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Senado anuncia demissão de 86 servidores por nepotismo

Agencia Estado – 24/10/2008 11:38

O Senado exonerou 86 servidores em cumprimento da súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede a prática de nepotismo, informou na manhã de hoje Sérgio Penna, chefe de gabinete do presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), e integrante da comissão encarregada de apontar casos de contratação irregular de parentes por senadores ou outros servidores.

 

De acordo com avaliação feita pela imprensa com base em boletins divulgados pelo Senado, 46 dos 86 demitidos são parentes de senadores. Os outros 40 têm laços de parentesco com servidores da Casa. Penna informou que o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, deve aceitar a sugestão da comissão de exigir que, de agora em diante, cada pessoa nomeada para cargo seja obrigada a assinar uma declaração informando se tem ou não parente no Senado.

 

Terminou hoje o prazo dado à comissão para encerrar seus trabalhos. Mas as últimas exonerações foram publicadas ainda no boletim divulgado ontem pelo Senado sobre o assunto.

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Garibaldi anula decisão sobre nepotismo e demissões de parentes podem ser ampliadas no Senado

presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho]

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, decidiu na tarde desta terça-feira (21) anular o ato da Mesa do Senado (Ato nº 07/08), que aprovou enunciado da Advocacia Geral do Senado com orientações sobre como a Casa deveria agir para o cumprimento da Súmula nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe o nepotismo (contratação de parentes no serviço público) nos Três Poderes.

Ao mesmo tempo, Garibaldi anunciou que o Senado seguirá as orientações contidas em reclamação do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça (21) por este considerar que houve descumprimento, por parte do Senado, da decisão do STF. Na reclamação, o procurador pede ao Supremo que suspenda o cumprimento do ato da Mesa do Senado, por entender que ele cria “exceções textualmente não previstas na Súmula Vinculante nº 13″.

O procurador questionou alguns pontos do enunciado da Advocacia do Senado, entre eles um que exclui da demissão funcionários comissionados (contratados sem concurso público) que sejam parentes de senadores, mas contratados antes da posse do parlamentar. Para o procurador, o STF deve se pronunciar também sobre a contratação de parentes de ex-senadores, pois entende que os ex-parlamentares continuam participando do “jogo político” nos “bastidores” e, assim, com poder de influenciar na nomeação de parentes.

Garibaldi Alves Filho decidiu ainda afastar do cargo o advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, nomeando para seu lugar o consultor legislativo do Senado Luiz Fernando Bandeira de Mello. Para ele, Cascais “não se mostrou à altura do desafio” e elaborou um enunciado que foi “alvo de condenação do procurador-geral da República”.

Ao mesmo tempo, o presidente do Senado constituiu uma comissão, com três funcionários da Casa, para atender à reclamação do procurador-geral. Isso significa, na expressão de Garibaldi, que “todas as deliberações já tomadas serão revistas de acordo com a decisão do procurador”.

A comissão terá poderes para acrescentar novos casos de demissão, levando em consideração a reclamação do procurador da República. Ela é integrada por Sérgio Penna, Bruno Dantas (ambos consultores do Senado) e Agaciel Maia, diretor-geral da Casa. Ele deu prazo de 72 horas para que a comissão apresente providências para que o Senado siga as orientações do procurador-geral da República.

- O enunciado do Senado não existe mais. O que existe é a reclamação feita pelo procurador-geral da República. Faça-se Justiça. Cumpra-se a lei – afirmou.

O senador não quis responder a perguntas dos jornalistas, informando apenas que o relator da reclamação do procurador será o vice-presidente do STF, Cezar Peluso.

Eli Teixeira / Agência Senado

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Procurador-geral diz que parecer sobre nepotismo sai até quarta

20 de Outubro de 2008 – 12h31 – Última modificação em 20 de Outubro de 2008 – 13h23

 

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 

 
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Brasília – O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse hoje (20) que até quarta-feira (22) vai apresentar o parecer sobre a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o nepotismo no Legislativo, Executivo e Judiciário.  “Amanhã ou depois eu já devo ter uma resposta sobre a providência que deve ser tomada”, disse Souza logo depois de sair de sessão solene na Câmara em homenagem aos 35 anos da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).Ele afirmou ainda que a preocupação do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), é de que a interpretação sobre o conteúdo da súmula fique bem clara para que não haja mais dúvidas. Segundo ele, a implementação da norma exige uma “mudança de hábito a certos comportamentos que são quase aceitos sem questionamento”.

