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A Nasa estuda a possibilidade de prolongar o programa de ônibus espaciais para além de 2010, data programada para o fim do projeto, segundo a mídia americana.
A agência irá avaliar o que seria necessário para adiar a retirada dos ônibus espaciais até que a projeto elaborado para substituí-los, o Ares-Orion – comece a operar em 2015. A avaliação teria sido pedida pelo chefe da Nasa, Michael Griffin, segundo um e.mail obtido pelo jornal Orlando Sentinel, da Flórida, com o objetivo de responder a questões que a agência espera receber do Congresso e do próximo presidente americano. No documento, John Coggeshall, gerente no Centro Espacial Johnson, em Houston, diz que “o programa de ônibus espaciais, juntamente com o (Constelação) e a (estação espacial) receberam um pedido para avaliar a possibilidade de estender os vôos dos ônibus espaciais até 2015″. O porta-voz da Nasa, John Yembrick, descreveu o e.mail como “prematuro.” “Os parâmetros do estudo ainda não foram definidos”, disse Yembrick. A Nasa estaria ainda comprometida em abandonar o programa de ônibus espaciais até 2010. No passado, o chefe da Nasa chegou a se opor a uma extensão do programa de ônibus espaciais, alegando que o dinheiro e o esforço necessários iriam impedir o progresso do lançamento dos foguetes Ares e das cápsulos Orion. Os foguetes e as cápsulas estão sendo desenvolvidos pela Nasa como parte do programa Constelação, que deverá levar astronautas para a Lua, de acordo com o projeto Visão para a Exploração do Espaço anunciado pelo presidente George W. Bush em 2004. Em abril, Griffin disse ao Senado que há riscos de segurança com os ônibus espaciais. “Atualmente, há um risco, por missão, de um em 75 de um acidente fatal. Se o programa continuar por mais cinco anos – com duas missões ao ano – o risco seria de um em 12.” Rússia Nos cinco anos de intervalo entre o fim do programa de ônibus espaciais e os primeiros vôos da Orion, a Nasa irá depender no sistema russo Soyuz para transportar astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Mas há os que agora questionem a viabilidade desse plano devido à tensão diplomática causada entre os Estados Unidos e a Rússia por conta do conflito com a Geórgia. Na semana passada, o candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, e outros senadores enviaram uma carta ao presidente Bush pedindo para que ele “dê instruções para que a Nasa não tome nenhuma medida por pelo menos um ano que possa impedir o uso do ônibus espacial depois de 2010.” A carta dizia que a atitude da Rússia durante o conflito com a Geórgia “levanta questões sobre se a Rússia pode ser mesmo um parceiro confiável para Estação Espacial Internacional.” O candidato democrata, Barack Obama, também falou sobre a possibilidade de vôos adicionais do ônibus espacial para reduzir o intervalo de cinco anos. Atualmente, a Nasa tem um acordo com a Rússia para usar a Soyuz até 2011. Depois disso, a agência teria de buscar aprovação do Congresso para uma extensão. A Nasa disse no passado que iria custar entre US$ 2,5 bi e US$ 4 bi por ano para manter o programa de ônibus espaciais além de 2010. |
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Arquivo para NASA
Nasa ‘considera estender uso de ônibus espaciais’
Novo observatório orbital deve ser lançado pela Nasa
[ 05 de junho de 2008 - 09h55 ]
São Paulo – A Nasa prevê lançar, neste mês, um novo observatório orbital criado para detectar desde os fenômenos cósmicos mais violentos, como a colisão de buracos negros, até os mais sutis, como os primeiros sinais do neutralino, uma partícula prevista em teoria, que poderá se revelar o principal componente da misteriosa matéria escura que responde por 85% de tudo que há no Universo. A matéria comum, que faz estrelas, planetas e pessoas, não passa de 15%.
O observatório chama-se Glast, sigla em inglês para Telescópio Espacial de Grande Área para Raios Gama. Planos para sua construção começaram em 1992.
O físico brasileiro Eduardo do Couto e Silva, da Universidade Stanford, é vice-diretor de operações científicas do principal instrumento do satélite. Ele destaca a capacidade que o Glast terá de separar sinal de ruído, sintonizando raios gama “como um rádio sintoniza uma estação, reduzindo a estática”. O Glast também poderá confirmar outras previsões polêmicas ligadas à astrofísica e à física de partículas, como variações na velocidade aparente da luz no vácuo. (AE)