros do Metrô, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concluiu que o colapso do canteiro de obras foi provocado por uma sucessão de falhas de engenharia. O laudo de 29 volumes entregue na tarde de ontem aos responsáveis pela investigação da tragédia – Ministério Público, Polícia Civil, Metrô e Consórcio Via Amarela – também desmonta a versão apresentada em março pelo engenheiro norueguês Nick Barton.

Contratado pelo consórcio para elaborar um relatório alternativo, Barton afirmou que o acidente foi uma “fatalidade” causada pelo deslocamento de uma rocha de 15 mil toneladas não detectada em 11 sondagens realizadas pelo consórcio.

Ao longo de 380 páginas de análises, os técnicos do IPT apontam quais foram os fatores contribuintes e o que denominam “causa raiz” (a que o Estado não teve acesso) para o desabamento que deixou sete mortos em 12 de janeiro de 2007. Dentre os fatores contribuintes, destacam-se três pontos antecipados em março pelo Estado: a mudança do sentido de escavação do túnel; o descompasso entre o volume de terra retirado e o registrado nos diários de obra e a pressão da água do lençol freático sobre o maciço rochoso.

Pelo projeto original da obra, os trabalhos de escavação deveriam começar no poço da estação e seguir em direção à Rua Capri. “Quando você segue no sentido contrário, chega um ponto em que não haverá rocha à frente e a pressão sobre o maciço aumenta muito”, explicou um dos técnicos do IPT que trabalharam na confecção do laudo. O relatório final também aponta divergências entre o nível de escavação encontrado na obra e o declarado pelos engenheiros do consórcio. “Isso sugere um uso maior de explosivos. Como a obra não estava dimensionada para a quantidade de dinamite utilizada, as estruturas são mais abaladas e acabam por não suportar o peso do maciço rochoso.”

A água teve papel coadjuvante na tragédia. Pela análise dos técnicos do IPT, ela contribuiu exercendo pressão sobre um terreno que, àquela altura, já apresentava instabilidades provocadas por diversos fatores.

As conclusões contidas no laudo do IPT são muito semelhantes às apontados por peritos ingleses que, em 1994, investigaram o acidente na estação de metrô do Aeroporto de Heathrow, em Londres. “Como na Inglaterra, fatores financeiros ajudam a explicar o desabamento”, disse o técnico.

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