Arquivo para Nossa Caixa

Desbloqueado o dinheiro da venda da Nossa Caixa

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região suspendeu a liminar que determinava depósito em juízo de R$ 5,3 bilhões da venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil. A liminar, pedida pelo Conselho Federal da OAB, destinava o valor para o pagamento de parte dos precatórios alimentares devidos pelo estado de São Paulo desde 1998, no  total de R$ 12 bilhões. A decisão da presidente do TRF-3, Marli Ferreira, é desta sexta-feira (13/3).

Na terça feira, o Banco do Brasil depositou em juízo a primeira de 18 parcelas no valor de 299 milhões devidas ao governo de São Paulo, o ex-dono da Nossa Caixa. Audiência de tentativa de conciliação convocada por Marli Ferreira, na quinta-feira (12/3), terminou sem acordo, depois de quatro horas de conversas.  Na oportunidade, o secretário de Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey, apresentou uma lista de obras, totalizando R$ 3,3 milhões, que seriam afetadas pelo bloqueio. A OAB ressaltou que 500 mil credores estão à espera do pagamento dos precatórios devidos pelo estado..

No pedido de suspensão de liminar, o governo de São Paulo argumentou grave lesão à ordem e à economia públicas. Sustentou que a liminar concedida em primeira instância causa interferência na atuação do Executivo, “eleito pelo voto democrático”, e seria uma forma de substituí-lo em suas atribuições.

Além disso, o estado argumentou que o dinheiro obtido com a venda da Nossa Caixa está vinculado ao programa de investimento do estado, exceto a parte que será destinada ao apoio financeiro a entidades filantrópicas.

Marli Ferreira, ao decidir, observou que a ação da OAB foi “mal proposta, pois envolveu pedido de indisfarçável sequestro”. Para a desembargadora, o governo conseguiu comprovar que se o dinheiro for direcionado para o pagamento de precatórios causará grave lesão à ordem e às finanças do estado de São Paulo, “visto que os valores decorrentes dessa receita encontram-se devidamente alocados no Orçamento de 2009”.

Clique aqui para ler a decisão.

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Dinheiro da venda é bloqueado para pagar precatório

O Banco do Brasil deve depositar em juízo as parcelas para pagar a compra da Nossa Caixa. A decisão em caráter liminar foi dada pela juíza Fernanda Souza Hutvler, da 20ª Vara Federal de São Paulo. Fernanda acolheu pedido da OAB, que requer em Ação Civil Pública que o dinheiro que o estado de São Paulo vai obter com a venda da Nossa Caixa seja usado para pagar precatórios.

A Nossa Caixa foi vendida para o Banco do Brasil em novembro por R$ 5,3 bilhões. Segundo a OAB, o estado de São Paulo deve R$ 30 bilhões em precatórios. São 500 mil credores de precatórios alimentares, na maioria aposentados e pensionistas, que estão na fila aproximadamente há 10 anos, informa a Ordem.

Pela decisão da juíza (clique aqui para ler), as 18 parcelas da compra devem ser depositadas em juízo até que ela decida o mérito da ação. A primeira parcela, no valor de R$ 299,2 milhões, vence nesta terça-feira (10/3). 

“A decisão é histórica porque, simultaneamente, combate o calote da dívida pública e restabelece a dignidade do Poder Judiciário, constantemente desrespeitado pelos governadores brasileiros que se recusam a cumprir as suas decisões”, afirmou o presidente da OAB, Cezar Britto.

A proposta da OAB, segundo o presidente da Comissão Especial dos Credores Públicos do Conselho Federal da Ordem, conselheiro Orestes Muniz Filho, é que os recursos obtidos com a venda do banco sejam transferidos diretamente para a Justiça do estado fazer o pagamento dos precatórios alimentares.

Na sessão plenária desta segunda-feira (9/3), o Conselho Federal da OAB autorizou também as seccionais da OAB de outros estados que estão em dívida com os precatórios e que estejam transferindo ou vendendo bens estatais a pedir a extensão da ação ajuizada pela Ordem em São Paulo.