Na chegada ao Senado, Garibaldi disse que a Casa vai rever a decisão sobre nepotismo, caso o procurador mostre alguma irregularidade no caso de não demitir parentes contratados antes da posse do parlamentar do qual seja parente. “Se ele [procurador-geral da República] disser que vai propor uma reclamação, vou propor que não faça porque nós vamos rever a decisão diante do que ele constatar. Quero evitar que se crie um conflito entre os Poderes”, afirmou.
 
Garibaldi disse que já recebeu a resposta dos senadores sobre parentes empregados nos gabinetes. A maioria dos parlamentares negou empregá-los.

“Como os senadores se pronunciaram, quase na totalidade, dizendo que não existem parentes contratados, me sinto como se a Casa tivesse cumprido seu dever”, disse Garibaldi.

Na semana passada, cinco diretores e chefes de gabinete pediram dispensa dos cargos para preservar parentes que trabalham no Senado sem concurso público. Os atos de dispensa foram publicados na última sexta-feira (17) no boletim administrativo da Casa.

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Senado abre brecha e prorroga fim do nepotismo

Agencia Estado – 14/10/2008 19:29

O Senado abriu hoje uma brecha na súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu o nepotismo ao permitir que parentes de senadores contratados antes dos parlamentares assumirem o mandato poderão continuar ocupando cargo de confiança. Ao mesmo tempo, deu mais oito dias de prazo para que os senadores demitam seus parentes por eles contratados.

 

A decisão foi adotada hoje pela Mesa da Casa, baseada no parecer que a Advocacia-Geral da Casa deu a uma consulta do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). O parlamentar alegou que sua filha e uma cunhada tinham sido contratadas em 1997, antes dele assumir o atual mandato. No entanto, o senador omitiu o fato de que ele próprio contratou as duas, em seu mandato anterior, que começou a exercer em 1990. O advogado-geral Alberto Cascais afirmou que se guiou pela decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proibiu a contratação de parentes de magistrados nos tribunais.

 

Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o procedimento da Mesa está errado e deve ser derrubado por uma ação do Ministério Público. Ele lembrou que o CNJ adotou esta posição antes de o Supremo adotar a súmula, que não diferencia datas ao proibir o nepotismo. “Com a súmula, isto de anterioridade deixou de existir”, afirmou. O senador acusou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), de agir com parcialidade e cometer improbidade administrativa pelo não cumprimento das determinações do STF. “Foi uma maneira que o presidente encontrou para cumprir parcialmente a súmula e, portanto, deve ser processado.”

 

Apesar de a súmula está em vigência desde 29 de agosto, Garibaldi deu hoje mais oito dias para os senadores demitirem os parentes. Até hoje, apenas 51 senadores haviam respondido ao ofício da presidência do Senado questionando se tem ou não parentes na Casa. O pedido foi feito no dia 23 de setembro, dando o prazo até a última sexta-feira para que eles se manifestassem.

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Congresso não sabe como fiscalizará nepotismo

Domingo, 31 de agosto de 2008, 11h33 Atualizada às 11h32

Marina Mello
Direto de Brasília

Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter publicado no Diário Oficial da União a súmula vinculante que proíbe o nepotismo nos Três Poderes, o Congresso Nacional deverá nos próximos dias enfrentar dificuldades para fazer valer a decisão da Suprema Corte que proíbe a contratação de parentes nos três poderes. Isso porque não existe nenhum órgão específico dentro do Congresso para fiscalizar e descobrir se um funcionário é ou não parente do deputado ou senador para quem ele trabalha, já que em muitos casos o parente nem possui o mesmo sobrenome do político que o contratou. A previsão de que não será nada fácil dar um basta na contratação de familiares é feita nos bastidores pelos próprios parlamentares.

» Deputados federais empregam parentes
» Judiciário: STF autoriza proibir nepotismo
» Opine sobre o nepotismo

Dificuldades a parte, o assunto deverá dominar as discussões dentro do Parlamento no decorrer da semana, sendo inclusive tema de uma reunião de líderes que será realizada pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinagflia (PT-SP), na próxima terça-feira.

Os presidentes da Câmara e do Senado já deram ordens para que os advogados das duas Casas analisem a súmula publicada pelo STF para em seguida serem enviados avisos a todos os gabinetes informando oficialmente a cada parlamentar sobre a nova lei.

Apesar de concordar com o fato de que não vai ser tão simples acabar com o nepotismo, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), prefere confiar no “bom senso” dos senadores e diz estar otimista em relação ao cumprimento da lei.

