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Ufscar inicia discussões sobre vestibular unificado

25 de Abril de 2009 – 12h37 – Última modificação em 25 de Abril de 2009 – 12h37
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 

 
 
 
 
São Paulo – A Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) vai iniciar na próxima quinta-feira (30) uma série de encontros para debater a proposta do Ministério da Educação de utilização do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) como exame vestibular.Na última quinta-feira passada (23), o Conselho Universitário e o Conselho de Graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aprovaram a proposta do ministério. Professores e coordenadores vão, até o final do próximo mês, definir se o Enem será usado de forma “única” na seleção dos candidatos ou se será utilizado apenas como uma primeira fase do vestibular.

De acordo com o MEC, as universidades que aderirem ao novo Enem como processo seletivo unificado poderão utilizar o resultado da prova de quatro maneiras diferentes: como prova única, como primeira fase, combinado à nota do vestibular tradicional ou para seleção de estudantes para vagas remanescentes.

As universidades públicas paulistas – a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) – já aprovaram, no Conselho Estadual da Educação, colocar em pauta a discussão da realização de uma primeira fase unificada de seus vestibulares. O tema deve voltar a ser debatido nas primeiras semanas do próximo mês.

Até o momento, as universidades estaduais paulistas anunciaram apenas mudanças pontuais em seus vestibulares. A Unesp alterou o peso do Enem na sua prova de conhecimentos gerais, que agora pode chegar a 10%. Antes, era de 4%. Além disso, o processo seletivo da instituição passará a ser em duas fases a partir do próximo vestibular de dezembro:

Da primeira fase, eliminatória, constará a prova de Conhecimentos Gerais, com 90 questões de múltipla escolha, sendo 30 de cada área especificada nos Parâmetros Curriculares Nacionais: linguagens, códigos e suas tecnologias (elementos de língua portuguesa e literatura, língua inglesa, educação física e arte); ciências da natureza, matemática e suas tecnologias (elementos de biologia, física, química e matemática); ciências humanas e suas tecnologias (elementos de história, geografia e filosofia).

Para realizar a segunda fase, serão convocados os mais bem classificados na primeira fase, à razão média de 4 a 6 candidatos por vaga. Esta fase será aplicada em dois dias. No primeiro, a avaliação será composta de 12 questões discursivas de ciências da natureza, matemática e suas tecnologias e 12, também discursivas, de ciências humanas e suas tecnologias. No segundo dia, os candidatos farão a prova com 12 questões discursivas de linguagens e códigos e suas tecnologias e uma prova de redação em língua portuguesa, de gênero dissertativo. A duração de cada dia de prova (primeira e segunda fases) será de quatro horas e meia.

A USP também anunciou alterações pontuais em seu vestibular. Agora, a nota da primeira fase da seleção não será usada na segunda etapa do vestibular. Os vestibulandos que passarem para a segunda etapa terão a nota zerada. Na segunda fase, serão três dias seguidos de provas. No primeiro, os candidatos farão prova de língua portuguesa e uma redação. No segundo dia ocorrerá o teste com 20 questões interdisciplinares de biologia, química, história, física, matemática, geografia e inglês. No terceiro dia, a prova terá 12 questões discursivas. Até três disciplinas poderão ser abordadas, dependendo da carreira escolhida pelo candidato.

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Vestibular unificado será mais democrático, afirma Inep

Agencia Estado – 6/4/2009 8:05

O vestibular define o que os alunos do ensino médio vão estudar. A constatação, consenso entre especialistas, deve ganhar novo rumo a partir deste ano, com a iniciativa do Ministério da Educação (MEC) de unificar o processo seletivo das 55 universidades federais e de as universidades paulistas discutirem fazer uma primeira fase única, além de reverem as provas. Um ganho da unificação do vestibular, segundo Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), será um sistema mais eficiente e democrático.

 

“A gente sabe que as escolas são influenciadas pelo que é exigido no vestibular e queremos usar a prova para orientar o ensino médio num outro caminho, por isso estamos convidando as universidades para discutirem o tema juntas”, afirma o presidente do Inep, braço do ministério responsável pelas avaliações. “Não adianta o ministério e as secretarias de educação pensarem currículo se os vestibulares mudam tudo.”

 

O MEC quer usar a experiência adquirida com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com questões que buscam analisar competências mais do que conteúdo, e que já é feito por cerca de quatro milhões de alunos. O novo exame incorporaria perguntas de ciências humanas e biológicas, por exemplo, além de ganhar uma escala mais calibrada, para ter o mesmo nível de dificuldade todos os anos – hoje em dia, em certos anos a prova é mais fácil, e em outros, mais difícil.

 

Nas próximas semanas, após reuniões com os reitores das federais, o Inep deverá decidir se aplica o novo Enem neste ano ou se fica para 2010. Caso aconteça agora, a prova atualmente marcada para agosto seria transferida para outubro. Seria uma prova única, e o aluno, com nessa nota, poderia se candidatar para vagas em qualquer uma das universidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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