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Aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil pode fazer cliente economizar

Por: Flávia Furlan Nunes
27/11/08 – 17h08
InfoMoney

SÃO PAULO – À primeira vista, a aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil é positiva ao consumidor, que deve acabar economizando, pelo menos quando analisados alguns serviços prioritários estabelecidos pelo Banco Central. Isso porque o banco comprador tem 12 tarifas com valores até 40% menores em relação ao adquirido.

O caso mais extremo é o fornecimento de extrato mensal de conta de depósitos à vista e de poupança, que custa R$ 1,45 no Banco do Brasil e R$ 2,40 na Nossa Caixa, uma diferença de 40%. A menor diferença foi encontrada em ordem de pagamento, com valor de R$ 24 no BB e de R$ 25 na Nossa Caixa (-4%).

Três tarifas têm o mesmo valor nos bancos: fornecimento de microfilmagem (R$ 6), transferência de DOC pela internet (R$ 8) e transferência entre contas na própria instituição (R$ 1).

Taxas de juros
De acordo com o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), a aquisição deverá representar uma acomodação das taxas de juros praticadas pelos dois bancos, além das tarifas e dos pacotes de serviço já contratados. Em relação aos juros, é possível dizer que eles variam dentro dos próprios bancos, de acordo com o nível de relacionamento do cliente. Confira abaixo:

Banco Crédito pessoal Cheque especial Aquisição de veículos
Banco do Brasil de 2,05% a.m. a 8,62% a.m. de 0,95% a.m. a 6,55% a.m. de 0,5% a.m. a 5,5% a.m.
Nossa Caixa de 2% a.m. a 8,5% a.m. de 1,7% a.m. a 7,3% a.m. de 1,4% a.m. a 4,35% a.m.

Fonte: Idec

No caso da taxa de juros no rotativo, o Banco do Brasil pratica um máximo de 13,8% a.m., enquanto a Nossa Caixa tem um juros máximo de 9,5% a.m.

Como fica o consumidor?
Conforme orientou o Idec, os contratos em andamento devem seguir as condições já estabelecidas. Para os novos, o cliente deve buscar as tarifas e serviços que são mais atrativos, até a consolidação da aquisição. Fique atento aos extratos, para não ser surpreendido com cobrança de tarifas não acordadas.

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Bancários se reúnem com BB nesta sexta em Brasília

sexta-feira, 21 de novembro de 2008, 09:38 | Online

Representantes vão exigir um compromisso formal pela garantia de empregos após a aquisição do Nossa Caixa

Agência Estado

SÃO PAULO - Representantes dos bancários reúnem-se nesta sexta-feira, 21, às 14 horas com a direção do Banco do Brasil, em Brasília, para exigir um compromisso formal pela garantia de empregos e direitos dos trabalhadores do BB e da Nossa Caixa após a aquisição do banco paulista, anunciada na última quinta-feira. 

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“Vamos reivindicar a unificação de direitos como Planos de Cargos e Salário (PCS), fundos de pensão e programas de assistência médica”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. A categoria também reivindica que não haja fechamento de agências bancárias e que sejam preservadas as bandeiras das duas instituições.

 

De acordo com o sindicato, o Banco do Brasil havia se comprometido a reunir-se com os representantes dos bancários assim que a aquisição fosse anunciada.

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Como fica o setor bancário brasileiro com a aquisição da Nossa Caixa?

Por: Nathália A. Terra Pereira
20/11/08 – 16h10
InfoMoney

SÃO PAULO – Em menos de vinte dias, o setor bancário brasileiro assumiu feições bem diferentes. Ao final do mês de outubro, o Bradesco (BBDC4) detinha a liderança como banco mais lucrativo em 2008, seguido de perto pelo Itaú (ITAU4), ao passo que no quesito carteira de crédito, o Banco do Brasil (BBAS3) mantinha larga folga em relação a seus pares.

Até que, em 3 de novembro, em uma operação que tomou de surpresa os investidores, o Unibanco (UBBR11) e o Itaú anunciaram a integração de suas atividades: nascia assim o Itaú Unibanco Banco Múltiplo, o maior conglomerado financeiro do País e também do Hemisfério Sul. Nesta quinta-feira (20), outra transação histórica: o BB fechou a compra da Nossa Caixa (BNCA3) por R$ 5,4 bilhões.

