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As eleições italianas foram marcadas para os dias 13 e 14 de abril, depois do anúncio da dissolução do Parlamento pelo presidente Giorgio Napolitano.
Pela legislação da Itália, as eleições têm de ser convocadas em um prazo de até 70 dias depois da dissolução do Parlamento. Com a antecipação do pleito, os italianos irão às urnas apenas dois anos depois de Romano Prodi ter derrotado o então primeiro-ministro Silvio Berlusconi na eleição mais apertada da história recente do país. Prodi apresentou sua renúncia no dia 24 de janeiro, depois de ter perdido no Senado o voto de confiança que poderia garantir a continuidade de seu mandato. Curiosamente, Berlusconi hoje lidera as pesquisas de intenção de voto e é visto como o favorito para assumir o próximo governo. Segundo Christian Fraser, correspondente da BBC em Roma, esta foi a segunda legislatura mais curta da história da República italiana. Prodi O presidente Giorgio Napolitano não escondeu a sua frustração ao anunciar a dissolução do Parlamento. Napolitano havia tentado durante vários dias obter apoio entre os vários partidos para a formação de um governo interino que, segundo ele, deveria realizar uma reforma das leis eleitorais, que muitos consideram ser a base da instabilidade política do país. Sob o atual sistema de representação proporcional, os partidos menores com apenas alguns assentos detêm o equilíbrio de poder no Parlamento. No entanto, os partidos italianos de direita, liderados por Silvio Berlusconi, rejeitaram a idéia e o presidente foi obrigado a aceitar a derrota. Portanto, o país deve ir às urnas em abril com o mesmo sistema de representação proporcional. Atualmente, há 39 partidos no Parlamento, e, de acordo com pesquisas de opinião, a coalizão de Berlusconi tem uma vantagem de dez pontos sobre os seus adversários nas pesquisas. Walter Veltroni, o prefeito de Roma, deve substituir Romano Prodi como candidato de centro-esquerda para o cargo de primeiro-ministro. Veltroni é o líder do maior partido de centro-esquerda da Itália, o recém-formado Partido Democrático, e deu sinais de que gostaria de disputar as eleições sozinho, sem o apoio de outros partidos da coalizão de centro-esquerda. |
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Arquivo para Mundo
Itália decide realizar eleições em 13 e 14 de abril
Obama e Hillary fecham Superterça praticamente empatados
Equilíbrio na disputa democrata marca maratona de prévias; republicano McCain dispara e se declara “favorito”

WASHINGTON -
Especial eleições americanas
Cobertura completa das eleições nos EUA ![]()
A apuração dos votos foi concluída na maioria dos Estados. O democrata Barack Obama venceu na Geórgia, Illinois, Delaware, Alabama, Dakota do Norte, Kansas, Connecticut, Minnesota, Idaho, Colorado e Alasca. A também democrata Hillary Clinton teve o maior número de votos em Oklahoma, Arkansas, Tennessee, Nova York, Massachusetts, Nova Jersey, Missouri, Arizona e Califórnia.
Entre os republicanos, John McCain levou a melhor em Nova Jersey, Illinois, Connecticut, Nova York, Oklahoma, Delaware, Arizona, Missouri e Califórnia. Já Mitt Romney venceu em Massachusetts, Dakota do Norte, Montana, Minnesota, Colorado e Alasca. E Mike Huckabee saiu vitorioso no Arkansas, Alabama, Geórgia, Virgínia Ocidental e Tennessee.
As campanhas dos dois candidatos democratas disseram esperar que a contagem de delegados nos Estados termine dividida. “Acreditamos que os delegados ficarão muito próximos e podemos acabar com uma pequena vantagem”, afirmou o diretor da campanha de Obama, David Plouffe.
Segundo a BBC, já estão programados três debates televisivos entre os dois pré-candidatos à presidência do Partido Democrata. E as campanhas do senador e da senadora já olham para as próximas primárias e prévias, que acontecerão nos dias 9, 12 e 19 de fevereiro e 4 de março.
Indecisão Democrata
Nesta terça, Hillary Clinton obteve algumas das mais importantes vitórias entre as primárias realizadas simultaneamente em mais de 20 Estados, inclusive aquela que pode ser descrita como “a jóia da coroa”, o Estado da Califórnia. Mas a despeito de ter vencido no Estado mais importante, além de outros de destaque, como Nova York e Nova Jersey, a indefinição ainda prevalece no campo democrata.
Hillary manteve a liderança sobre Obama, mas a corrida ainda está apertada. A pré-candidata ganhou nos maiores Estados e conta com o apoio de mais delegados que votam na convenção do partido do que Obama, mas ele ganhou em mais Estados – 13. Segundo um correspondente da BBC em Washington, a vantagem continua com Hillary e sua vitória na Califórnia poderá frear um pouco o otimismo que circunda a campanha de Obama, mas a corrida ainda está longe de definida.