“Vamos esperar que os senadores tomem as devidas providências, não tenho dúvida que eles tomarão. No caso de haver alguma resistência de algum senador, isso não deve prevalecer, até para proteger a imagem do Senado. Acredito que nenhum deles vai querer se ver envolvido em alguma denúncia de que não está cumprindo a lei, isso seria constragedor, acho que eles vão querer evitar passar por esse constrangimento”, disse ele em entrevista ao Terra.

O presidente da Câmara garante rigidez total em relação ao tema e ressalta que não vai aceitar nenhum caso de contratação de parentes. “Temos é que combater e acabar com o nepotismo. Não há espaço para isso na Câmara”, disse.

Até o momento, não há um balanço oficial sobre o efeito da súmula no Congresso. Mas no Senado, Garibaldi já encaminhou o pedido de exoneração do sobrinho Carlos Eduardo à Diretoria-Geral da Casa. Na Câmara, os boletins publicados mostram a demissão de cinco parentes, segundo o jornal O Globo

Apesar do esforço dos dois presidentes, a análise geral é de que dificilmente as coisas vão mudar. Para a especialista Norma Nunes, como é praticamente impossível fiscalizar se existe ou não a contratação de parentes, a lei acabará sendo inócua. “Fica difícil se cumprir algo desta forma. Só se instalassem equipamentos para se realizar testes de DNA”, ironizou.

O próprio presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, reconhece as limitações da lei. “É sempre muito difícil ter uma normatização precisa numa súmula, súmula – o próprio nome já diz – quer dizer resumo, então é difícil abranger todas as situações”, reconheceu.

Mesmo assim, Mendes prefere acreditar que os políticos vão preferir evitar situações constragedoras e cumprir a nova lei. “Mas vamos olhar o copo na visão meio cheio ou meio vazio, eu prefiro a perspectiva positiva, ele está meio cheio. Vamos achar que a súmula responde à essas questões que estão postas.Estou absolutamente convicto que a súmula do nepotismo será cumprida de forma satisfatória”, afirmou.

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Nepotismo



13ª Súmula Vinculante veda nepotismo nos Três Poderes

O STF acaba de aprovar, por unanimidade, a 13ª Súmula Vinculante da Corte, que veda o nepotismo nos Três Poderes, no âmbito da União, dos Estados e dos municípios.

O dispositivo tem de ser seguido por todos os órgãos públicos e, na prática, proíbe a contratação de parentes de autoridades e de funcionários para cargos de confiança, de comissão e de função gratificada no serviço público.

A súmula também veda o nepotismo cruzado, que ocorre quando dois agentes públicos empregam familiares um do outro como troca de favor. Ficam de fora do alcance da súmula os cargos de caráter político, exercido por agentes políticos.

Com a publicação da súmula, que deverá ocorrer em breve, será possível contestar, no próprio STF, por meio de reclamação, a contratação de parentes para cargos da administração pública direta e indireta no Judiciário, no Executivo e no Legislativo de todos os níveis da federação.

Confira o enunciado da Súmula Vinculante nº 13:

A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.”

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Presidente do Senado terá que demitir parente

21/08/08 – 11h28 – Atualizado em 21/08/08 – 11h53

Garibaldi Alves admite prática de nepotismo.
Supremo proibiu a contratação de parentes nos três poderes.

Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

 

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), admitiu nesta quinta-feira (21) que será um dos afetados pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu o nepotismo nos três poderes.

 

Garibaldi afirmou que terá de demitir um de seus parentes. Segundo a assessoria do senador, o parente seria um sobrinho de Garibaldi que trabalha em seu gabinete.

“Eu vou ter de dispensar um parente meu que trabalha no gabinete e não sei da repercussão em outros gabinetes de senadores”, disse o presidente do Senado. 

 

Garibaldi afirmou que não esperava que o Supremo estendesse aos outros poderes a decisão de proibir a contratação de parentes no Judiciário. Ele aguarda a súmula que deve ser editada nesta quinta-feira pelo Supremo para verificar como o Senado irá cumprir a decisão.

“Na verdade, eu não esperava que a decisão a ser adotada tivesse a amplitude que teve. Agora é cumprir a decisão do Judiciário, e também aguardar os desdobramentos de como se deve proceder para cumpri-la”, afirmou Garibaldi.

O presidente do Senado não soube informar se outros colegas também serão obrigados a demitir parentes. Ele ainda não sabe se a Casa realizará um levantamento dos parentes contratados para poder cumprir a decisão.

 

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