Novo cenário
Movimentações históricas em tão curto espaço de tempo alteraram profundamente a cara do mercado bancário brasileiro. Com as aquisições e fusões, o segmento ganha expressividade no plano internacional e força para enfrentar os tempos difíceis que se abatem sobre as bolsas e a economia global. Mas nesse jogo de forças, um ficou para trás: o Bradesco.

Quando os primeiros rumores de que o BB compraria a Nossa Caixa surgiram em maio deste ano, o banco foi um dos primeiros a se manifestar contrariamente – mas sem sucesso. O Itaú e o Unibanco optaram pela integração. O BB adquiriu também outros bancos regionais, como o Besc e o Banco do Piauí. Enquanto isso, o Bradesco mantinha-se longe do noticiário.

O resultado? De líder, o banco amarga agora a última colocação entre as três maiores instituições financeiras brasileiras em diversos parâmetros, como ativos totais detidos, carteira de crédito e lucro líquido no acumulado do ano. Confira a tabela:

BB-Nossa Caixa Itaú Unibanco Holding Bradesco
Ativos R$ 498,1 bilhões R$ 575,1 bilhões R$ 422,7 bilhões
Empréstimos Totais R$ 226,0 bilhões R$ 225,3 bilhões R$ 160,6 bilhões
Patrimônio Líquido R$ 31,1 bilhões R$ 51,7 bilhões* R$ 34,2 bilhões
Lucro Líquido
Acumulado
2008
R$ 6,4 bilhões R$ 8,1 bilhões R$ 6,0 bilhões

*Considerando efeitos fiscais

Se o Bradesco perdeu competitividade frente a seus pares, o Banco do Brasil ainda possui um longo caminho para alcançar os números do Itaú Unibanco Holding, mesmo com a aquisição da Nossa Caixa, embora tenha recuperado a liderança no que concerne à carteira de crédito.

A preponderância do Itaú Unibanco Holding é particularmente mais incisiva no quesito “ativos”, no qual tem R$ 575,1 bilhões detidos, contra R$ 498,1 bilhões registrados pela junção dos números do Banco do Brasil com a Nossa Caixa. O terceiro lugar fica com o Bradesco: R$ 422,7 bilhões.

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Veja o fato relevante sobre a compra da Nossa Caixa pelo BB

quinta-feira, 20 de novembro de 2008, 14:53 | Online

Da Redação

SÃO PAULO - O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 20, a compra do controle da Nossa Caixa das mãos do governo de São Paulo por R$ 5,386 bilhões. O custo atribuído a cada ação da Nossa Caixa será de R$ 70,63 e a quantia será paga ao governo em dinheiro, dividida em 18 parcelas mensais.

 

Leia abaixo o fato relevante sobre a operação:

 

“FATO RELEVANTE

1. Em conformidade com o ? 4º, do artigo 157, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, com a Instrução CVM nº 358, de 03 de janeiro de 2002, e em aditamento ao Fato Relevante de 21.05.2008, o Banco do Brasil S.A. (“Banco do Brasil”), sociedade de economia mista federal, com sede em Brasília (DF), Comunica:

 

2. Foi celebrado, nesta data, entre o Banco do Brasil e o Governo do Estado de São Paulo, Memorando de Entendimentos, com efeito vinculante, para aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa (“Nossa Caixa”), por intermédio da alienação de 76.262.912 ações ordinárias, pertencentes ao Estado, equivalentes a 71,2499527144% do capital social total e do capital votante na mesma proporção, para o Banco do Brasil. O preço estipulado para alienação é de R$ 5.386.496.425,21 (cinco bilhões, trezentos e oitenta e seis milhões, quatrocentos e noventa e seis mil, quatrocentos e vinte e cinco reais e vinte e um centavos), resultando no valor de R$ 70,63 (setenta reais e sessenta e três centavos) por ação.