O senador Barack Obama obteve vitórias de peso no Estado pelo qual é senador, Illinois, e êxitos por amplas margens sobre a rival, como os que conquistou no Colorado, na Georgia e em Idaho. Ele também obteve bons resultados mesmo nos Estados em que perdeu. Além disso, os dois candidatos ainda travam uma árdua competição por delegados em diferentes Estados.
Ao contrário do que ocorre entre os republicanos na maior parte dos Estados, entre os democratas não há proporcionalidade na conquista de delegados. Ou seja, um candidato pode se sagrar vitorioso em um Estado, mas ainda assim, não contar com a maior parte dos delegados.
O fato de não haver uma clara vantagem sobre quem possui o maior número de delegados poderá fazer com que a disputa entre os democratas se arraste ainda por algum tempo. Possivelmente, até agosto, quando acontece a convenção do partido, em Denver, no Colorado.
“Favorito entre republicanos”
O senador John McCain disse que “hoje à noite nós aceitamos a idéia de que somos os favoritos para obter a indicação do Partido Republicano à candidato a presidente dos Estados Unidos”. E acrescentou: “E eu não me importo nem um pouco com isso”.
As projeções indicam que o senador foi o grande vencedor entre os republicanos nos mais de 20 Estados americanos que realizaram primárias simultâneas. Até esta terça-feira, McCain vinha evitando se proclamar o favorito na disputa, a despeito de diversos comentários nesse sentido feitos por analistas políticos e jornalistas americanos.
O senador obteve vitórias em Estados importantes, como a Califórnia, o que reunia o maior número de delegados, um total de 170, Nova York, Illinois e Arizona, por onde é senador. Graças às suas expressivas conquistas nesta terça, o senador se firma como o mais provável candidato entre os republicanos a obter a indicação de seu partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos.
O mais próximo rival de McCain, o ex-governador Mitt Romney colheu vitórias em seis Estados, Utah, que conta com uma maioria de seguidores da religião mórmon, da qual Romney é adepto, Dakota do Norte, Montana, Minnesota, Colorado e Massachusetts, do qual foi governador.
Uma das surpresas na disputa foi o desempenho do ex-governador Mike Huckabee, que obteve vitórias em cinco Estados: Virgínia Ocidental, Alabama, Tennessee, Georgia e no Arkansas, o Estado em que foi governador. O ex-pastor batista Huckabee dispunha de menos recursos do que Romney e atraiu o voto de eleitores evangélicos em muitos Estados.
(Com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)
Matéria atualizada às 7h35.
Na reta final, candidatos nos EUA investem pesado na TV
Bruno Garcez, Enviado especial da BBC Brasil
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A cifra é a mais elevada já gasta em anúncios durante uma primária presidencial na história americana. Na Califórnia, a campanha de Hillary tem exibido comerciais a respeito do meio ambiente e da meta de tornar os Estados Unidos auto-suficientes em termos energéticos.
Obama investiu um total de US$ 10,9 milhões em anúncios que estão sendo exibidos nos mais de vinte Estados que irão votar na Super-Terça. Hillary, por sua vez, já gastou US$ 8 milhões em comerciais, desde o dia 17 de janeiro, quando o primeiro de seus anúncios começou a ser exibido na Califórnia. Os comerciais também visam atrair o voto latino. Muitos dos que estão sendo mostrados na Califórnia são falados em espanhol.
Os republicanos também investiram em anúncios televisivos. O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney comprou uma série de horários comerciais em grandes emissoras e até em estações de TV a cabo – raramente usadas em campanhas políticas. O anúncio de Romney destaca a experiência que ele adquiriu como governador de Massachusetts e como administrador das Olimpíadas de Inverno de 2002.
O senador John McCain é visto em seus anúncios ao lado do presidente Ronald Reagan e se define como “um orgulhoso conservador social” – uma resposta do pré-candidato às críticas de que segue políticas mais afeitas aos eleitores independentes e a democratas moderados do que à base do Partido Republicano
Terremoto deixa pelo menos 20 mortos em Ruanda
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Terremoto deixa pelo menos 20 mortos em Ruanda
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Pelo menos 20 pessoas morreram e 200 ficaram feridas após dois terremotos que atingiram Ruanda e outros países da região dos Grandes Lagos, na África, neste domingo.
O Centro de Geologia norte-americano informou que o tremor atingiu 5 graus na escala Richter. O terremoto aconteceu por volta das 07:35 GNT (05:35, horário de Brasília). Segundo um correspondente da BBC em Ruanda, a cidade de Cyangugu, na fronteira com a República do Congo, foi a mais afetada pelo terremoto. De acordo com ele, a maioria das mortes aconteceu quando uma igreja desabou na região. As equipes de socorro estão trabalhando no resgate das vítimas e os feridos estão sendo levados para hospitais na capital, Kigali. No entanto, a polícia local afirmou que o número de mortes pode aumentar. |
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