 

3. A forma de pagamento desse investimento, negociada com o Governo do Estado de São Paulo, prevê pagamento em espécie, em 18 parcelas mensais, a partir de março de 2009, no valor de R$ 299.249.801,40 (duzentos e noventa e nove milhões, duzentos e quarenta e nove mil, oitocentos e um reais e quarenta centavos), corrigidas pela SELIC até o pagamento das respectivas parcelas.

 

4. O valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa. Os consultores contratados foram Merrill Lynch (assessor financeiro), PriceWaterhouseCoopers (avaliação e due diligence), Accenture (sinergias e integração) e UBS Pactual (fairness opinion).

 

5. Considerando a natureza jurídica de economia mista de ambas as companhias envolvidas, e para a preservação adequada do interesse público, o memorando de entendimentos prevê a posterior incorporação societária da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, com a manutenção da prestação de serviços para o Estado de São Paulo, consubstanciada nos seguintes aspectos: i) manutenção da prestação de serviços bancários em todas as localidades atualmente atendidas pela Nossa Caixa; ii) manutenção e incremento das políticas financeira, creditícia e de fomento desenvolvidas pela Nossa Caixa; iii) assunção, pelo Banco do Brasil, da operacionalização dos programas sociais do governo do Estado de São Paulo administrados pela Nossa Caixa; iv) manutenção do patrimônio público, principalmente no que se refere a depósitos judiciais e operações financeiras privativas de instituições financeiras oficiais.

 

6. Na forma como está acordada, a operação preserva o interesse dos agentes relacionados às empresas, incluindo empregados, correntistas, acionistas e demais parceiros.

 

7. A operação está sujeita à aprovação de lei autorizadora pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e dos demais órgãos competentes.

 

8. Em obediência à legislação vigente, mais detalhes da operação serão divulgados ao mercado no momento oportuno.

 

Brasília, 20 de novembro de 2008.

 

Aldo Luiz Mendes

Vice-Presidente de Finanças,

Mercado de Capitais e Relações com Investidores

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Banco do Brasil compra Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões

20/11/08 – 14h33 – Atualizado em 20/11/08 – 14h39

Anúncio foi feito por meio de fato relevante à CVM e à Bovespa.
Negociações já aconteciam há meses e foram facilitadas pela MP 443.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

 

O Banco do Brasil confirmou nesta quinta-feira (20), por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores de São Paulo, a aquisição do banco paulista Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões.

 

O pagamento será feito em dezoito parcelas mensais a partir de março de 2009 no valor, cada uma, de R$ 299,2 milhões – corrigidas pela taxa básica de juros.

 

“O valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa”, informou o Banco do Brasil.

 

A venda da Nossa Caixa foi precedida por reunião entre o governador de São Paulo, José Serra, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida nesta quarta-feira (19). Ao fim do encontro, porém, o governador José Serra negou que o assunto tenha sido discutido.

 

Liderança

 

Com a compra da Nossa Caixa, o Banco do Brasil dá mais um passo para tentar retomar, no futuro, a posição nunca havia perdido de maior banco do país. O BB deixou a liderança no início de novembro com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, que resultou na criação de um “gigante financeiro”. Com a operação, o conglomerado formado pelos dois bancos privados assumiu, também, o posto de maior instituição financeira da América do Sul.

 

Logo após o anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisava que o BB perderia a liderança “momentaneamente” e que a instituição teria a chance de correr atrás e se recompor. “A vida é assim. Nada como um dia depois do outro. Ele [BB] terá também a chance de correr atrás e se refazer”, afirmou Mantega na ocasião. A visão é compartilhada pelo presidente Lula, para quem há interesse de que o BB seja “muito maior do que qualquer banco no Brasil”.

 

Ao concretizar a compra da Nossa Caixa, o BB soma R$ 53,4 bilhões em ativos, que já totalizavam R$ 459 bilhões antes da operação. Com isso, a instituição sobe para cerca de R$ 513 bilhões em ativos totais. Este valor já contabiliza o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Piauí (BEP) – este último adquirido recentemente.

 

O conglomerado formado pelo Itaú e Unibanco possui cerca de R$ 575 bilhões em ativos. mantendo a liderança. O BB também avalia, porém, a compra do Banco de Brasília (BRB) e há rumores que estaria negociando a aquisição de parte do Banco Votorantin. A instituição também tem atuado na compra de carteiras de crédito de bancos de menor porte.

 

Nova regra facilita negócio

 

A compra da Nossa Caixa foi agilizada pela edição, por parte do presidente Lula, da Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a adquirirem, com menos burocracia, instituições financeiras públicas e que passou a permitir a compra de bancos privados. A medida foi anunciada em meados de outubro, antes da fusão do Itaú com o Unibanco.

 

O BB lembra que já estava conversando com o governo paulista sobre a compra da Nossa Caixa há vários meses, ou seja, bem antes do anúncio da fusão entre o Itaú e Unibanco. Com a MP 443, informou em outubro o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, a compra do banco paulista teria ficado mais fácil, visão que também foi compartilhada pelo governador de São Paulo, José Serra.

 

Segundo explicou Aldo Mendes, do BB, quando a MP 443 foi editada em outubro, o modelo antigo [pelo qual o BB não podia fazer compras diretas de outros bancos] começou a mostrar “grande dificuldade” para a compra da Nossa Caixa e BRB, pois envolvia uma engenharia financeira complicada e pagamento em ações.

 

“Os vendedores [governos estaduais] não querem receber, como moeda de troca, ações de outro banco. Querem transformar esse banco em outros ativos. Em um primeiro momento caixa [dinheiro] e, em um segundo momento, investimento em seus estados”, explicou Mendes naquele momento.

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Lula diz que ainda não tem avaliação sobre compra da Nossa Caixa pelo BB

18 de Novembro de 2008 – 17h26 – Última modificação em 18 de Novembro de 2008 – 17h26

 

 

 

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 

 
  Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula a Silva afirmou hoje (18) que ainda não tem uma avaliação sobre a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Segundo ele, a decisão não será tomada na reunião que terá nesta tarde com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os presidentes de bancos públicos.”Tenho que ouvir primeiro o Mantega, depois o presidente do Banco do Brasil [Antônio Francisco de Lima Neto] e depois os interesses do governador [de São Paulo] José Serra. Aí, tomarei uma decisão.”

Sobre a operação, o presidente afirmou “o Banco do Brasil era o principal banco do Brasil, mas, com a fusão do Itaú com o Unibanco, passou a ser o segundo. E nós queremos que ele [BB] seja muito maior do que qualquer outro banco no país.”.

De acordo com o presidente, o tema principal da reunião de hoje será crédito. “Quero saber como está fluindo o crédito nos nossos bancos”. Lula disse que não há falta de dinheiro: o problema é que as pessoas estão com medo de consumir o que, segundo ele, pode gerar uma crise na economia real.

“Temos que tomar cuidado para não incentivar as pessoas que estão endividadas a fazerem compras. Quem está endividado tem que pagar dívida, e não fazer novas despesas, mas quem não está endividado pode comprar normalmente. Essa é a hora das pessoas aprenderem a fazer bons negócios.”

“Lula fez as declarações após almoço pferecido ao presidente da Indonésia, Susilo Yudoyono, no Palácio do Itamaraty.

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Nossa Caixa dispara e BB cai na Bovespa; Mantega nega acordo

quinta-feira, 6 de novembro de 2008, 13:56 | Online

Volta das expectativas de iminente conclusão da compra do banco paulista coloca ações nos extremos opostos

RENATA VERÍSSIMO - Agencia Estado

BRASÍLIA - A volta das expectativas de iminente conclusão da compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil colocou as ações das duas instituições financeiras nos extremos opostos do principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo. Porém, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que a União e o governo do Estado de São Paulo tenham fechado o valor da venda da Nossa Caixa para o BB. Enquanto os papéis do banco estatal paulista disparavam 13,07%, para R$ 45, os da instituição federal tinham baixa de 5,2%, a R$ 15,20. No mesmo instante, o Ibovespa caía 2,8%.

 

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“Não foi fechado nada. São só especulações. Quando tiver um fato publicaremos um fato relevante com os dados”, disse o ministro referindo-se às notícias publicadas nesta quinta nos jornais de que o valor seria de R$ 6,8 bilhões. Segundo o ministro, as negociações continuam, mas não há nenhuma novidade. “Não é porque o governador se reuniu com o ministro que se tratou deste assunto”, afirmou.

 

Segundo operadores, após o encontro realizado na noite de quarta-feira entre José Serra, governador do Estado de São Paulo, controlador da Nossa Caixa, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os rumores de que as negociações podem estar perto da conclusão voltaram com força.

 

 

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Negociações para a venda da Nossa Caixa avançam

Quarta-Feira, 05 de Novembro de 2008 

Decisão do CNJ sobre depósitos judiciais e interesses políticos tornam o Banco do Brasil favorito na operação

Carlos Marchi

A negociação entre o governo de São Paulo e a direção do Banco do Brasil para vender a Nossa Caixa avançou nas últimas semanas e está próxima de um fim bem-sucedido, afirmou ontem ao Estado um dos principais assessores do governo José Serra (PSDB). Nas últimas semanas, a venda da Nossa Caixa ao BB adquiriu variáveis políticas que interessam aos dois lados envolvidos no negócio.

Além de ter avançado no campo político, houve uma decisão judicial fundamental para o futuro da Nossa Caixa. Ontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que os depósitos judiciais devem permanecer nos bancos públicos. Um dos principais atrativos da Nossa Caixa para os bancos privados – a começar pelo Bradesco -, era os depósitos judiciais que administra, avaliados em mais de R$ 16 bilhões.

Como o Bradesco, ou outro banco privado, não poderá ficar com esses depósitos, a Nossa Caixa perde boa parte de seu apelo. Para o Banco do Brasil, porém, ela continua sendo interessante. No mercado financeiro, avalia-se que o preço da Nossa Caixa possa variar de R$ 6 bilhões a R$ 10 bilhões.

Desde o anúncio da união do Itaú com o Unibanco, a direção do BB está obcecada em tomar decisões que devolvam ao mais antigo banco brasileiro um valor institucional que acaba de perder. A compra da Nossa Caixa não devolverá ao BB o primeiro lugar do ranking nacional de bancos, mas o deixará bem perto disso.

O governo Serra também enxerga variáveis políticas que lhe interessam. Se a Nossa Caixa for vendida ao BB e ajudar a reconstituir o valor institucional perdido, o governo paulista estará mais que fazendo um bom negócio: estará, também, ajudando o governo Lula a recuperar um de seus discursos mais caros, a defesa dos valores estatistas, ponto central na ideologia do PT. E isso, num ano que antecipa a sucessão presidencial, é um gesto simpático que pesa, pois Lula se livrará do estigma de ver o BB perder sua liderança secular justamente em seu governo.

Duas razões, no entanto, estimulam o governo paulista a vender a Nossa Caixa ao BB, e não a um banco privado. A primeira é que esse modelo de venda dispensa uma licitação que traria impasses jurídicos e desgastes políticos. A segunda é que ela permite ao governo paulista se livrar de protestos da CUT e de sindicatos de bancários paulistas, o que seria inevitável se a Nossa Caixa fosse vendida a um banco privado.

Por outro lado, quando era candidato, o governador Serra anunciou que faria da Nossa Caixa uma espécie de BNDES estadual, um banco de fomento capaz de alavancar a atividade econômica em regiões menos desenvolvidas do Estado. Uma vez no governo, Serra percebeu que, por várias razões, a Nossa Caixa não poderia cumprir esse papel tão ambicioso.

Outro sinal positivo para as negociações veio do Congresso. Pessoas envolvidas nas negociações estão confiantes na aprovação da Medida Provisória 443, que dá condições para que a Nossa Caixa seja vendida ao Banco do Brasil sem necessidade de licitação pública. Embora tenha havido alguma resistência inicial e discurso dúbio de integrantes da oposição sobre essa possibilidade, as negociações avançaram no Congresso.

COLABOROU RICARDO GRINBAUM

 

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